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15.12.17

{Resenha} Dois Irmãos



Autor: Milton Hatoum
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Dois irmãos é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise.
O enredo dessa vez tem como centro a história de dois irmãos gêmeos - Yaqub e Omar - e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros.


Como havia prometido, trago hoje a resenha da obra original Dois Irmãos de Milton Hatoum, àquele do qual os gêmeos quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon se basearam para sua graphic novel.

Bom, ao que diz respeito à história se trata de um drama envolvendo toda uma família em muitos anos, sendo narrada pelo observador (e por vezes, o próprio "jogador" como chega a brincar em algum momento) e morador da casa, Nael, filho da empregada Domingas que também acompanhou a trama quase que completa.

Como anteriormente, me vejo em uma situação difícil para poder resumir todo o livro de forma sucinta, já que são tantos os casos envolvendo todos os integrantes, mas se fosse para dizer em poucas palavras mesmo, eu diria que a história conta como a intriga entre os irmãos Yaqub e Omar, primeiramente gerada pelo ciúme e depois, mais tarde, fortalecida pela traição, afeta aqueles ao seu redor.
"Naquela época, tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento; permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras [...]"
Em comparação com a graphic novel, eu devo dizer que com o livro pude enxergar a essência dos personagens quase que por completo e, diria até, que pude sentir muitas de suas indignações e desaforos com os ocorridos, além de não poder deixar de sentir uma certa antipatia com personagens como Zana, a mãe dos gêmeos, da qual, ao meu ver, foi uma das principais causas e incentivadora, mesmo que indiretamente, no conflito dos filhos.

O amor exagerado e o mimo excessivo que demonstrava pelo Caçula, até mesmo quando este se envolvia com coisas indevidas e mulheres por todo o canto, me irritava. Como dizia o próprio marido, anos mais tarde ao neto, narrador do drama, Zana tinha um ciúme absurdo do filho, e o protegia além da conta, apenas pelo medo de perdê-lo. Afastava seus amores, por não serem mulheres dignas de seu Omar, e este, um covarde, preso pelos sua própria fraqueza não poderia contrariar a decisão da mãe, pois para ela devia boa parte de sua vida e de seus sentimentos.

Mas Omar não sossegou, ele queria tudo. Tudo que lhe desse prazer e glória. Queria a atenção que era voltada ao irmão próspero, que crescia e se enriquecia em São Paulo como engenheiro, aquele que para o pai, era o filho que só tinha cabeça. Aquilo o queimava por dentro e em contrapartida, Yaqub nunca se esquecera da cicatriz que o irmão fez crescer dentro de si, a vingança que matutava desde aquela época.
"Era o mais silencioso da casa e da rua, reticente ao extremo. Nesse gêmeo lacônico, carente de  prosa, crescia um matemático. O que lhe faltava no manejo do idioma sobrava-lhe no poder de abstrair, calcular, operar com números. "E para isso", dizia o pai, orgulhoso, "não é preciso língua, só cabeça. Yaqub tem de sobra o que falta no outro."
 Até mesmo mais tarde, quando Zana pedira pelo perdão de Yaqub e a reconciliação dos filhos, seu perdão foi deixado de lado e a reconciliação nunca realizada. O conflito cresceu e se tornou violento, além de triste e cansativo para aqueles que acompanhavam de perto. Sua mãe morreu perguntando dos filhos, esperando um sonho que não lhe ocorreu: a harmonia, a paz.

Nael nos conta ainda sobre a morte de sua mãe e de seu avô, o pai dos gêmeos. Como decidiu se afastar da família, quando tudo já havia desmoronado, o quanto aquele conflito foi doloroso e penoso para todos que naquela casa viviam.
"A loucura da paixão de Omar, suas atitudes desmesuradas contra tudo e todos neste mundo não foram menos danosas do que os projetos de Yaqub:o perigo e a sordidez de sua ambição calculada. Meus sentimentos de perda pertencem aos mortos. Halim, minha mãe."
Não sei se poderia considerar o livro em si cativante, mas com certeza o descreveria como real. Talvez por conta de nos mostrar os cenários, a cidade toda de acordo com as passagens de tempo e as histórias sendo contadas de formas espaçadas e o narrador tentando montar esses pedaços pra nos dar um enredo coerente. Além dos atos e personalidades mostrados por todos ali presentes.
Embora não fosse um dos meus gêneros preferidos, até longe disso, acho que foi uma ótima leitura para se passar o tempo.

E vocês já chegaram a ler a obra original? Ou quem sabe a História em Quadrinhos? Me falem aí nos comentários!

14.12.17

{Resenha} Não Conte a Ninguém - Rebecca Done


Oi amores.
C-H-E-G-U-E-I!


Estou me sentindo igual ao gif... literalmente.
Depois da leitura desse livro, nem sei como está o meu psicológico e emocional.
Em frangalhos pra ser muito sincera.


Olha a resenha aí negrada!
Confere aí!


*livro cedido pela editora

Sinopse:

Jessica Hart nunca se esqueceu de Matthew Landley, o primeiro e único grande amor de sua vida. Juntos, eles se entregaram a um romance proibido, capaz de curar as mais profundas feridas e, ao mesmo tempo, arruinar suas vidas por completo.
Dezessete anos depois, Matthew e Jessica se reencontram por acaso. Ele tem um novo nome, uma nova identidade e uma família que nada sabe sobre o seu passado sombrio. Ela, uma carreira de sucesso, um namorado lindo e uma vida aparentemente equilibrada. Apesar de completamente mudados, os dois não conseguirão mais ignorar os laços e o segredo que ainda os unem.
Prepare-se para questionar as suas próprias regras com esta história inquietante, provocativa e absolutamente viciante.”

Resenha

Matthew Landley e Jessica Hart se encontraram de uma maneira muito peculiar.
E se amaram, ela estudante, ele o professor, ela adolescente e ele mais velho dez anos que ela. E no ambiente da escola se descobriram e esse mesmo ambiente os separou.
Matthew até mudou de nome – Will. Mas o que terá acontecido para se tomar uma atitude dessas?


É numa feira, depois de dezessete anos, Jess “enxerga” na multidão quase compacta, a figura alta e de cabeça rapada era Matthew.
E para que ele não desaparecesse ela faz o impensável. O que terá sido?
Nesses anos que passaram separados, Will (Matthew) tem uma filha com a namorada.
Durante os dezessete anos que se afastaram, Will sempre no aniversário de Jess, a via escondido, mas não tinha coragem de falar com ela. Por que seria? O que ele temia?
Será que mesmo depois de todos os acontecimentos e do tempo afastados, eles poderão voltar a ficarem juntos?


É uma estória sofrida, com penalidade, com estigma e a sociedade nunca vai perdoar o ato impensado de Matthew/Will.
Apesar de que na vida, isso acontece com frequência, nem sempre o agressor é punido ou se arrepende como aconteceu nessa ficção. Ele passou a ser um fugitivo de si mesmo. Gostei e lá pelo meio do livro, acho que fiquei com pena dos dois, principalmente.
Se fosse dez anos depois não teria esse estardalhaço, mas foi dez anos antes e com muita interferência negativa, as consequências foram desastrosas e com final previsível... ou não?
Será que “algo” que começou muitíssimo errado, pode terminar bem?

É uma boa leitura que imita a realidade.


Por hoje é só amores. 
Até a próxima. Tchau!


Título: Não Conte a Ninguém
Autor (a): Rebecca Done
Editora: Paralela

Número de Páginas: 400

13.12.17

{Resenha} Anne Frank: A Biografia Ilustrada



Título Original: Anne Frank
Autor: Sid Jacobson e Ernie Colón
Editora: Quadrinhos na Cia
Nº de Páginas: 160
Classificação: 5/5
Com acesso total aos arquivos da Casa de Anne Frank, em Amsterdam, Sid Jacobson e Ernie Colón realizaram esta extraordinária graphic novel. A partir de intensa pesquisa e cuidadosa contextualização histórica, os autores reconstituem a vida de Annelies Marie Frank, do seu nascimento, em junho de 1929, até sua morte precoce,em março de 1945,de tifo,no campo de concentração de Bergen-Belsen.
Em julho de 1942, Anne, seu pai, Otto, sua mãe, Edith, e sua irmã mais velha,Margot, passaram a viver em um esconderijo em um prédio de Amsterdam para escapar dos nazistas que ocupavam a Holanda durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, escreveu a maior parte do diário que se tornaria,nas décadas seguintes, o mais célebre testemunho dos horrores do holocausto.

Acho que todos conhecem a história da breve e curta vida de Anne Frank né?! Não preciso detalhar aqui tudo que aconteceu em sua vida e na de sua família nesse terror que foi o holocausto e a perseguição dos alemães contra os judeus.

Como AMO HQ's e essa parte da história me interessa muito fiquei louca com esse lançamento,um pouco diferente do Diário de Anne Frank,nessa hq passamos a conhecer um pouco mais sobre a vida da família Frank,o trabalho de seu pai Otho e também sobre a economia no País naquela época,além do diário temos um pouco mais de informação pela visão de Otho através de seus documentos cedidos para a realização dessa obra.

Apesar de já ter lido o livro e saber tudo o que aconteceu e sempre torcer para que fosse um final diferente,cada leitura realizada sobre esse assunto é uma novidade,principalmente nesse pois a passamos a visualizar todas as cenas que criamos através da leitura convencional e pelos olhos de outra pessoa que não a Anne Frank.

A cada leitura realizada bate uma tristeza pois pela ganancia de poder todo esse horror poderia ter sido evitado,mas também fica o aprendizado. E esse livro era pra ser de leitura obrigatória em todas as escolas,não só daqui mas de todo o mundo!! 

E um dia ainda realizarei o sonho de conhecer o lugarzinho em que minha xará ficou escondida e se não fosse por uma traição de um ser imundo quem sabe ela não estaria viva hoje ou com um legado de família né?!!

E quem ainda não assistiu ao filme..sim tem o filme sobre a Anne Frank aconselho que assistam,eu assisti pelo YT mesmo,tem várias versões a que eu assisti foi a de 2009 mas tem também aversão de 2016 fica ai a sua escolha :)

12.12.17

{Resenha} O Pistoleiro


Título original: The Dark Tower I: The Gunslinger
Série: A Torre Negra
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Condenado a vagar por um mundo pós-apocalíptico no encalço de sua nêmesis, o misterioso Homem de Preto, Roland, encontra personagens cujo destino está ligado ao seu com um papel crucial em sua caçada. Jake Chambers é um estranho menino que foi transportado para o Mundo-Médio após morrer tragicamente na Nova York de 1977. Alice, uma fascinante mulher da desolada cidade de Tull. O destino - ou ka - reserva a morte para ambos, e Roland conta apenas com suas habilidades como pistoleiro para derrotar o inimigo. Essa jornada através do Mundo Médio o leva em direção à Torre Negra, que a tudo observa no horizonte distante.


Stephen King começa essa nova edição com um (longo) prefácio explicando os vários porquês de terem se passado tantos anos até a finalização de uma de suas maiores séries, Torre Negra. Sobre este volume em particular, o primeiro da série, o aclamado autor queixa-se da imaturidade com que foi escrito - afinal, trata-se de um romance escrito há mais de 30 anos atrás, de uma época onde King era um rapaz inexperiente que deixava-se levar por palestras de literatura e opiniões não tão bem respaldadas.
"Removi o máximo que pude da tagarelice vazia e não lamento um só corte nesse sentido. Em outros pontos (...) pude deixar o texto quase inteiramente em paz, salvo pelos detalhes habituais de revisão que qualquer escritor precisa observar. Como já assinalei em outro lugar, só Deus faz as coisas certas logo da primeira vez.
Seja como for, não quis sufocar ou mesmo alterar demais o modo como a história fora contada; apesar de todos os defeitos, ela tem seu próprio encanto, acho eu. Alterá-la de forma muito radical seria repudiar a pessoa que escreveu pela primeira vez sobre o pistoleiro no final da primavera e início do verão de 1970, e isso eu não quis fazer."
Demorei um bom bucado até entender todo o contexto onde Roland se inseria. Um pistoleiro real, portador da Fala Superior, treinado para ser um dos melhores do seu clã, vaga pelo deserto atrás do Homem de Preto - uma figura que ora é descrito como padre, ora como feiticeiro. Não sabe-se ao certo qual grande mal o feiticeiro fez ao nosso protagonista, mas a determinação de Roland em enfrentá-lo é tão forte que não foi um desafio atravessar um deserto para isso. 

A estória começa basicamente assim - descrevendo a longa caminhada de Roland - e fica difícil manter o foco na leitura que, além de confusa em seu enredo, é muitas vezes floreada ao extremo - como o próprio autor a descreve no seu prefácio. Em seu percurso, o pistoleiro encontra vilas e pessoas que, no fim das contas, não passam de degraus para que o nosso protagonista consiga ter êxito em sua jornada. Um desses degraus é Jake, um garoto que morreu em meados dos anos 70 e foi enviado à Terra Média, onde é acolhido por Roland. Eis que nosso pistoleiro desenvolve uma afeição real pelo garoto, mas não o suficiente para colocá-lo acima do seu objetivo maior.
"- Espere - O garoto tinha parado de repente. Defrontavam-se com uma fechadura curva no regato; a água fervilhava, espumava ao redor da superfície gasta pela erosão de um gigantesco bloco de arenito. Tinham andado toda a manhã na sombra das montanhas enquanto o desfiladeiro se estreitava.
Jake tremia violentamente e seu rosto empalidecera.
- Qual é o problema?
- Vamos voltar - Jake murmurou. - Vamos voltar depressa.
A expressão do pistoleiro não se alterava.
- Por favor. O rosto do garoto estava repuxado, e o queixo oscilava numa agonia reprimida. Através da pesada manta de pedra, ainda ouviam o trovão, nítido como máquinas sobre a terra. A fatia de céu que conseguiam ver tinha assumido um turbulento, gótico tom cinzento em que correntes frias e quentes se encontravam e lutavam entre sim.
- Por favor, por favor! O garoto ergueu um punho, como se fosse bater no peito do pistoleiro.
- Não.
O rosto do garoto assumiu um ar de espanto.
- Você vai me matar. Ele me matou da primeira vez e você vai me matar desta vez. E acho que sabe disso.
O pistoleiro sentiu a mentira nos lábios, e a disse:
- Nada vai acontecer com você. - E uma mentira ainda maior. - Eu vou cuidar de você."
A busca de Roland durante todo o livro - pelo Homem de Preto, pela Torre Negra e, principalmente, por respostas - acaba sendo nossa busca também. Entretanto, essas (poucas) respostas só chegam ao final do livro, todo esse processo é... enfadonho. Acompanhar alguém por tanto tempo (não que o livro possua muitas páginas, haha) sem entender lá muita coisa não prende muito a atenção. Além do mais, cada resposta abre espaço para outras mil perguntas, em um ciclo que não tem fim.

Se o objetivo de tantos questionamentos era instigar o leitor a procurar o próximo volume o mais rápido possível, infelizmente não funcionou tão bem comigo. Não sei se a minha curiosidade vai ser suficiente para continuar esta saga; baseado nos outros livros que li de Stephen King e na fama desta série, eu simplesmente esperava mais. Muito mais. Quem sabe eu consiga este mais nos outros volumes? Vai saber...

11.12.17

{Sorteio} A melodia Feroz


Final de ano bom é final de ano cheio de presentes e coisas boas!

E vamos encher esse final de ano de sorteios incríveis, como já puderam notar!

Agora, em parceria com a Companhia das Letras (Selo Seguinte), vamos sortear o livro A melodia Feroz, de Victoria Schwab!

Aqui tem a resenha, se quiser conhecer um pouco mais dessa obra!


Para participar é fácil:

~ Curtir a página do Facebook do blog: As meninas que leem livros;
~ Curtir a página da Companhia das Letras;
~ Curtir a página da Seguinte;
~ Curtir e Compartilhar este post em modo público:
~ Seguir o blog via Google Friend Connect (fica no menu lateral do blog!): http://www.asmeninasqueleemlivros.com/e postar um print nos comentários do post do Facebook; 
~ Marcar dois amigos nos comentários do post, que você sabe que irão gostar desse livro tanto quanto você!
~ Clicar em "Quero Participar" no link do sorteio: Link
~ Residir em terrítório nacional brasileiro.

O ganhador terá 3 dias para nos enviar seu endereço no email asmeninasqueleemlivros@gmail.com, pois enviaremos seus dados para a editora que irá lhe encaminhar seu prêmio!

Não fique fora dessa!!!

{O menino que vê filmes} Liga da Justiça



Direção: Zack Snyder
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Henry Cavill, Ray Fisher, J.K. Simmons, Amber Heard, Amy Adams, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton 
Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Se você ainda não assistiu o filme em questão, prossiga por sua conta e risco. 

Oi, gente! Quem ainda não foi assistir A Liga da Justiça? O filme foi bastante aguardado esse ano e o resultado dividiu opiniões. 

Particularmente, não achei o filme ruim. Bem movimentado e com gotas de humor estrategicamente distribuídas, o longa diverte, mas “não chega lá”. Sinceramente, saí da sala com a impressão de que algo ficou faltando. 

Isto talvez se deva ao fato de que quase 30 minutos do filme acabaram sendo cortados ou simplesmente deixados de fora, o que deixou o enredo um pouco truncado. 

Ou, ainda, pelo fato de o diretor Zack Snyder ter abandonado o projeto nos finalmentes, em virtude do trágico suicídio de sua filha, tendo sido substituído por Joss Whedon. 

Porém, nada disso comprometeu seriamente o filme, na minha humilde opinião. A Liga, no fim das contas, diverte e, para os fãs dos heróis da DC, entrega uma tarefa: tentar digerir a adaptação, mesmo com tudo que ficou de fora. 

A LIGA 

Nesta adaptação, o time de heróis é formado por Batman, Aquaman, Mulher-Maravilha, Flash e Cyborg. 

Batman, que investigava o aparecimento das criaturas conhecidas como Parademonios, acaba descobrindo sua origem com a ajuda de Diana Prince, a Mulher-Maravilha. 

Para deter o mal que se aproxima, Bruce vai atrás de Arthur Curry, o Rei dos Atlantis, conhecido como Aquaman, e Barry Allen, o homem mais rápido do mundo, ou simplesmente Flash, afim de recrutá-los para a tarefa. 

Diana fica incumbida de trazer para seu lado Victor Stone, um jovem mutilado após um acidente e que tem seu corpo reconstruído por seu pai, Silas, com a ajuda de um dispositivo conhecido como Caixa Materna, tornando-se assim o Cyborg. 

Originalmente, a liga ainda conta com o Superman e o Lanterna Verde. 

Na adaptação, Superman, que foi morto pelo Apocalipse no filme anterior da franquia, é trazido de volta à vida por seus companheiros com a adjuda da nave Kryptoniana. Já o Lanterna Verde aparece em rápida referência no início do filme. 

O VILÃO 


A DC escolheu como vilão o coadjuvante Steppenwolf. 

Nos quadrinhos, este personagem é o lacaio de Darkseid, vindo de Apokolips, um planeta bélico povoado por uma raça conquistadora de outros mundos. 

A simples presença de Steppenwolf neste capítulo da Liga já enseja a aparição de Darkseid numa próxima continuação, provavelmente unindo forças com Lex Luthor para conquistar o planeta Terra. 

O TRAJE NEGRO DO SUPERMAN 


Muitos dos fãs (eu, inclusive) aguardavam a confirmação dos rumores do ressurgimento do Superman em seu traje negro. 

Porém, embora Henry Cavill tenha chegado a filmar cenas vestindo o uniforme negro, nada disso apareceu no longa. 


Isso foi uma grande (senão a maior) decepção para os fãs, dada a importância do uniforme negro nos quadrinhos. 

A origem do trage negro pode ser conferida aqui.

AQUAMAN E FLASH 

Estes dois heróis se mostraram ponto alto da Liga da Justiça.

Flash por sua ingenuidade, presença de espírito e por estar o tempo todo fazendo piada. Essa versão do personagem se assemelha muito à versão da série animada. 

Já o Aquaman, deixado a cargo de Jason Momoa, é um misto de surfista e guerreiro, juntando elementos dos quadrinhos e da série animada.

CONCLUSÃO 

Mesmo tendo dividido opiniões, Liga da Justiça mostrou que a DC está melhorando sua competitividade depois do fiasco cinematográfico de Batman Vs Superman. 

Agora, esperemos pela continuação! 

Até a próxima, gente!