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15.8.18

{Resenha} Um Amor de Sete Vidas



Título: Um Amor de Sete Vidas
Autor: Sérgio Chimatti
Editora: Planeta
Sinopse: Apesar de honesto e trabalhador, Diego, filho de Ruth se torna alcoólatra. Apaixonado por gatos, ele levava todos os bichanos que encontrava abandonados para casa, mas, era sua prima Cristiana quem cuidava deles. As histórias dos pais de Diego e Cristiana foram omitidas durante anos, mas o destino e forças espirituais começaram a revelar a Cristiana a verdade sobre o seu passado e de sua mãe. Como um verdadeiro amigo, o gato Café iluminava e encorajava Cristiana em cada momento de solidão e desconfiança. Nesta história, o leitor se surpreenderá com o que pode acontecer na vida após a morte, como o amor incondicional dos animais pode levar luz onde há trevas, a importância da verdade acima de qualquer coisa e como as relações familiares são um divisor de águas entre o amor e o rancor na vida de qualquer pessoa.
||Skoob||

Bom... sinceramente nem sei por onde começar (risos). Mesmo procurando não encontrei a sinopse que vem no livro (conta praticamente a história inteira), mas colocarei a foto para verem.

Em “Um Amor de Sete Vidas”, acompanhamos Cristiana, uma gótica que vende produtos esotéricos para ajudar na renda da família. A personagem divide a casa com a avó, a mãe e seu primo, Diego.

Cristiana está sempre se encontrando com seus amigos à noite no cemitério, onde declamam poemas e conversam entre eles. Com essas idas da protagonista no cemitério conhecemos mais dois personagens importantes, espíritos dos falecidos pai e avô da personagem.

Como diz na sinopse, cada gatinho que vê, seja na rua, seja no petshop, Diego os leva para casa, com pena dos animais. Mas quem cuida dos bichanos é Cristiana, que com o dinheiro que o primo dá a ela, compra ração e castra os animais. Além da obsessão por salvar animais, Diego é alcóolatra, gastando todo o dinheiro de seu salário com bebida, dificultando o cuidado dos gatinhos.

Hermelinda, mãe de Cristiana, lésbica assumida, dorme com o chefe para que ele não demita Diego da empresa em que ambos trabalham, a família é grande ( se contarmos todos os animais )  e passa dificuldades.

Mesmo com dificuldades financeiras, vivem em um bairro nobre, e os vizinhos “mais bem de vida” não gostam muito da gatil de Cristiana, em especial Suzana, que mora na casa ao lado, se irrita com os gatos que sempre conseguem pular o muro indo ao seu quintal.

A situação complica quando um dos gatos, o favorito de Cristiana, Café, pula o muro e cruza com a gata da vizinha, Valeska, da raça Maine Coon. Suzana se desespera ao perceber que sua gata preciosa engravidou de um gato vira-latas. Acaba obrigando Cristiana a cuidar de Valeska até que os filhotes nasçam e desmamem e claro, ela quem ficaria com todos os filhotes.

Com os problemas da gata, Suzana caí em depressão até que sua gata volte para ela.

Diego acaba por desenvolver cirrose, devido ao alcoolismo e falece. Mesmo após a morte, não se livra do vício e vira um “vampiro”,  um espírito que segue as pessoas com o mesmo vício que ele teve em vida e suga suas energias.

Cristiana, cercada por mistérios da família e guiada pelo gato Café, conversa com os espíritos em sonhos, onde a guiam e a fazem entender tudo que se passa.

Não contarei mais que isso, se não acabarei falando tudo (igual a sinopse). Devo confessar que não gostei muito desse livro. Nenhum dos personagens ou a história me agradaram.

Apesar de tudo, aborda vários temas como a depressão, os gatos e suas influências, as vantagens e desvantagens de prender um gato em casa, além dos temas do espiritismo.

É um livro espírita, então provavelmente quem gosta de temas assim vai gostar do livro. 


9.8.18

{Resenha} A Duquesa Feia - Contos de Fadas # 3 - Eloisa James


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


Mais um livro maravilhoso da Eloisa James! 💗
Venho me surpreendendo com os romances dessa autora e virando fã a cada leitura.
Vamos ao que interessa né mores?
Bora lá!


*livro cedido pela editora

Sinopse:

Baseado na história O Patinho Feio, esse é o terceiro volume da série Contos de Fadas.

“Como ela ousa achar que ele a ama, quando Londres inteira a chama de Duquesa Feia? Theodora Saxby é a última mulher com quem se poderia esperar que o lindo James Ryburn, herdeiro do ducado de Ashbrook, se casasse. Mas depois de um pedido romântico feito na frente do próprio príncipe, até a realista Theo se convence de que o futuro duque está apaixonado. Ainda assim, os tabloides dizem que a união não durará mais do que seis meses.
Em seu íntimo, Theo acredita que os dois ficarão juntos para sempre… até que ela descobre que o que James desejava não era seu amor, mas seu dote.
E a sociedade, que primeiro se chocou com seu casamento, se escandaliza com sua separação. Agora James precisará enfrentar a batalha de sua vida para convencer Theo que ele amava a patinha feia antes que ela se transformasse em cisne. E Theo logo descobrirá que, para um homem com alma de pirata, vale tudo no amor – e na guerra.”

Resenha

Quando se fala, fulana é feia, é que ela foge às estimativas da beleza clássica.
Isso não quer dizer que ela seja horrenda, dentro do quadro de feiura, pode-se encontrar um par de olhos, um par de mãos, um sorriso com dentes bonitos e se o corpo não acompanha a feiura do rosto, então a feiura vai parecer bem menos.
Theodora, a chamam de feia, desde sempre. Tanto ela como sua mãe, não dão a menor importância a esses comentários. Talvez o dote tudo possa cobrir.
Ao ficar órfã de pai, foi criada (junto com a mãe) pelo melhor amigo de seu pai, o Duque de Ashbrook, pai de James, o lindo, com quem dividiu a infância e parte da adolescência.

Só que o conde não era amigo, era ladrão, cínico e quando faliu a própria família e dilapidou bastante a fortuna de Theodora sem ela saber, sem ter como repor, fez chantagem emocional com o filho James, para que casasse com Theodora, providenciando um ou dois herdeiros, que ela nunca iria notar o desfalque em seu dote.


James ficou indignado, pois Theo (que ele chamava de Daisy) era sua única amiga, sua irmã, com quem brincava, gritava, brigava. Mas aos dezesseis anos ela tinha que debutar e arranjar um casamento.
Isso e mais a pressão do pai, fez com que James cedesse e se casasse com Daisy.
Para Theodora seria uma união por amor, pois ela o amava.
O casamento foi digno da fortuna dela, também foi consumada (foi descrito de um jeito estranho). E após dois dias de casada o sogro “atrapalhou” uma cena na biblioteca, ela saiu correndo, mas parou e voltou porque pai e filho estavam brigando e ouviu toda a trama sórdida que deu origem ao seu casamento.
Como Theodora reagiu com apena dezesseis anos, em relação ao “tutor”?
Qual a atitude de James? O que ele poderia fazer parra reverter o quadro?

O casal se separou e durante alguns anos acontece o reencontro... o que será desse casal? Será que o amor que sentem será suficiente para destruir a mágoa? E a duquesa feia ao se transformar em uma beldade terá finalmente seu final feliz?

A autora retrata muito bem a vida, as uniões, a sociedade daquele tempo, naquele país e preconceito sobre a mulher.
A estória de Theodora e James é contada com generosas pitadas de humor e com cenas bem divertidas entre o casal.
Ansiosa pela continuação.


Por hoje é só amores. 
Até a próxima.
Tchau!

Título: A Duquesa Feia - Contos de Fadas # 3
Autor (a): Eloisa James
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 272


8.8.18

{Resenha} Graça e Fúria


Título Original: Grace and Fury
Autora: Tracy Banghart
Editora: Seguinte
Sinopse: Em Viridia, as mulheres não têm direitos. Em vez de rainhas, os governantes escolhem periodicamente três graças — jovens que viveriam ao seu dispor. Serina Tessaro treinou a vida inteira para se tornar uma graça, mas é Nomi, sua irmã mais nova, quem acaba sendo escolhida pelo herdeiro.
Nomi nunca aceitou as regras que lhe eram impostas e aprendeu a ler, apesar de a leitura ser proibida para as mulheres. Seu fascínio por livros a levou a roubar um exemplar da biblioteca real — mas é Serina quem acaba sendo pega com ele nas mãos. Como punição, a garota é enviada a uma ilha que serve de prisão para mulheres rebeldes.
Agora, Serina e Nomi estão presas a destinos que nunca desejaram — e farão de tudo para se reencontrar.


Nervoso. É uma palavra que define bem o que eu senti lendo Graça e Fúria, huahuahuha!

Sério! Acho que fazia tempo que eu não passava tanto nervoso com uma leitura! Mas vamos lá, vamos entender a razão de tanto sufoco.

Serina, Renzo e Nomi Tessaro são irmãos na cidade de Lanos. Uma cidade aparentemente empoeirada e velha, repleta de industrias onde os homens e mulheres são operários. Uma cidade que não parece dar muita esperança de futuro para nossas personagens principais.

Mas o futuro é cruel independente da esperança, pelo menos para as mulheres.

Serina é a irmã mais velha. Bonita, graciosa e submissa. Respeita as leis cruéis do país (reino?) de Viridida. Determinada e protegida, ela quem sempre ocultava as artes da irmã mais nova, inclusive sua capacidade proibida de ler. Ler, um gesto e experiência tão amado por nós, é expressamente proibido para as mulheres, que tudo o que sabem de história e fazerem é ensinado pelas mulheres mais velhas e pelos homens.

Nomi é mais jovem e mais... Pululante. E, para além disso, ela não aceita as regras da sociedade em que vive. Não deseja ser simplesmente uma operária ou uma costureira, sem a possibilidade de ser mais que isso. Não acha justo ter que esconder o fato de que lê. Não acha justo não ser crime grave cometer violência contra a mulher.

Desde que nasceu, Serina é treinada para ser uma graça, que nada mais é que uma cortesã, uma concubina do rei... Apenas mais uma mulher no harém. A cada ano, o rei escolhe três mulheres de seu domínio como Graça. E Serina está decidida a ser escolhida, pois deseja dar uma vida melhor para sua família. Nomi será sua aia no palácio e assim poderá continuar a ser protegida por ela.

Só que neste ano quem irá escolher as três graças será o filho mais velho, Malachi. Mas para quem será “um brinquedo”, não importa nas mãos de quem ela irá cair, certo? E o destino pareceu agir, fazendo-o escolher Nomi ao invés de Serina, que acaba por tornar-se sua aia.

Não por muito tempo, porém. Após ser pega com um livro, ela é levada sem um julgamento nem nada para uma ilha que funciona como uma prisão. Lá estão mulheres que cometeram algum tipo de crime: roubar, ler, agredir o homem que lhe agredia... A prisão é brutal. Tão desumana que faz Serina enxergar algumas coisas que antes ela preferia apenas aceitar.

E Nomi sozinha no palácio não sabe em quem confiar. Acaba conhecendo o irmão mais novo de Malachi, Asa. Ele é o completo oposto do irmão: doce, carinhoso... Não parece querer matar alguém apenas com um olhar. Nada cruel e parece desejar que as mulheres tenham o direito à educação e tudo o mais. E o mais importante: deseja resgatar Serina.

Enquanto Nomi trabalha para resgatar a irmã, Serina tenta permanecer viva na ilha. Vemos as duas irmãs mudando seus conceitos e paradigmas em busca de uma saída para encontrarem-se novamente.
A angústia surge nesse livro porque você meio que pressente o que está acontecendo e fica torcendo pra não acontecer! É como quando você está vendo o mocinho ou a mocinha num filme de terror indo abrir a porta que o monstro está, mas eles simplesmente não ouvem seus apelos para saírem correndo. É demais!

Eu devorei o livro em pouco tempo, de tão ansiosa que fiquei! A escrita da autora é muito boa, te prende do começo ao fim. Os personagens são bem construídos e você percebe claramente que eles não estão ali só por causa das personagens principais. E a ambientação me pareceu inspirada na Itália, então imaginei tudo muito rico em cores e aromas.

E dor. Tanto física quanto emocionalmente, especialmente na prisão de Serina.

Todo o plot que a autora criou, toda a história por trás dos acontecimentos recentes... Foi brilhante e nada impossível de um dia acontecer, pelo nosso andar da carruagem.

Se você gosta de A seleção, de Jogos Vorazes e A Rainha Vermelha... Corre e começa a ler Graça e Fúria! É empoderadora e aponta que devemos resistir, sempre!

7.8.18

{Resenha} A luz que perdemos


Título Original: The light we lost
Autora: Jill Santopolo
Editora: Arqueiro
Sinopse: Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York.Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro.Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados? 

O que você estava fazendo no dia 11 de setembro de 2001?

Eu me lembro que estava na escola, acho que estava no primeiro colegial e morava em outra cidade. Lembro que estávamos no meio de uma apresentação quando a inspetora de alunos chegou na porta da sala de aula e nos dispensou. Todas as aulas foram canceladas naquele dia. Isso era antes das 9 da manhã, eu acho, pois lembro que eu fiquei feliz, pois iria assistir Sakura Card Captors na TV.

Ao chegar em casa, já fui direto para a sala e liguei a televisão. Minha decepção foi imediatamente decepcionada quando vi que não estava passando o anime, mas sim algo sobre uma torre que estava caindo nos Estados Unidos. Eu não entendi muito bem o que estava acontecendo naquele dia, a importância que aquilo tinha. O impacto que o acontecimento teria na sociedade mundial. Eu, uma adolescente brasileira no conforto do meu lar e longe de tudo aquilo.

Jill Santopolo nos dá um olhar mais próximo desse marco na história através da vida de Lucy e Gabe, que se conhecem na faculdade nesse dia fatídico. Juntos, eles decidem que suas vidas precisam fazer a diferença no mundo. O romance entre eles nasci ali, assistindo de perto todo o terror daquele dia.

Porém, não se veem até o ano posterior, onde seu amor tem finalmente a chance de florescer. É abrasador e toma conta da vida dos dois em pouco tempo. Lucy sente-se embriagada pela “aura” de Gabe, que encanta tudo aquilo que ela não deveria ignorar, mas o faz. Tudo aquilo é bom demais para que ela se deixe levar pelo sentimento de que tudo aquilo pode ser perdido em qualquer momento.

Mas a vida prega peças e seres humanos possuem vidas efêmeras... Lucy trabalha na TV, produzindo programas infantis que fazem a diferença e Gabe inicia uma carreira como fotógrafo. Em pouco tempo, suas fotos começam a fazer cobertura internacional de conflitos. E ele aceita e se vai. Parte sem deixar nada para trás.

Lucy escolhe permanecer em New York, pois sua carreira também importa. Ela arca com sua decisão, no começo os dois se falam bastante, mas o tempo dá conta de lhes afastar.

Ela segue sua vida e logo encontra alguém. Talvez não lhe cause um turbilhão de emoções, mas é alguém sólido e que ela sabe que não irá desaparecer. O tempo passa e ela está feliz.

Nos anos que se seguem, mesmo que cada um deles terem seguido seus caminhos, acabam por se encontrar diversas vezes. Como amigos, como pessoas que dividiram algo grande juntos.

O livro aborda temas como o papel de cada um dos pais na família e o quanto isso influência as decisões e sonhos individuais, a busca do homem em relação à mulher, o viver a vida que se sonhou.
É bem pesado emocionalmente, pois a sensação de abandono e solidão é sempre muito clara, mesmo em Gabe. E a decisão que eles precisam tomar o tempo todo, as atitudes... É tudo muito humano, sabe? Você não sabe do lado de quem você fica, para quem você torce... Se perdoa. O quanto nossos pensamentos podem nos sabotar e criar teorias que nem sempre podem ter fundamento.

O quanto a comunicação em uma relação é importante.

Se quiser uma bomba emocional, esse livro é uma boa pedida. A realidade de muitos relacionamentos, de muitas vidas que vivem em locais de guerra.

E que todos nós devemos viver nossos sonhos. Sempre buscá-los e ser verdadeiros.

6.8.18

{O menino que vê filmes} CORAÇÃO LOUCO


Direção: Scott Cooper
Elenco: Jeff Bridges, Maggie Gyllenhal, Collin Farrel, Robert Duvall, Paul Herman, Tom Bower, Beth Grant e Josh Berry.
Sinopse: Bad Blake (Jeff Bridges) é um famoso cantor e compositor de música country. Mas como beberrão inveterado e fumante contumaz sua vida se resume aos pequenos shows baratos que realiza em cidades do interior para um público que ainda o reconhece. Apesar de seu agente insistir para que ele reate com seu antigo pupilo - e atual astro - Tommy Sweet (Colin Farrell), Blake não abre mão de suas convicções e recusa o "favor". Mas o cabeça dura conhece Jean Craddock (Maggie Gyllenhaal), jornalista novata por quem se apaixona durante uma entrevista e mãe solteira do pequeno Buddy (Jack Nation), e mergulha de cabeça na relação, assumindo os riscos que esse amor pode trazer.
Distribuidor: Fox Filmes do Brasil
Oi gente! Preciso confessar uma coisa a vocês: ando sofrendo de insônia… Como não consigo dormir por muito tempo, às vezes acabo ligando a TV à procura de qualquer coisa que me ajude a pegar no sono. De vez em quando eu dou a sorte de encontrar um bom filme, como aconteceu semana passada, quando fui surpreendido, em plena madrugada, pelo excelente CORAÇÃO LOUCO, estrelando o fabuloso Jeff Bridges no papel principal.

Me identifiquei de cara com o filme, que conta a rotina de um decadente cantor Country americano, que foge do seu passado se apresentando em pequenos clubes e se afogando no álcool, enquanto sonha com o que sua carreira poderia ter sido se não tivesse tomado tantas decisões ruins… Com vocês, o famigerado Bad Blake! Ambientação A estória se passa entre o sul e o meio-oeste americano, considerado o berço da country music, tipicamente tomado por pequenos bares e clubes de boliche, onde se apresentam artistas regionais. É nesse cenário que se criou Bad Blake. O protagonista Bad Blake é interpretado pelo renomado Jeff Bridges, que inclusive canta ele próprio as músicas do filme.

Blake é o típico artista country americano no final de carreira. Beberrão e ressentido com a vida, Blake ganha a vida viajando pelos EUA numa velha caminhonete com sua guitarra e seu amplificador, se apresentando em pequenos bares e bebendo constantemente. Em Santa Fé, no Novo México, Blake conhece e se apaixona por uma jornalista, Jean, que o faz pensar em querer mudar de vida. A certa altura, Bad revela a Jean que tem um filho de 24 anos, que nunca conheceu. 

Blake guarda um certo ressentimento de seu antigo amigo Tommy Sweet (Collin Farrel), que ele próprio ensinou a tocar violão e que agora tornou-se mais famoso do que ele próprio. A amizade é retomada aos poucos quando Blake é convidado para abrir um show de Sweet no Texas, quando recebe uma proposta do amigo para vender-lhe algumas composições. 


Esta seria a chance para Blake recomeçar ao lado de Jean e o filho dela, o pequeno Buddy. Porém, pode ser tarde demais… Trilha Sonora Obviamente o filme está recheado de belas canções country, a maioria delas interpretada pelo próprio Bridges, tendo levado a estatueta de melhor canção original, a bela The Weary Kind, que você pode conferir aqui.

 CONCLUSÃO 

Um drama envolvente que conta a história de tantas pessoas por aí que têm em si um pouco de Bad Blake, que sofre com o alcoolismo… Até a próxima, gente! 

3.8.18

{Resenha} O Dueto Sombrio



Título Original: Our dark duet
Autora: Victoria Schwab
Editora: Seguinte
Sinopse: Na sequência final de A Melodia Feroz, Kate Harker precisa voltar para Veracidade e se unir ao sunai August Flynn para enfrentar um ser que se alimenta do caos.
Kate Harker não tem medo do escuro. Ela é uma caçadora de monstros — e muito boa nisso. August Flynn é um monstro que tinha medo de nunca se tornar humano, mas agora sabe que não pode escapar do seu destino. Como um sunai, ele tem uma missão — e vai cumprir seu papel, não importam as consequências.
Quase seis meses depois de Kate e August se conhecerem, a guerra entre monstros e humanos continua — e os monstros estão ganhando. Em Veracidade, August transformou-se no líder que nunca quis ser; em Prosperidade, Kate se tornou uma assassina de monstros implacável. Quando uma nova criatura surge — uma que força suas vítimas a cometer atos violentos —, Kate precisa voltar para sua antiga casa, e lá encontra um cenário pior do que esperava. Agora, ela vai ter de encarar um monstro que acreditava estar morto, um garoto que costumava conhecer muito bem, e o demônio que vive dentro de si mesma.

Essa resenha pode conter spoiler de A Melodia Feroz, primeiro livro da duologia Monstros da Violência.

Ao fim de A Melodia Feroz temos que a cidade de Veracidade está prestes a se transforma em um caos. Aqui nesse segundo livro, a desordem já está instalada há seis meses. Seis longos meses que August Flynn e seu esquadrão tentam colocar ordem em toda a cidade, seja do lado sul ou do norte.

Kate Harker se encontra na cidade de Prosperidade caçando os monstros que estão começando a tomar forma por lá. Porém, um monstro diferente e mais forte surge levando-a de volta para um lugar que ela nunca pretendia voltar, Veracidade. Agora ela precisa deter esse novo monstro que pode fazer os humanos se voltarem um contra outro e também reencontrar August.


Os dois protagonistas estão mais fodões do que nunca nesse livro! O amadurecimento que os acontecimentos de A Melodia Feroz trouxe se mostra muito evidente. Kate enfrenta monstros como se fosse brincadeira de criança e August finalmente aceitou sua condição de monstro. Porém, tudo isso pode os levar a caminhos sem volta e as consequências de cada ato estão em jogo.

O Dueto Sombrio vem para fechar a duologia, mas acaba não fechando muita coisa. Victoria Schwab trás nesse livro novos personagens, alguns deles são até carismáticos, mas infelizmente acaba não sendo usados. São deixados de lado. Eu passei uma parte do livro esperando um reencontro, algo que fizesse a guerra contra os monstros ter um significado ainda maior. Uma pena que a autora me decepcionou nesse ponto.

Mas e a parte boa? O livro é carregado de tensão. Juro que eu via tudo como se fosse um fio bem esticado que estava apenas esperando um mero puxão para fazer tudo desabar ao redor. O clima em O Dueto Sombrio é bem mais pesado do que A Melodia Feroz, o que dá uma dinâmica bem diferente à história. Gostei desse fato, pois mostra bem as diferenças que a queda de Callum Harker e a ascensão dos monstros trouxe à toda Cidade de Veracidade.


Victoria Schwab não tem medo de nos torturar com as cenas de ação e sangue. Se ela quer algo sombrio, ela faz com perfeição nem que para isso nosso coração seja torturado e não possa mais se recuperar.