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12.11.18

{Resenha} Sempre Te Encontrarei - Série Guerreiras #3 - Megan Maxwell


Oi amores. C-H-E-G-U-E-I!


Esperei ansiosamente por esse livro, e finalmente a Editora Essência nos presenteia com esse lançamento esplendido!
A-M-O os romances da Megan Maxwell e esse não deixou a desejar em nada!
Confere aí!

*livro cedido pela editora
 Sinopse:

"O laird Kieran O’Hara e seus guerreiros são atacados enquanto passam a noite na floresta perto do castelo de Caerlaveroch, mas um misterioso bando de encapuzados, liderados por uma mulher que os aldeões chamam de “Fada”, consegue salvá-los.
Angela é a mais nova das filhas do laird Kubrat Ferguson. Todos pensam que ela é uma menina fraca, chorona, medrosa e covarde. Quando Kieran a conhece, a atitude tímida da jovem, sua falta de jeito e seu senso de modéstia diante de seu cavalheirismo e bravura chamam sua atenção... sem saber que ela é a encapuzada que está procurando.
Serão eles capazes de desmascarar os perigos que ameaçam Caerlaverock, enquanto negam seus sentimentos um pelo outro? Uma história vibrante, com personagens que farão você se apaixonar por suas aventuras nas Highlands escocesas."

Resenha

Na Escócia do século XIV (1312) no castelo de Caerlaveroch, uma tragédia se abate sobre o Clã Ferguson, onde seu Laird Kubrat perde a esposa e a filha e mais dois filhos, mortos barbaramente.
Depois disso, o mundo acabou para o Laird, nada mais importava, seus colonos abandonaram suas terras, seu exercito mingou, ficando no castelo, algumas famílias, poucos amigos, que sua apatia não afastou e duas filhas que não estavam com a mãe no dia do passeio funesto.

Doze anos depois, o Laird Kieran O’Hara, do Castelo Kildrummy, acompanhado de sua mãe e parte de sue exército, procuram por seu irmão James, a ovelha negra da família, que se perdeu no mundo. Sua mãe Edwina, já não tinha esperanças de achá-lo mas...
Com a chegada da noite, as mulheres ficaram em uma pousada e os homens ficaram num bosque, dormir na companhia das estrelas.
Só não esperavam que aquele lugar tão lindo fosse enfestado de bandidos e mistérios. E foram atacados por um bando bem maior que eles.


Não fosse por um bando encapuzados que os defenderam, teriam morrido.
Kieran viu seus amigos caindo e meio tonto, sem equilíbrio, mas no meio do alvoroço da luta, ele identificou uma voz feminina, que cantarolava enquanto agia, limpando o sangue do rosto dele.
Quando acordaram do desmaio, todos estavam vivos e medicados, só que os bandidos e os encapuzados sumiram. Mas a lembrança do cheiro, da suavidade da voz e das mãos daquela mulher não o deixou mais.
Como o clã estavam nas terras do Laird Ferguson, foram até seu castelo para relatar o acontecido e pedir hospitalidade.
Ficou estarrecido pela calamidade e abandono daquelas terras, do castelo e seu povo.
Não havia exército, só muitos idosos, crianças, alguns guerreiros e a família do Laird, composta de três filhas, um neto e um genro muito esquisito, pra não dizer coisa pior.
Nas apresentações, Angela a filha caçula do Laird, com sua beleza singular, encheu o peito e os olhos dos homens e de Kieran também.

Angela tinha dupla personalidade. No castelo a filha perfeita, inofensiva e a noite era a guerreira encapuzada, a defensora dos fracos, a Fada como o povo a chamava.
Ninguém sabia disso, só três amigos no castelo sabiam.
Kieran ficou no castelo de Angela e foram se conhecendo, acontecimentos inusitados envolvem os dois, Angela – a fada teme ser descoberta, mas continua os encontros com Kieran e os dois descobrem que se gostam se identificam, mas ela teme pelo futuro.


Ele compreenderá a sua duplicidade? O que ele sente por ela será tão forte, que nada os impedirá de ficarem juntos?
É uma estória forte, com personagens marcantes e destemidos, com escoceses inventivos, que contornam os perigos e as desgraças com a coragem dos fortes.
Estória maravilhosa, sem acontecimentos mirabolantes, que fariam parte da vida real.
Traz à tona a capacidade humana de superar fatos horrendos e ser capaz de sobreviver.
Fala também de amor, da dor que acomete Kubrat, do amor da mãe Edwina, da amizade de Zac e Louis, de Sandra por Angela, mas quem fez ou fizeram os atentados contra sua família? Qual o monstro sem coração que foi capaz de disseminar, tirar do mapa quase a família inteira do Laird Kubrat? E por quê?
Quem vingará o Clã Ferguson? Vale a pena conferir.


Por hoje é só amores.
Até a próxima.
Tchau!



Título: Sempre Te Encontrarei – Série Guerreiras #3
Autor (a): Megan Maxwell
Editora: Essência
Número de Páginas: 480

9.11.18

{Resenha} Tempestade de Guerra


Título original: War Storm
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Sinopse: Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven.
Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.

Livro 2: Espada de Vidro
Extra: Coroa Cruel


Quarto e último livro as série A Rainha Vermelha. O que dizer?

Mare Barrow e Tiberias Calore fizeram suas escolhas e agora precisam arcar com as consequências. Cada um deles tem suas motivações e razões e estão decididos a não abandonarem suas convicções, o que faz com que Mare continue com seu apoio irrestrito a Guarda Escarlate, ainda mais de ver que Montfort conseguiu manter uma democracia entre prateados, sangues novos e sangues vermelhos funcionar muito bem, com direitos e equidade.

Mesmo após visitar e ver a República de Montfort em todo seu funcionamento, ele ainda vai se casar com Evangeline para manter a parceria com o Reino de Rift. Nenhum dos dois deseja esse casamento, mas sabem que faz parte de suas obrigações.

Evangeline Samos está aprendendo finalmente o que é ter um coração, deixando de lado todo o seu desejo de ser rainha. Após descobrir o que é o amor de fato, tudo o que deseja é proteger os que ama. E isso será colocado à prova nesse livro... Será que seus deveres com sua família e reino são mais importantes que seu coração?

Cal também está no mesmo impasse, mas escolhe a coroa. Afinal, tem uma missão com seu povo e com sua família também. Sua avó e seu tio estão bem próximos dele, garantindo que todos os seus passos sejam um novo reflexo do reinado que desejam. Porém, não são todas as famílias que estão do seu lado agora.

Maven é quem ainda possui a fidelidade de muitas as famílias. O rei agora se encontra em Lakeland, junto de sua esposa Iris Cygnet e sua família e juntos planejam retomar Norta. No entanto, Iris, sua irmã e sua mãe não são tão manipuláveis conforme Maven pensa... Muito acostumado a manipular todos ao seu redor, deseja que todos dancem a música que ele guia. O menino-rei não mostra muitos sinais de evolução e é quase um fantasma...


Esse livro fica por conta das mulheres.

Mare deseja fazer a coisa certa para os seus. Ela desde o primeiro livro vem se sacrificando para ter a liberdade para os vermelhos e garantir a sobrevivência dos sangue-novos. Acredito que sua evolução é contínua, apesar de todas as coisas que surgem em seu caminho para lhe confundir. Ela se junta a pessoas até mesmo improváveis para conseguir o que deseja e sabe onde seu coração está, enquanto lida com todas as cicatrizes deixadas em sua alma.

Montfort parece de fato o paraíso que Davidson promete e todos tem uma surpresa enorme quando vão visitar a casa “presidencial”. Ver a harmonia com que tudo se dá e que todos lutam para mantê-la é bem impressionante para todos... Evangeline é tentada por ele, mas a jovem sabe quais são seus deveres.

Os aliados Montfort, Rift, Norta e Guarda Escarlate formam uma resistência para de fato remover Maven de toda situação de poder e também ir contra Lakeland, que está se preparando para o grande ataque. Mas a aliança que une os três reinos é muito frágil, uma vez que os interesses particulares de todos está acima do que estão lutando... Praticamente um deseja devorar o outro no menor sinal de fraqueza, precisamos saber qual seria o primeiro a cair.

A guerra é forte e há muitas perdas. Planos precisam ser traçados e alianças mantidas, mas talvez uma questão de... Poder faça tudo ser colocado em cheque.

O livro em sua grande maioria é narrado pelos pontos de vida de Mare, Iris e Evangeline. Elas são as três grandes guerreiras, cada uma por suas causas e razões. A paixão move toda a história, seja a do coração, seja por uma causa ou o amor por sua família. Mas acredito que o último item seja uma constante para todos.

Tempestade de Guerra foi um bom desfecho, embora eu quisesse um pouco mais! Vou ficar órfã dessa série, com certeza! Acredito que todos os personagens acabaram tendo bons fechamentos, defenderam bem seus ideais. Foi lindo ver Farley com o amor de sua filha a cada vez que elas se reencontravam. Também foi bom conhecer as outras regiões que compõem o mundo criado pela autora.

Analisar a confusão de Maven e observá-o descobrir a si mesmo também foi muito interessante. O menino sempre à sombra do irmão mais velho, tomado pelo ciúme e também pelo desejo de posse de tudo aquilo que não pode ter, bem como o amor deturpado de uma pessoa, a única pessoa que o fazia centrar-se em algo. As cicatrizes que ele deixou foram bem mais profundas que a carne.

Cal foi o fogo brando dessa vez, na verdade. Senti que sua participação na série foi diminuindo a cada livro, até ser uma faísca... Não sei. Tá vendo, eu preciso de mais livro da série para encontrar tudo o que quero, huahauh!

Como disse, vou sentir falta dos personagens. Lutamos as guerras com eles, enfrentamos inimigos com eles... E fora que é tipo, um baita show de política, se analisarmos bem profundamente! E a conclusão final da guerra foi tudo o que eu esperava!

Como sempre, a escrita da autora é impecável. Quero muito ver o filme e relembrar tudo o que li, mas tá desde 2016 sem aparecer nada sobre... Alguém aí tem mais notícias??


8.11.18

{Resenha} Eu Sou Eric Zimmerman #1


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


Andei pirando quando soube que a Editora Planeta ia publicar esse livro. 💗
Como muitos leitores adoradores de Peça-me O Que Quiser, esperou ansioso por esse livro, e foi magnifico ler e conhecer cada sentimento do homão da porra Eric.
Confere aí a resenha! 


*livro cedido pela editora
Sinopse:

“Meu nome é Eric Zimmerman e eu sou um poderoso empresário alemão. Sou conhecido por ser um homem frio e impessoal, que gosta de sexo sem amor e sem compromisso.

Em uma as minhas viagens à Espanha, conheci a jovem Judith Flores. Ela me fez rir, me fez cantar, até me fez dançar, e eu não estava acostumado com nada isso. Quando percebi que estava sentindo mais do que deveria, achei que era hora de me afastar. Mas acabei voltando. Essa mulher me atraía como um ímã.

Nosso relacionamento foi desde o início marcado por altas doses de fantasia e erotismo, e eu queria ensinar Judith a curtir o sexo de uma maneira que nunca ela nunca havia imaginado. E você? Se atreveria a descobrir o lado submisso, dominante e voyeur que existe dentro de todos nós?”


Resenha

Eric Zimmerman é um alemão fogoso, sedutor, enlouquece as mulheres, e sabe que é tudo isso.
Escolhe mulher como quem escolhe uma roupa, um sapato... não que ele seja machista, mas as mulheres o acostumaram muito mal.
Solteiro, rico, privilegiado em físico e capacidade mental, as mulheres se derretem e ele aproveita como o homem insaciável que é. 


Usa muito bem cada dia, como se fosse o último. O homem é só trabalho e diversão, o tipo que ele adotou.
Mas quando seu pai morre e lhe deixa todo o império, como único filho ele se vê a frente de todos os negócios da família.
Eric tem como pai, o sórdido alemão, marido de sua mãe, que é espanhola, não aceita o mal caratismo do pai e vivem como estranhos que se suportam.

Sua família é a mãe, a irmã caçula Marta e um sobrinho super problemático, filho de sua outra irmã Hanna que morreu.
Com esse pedaço da família ele engajado são felizes. Salvo a nota destoante chamada Flin, o adolescente carente e problemático que Eric ama e trata como filho.

O mundo de Eric seria só satisfação (pra ele trabalhar é satisfação) se e não existisse a “herança paterna maldita” que está sobre sua cabeça, de uma maneira fatal e que ele não aceita, que “isso” aconteça.
Ele é teimoso, cabeça dura e como fala sua irmã Marta, da incapacidade de raciocinar com clareza e determinismo.
Em uma visita às filiais da Espanha, ficando preso no elevador, com outras pessoas e durante aquele tempo e espaço claustrofóbico, uma voz feminina liderou o caos reinante, distribuindo de sua sacola, água e chicletes. 

Sua voz maviosa fazia aquelas pessoas, não desesperar.
Eric, alemão frio não ficou quieto se movimentando como podia para descobrir o rosto da moça da voz... e viu. E aquela visão o agradou demais.
E se aproximando, a espanhola de estatura mediana, como vinha fazendo com os outros, também “enfiou” um chiclete na boca do seu patrão, que ele veio saber depois.
 

Eric reconheceu que já tratava com mulheres lindíssimas e que a espanhola não era aquela beleza, mas tinha algo nela “toda”, que o deixava sem palavras prontas – só olhando, escutando, avaliando, pensando...
Mas com o passar dos dias, a curiosidade de Eric não passava e ele identificou a sua funcionária do elevador.
Só que Judith o ignorou (com respeito) pela hierarquia e pela vergonhosa ousadia do chiclete. Não adiantou o gelo dela, quando Eric tinha um poderoso “maçarico” que derretia qualquer geleira. E derreteu.
Mas seriam compatíveis, Espanhola e Alemão? Ele morando em Munique e ela em Madri?
Será que Judith deixará sua terra, seus amigos e o seguirá? Só o tempo dirá e bem rápido... só lendo pra saber.


É um livro forte, de conteúdo adulto, com boa estória, com ambientes que você nem fazia ideia que existiam, é interessante ver toda a fragilidade emocional entre o casal, mas é gratificante ver o senso de responsabilidade familiar e como ele trata com amor e paciência o sobrinho.
Só o seu problema pessoal, ele não dá a devida importância. Por que será?
Adoro quando uma mulher vira de cabeça pra baixo a vida de alguém tão frio e impessoal. Que o cara fica desnorteado e nem sabe o que foi que o atingiu. Só chegou e:

Que o desperta pra várias coisas que não sabia que poderia sentir, que tinha capacidade de viver e aprender com Judith o que a vida e o amor tem de bom.
Sou muito fã da Megan Maxwell e sempre que sai lançamento dela, seja antigo ou recente eu quero!
Simplesmente amei a leitura, e é sempre muito bom saber os dois lados. Seus pensamentos e conflitos... eu amo!


Por hoje é só meus amores.
Até a próxima.
Tchau! 💗


Título: Eu Sou Eric Zimmerman #1 – Spin-off
Autor (a): Megan Maxwell
Editora: Essência
Número de Páginas: 464

7.11.18

{Resenha} Contos Completos



Autor: Caio Fernando Abreu
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Publicados entre as décadas de 1970 e 1990, os contos de Caio Fernando Abreu são o retrato de uma geração. Os tempos autoritários e sombrios dos anos de chumbo aparecem nesta reunião não apenas como pano de fundo, mas como parte constituinte de uma prosa que se consagrou pelo estilo combativo e radical. Vida e obra, aqui, se misturam a ponto de biografia se transformar em literatura e vice-versa.Em Contos completos, o leitor tem a chance de percorrer toda a produção do autor no gênero da prosa breve. O volume abarca seis títulos — Inventário do ir-remediável (1970), O ovo apunhalado (1975), Pedras de Calcutá (1977), Morangos mofados (1982), Os dragões não conhecem o paraíso (1988) e Ovelhas negras(1995) —, além de dez contos avulsos, sendo três deles inéditos em livro. O livro inclui, por fim, textos de Italo Moriconi, Alexandre Vidal Porto e Heloisa Buarque de Hollanda, que jogam luz sobre a atualidade de Caio Fernando Abreu.Ao escrever sobre amor, morte, medo, sexualidade, solidão e alegria, o autor de Onde andará Dulce Veiga? constrói personagens complexos e absolutamente profundos em cada detalhe. Com verve e sensibilidade, o “escritor da paixão”, na alcunha de Lygia Fagundes Telles, soube como ninguém combinar delírio e lucidez, euforia e angústia, luz e sombra.

Fico até embaraçada de escrever sobre Caio Fernando Abreu. Até seu nome tem um peso maior quando sai de nossas bocas. A mente se revira em saudosismo e reverências quando sua memória é trazida à tona. Tentarei vencer a vergonha e, na minha humilde condição de leitora ocasional, comentar sobre a obra que reúne os contos do maior nome da contracultura literária brasileira. 

Em Contos Completos, a editora Companhia das Letras reúne as 6 obras de Caio F. Abreu e 10 contos avulsos - sendo 3 deles inéditos em livros. Organizados em ordem cronológica, podemos acompanhar a evolução da escrita do autor e realizar associações entre o período do conto e sua temática. As obras e alguns contos são precedidos por comentários do autor, alguns justificando alterações no texto, outros realizando autocríticas e nos situando sobre a situação em que o trabalho foi realizado. 

"Quanto a ti, ja reparaste como o mundo parece feito de pontas e arestas? Já chamei tua atenção para a escassez de contornos mansos nas coisas? Tudo é duro e fere."

Caio Fernando Abreu é novo para mim. Excetuando-se os textos e as citações comuns no tempo do Orkut (desenterrei, né? haha!), nenhuma obra dele tinha passado nas minhas mãos. Na semana em que Caio Abreu completaria 70 anos, recebi esta obra que, hoje, é a mais completa do autor. Conhecer mais um grande escritor brasileiro faz parte das minhas realizações desse ano, então, pra mim, esse livro por si só é uma pequena vitória pessoal. 

É sempre difícil, para mim, resenhar livros sobre contos. Muitas vezes (me arrisco a dizer todas), os temas e as maneiras de escrever são totalmente diferentes e fica difícil colocar todos os contos num "saco só". Consegui estabelecer poucos padrões neste livro e um deles, talvez o que mais me impressionou, é o de que Caio Abreu costumava abordar temas polêmicos e íntimos que causavam estranhamento e sentimentos desagradáveis em suas personagens. Tratar com naturalidade sobre homossexualidade e soropositividade, por exemplo, é algo difícil de ser feito até nos tempos atuais e, em Contos Completos, encontramos textos que datam de mais de 3 décadas atrás que fazem isso com maestria.

Caio Fernando Abreu também escreve sobre o amor em suas diferentes formas. O amor próprio, o desamor, o amor platônico... Geralmente combina essas temáticas com assuntos polêmicos, mas sem forçar o espanto ou a estranheza no leitor; tudo em sua leitura é natural e flui bem.  

Contos Completos é uma obra extensa com mais de 700 páginas mas que, mesmo que tentasse, não consegue ser enfadonha. O fato de ser formado por narrativas mais curtas ajuda neste aspecto mas, obviamente, a grande razão é a maneira marcante como Caio F. Abreu transforma qualquer texto seu em uma obra-prima. 

(Observação aleatória: depois de todos esses anos, somente agora eu consegui entender porque Caio Fernando Abreu era o autor com mais citações compartilhadas no Orkut, haha. Morre minha curiosidade, nasce uma admiradora.)

6.11.18

{Resenha} Uma Coisa Absolutamente Fantástica


Título original: An absolutely remarkable thing
Autor: Hank Green
Editora: Seguinte
Sinopse: Enquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência — uma espécie de robô de três metros de altura —, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial. Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas — e o que querem de nós.
Divertida e envolvente, essa história trata de temas muito relevantes nos dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, como as redes sociais estão mudando conceitos como fama, retórica e radicalização.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica é um livro que me dividiu opinião ao longo da história. Teve muitos momentos em que eu quis entrar na história e bater na April May e teve vezes que eu só queria dar colo a ela.

April May é uma mulher normal de vinte três anos. Ainda em fase de se acertar na vida, April estava voltando do trabalho as três da manhã quando se depara com uma escultura gigante próximo ao metrô. Ao olhar mais de perto ela percebe que é um robô e que esse é feito de um material que não conhece. Então resolve ligar para seu amigo Andy, um youtuber, para que ele faça um vídeo sobre a escultura e poste em seu canal. O que ela não imaginava era que Andy desejaria que ela mesma aparecesse no vídeo e que no dia seguinte a fama batesse em sua porta.

Carl é o nome que ela resolveu dar ao robô de três metros, um robô que aparece misteriosamente em outras sessenta e três cidades espalhadas pelo mundo. April foi a primeira que viu o robô, foi a primeira a postar um vídeo sobre ele e com isso acaba ficando famosa. Todos a querem em seus programas, querem autógrafos e etc. A situação se torna algo que ela nunca imaginou e as coisas que acontecerão vão mudar totalmente o rumo de sua vida.

A edição do livro está bem caprichada com folhas amareladas e letra confortável. Ainda não sei se gostei da capa, mas confesso que tem lá seu charme. A narração fica em terceira primeira pessoa com foco em April May.

“[...] criando a marca April May, eu estava praticamente criando um novo eu. E só dá para fingir até certo ponto antes de se tornar quem se está fingindo ser.” Página 76 e 77


Logo no início do livro, April já nos diz que ela será extremamente sincera sobre sua história, que não irá esconder nada do leitor e ainda acrescenta que ela vai ser bem dramática no decorrer da narração, inevitavelmente eu logo pensei “xii... ela vai ser bem chatinha!”. Dito e feito. É justamente assim que vemos April em Uma Coisa Absolutamente Fantástica. Por algum motivo em seu inconsciente, pois só essa explicação vem a minha mente já que ela foi criada por pais extremamente amorosos e compreensivos, April acaba sendo sarcástica demais e afastando as pessoas que ama sem nenhum motivo aparente.

Porém, apesar de April ter me irritado muito, temos uma história curiosa e intrigante. Como os robôs surgiram? Por que vieram para cá? E por que April acaba virando o centro de tudo? O que ela tem de especial, além de seu ótimo “senso de humor”? Essas foram perguntas que me nortearam ao longo da história e tenho certeza que essas e muitas outras vão passar pela mente de quem ler esse livro.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica é o tipo de livro que vai te trazer muitas mensagens relevantes sobre o modo como você leva sua vida. Sobre o que você anda fazendo de importante com aqueles que estão ao seu redor e em como as mídias sociais estão tomando conta de quem você é sem que perceba quem você se tornou. Esses elementos são muito presentes aqui, junto com a comunicação e a fama. Com eles, a história acontece e traz consequências desastrosas para os personagens.

 “Humanos são péssimos em acreditar na realidade. [...] Somos seres irracionais, fáceis de manipular quando se está disposto a qualquer coisa.” Página 239

Uma Coisa Absolutamente Fantástica é o livro de estreia de Hank Green, irmão de John Green. O livro tem um pouco da pegada do John se levamos em consideração o humor e a leveza da escrita, mas por Hank ter se permitido ir para o lado sci-fi, deu para sentir que os dois têm estilos diferentes, o que adorei, pois eu não queria sentir John Green nesse livro.


Para quem procura um livro leve e com muitos questionamentos, Uma Coisa Absolutamente Fantástica é o livro certo. Além de nos proporcionar um final de deixar a mente desnorteada querendo saber muito mais dessa história. Hank Green tem uma ótima escrita e uma carreira de sucesso pela frente. Espero que ele venha a lançar mais livros e quem sabe a continuação desse?

5.11.18

{Resenha} A Torre do Amor (Contos de Fadas #4) - Eloisa James


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


E vim animada, pois esse livro me deixou ainda mais apaixonada pela escrita e personagens dessa autora maravilhoooosa!
Confere aí a resenha negrada!


*livro cedido pela editora
Sinopse:


“Quando Gowan, o magnífico duque de Kinross, decide se casar, seu plano é escolher uma jovem adequada e negociar o noivado com o pai dela. Ao conhecer Edie no baile de apresentação dela à sociedade, ele acredita que, além de linda, ela também seja a dama serena que ele procura e imediatamente pede sua mão.
Na verdade, o temperamento de Edie é o oposto da serenidade. No baile, ela estava com uma febre tão alta que mal falou e não conseguiu prestar atenção em nada, nem mesmo no famoso duque de Kinross. Ao saber que seu pai aceitou o pedido do duque, ela entra em pânico. E quando a noite de núpcias não é tudo o que podia ser...

Mas a incapacidade de Edie de continuar escondendo seus sentimentos faz com que o casamento deles se desintegre e com que ela se recolha à torre do castelo, trancando Gowan do lado de fora.
Agora o poderoso duque está diante do maior desafio de sua vida. Nem a ordem nem a razão funcionam com sua geniosa esposa. Como ele conseguirá convencê-la a lhe entregar as chaves não só da torre, mas também do próprio coração?”


Resenha

Lady Edith e o Duque de Kinross são filhos emergentes de lares não convencionais.
Enquanto Edie vive para a música e seu violoncelo, Gowan tem todos os dias cronometrados.
Lady Edith vive no meio do segundo casamento do pai e da madrasta, de quem gosta muito sempre remediando, contornando, amenizando os destemperos do pai, que é muito fechado, totalmente formal, dificultando a convivência com sua extrovertida esposa mais jovem.

É o ano de Debut de Lady Edith, e ela está acometida de uma febre altíssima, mas isso não impede que a madrasta a encaminhe aos salões para que a sociedade londrina masculina faça a escolha. E isso acontece quando os olhos do Duque Kinross encontram os olhos dela.
Edie uma inglesinha linda, como uma boneca de porcelana, que caminha, dança, fala e principalmente toca violoncelo magistralmente, como poucos profissionais masculinos da sua época.


Gowan Duque de Kinross é escocês, muito rico, com castelo, propriedades, ilha e criados. Muito bonito, com um corpo característica da raça escocesa, deixa todas as mulheres jovens casadas e viúvas em polvorosa.
Em tempo recorde os dois se casam, atropelando todos os protocolos ingleses e vão pra Escócia. A viagem é longa, cansativa e finalmente chegam ao castelo que na opinião de Edie, é de contos de fadas. Ao adentrá-lo, uma verdadeira multidão de criados, a ela são apresentados.
Mas há uma surpresa no final da apresentação que é a aparição de Susanna, meia irmã do duque, de quatro anos toda de preto, inclusive meias por causa da morte da mãe.

Ela apronta, não tem papas na língua e não tem medo, nem da babá que a repreende com surras.
Lady Edie vem munida de uma linda boneca para quebrar o gelo, mas Susanna, diz que a boneca é feia e dá um empurrão em Edie, que sem esperar, cai de bunda no chão, na frente de toda a criadagem. A menina é um verdadeiro endaval.

O casal são duas forças da natureza e cada um tem seu ponto fraco.
Edie é escrava da música e Gowan é a honestidade, o trabalho e a integridade, que todo homem deve ter.
Entre eles teve a comunhão de almas, mas na comunhão dos corpos, não foi o que Edie esperava. Alias “tudo” que ela esperava, foi soprado da experiência turbulenta do casamento de sua madrasta Layla. E foi tão sério o desfecho que os corpos se separaram mesmo com resultado traumático.
Como Gowan remediará isso? Será possível?
Haverá amor suficiente para superar tudo?

É um livro bom, com personagens espirituosos. Adorei Suzanna, principalmente a madrasta de Edie, ensinando-lhe os segredos maritais é hilário as comparações. Achei que a autora deu muita ênfase aos problemas de cama entre Gowan e Edie, com isso não deixou espaço para “aquele” desfecho.
E nas ultimas páginas o enredo é atropelado, faltando um resto de texto que não foi escrito... Sim! Há algo inusitado no mundo dos escoceses machos e no caso de Gowan, a autora nos presenteou com a novidade. Mas só lendo pra saber.
Muito Shakespeare, muito Stradivarius, muito Vivaldi, adorei a parte musical, parabéns a autora pela bela pesquisa.
Sabe, depois das pazes, odeio quando autores só deixam duas paginas pro leitor se deliciar... daí na próxima tem se passado sete anos! Sete anos meu povo!
Eu simplesmente abomino essas coisas, mas fazer o que. Tirando isso aí, eu amei a leitura.
Por hoje é só amores.
Até a próxima. Tchau!





Título: A Torre do Amor (Contos de Fadas #4)
Autor (a): Eloisa James
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 352