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13.12.17

{Resenha} Anne Frank: A Biografia Ilustrada



Título Original: Anne Frank
Autor: Sid Jacobson e Ernie Colón
Editora: Quadrinhos na Cia
Nº de Páginas: 160
Classificação: 5/5
Com acesso total aos arquivos da Casa de Anne Frank, em Amsterdam, Sid Jacobson e Ernie Colón realizaram esta extraordinária graphic novel. A partir de intensa pesquisa e cuidadosa contextualização histórica, os autores reconstituem a vida de Annelies Marie Frank, do seu nascimento, em junho de 1929, até sua morte precoce,em março de 1945,de tifo,no campo de concentração de Bergen-Belsen.
Em julho de 1942, Anne, seu pai, Otto, sua mãe, Edith, e sua irmã mais velha,Margot, passaram a viver em um esconderijo em um prédio de Amsterdam para escapar dos nazistas que ocupavam a Holanda durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, escreveu a maior parte do diário que se tornaria,nas décadas seguintes, o mais célebre testemunho dos horrores do holocausto.

Acho que todos conhecem a história da breve e curta vida de Anne Frank né?! Não preciso detalhar aqui tudo que aconteceu em sua vida e na de sua família nesse terror que foi o holocausto e a perseguição dos alemães contra os judeus.

Como AMO HQ's e essa parte da história me interessa muito fiquei louca com esse lançamento,um pouco diferente do Diário de Anne Frank,nessa hq passamos a conhecer um pouco mais sobre a vida da família Frank,o trabalho de seu pai Otho e também sobre a economia no País naquela época,além do diário temos um pouco mais de informação pela visão de Otho através de seus documentos cedidos para a realização dessa obra.

Apesar de já ter lido o livro e saber tudo o que aconteceu e sempre torcer para que fosse um final diferente,cada leitura realizada sobre esse assunto é uma novidade,principalmente nesse pois a passamos a visualizar todas as cenas que criamos através da leitura convencional e pelos olhos de outra pessoa que não a Anne Frank.

A cada leitura realizada bate uma tristeza pois pela ganancia de poder todo esse horror poderia ter sido evitado,mas também fica o aprendizado. E esse livro era pra ser de leitura obrigatória em todas as escolas,não só daqui mas de todo o mundo!! 

E um dia ainda realizarei o sonho de conhecer o lugarzinho em que minha xará ficou escondida e se não fosse por uma traição de um ser imundo quem sabe ela não estaria viva hoje ou com um legado de família né?!!

E quem ainda não assistiu ao filme..sim tem o filme sobre a Anne Frank aconselho que assistam,eu assisti pelo YT mesmo,tem várias versões a que eu assisti foi a de 2009 mas tem também aversão de 2016 fica ai a sua escolha :)

12.12.17

{Resenha} O Pistoleiro


Título original: The Dark Tower I: The Gunslinger
Série: A Torre Negra
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Condenado a vagar por um mundo pós-apocalíptico no encalço de sua nêmesis, o misterioso Homem de Preto, Roland, encontra personagens cujo destino está ligado ao seu com um papel crucial em sua caçada. Jake Chambers é um estranho menino que foi transportado para o Mundo-Médio após morrer tragicamente na Nova York de 1977. Alice, uma fascinante mulher da desolada cidade de Tull. O destino - ou ka - reserva a morte para ambos, e Roland conta apenas com suas habilidades como pistoleiro para derrotar o inimigo. Essa jornada através do Mundo Médio o leva em direção à Torre Negra, que a tudo observa no horizonte distante.


Stephen King começa essa nova edição com um (longo) prefácio explicando os vários porquês de terem se passado tantos anos até a finalização de uma de suas maiores séries, Torre Negra. Sobre este volume em particular, o primeiro da série, o aclamado autor queixa-se da imaturidade com que foi escrito - afinal, trata-se de um romance escrito há mais de 30 anos atrás, de uma época onde King era um rapaz inexperiente que deixava-se levar por palestras de literatura e opiniões não tão bem respaldadas.
"Removi o máximo que pude da tagarelice vazia e não lamento um só corte nesse sentido. Em outros pontos (...) pude deixar o texto quase inteiramente em paz, salvo pelos detalhes habituais de revisão que qualquer escritor precisa observar. Como já assinalei em outro lugar, só Deus faz as coisas certas logo da primeira vez.
Seja como for, não quis sufocar ou mesmo alterar demais o modo como a história fora contada; apesar de todos os defeitos, ela tem seu próprio encanto, acho eu. Alterá-la de forma muito radical seria repudiar a pessoa que escreveu pela primeira vez sobre o pistoleiro no final da primavera e início do verão de 1970, e isso eu não quis fazer."
Demorei um bom bucado até entender todo o contexto onde Roland se inseria. Um pistoleiro real, portador da Fala Superior, treinado para ser um dos melhores do seu clã, vaga pelo deserto atrás do Homem de Preto - uma figura que ora é descrito como padre, ora como feiticeiro. Não sabe-se ao certo qual grande mal o feiticeiro fez ao nosso protagonista, mas a determinação de Roland em enfrentá-lo é tão forte que não foi um desafio atravessar um deserto para isso. 

A estória começa basicamente assim - descrevendo a longa caminhada de Roland - e fica difícil manter o foco na leitura que, além de confusa em seu enredo, é muitas vezes floreada ao extremo - como o próprio autor a descreve no seu prefácio. Em seu percurso, o pistoleiro encontra vilas e pessoas que, no fim das contas, não passam de degraus para que o nosso protagonista consiga ter êxito em sua jornada. Um desses degraus é Jake, um garoto que morreu em meados dos anos 70 e foi enviado à Terra Média, onde é acolhido por Roland. Eis que nosso pistoleiro desenvolve uma afeição real pelo garoto, mas não o suficiente para colocá-lo acima do seu objetivo maior.
"- Espere - O garoto tinha parado de repente. Defrontavam-se com uma fechadura curva no regato; a água fervilhava, espumava ao redor da superfície gasta pela erosão de um gigantesco bloco de arenito. Tinham andado toda a manhã na sombra das montanhas enquanto o desfiladeiro se estreitava.
Jake tremia violentamente e seu rosto empalidecera.
- Qual é o problema?
- Vamos voltar - Jake murmurou. - Vamos voltar depressa.
A expressão do pistoleiro não se alterava.
- Por favor. O rosto do garoto estava repuxado, e o queixo oscilava numa agonia reprimida. Através da pesada manta de pedra, ainda ouviam o trovão, nítido como máquinas sobre a terra. A fatia de céu que conseguiam ver tinha assumido um turbulento, gótico tom cinzento em que correntes frias e quentes se encontravam e lutavam entre sim.
- Por favor, por favor! O garoto ergueu um punho, como se fosse bater no peito do pistoleiro.
- Não.
O rosto do garoto assumiu um ar de espanto.
- Você vai me matar. Ele me matou da primeira vez e você vai me matar desta vez. E acho que sabe disso.
O pistoleiro sentiu a mentira nos lábios, e a disse:
- Nada vai acontecer com você. - E uma mentira ainda maior. - Eu vou cuidar de você."
A busca de Roland durante todo o livro - pelo Homem de Preto, pela Torre Negra e, principalmente, por respostas - acaba sendo nossa busca também. Entretanto, essas (poucas) respostas só chegam ao final do livro, todo esse processo é... enfadonho. Acompanhar alguém por tanto tempo (não que o livro possua muitas páginas, haha) sem entender lá muita coisa não prende muito a atenção. Além do mais, cada resposta abre espaço para outras mil perguntas, em um ciclo que não tem fim.

Se o objetivo de tantos questionamentos era instigar o leitor a procurar o próximo volume o mais rápido possível, infelizmente não funcionou tão bem comigo. Não sei se a minha curiosidade vai ser suficiente para continuar esta saga; baseado nos outros livros que li de Stephen King e na fama desta série, eu simplesmente esperava mais. Muito mais. Quem sabe eu consiga este mais nos outros volumes? Vai saber...

11.12.17

{Sorteio} A melodia Feroz


Final de ano bom é final de ano cheio de presentes e coisas boas!

E vamos encher esse final de ano de sorteios incríveis, como já puderam notar!

Agora, em parceria com a Companhia das Letras (Selo Seguinte), vamos sortear o livro A melodia Feroz, de Victoria Schwab!

Aqui tem a resenha, se quiser conhecer um pouco mais dessa obra!


Para participar é fácil:

~ Curtir a página do Facebook do blog: As meninas que leem livros;
~ Curtir a página da Companhia das Letras;
~ Curtir a página da Seguinte;
~ Curtir e Compartilhar este post em modo público:
~ Seguir o blog via Google Friend Connect (fica no menu lateral do blog!): http://www.asmeninasqueleemlivros.com/e postar um print nos comentários do post do Facebook; 
~ Marcar dois amigos nos comentários do post, que você sabe que irão gostar desse livro tanto quanto você!
~ Clicar em "Quero Participar" no link do sorteio: Link
~ Residir em terrítório nacional brasileiro.

O ganhador terá 3 dias para nos enviar seu endereço no email asmeninasqueleemlivros@gmail.com, pois enviaremos seus dados para a editora que irá lhe encaminhar seu prêmio!

Não fique fora dessa!!!

{O menino que vê filmes} Liga da Justiça



Direção: Zack Snyder
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Henry Cavill, Ray Fisher, J.K. Simmons, Amber Heard, Amy Adams, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton 
Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Se você ainda não assistiu o filme em questão, prossiga por sua conta e risco. 

Oi, gente! Quem ainda não foi assistir A Liga da Justiça? O filme foi bastante aguardado esse ano e o resultado dividiu opiniões. 

Particularmente, não achei o filme ruim. Bem movimentado e com gotas de humor estrategicamente distribuídas, o longa diverte, mas “não chega lá”. Sinceramente, saí da sala com a impressão de que algo ficou faltando. 

Isto talvez se deva ao fato de que quase 30 minutos do filme acabaram sendo cortados ou simplesmente deixados de fora, o que deixou o enredo um pouco truncado. 

Ou, ainda, pelo fato de o diretor Zack Snyder ter abandonado o projeto nos finalmentes, em virtude do trágico suicídio de sua filha, tendo sido substituído por Joss Whedon. 

Porém, nada disso comprometeu seriamente o filme, na minha humilde opinião. A Liga, no fim das contas, diverte e, para os fãs dos heróis da DC, entrega uma tarefa: tentar digerir a adaptação, mesmo com tudo que ficou de fora. 

A LIGA 

Nesta adaptação, o time de heróis é formado por Batman, Aquaman, Mulher-Maravilha, Flash e Cyborg. 

Batman, que investigava o aparecimento das criaturas conhecidas como Parademonios, acaba descobrindo sua origem com a ajuda de Diana Prince, a Mulher-Maravilha. 

Para deter o mal que se aproxima, Bruce vai atrás de Arthur Curry, o Rei dos Atlantis, conhecido como Aquaman, e Barry Allen, o homem mais rápido do mundo, ou simplesmente Flash, afim de recrutá-los para a tarefa. 

Diana fica incumbida de trazer para seu lado Victor Stone, um jovem mutilado após um acidente e que tem seu corpo reconstruído por seu pai, Silas, com a ajuda de um dispositivo conhecido como Caixa Materna, tornando-se assim o Cyborg. 

Originalmente, a liga ainda conta com o Superman e o Lanterna Verde. 

Na adaptação, Superman, que foi morto pelo Apocalipse no filme anterior da franquia, é trazido de volta à vida por seus companheiros com a adjuda da nave Kryptoniana. Já o Lanterna Verde aparece em rápida referência no início do filme. 

O VILÃO 


A DC escolheu como vilão o coadjuvante Steppenwolf. 

Nos quadrinhos, este personagem é o lacaio de Darkseid, vindo de Apokolips, um planeta bélico povoado por uma raça conquistadora de outros mundos. 

A simples presença de Steppenwolf neste capítulo da Liga já enseja a aparição de Darkseid numa próxima continuação, provavelmente unindo forças com Lex Luthor para conquistar o planeta Terra. 

O TRAJE NEGRO DO SUPERMAN 


Muitos dos fãs (eu, inclusive) aguardavam a confirmação dos rumores do ressurgimento do Superman em seu traje negro. 

Porém, embora Henry Cavill tenha chegado a filmar cenas vestindo o uniforme negro, nada disso apareceu no longa. 


Isso foi uma grande (senão a maior) decepção para os fãs, dada a importância do uniforme negro nos quadrinhos. 

A origem do trage negro pode ser conferida aqui.

AQUAMAN E FLASH 

Estes dois heróis se mostraram ponto alto da Liga da Justiça.

Flash por sua ingenuidade, presença de espírito e por estar o tempo todo fazendo piada. Essa versão do personagem se assemelha muito à versão da série animada. 

Já o Aquaman, deixado a cargo de Jason Momoa, é um misto de surfista e guerreiro, juntando elementos dos quadrinhos e da série animada.

CONCLUSÃO 

Mesmo tendo dividido opiniões, Liga da Justiça mostrou que a DC está melhorando sua competitividade depois do fiasco cinematográfico de Batman Vs Superman. 

Agora, esperemos pela continuação! 

Até a próxima, gente! 

8.12.17

{Resenha} De bem com a vida

Autor: Lauro Trevisan
Editora: Butterfly
Sinopse: O consagrado escritor Lauro Trevisan, desta vez, quer provocar no leitor a reflexão e o sorriso. Com uma linguagem bem-humorada, ele nos apresenta uma espécie de “guia do alto-astral”, com 52 conselhos, um para cada semana do ano, convidando-nos a desenvolver um olhar positivo perante a vida e a descobrir sempre o lado bom das coisas. Entre outras palavras de ânimo, o autor dá dicas de como nos libertar do estresse cotidiano e como ter pensamentos positivos diante dos obstáculos da vida. Ele deixa claro que não é fácil, mas, possível. Para Lauro Trevisan, rir é o melhor remédio, sempre!

Preciso admitir: não sou muito fã deste tipo de livro, o que me dificulta bastante a manter certa assiduidade na leitura dele. Então precisei criar uma técnica: todo dia lerei um dos conselhos já ao acordar.

Falhei, né?

Ele ficou no meu quarto, ao meu alcance um tempão... Mas enfim dei conta! Tentarei ser o mais correta possível, uma vez que sei que várias pessoas podem fazer uso de um livro assim.


A proposta do autor é realizar reflexões nos leitores, com temas que tratam sobre viver bem. Que, apesar de nossas vidas corridas, devemos nos esforçar para viver bem.

A pegada é bastante religiosa, coisa que não imaginei que seria (sou contra você ser bom porque a religião ensinou e cobra isso ou usar a fé como uma muleta). Mas alguns trechos até que podem ser bem utilizados, outros foram contra o que penso... Como por exemplo, o trecho do conselho 2 (“Chegou a hora de voltar ao paraíso), onde ele diz que a felicidade tornou-se o paraíso (depois de Adão e Eva serem expulsos, o paraíso tornou-se um estado mental com o nome de felicidade) e muitas pessoas dizem que ela não existe. Que a buscam onde ela não está (tudo bem até aqui) e que a Psicologia diz que ela não passa de momentos prazerosos e que isso é errado. Que não devemos sofrer pelas coisas que nos afligem, que devemos deixar o passado para trás e não nos lamuriarmos. Amiguinho, cada um sabe o que lhe faz feliz. São momentos de prazer e alegria, pequenos ou grandes, que definem a felicidade. O que te faz se sentir bem. Você não é feliz o tempo todo às vezes, mas simplesmente porque muitos desses momentos não depende só de você e de suas expectativas, mas de outros fatores externos também. É harmonia consigo mesmo. E os momentos tristes e decepcionantes existem, só devemos saber o que fazer com eles: aprender, usar de exemplo para quebrar o ciclo de tristeza, direcionar nossas raivas de maneira correta. Aprenda com o Rafiki também; se o Simba aprendeu, porque nós não? O passado deve ficar para trás, mas o que vamos fazer com ele? Deixar que continue destruindo nossos sonhos e direitos? Não, vamos lá e jogamos ele no fogo HUAHUAHUAHUAHUHA! Brincadeira (ou nem tanto), mas precisamos resolver sim as pendências do passado e não simplesmente ignorá-lo, okay? Isso pode deixar doente.

"Oh sim, o passado pode machucar. Mas do modo que vejo, você pode correr dele... Ou aprender com ele."
No conselho 4, “Se a vida não é alegria, faça da alegria a sua vida”, ele diz que o primeiro passo do dia deve ser despertar alegre. Para mim isso vai depender de um simples fato: estou acordando antes das 7 da manhã? Se sim, não acordo alegre não huahuahuah! Quem acorda serelepe as 6 da manhã para mim é um monstro! Tô brincando tá, mas eu simplesmente não gosto de acordar as 6 da manhã, sou um bicho noturno (ou pelo menos queria ser) então durmo tarde... Se dormir tarde e acordar cedo, fico de mau-humor. Vocês também?

Gostei do conselho 8 – A alegria do trabalho, onde ele cita autores que afirmam que “trabalhe com o que gosta e não terá que trabalhar nenhum dia de sua vida”, pois assim o trabalho se orna algo que você ama fazer e que te dá prazer. Se te dá prazer, é bom. É o que repito para os adolescentes: o que você se vê fazendo daqui alguns anos e que você sabe que será feliz? Afinal, passamos grande parte do nosso dia no nosso trabalho, precisamos nos sentir bem com o que fazemos, senão passaremos o dia entristecidos e adoeceremos.

O conselho 18: Sorria, sorria, sorria... Me fez lembrar de uma situação que pensei esses dias enquanto trabalhava. Neste conselho, ele diz várias qualidades do sorriso, que até concordo. O sorriso abre portas. Pode ser desdentado, pode ser com dentes branquinhos... O sorriso faz as pessoas se aproximarem de você, é seu calor. No meu trabalho preciso realizar visitas domiciliares. Aí estava andando em um bairro aqui da cidade onde uma pessoa estava caminhando na calçada, de cara fechada e sem sorriso algum, nada. Meu primeiro pensamento foi: “Nossa, que medo. A pessoa não sorri.” Aí fiquei pensando nisso, sabe? Eu sorrio fácil, mesmo se meu humor não está muito bom... Porque uma vez li um frase pequenininha quando era adolescente: “Sorria, pois você nunca sabe quem irá se apaixonar por seu sorriso.” E é verdade, o sorriso abre portas! Claro que naquela época eu pensava em coisa de paixonite e talz, mas hoje em dia eu penso diferente. Às vezes tudo o que uma pessoa precisa é que alguém lhe sorria... Um dia, você mesmo pode ser salvo por um pequeno sorriso.

Então, este livro é um pequeno conselheiro sobre como ter uma vida boa. São vários conselhos, alguns você pode usar, outros pode acabar não fazendo tão bom uso... Mas é uma boa leitura, sei que você poderá encontrar algo para pensar depois de ler os conselhos do Lauro Trevisan!

A diagramação é bonita, com imagens a cada começo de conselho que dão os ares da alegria que ele coloca na capa. A simplicidade foi a alma do negócio, aqui. Não percebi erros de português, as folhas são brancas.

Se quer um livro de conselhos para encarar a vida diferente, este é seu livro! 

~Livro cedido em parceria com a Editora Butterfly~

7.12.17

{Resenha} Aimó: Uma viagem pelo mundo dos Orixás



Título: Aimó: uma viagem pelo mundo dos Orixás
Autor: Reginaldo Prandi
Editora: Seguinte
Sinopse: Imagine se encontrar, de uma hora para a outra, em um mundo totalmente desconhecido onde você não conhece ninguém e ninguém demonstra saber quem você é. É o que acontece com uma menina nascida na África e levada para o Brasil para ser escrava, e que de repente acorda em um lugar estranho, habitado pelos deuses orixás e pelos espíritos dos mortos que aguardam o momento de seu renascimento. Ela não sabe mais o próprio nome nem lembra de sua família - está sozinha e não tem a quem pedir socorro. Por isso, aliás, ganha o nome Aimó, "a menina que ninguém sabe quem é". Tudo o que ela quer é retornar ao seu mundo de origem, mas para tornar isso possível, Aimó vai partir em uma longa jornada através dos tempos mitológicos, guiada por Exu e Ifá, e vai acompanhar de perto muitas aventuras vividas pelos orixás. Só assim poderá reunir o conhecimento necessário para fazer uma escolha que lhe permita, enfim, voltar para casa.
Gosto de qualquer livro que a história me chame atenção, não importa sobre o que ele seja e, na minha busca por coisas novas para ler, encontrei Aimó.

O livro, bem curto, com 199 páginas, nos faz viajar pelo mundo da cultura Africana e seus Orixás, sua crença.

Aimó, nome traduzido como “menina esquecida”, é a personagem que acompanhamos. Após morrer e ir parar no Orum (mundo espiritual), Aimó, que não lembra nem seu nome verdadeiro ou sobre sua vida no Aiê (mundo dos vivos), desata a chorar de desespero, isso acaba despertando Olorum (o pai de todos os Orixás), isso o deixa muito estressado, Olorum, que adora dormir, vai procurar quem o acordou.

Encontra Aimó, e ambos tentam entender o motivo de Aimó estar no Orum, e por que não pode reencarnar. Olorum chama por Ifá (o orixá do oráculo) e Exu (orixá mensageiro, do movimento e da transformação), para ver se com a ajuda dos dois, descobrem a história da menina esquecida.

Entendendo os motivos de Aimó estar presa no Orum, Olorum temendo que a menina continuasse o acordando, convoca uma reunião com todos os Orixás e diz que Aimó deve conhecer todas as Aiabás (orixás femininas) e escolher uma delas para ser sua mãe, só assim poderá reencarnar, e quem irá acompanha-la nessa jornada serão Exu e Ifá.
“Você quer renascer e ser boa, ser somente boa. Mas ninguém é inteiramente bom ou inteiramente mau. O bem e o mau andam juntos, um ajuda o outro a existir. A mesma pessoa agora é uma coisa e depois é outra. Quando não é as duas coisas juntas, ao mesmo tempo!”

A partir daí, nos é apresentado todos os Orixás, suas histórias e várias outras. Devo dizer que fiquei encantada com a teoria do Cadomblé de como originou-se o mundo e os humanos, e o que acontece conosco após a morte. Não há inferno ou punições, o único problema é que se você for uma má pessoa em vida, ninguém vai se lembrar de você com carinho e te fazer oferendas, isso fará com que você nunca mais consiga reencarnar.

Mas isso nem é problema, Nanã, a orixá do barro, aceita em sua casa qualquer espirito errante, pois adora sua companhia e o mesmos a protegem em troca de abrigo.

Nunca vi uma religião tão diferente e divertida assim. Ah, mas devo lembrar que “Aimó” não é um livro religioso, o próprio autor explica:
“Convém enfatizar que este não é um livro religioso. A intenção aqui foi trazer ao leitor elementos culturais da mitologia afro-brasileira, patrimônio que o Brasil herdou herdou da África.”
Foi uma história muito emocionante, o final me deixou um sorriso de orelha-a-orelha, fazia muito tempo que um livro me dava esse sentimento.

Os personagens que mais me conquistaram foram Exu e Iemanjá, adorava Exu e sua personalidade. Queria entender por que as pessoas julgam tanto essa religião e seus Orixás.

No final do livro tem um glossário com todos os termos usados e todos os Orixás, sempre que esquecer ou tiver alguma dúvida é só olhar lá.


Recomendo muito Aimó, a emoção de lê-lo deve ser sentida por todos (risos).
Ah, é do mesmo autor de outro livro que adoro muito "Minha Querida Assombração", que já deixei a resenha dele aqui no blog também.