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25.9.17

{Resenha} Princesa de Papel



Título Original: Paper Princess
Série: The Royals #1
Autora: Erin Watt
Editora: Essência
Sinopse: O primeiro livro da série The Royals, a nova sensação new adult dos EUA. Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe, uma mulher instável e problemática, acreditando que em algum momento as duas conseguiriam sair do sufoco. Mas agora a mãe morreu, e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Reed não a quer ali. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo. 
“A minha vida é minha. Eu a vivo. Eu a controlo. ”
Desde que vi a capa desse livro, eu quis lê-lo. A sinopse não é muito o que me faria lê-lo, mas li resenhas positivas, então me vi com vontade de conhecer Ella e os Royal.

Ella é uma menina que, apesar da presença da mãe em sua vida, aprendeu a viver sozinha, por si mesma. A mãe era uma daquelas mulheres que acreditava que o amanhã poderia ser melhor, mesmo ralando como dançarina de strip-club, garçonete e o que mais aparecesse que poderia garantir a elas um teto, temporariamente. Sim, pois com a vida que levava, conheceu muitos homens e nem todos eram bons. Se é que algum dos bons fez parte da vida dela. Então desde muito pequena, Ella aprendeu a lidar com as merdas que a vida jogavam em seu ventilador. 

A sinopse transformou sua mãe numa “mulher instável e problemática”, mas não sei se concordo. Não vemos muito dela, obviamente, a não ser as descrições de Ella. E tudo o que ela sempre aponta é como a mãe fez das tripas coração para criar a filha, apesar de toda porcaria que tiveram que enfrentar. Não conhecemos avós, nem outros parentes de Ella, eram apenas as duas na vida, sem ninguém para apoiá-las. Para completar todo o drama da vida da menina de 17 anos (marquem bem essa idade), a mãe morreu e elas não possuem nada... Então a jovem assume a identidade da mãe e também seu trabalho, pois precisa manter seu aluguel e ser capaz de continuar seus estudos até a faculdade.

Já é drama o suficiente para uma vida inteira, mas... A vida é uma caixinha de surpresas! Em um dia comum na escola, acaba por conhecer Callum Royal, um pai de família que era amigo de seu pai, o pai que ela nunca conheceu e que nem desejava tomar ciência, vem lhe buscar e lhe promete um tanto de coisas.

É claro que ele não poderia ser uma pessoa normal... É um multimilionário.
“Alguns adolescentes sonham em viajar pelo mundo, ter carros velozes, casas grandes. Eu? Eu quero ter meu apartamento, uma geladeira cheia de comida e um emprego estável que pague bem, de preferência tão empolgante quanto esperar cola secar.”
Podemos perceber que, de início, ela não quer estar ali. Mas se acostuma com a vida nova rapidamente, quem não se acostumaria. É claro que tem um obstáculo: os filhos de Callum. Já sabiam de sua profissão e a tomam como uma prostituta qualquer. É aí que entramos no negócio da idade.

Sabemos que o filho mais velho, Gideon, entrou no ano corrente na faculdade. Os outros 4, não sabemos ao certo suas idades. São eles Reed, Easton e os gêmeos Sawyer e Sebastian. Seus comportamentos são completamente adultos, inclusive sexual. Sei que devo ser meio antiquada, mas na minha época não se fazia sexo antes dos 17 não... E isso é corrente no livro! O pai faz sexo com a namorada quase na frente dos filhos! Tipo: COMASSIM?! Não recomendo esse livro para menores de 18, não... 

Mas vamos lá. Para além do comportamento sexual exacerbado, os meninos são arrogantes, metidos, acham que só porque são ricos, o mundo lhes deve obediência. E na escola é bem assim, todos respeitam suas ordens, de Reed em especial que parece ser o mandante da “máfia Royal”. Nenhum deles respeita o pai (e depois de vê-lo com a namorada Brooke já imaginamos né...), por causa do passado: Callum era um workahoolic e não estava por perto quando alguém importante da família morreu. Ele ainda se culpa e os filhos também o culpam e a família degringolou aí. 

Todos os meninos apresentam comportamentos muito adultos para a idade deles, Ella incluída nisso... Mas ela podemos entender, pois teve que amadurecer pelas suas situações de vida. Agora os meninos Royal... Não sei, viu. Via-os com muito mais de 17~19 anos... Beeeem mais. E o pai eu via como bem mais jovem do que a descrição dele!

Enfim, Ella vai conquistando seu espaço na família e também o coração dos irmãos. Ela consegue fazer pelo menos uma amiga na escola, que se torna sua fiel escudeira – acho que foi a melhor personagem do livro! 

O final foi meio nonsense para mim, não sei... Preciso ler o segundo livro da série para entender melhor o que aconteceu ali, quando as coisas começavam a entrar nos eixos para os Royal...

É um mundo que não compreendo e que não é a minha realidade... Acredito que deva ser para uma pequena parcela de pessoas no mundo, aquelas 8 pessoas mais ricas do mundo e suas famílias... Não sei como me senti lendo o livro, sei que o devorei rapidamente porque os capítulos terminam de maneira empolgante, de modo que você simplesmente não conseguiria parar ali.

A escrita das autoras é muito boa, te prende fácil, fácil (assim como pegar um dos Royal, huahuahuha!). Dá para se divertir, se você ignorar as idades e imaginar que estão na faculdade e não no ensino médio/fundamental. Ella é uma boa protagonista, serve bem o papel de mocinha não tão em perigo, pois não leva desaforo para casa e sabe se virar sozinha.

A diagramação é simples, mas a capa é muito bonita: a coroa em dourado metálico é um charme só, reproduzida de modo mais simples no início de cada capítulo. As folhas são amareladas e porosas, o que facilita bastante virar a página, gostei bastante!


Se você procura um romance hot carregado com drama, esse pode te divertir por umas boas horas – que é tudo o que você levará para terminar as 364 páginas do livro, de tão ansiosa que os Royal te deixam!

~Recebido em parceria com a Editora Planeta de Livros Brasil~

22.9.17

{Dica de Leitura} O Cavaleiro Verde


Recebi uma proposta que não pude recusar: A autora Louise Soares entrou em contato conosco nos oferecendo seu livro para leitura. A proposta é incrível, tem uma protagonista feminina forte que eu quero muito conhecer!

Conheça também o livro da Louise!

Disputa de poder e aventura na Idade Média marcam lançamento juvenil da Giostri

Literatura brasileira – Romance/Juvenil
248 páginas
R$ 58,00
A Giostri lança o romance juvenil O Cavaleiro Verde, de Louise Soares. Trata-se de uma aventura passada na Idade Média e que tem como personagem central a princesa Alexandra de Scarlach. Após dez anos de ausência, a jovem descobre que o trono que lhe pertence por direito fora usurpado pelo regente Venceslau Ferragas, que deveria responder pelo reinado somente enquanto Alexandra não tinha idade suficiente.

O intrépido e misterioso Cavaleiro Verde será um grande aliado de Alexandra na reconquista daquilo que lhe pertence, através de sua participação no importante Torneio do Campeão, que confere ao vencedor uma posição social, financeira e política privilegiada no reino. Mas o que liga a princesa e o cavaleiro?

Louise Soares publicou antes Princesas do Brasil (Giostri), que ambienta contos clássicos como “João e o Pé de Feijão” nas diferentes regiões do Brasil.

Sobre a autora



"Sou carioca, tenho 28 anos, aquariana e fanática por livros. Boas histórias fazem meu coração bater mais forte e foi atrás delas que eu me tornei jornalista e escritora. Na UFRJ conquistei meu diploma de jornalista, na Folha de São Paulo escrevi sobre crianças e famosos e num mestrado Erasmus ganhei o mundo. Depois de um ano estudando na Dinamarca, sigo para mais uma etapa em outro reino distante, a Inglaterra.
Em breve resenha aqui no blog!!!

21.9.17

{Resenha} As Cores do Amor - Camila Moreira


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


Hoje trago pra vocês mais um romance arrebatador de uma das minhas autoras brasileiras preferidas: Camila Moreira.
Obrigada Editora Paralela pelo presente, e a Camila Moreira pela leitura maravilhosa.
Acompanho e tenho todos os livros publicados e ebook da autora, pois a forma que ela escreve é incrível. #SouFã
Bom, vamos deixar de falação e conferir a resenha? Bora lá!



Sinopse:

“O que define uma pessoa? O dinheiro? O sobrenome? A cor da pele? Filho único de um barão da soja, Henrique Montolvani foi criado para assumir o lugar do pai e se tornar um dos homens mais poderosos da região. No entanto, o jovem se tornou um cafajeste aos olhos das mulheres, um cara egocêntrico segundo os amigos e um projeto que deu errado na concepção do pai. Quando o destino coloca Sílvia em seu caminho, uma jovem decidida e cheia de personalidade, Henrique reavaliará todas as suas escolhas. O amor que ele sente por Sílvia o fará enfrentar o pai e transformará sua vida de uma maneira que ele nunca pensou que fosse possível. Um sentimento capaz de provar que nada pode definir uma pessoa, a não ser o que ela traz no coração."

Resenha

Quando fiquei sabendo do spin off do livro 8 Segundos, fiquei eufórica porque foi uma leitura gostosa e fiquei querendo mais. Esse livro fala sobre Pietra e Lucas que são coadjuvantes em As Cores do Amor que conta a estória de Sílvia e Henrique.


Camila Moreira não perde a sutileza e leveza em suas obras, o que a diferencia de muitos autores. Além de ir a fundo em um assunto e sabe do que tá falando, como foi o caso da discriminação racial que aborda a estória do casal.
Apesar dos personagens do livro anterior aparecer, a estória é independente.

Sílvia sabe na própria “pele”, o que é conviver com uma coloração diferente da cor considerada a “certa” pela sociedade e o preconceito que tem que aturar.
Essa estória fala do racismo desenfreado, que não se diverte como Deus, fazendo-nos brancos, pretos, pardos e amarelos. Seria maravilhoso, se Deus na sua infinita sabedoria, transformasse todos os racistas em daltônicos.


Sílvia sabe que o preconceito deixa marcas difíceis de apagar. Já sofreu demais, mas reage à altura e diz que já não lhe afeta, mas é só defesa.
Ela tem bons amigos, sobressai no trabalho e faculdade pela sua inteligência, é linda, esperta e desinibida.
E no casamento de sua melhor amiga Pietra, Sílvia revoluciona o “mundo” masculino e desestabiliza o lado feminino.
Henrique, um dos garanhões do pedaço, fica sem chão quando põe os olhos na morena de corpo voluptoso.
Ele não tem preconceito de nenhuma espécie, ao contrário do pai (Enzo), o Rei da Soja do lugar, que gostaria de exterminar a cor negra do mundo.

E agora? A atração entre os dois é recíproca. Como Henrique que já não tem uma boa convivência com seu pai, vai dizer que está namorando uma negra?
Ele não tem coragem de expor Sílvia e nem de se impor ao pai.
E como vai ser com todos morando na mesma cidade? A situação só tende a se agravar.

Enzo Montolvani, pai de Henrique é um monstro racista impiedoso. Depois de uma briga entre Henrique e Sílvia, os namorados ficam estremecidos e Enzo aproveitando bate em sua porta, Sílvia fica paralisada com suas palavras e ele lhe deixa duas opções de como prosseguir dali por diante. Henrique não sabe de nada e Sílvia foge com medo. Como ele ficará sem a sua morena?
É um livro forte nos argumentos e conteúdos, mostrando o racismo na sua forma mais bruta. Mostra também a impotência de quem é negra e pobre, contra alguém rico e poderoso e (coitado) acredita ser Deus.


Muitos falam: "Ah! Mas é só mais um clichê, a mesma coisa que tem em todo romance por aí"


Bom, você fala isso porque ainda não leu nenhum livro da autora ou a sua ideia de clichê é bem diferente da minha, principalmente nesse livro. A forma que Camila retrata o racismo nesse livro, a força que une os dois, os problemas que enfrentam deixa a estória muito mais cativante, real (se você escuta as histórias do mundo), sem contar que o livro é de um humanismo, porque depois que a Sílvia sofre todo tipo de abuso por parte do futuro sogro, ela ainda o perdoa, por Henrique.
Camila vai muito além do clichê que se lê por aí. A estória é fabulosa, nunca li algo tão bom já fazia muito tempo.

Esse livro está dentre os meus favoritos e tenho plena certeza de que irei rele-lo outras vezes.
Camila Moreira nos trouxe mais um romance marcante com personagens suspirantes.
Termino essa resenha com uma frase do livro, que merecia está em negrito: “Ninguém nasce racista, o preconceito é ensinado”.
Parabéns Camila!
Livro maravilhooooooooso!
Merece com louvor o selo. 💗


Por hoje é só amores. Até a próxima. Beijos.


Título: As Cores do Amor
Autor (a): Camila Moreira
Editora: Paralela
Número de Páginas: 320

20.9.17

{Lançamentos} Setembro: Companhia das Letras


EEEE!

Lançamentos da Companhia das Letras e outros Selos!!!

Não esqueça de deixar nos comentários aquele que mais te interessou!

Lembre-se: ao clicar no nome do livro, será redirecionado à página da editora dedicado ao mesmo!

Erin Beaty

Título original: THE TRAITOR'S KISS
Páginas: 440
Lançamento: 01/09/2017
Sage Fowler não foi feita para casar. Por isso, ela se torna aprendiz de casamenteira e fica encarregada de formar casais entre os nobres, fortalecendo alianças políticas. Quando uma revolta começa a tomar forma no reino, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações, mas quanto mais descobre enquanto espiã, menos tem certeza de em quem pode confiar.
Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

Tudo junto e misturado

Ann Brashares

Título Original: THE WHOLE THING TOGETHER

Páginas: 336
Lançamento: 29/09/2017
Depois de um divórcio tenso, Lila e Robert formaram novas famílias. Lila e seu novo marido vivem com o filho, Ray; Robert e sua nova esposa com a filha, Sasha. As famílias dividem uma casa de praia, cada semana ocupada por um dos casais. Por isso, embora dividam o mesmo quarto, Sasha e Ray nunca se viram, mas estão cada vez mais curiosos. Até o dia em que finalmente se conhecem.

Sasha e Ray sempre passam o verão na velha casa de férias da família. Desde pequenos, os dois dividiram muitas coisas — leram os mesmos livros, correram pela mesma praia, comeram pêssegos colhidos na mesma fazenda, tomaram café da manhã sentados à mesma mesa. Até dormiram na mesma cama, mas nunca ao mesmo tempo. Afinal, eles jamais se encontraram.
O pai de Sasha um dia foi casado com a mãe de Ray, e juntos tiveram três filhas: Emma, Quinn e Mattie. Mas o casamento acabou, deixando para trás apenas rancor e ressentimentos. Os dois casaram de novo e formaram novas famílias, mas nenhuma delas pretende desistir da casa de praia, muito menos compartilhá-la. Até este verão. As vidas de Sasha e Ray estão prestes a se cruzar — e, com tudo junto e misturado, as famílias vão mudar para sempre.

O livro das listas

Referências musicais, culturais e sentimentais
Renato Russo

Páginas: 192
Lançamento: 04/09/2017
Um delicioso manual das influências de Renato Russo feito a partir de listas que o próprio artista escreveu ao longo da vida.Além de artista compulsivo, dotado de uma criatividade sem limites, Renato Russo era também um ávido consumidor de toda forma de arte. Durante sua vida breve e produtiva, entre um palco e outro, estúdios e turnês, o líder da Legião Urbana usou todo seu tempo livre para descobrir novas obras e revisitar as que amava. Discos, livros, filmes, artistas e referências variadas eram rapidamente integradas ao vasto repertório de Renato, que organizava seu pensamento criativo por meio de listas, muitas listas. Feito a partir das anotações do artista, até hoje inéditas ao público, este livro apresenta um panorama de suas grandes influências acompanhadas de informações acerca dos artistas e obras mencionadas. Reveladoras dos temas de interesse que podem ter influenciado as composições de Renato, as listas não apenas serviam para classificar o que ele já conhecia e para indicar o que ele ainda pretendia ler, ouvir, assistir e viver, como também são uma forma de conhecer o processo criativo de um dos grandes nomes da cultura popular brasileira.

O homem que buscava sua sombra

Millennium #5

Título original: MANNEN SOM SÖKTE SIN SKUGGA
Páginas: 360
Lançamento: 07/09/2017
Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist estão de volta no quinto volume da eletrizante série Millennium, que já conquistou milhões de leitores no mundo todo.Depois do best-seller A garota na teia de aranha, David Lagercrantz dá continuidade à genial série Millennium, de Stieg Larsson. Lisbeth Salander precisa passar um curto período atrás das grades, num presídio que também abriga uma das maiores criminosas da Suécia, de alcunha Benito. Na cela ao lado, ela observa uma jovem muçulmana acusada de matar o irmão sofrer ameaças constantes da gangue racista de Benito, a “dona” do pavilhão. Mesmo sem ter acesso ao mundo exterior, Lisbeth dá um jeito de descobrir mais sobre as partes encobertas de sua infância traumática, depois que Holger Palmgren lhe apresenta pistas sobre um experimento pseudocientífico realizado com gêmeos. Claro que ela irá acionar o destemido jornalista Mikael Blomkvist para ajudá-la a desvendar esse mistério e a defender os desprotegidos, garantindo que os vilões paguem por seus crimes. Assim, a dupla está mais uma vez no cerne de um romance de tirar o fôlego, que aborda de modo fascinante muitas das graves questões que assombram o mundo hoje.
#2 – A menina que brincava com fogo (Stieg Larsson)
#3 – A rainha do castelo de ar (Stieg Larsson)

Mrs. Dalloway

Virginia Woolf

Páginas: 240
Lançamento: 04/09/2017
Um marco do romance modernista escrito por uma das autoras mais importantes de todos os tempos.A obra mais famosa de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway narra um único dia da vida da famosa protagonista Clarissa Dalloway, que percorre as ruas de Londres dos anos 1920 cuidando dos preparativos para a festa que realizará no mesmo dia à noite.
Pioneiro na exploração do inconsciente humano por meio do fluxo de consciência, Mrs. Dalloway se consagrou tanto pelo experimentalismo linguístico quanto pelo retrato preciso das transformações da Inglaterra do entre guerras. Misto de romance psicológico com ensaio filosófico, este livro resiste a classificações simplistas e inaugura um gênero por si só.
Precursor de algumas das maiores obras literárias do século XX, este romance é uma leitura incontornável que todo mundo deve fazer ao menos uma vez na vida.

A faca sutil

Fronteiras do Universo #2
Philip Pullman

Título original: THE SUBTLE KNIFE
Páginas: 288
Lançamento: 21/08/2017
Volume II da trilogia Fronteiras do Universo.Perdida em um mundo desconhecido, Lyra Belacqua encontra Will Parry — um fugitivo que logo se torna um aliado mais do que necessário. Pois este novo mundo é povoado por Espectros sugadores de alma, e no céu as feiticeiras disputam espaço com anjos.
Will procura pelo pai, um explorador desaparecido há anos, e Lyra busca a origem do Pó. No entanto, o que os dois descobrem é um segredo mortal e uma arma de poder absoluto, capaz de decidir o resultado na guerra que se forma ao redor deles. O que nenhum dos dois suspeita é do quanto suas vidas, seus objetivos e seus destinos estão conectados... até que precisam se separar.
A faca sutil é a viciante sequência de A bússola de ouro, um clássico da fantasia considerado pela Entertainment Weekly “o melhor livro de todos os tempos”. A fantástica aventura de Lyra continua, levando o leitor a novos mundos, rumo a uma descoberta devastadora. 

A invasão de Tearling

A Rainha de Tearling #2

Páginas: 400
Lançamento: 28/09/2017
Nesta sequência emocionante de A rainha de Tearling, política, magia e mistério se misturam na história de uma das personagens femininas mais fortes e complexas dos últimos anos.Kelsea Glynn é a rainha de Tearling. Apesar de ter apenas dezenove anos e nenhuma experiência no trono, Kelsea ficou rapidamente conhecida como uma monarca justa e corajosa. No entanto, o poder é uma faca de dois gumes.
Ao interromper o comércio de escravos com o reino vizinho e tentar conseguir justiça para seu povo, ela enfurece a Rainha Vermelha, uma feiticeira poderosa com um exército imbatível. Agora, à beira de ver o Tearling invadido pelas tropas inimigas, Kelsea precisa recorrer ao passado, aos tempos de antes da Travessia, para encontrar respostas que podem dar ao seu povo uma chance de sobrevivência. Mas seu tempo está acabando...
Nesta continuação de A rainha de Tearling, a incrível heroína construída por Erika Johansen volta para outra aventura cheia de magia e reviravoltas.

Minecraft:A ilha

Max Brooks 

Páginas: 312
Lançamento: 29/09/2017
O primeiro livro oficial de Minecraft!"Onde estou? Quem sou eu? Por que tudo é quadrado?
As perguntas que surgem quando o herói deste livro se descobre às margens de uma ilha deserta são importantes, mas não há tempo para pensar nelas. Está escurecendo, e há um novo mundo a ser explorado!
A prioridade é encontrar comida. Depois, é não virar comida.
Porque há outros seres na ilha… zumbis que aparecem ao cair da noite. Aranhas gigantescas. Esqueletos com arco e flechas. E para se defender é preciso construir proteções, armas, fortalezas.
Na ilha, nem sempre as regras fazem sentido, mas com uma boa dose de coragem e criatividade, tudo pode melhorar. Afinal, existem florestas a serem exploradas, mundos subterrâneos a serem escavados e hordas de monstros a serem derrotadas.
Autor do best-seller Guerra Mundial Z, Max Brooks narra a história de um herói perdido no mundo de Minecraft, forçado a desvendar todos os segredos de uma misteriosa ilha para conseguir sobreviver."

Querido dane-se

Kéfera Buchmann

Páginas: 224
Lançamento: 31/08/2017
Kéfera Buchmann está de volta com o surpreendente Querido dane-se, sua estreia na ficção.Sara tem muitos sonhos, mas também vários problemas para enfrentar. Para começar, seu namorado acabou de uma hora para outra com ela e por WhatsApp! Pouco depois, ela descobriu que o desgraçado está namorando uma socialite linda e admirada por muitos. Parou por aqui? Não: Sara, que é estilista de formação, mas trabalha como costureira, atualmente está de plantão na casa dessa socialite, arrumando as roupas dela.
Enquanto lida com o ressurgimento do ex e tenta voltar a achar graça na solteirice, Sara sofre com seu maior medo: fazer trinta anos sem achar a sua cara-metade. Entre lágrimas e muita risada, no entanto, Sara começa a repensar sua vida. E a perceber que está diante de uma pessoa cujos anseios e gostos conhece pouco: ela mesma.
Querido dane-se é a primeira ficção de Kéfera Buchmann, que, sem abandonar o bom humor de sempre, fala sobre autoestima, empoderamento e a importância de compreender os próprios desejos para se tornar alguém feliz.

Para as solteiras, com amor (porque todo mundo já foi um dia)

Julia Faria

Páginas: 280

Lançamento: 23/08/2017
Quem mergulha dentro de si emergirá mais completo, pronto para viver uma linda história de amor com outra pessoa ou no aconchego da própria companhia.

Estar solteira pode ser muito divertido e libertador, mas muitas mulheres se deparam com diversos tipos de inseguranças quando estão sozinhas. Neste seu primeiro livro, a atriz e digital influencer Julia Faria defende que o foco principal delas nesse momento precisa ser conhecer melhor a si próprias, e não outras pessoas. Só assim conseguirão encontrar suas caras-metades (se assim desejarem). Os delicados textos aqui reunidos ajudam a refletir sobre o que esperar de um relacionamento e a lidar com o fim inevitável de alguns deles. Sempre com bom humor, a autora faz uma necessária investigação do mundo do flerte e seus códigos. Mais do que um livro para quem está (ou esteve) solteira, a estreia de Julia Faria é uma defesa da autoestima feminina. Sem ela, mostra a autora, não existe final feliz.

Não vai acontecer aqui

Sinclair Lewis

Páginas: 408
Lançamento: 29/09/2017
Uma sátira ácida, igualmente engraçada e preocupante, Não vai acontecer aqui mostra ao leitor que o pior pode acontecer em todos os lugares, e que o espírito livre precisa ser preservado.Um homem vaidoso, falastrão, anti-imigrantes e demagogo concorre à presidência dos Estados Unidos — e ganha. Buzz Windrip promete aos eleitores americanos que fará o país próspero e grande novamente, mas acaba trilhando um caminho sombrio. Ele declara o Congresso obsoleto, reescreve a Constituição e desencadeia uma onda fascista no país. O novo regime se torna cada vez mais autoritário, e o jornalista Doremus Jessop pensa que logo o presidente será derrubado, mas quanto tempo é possível esperar?
Escrito em 1935, "Não vai acontecer aqui" não poderia ser mais atual. Recuperado pela crítica e pelo público após as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos, o livro de Sinclair Lewis discute a fragilidade da democracia e o espectro fascista que ronda todo regime livre. Um livro de extrema força visionária, que mostra a maestria de Sinclair Lewis em construir uma fábula sobre como a complacência liberal pode se tornar vítima da tirania.

19.9.17

{Resenha} Por Isso a Gente Acabou




Título Original: Why We Broke Up
Autor: Daniel Handler
Ilustrações: Maira Kalman
Editora: Seguinte
Sinopse: Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica do autor, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. Min Green e Ed Slarteron estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro.
Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação.
Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas deste romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou. A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou cada um dos objetos da narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida.

Esse é um daqueles livros que se pode acabar em um dia, de tão gostosa que a história decorre. Eu demorei um tempinho para ler, mas sempre que pegava ele, iam cem páginas.

Minerva ou Min, como prefere ser chamada, é uma amante do cinema antigo, sonha em ser diretora de cinema, e essa protagonista nos conta os motivos de ter terminado um namoro com o cara mais famoso do colégio, Ed Slaterton.

O livro é narrado em primeira pessoa, na forma de uma carta escrita por Min para seu ex. Começa com uma caixa cheia de presentes que ela ganhou de Ed, e cada um dos presentes são aos poucos descrito como um dos motivos.

Conhecemos a história do casal desde a primeira vez que se conheceram em uma festa de aniversário de Al, o melhor amigo de Min (e meu personagem favorito). Conforme a história decorre, mais e mais motivos vão se juntando, vamos percebendo como a relação vai fazendo com que a protagonista mude sua vida para encaixar nos gostos de seu namorado e como ela escreve com pesar cada palavra para ele. São diferentes demais um do outro.

Percebe-se que Ed é um babaca, é o clichê de cada escola nos EUA, o cocapitão de um time de basquete, teve várias e várias namoradas, e com Min, ele jura que será diferente, que ele gosta do jeito dela, ela é diferente, “das artes”.
“ _ O.k.., por isso que eu trouxe café.  _ Eu não tomo café. [...] Nunca fui chegado _ Chegado? Você já tomou café? _ Não _ Você enfim disse _ Quer dizer, não muito. Sim, já tomei uns goles. Já provei. Mas eu sempre, tipo, eu nunca gostei, então quando todo mundo está tomando eu... [...] Eu jogo fora._ Então prova. Creme extra, três colheres de açúcar, do meu jeito. _ O quê? Não. Tem que ser preto [...] Se não for preto, é para menina ou gay.”
Ed chega a ser irritante sempre, quase o tempo todo, com pequenas exceções. Mas ele disse que a ama, e ela, pobrezinha, sente o mesmo.

O impressionante mesmo o motivo final o qual levou ao término, ainda clichê dos caras imaturos de ensino médio, mas não deixa de ser surpreendente. Sério. Não vou falar, vocês precisam ler, sério.
Em algumas partes a narração das conversas entre os personagens fica um pouco confusa, às vezes é difícil saber quem é quem.

As ilustrações ocupam algumas páginas, o que contribui para o livro ficar menor e ainda sim divertido.

Mencionei que “Daniel Handler” é um pseudônimo do Lemony Snicket? O moço sabe muito bem entreter as pessoas na leitura.

O que me agradou é que não foi um romance clichê que, nossa senhora, estou cansada de ler. É uma perspectiva muito interessante de romance. Além de dar dicas de diversos filmes, e eu adoro um filme antigão.

18.9.17

{O menino que vê filmes} SWEENEY TODD - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet



Direção: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Sacha Baron Cohen, Jamie Campbel Bower, Timothy Spall, Jayne Wisener, Ed Sanders, Laura Michelle Kelly.
Sinopse: A vingança chegará para o corrupto Juiz Turpin e seu asqueroso capataz, Beadle Bamford, pois o barbeiro Benjamin Barker, afastado de suas amadas esposa e filha, exilado em um país distante, agora retorna a Londres sob a terrível figura de Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet.

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Se você não assistiu ao filme em questão, prossiga por sua conta e risco!

Oi gente! Quem gosta de um bom musical? Eu confesso que não está entre as minhas preferências... Só pra ilustrar, fui, incauto, ao cinema lá pelos idos de 1996, assistir ao filme do momento: Evita! Tinha Maddona no papel principal e Antônio Banderas como coadjuvante. O filme tinha tudo para ser sensacional, já que narrava um período muito peculiar da história política na Argentina. Teria sido perfeito se eu, já acomodado na sala de cinema, não descobrisse que se tratava de um musical. E dos mais chatos.

Mas nem sempre foi assim.

Decidi assistir SWEENEY TODD sabendo que era um musical. Afinal, um filme envolvendo o trio Tim Burton, Helena Bonham-Carter e Johnny Depp não podia ser algo ruim. E de fato, não foi. Muito pelo contrário! A estória da vingança do barbeiro de Londres é garantia de boas risadas, sobressaltos e uma boa dose de suspense.


Se quiserem saber uma curiosidade sobre mim, anos depois vim a tornar-me eu mesmo um barbeiro, profissão que exerço com muita paixão.

Quem me acompanha nessa aventura? Afinal, como diria o velho Sweeney, "enfim, meu braço está completo outra vez!"
"At last, my arm is complete again!"

Inspiração

O longa é uma adapção de um musical da Broadway, com letras e músicas de ar soturno e melancólico, compostas por Stephen Sondhein. 

Sweeney Todd na Broadway

Ambientação

A trama se desenrola tendo como pano de fundo a Londres da chamada Era Vitoriana. Este período ficou caracterizado por uma aristocracia luxuosa e por doenças que acometiam a população mais pobre.


Tudo no filme foi pensado para para causar certa perturbação no espectador, mas também proporcionar um deleite visual, como é de costume na obra de Tim Burton.

A cor predominante dos cenários é cinza e tudo tem uma aclimatação sombria.

A Vingança do Barbeiro

O jovem Benjamin Barker e sua família
O jovem Benjamin Barker (Johnny Depp) era um pacado barbeiro que com endereço profissional na Rua Fleet. Dedicado, Barker vivia para se devotar à sua profissão, à sua amada esposa Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha Johanna Barker (Jayne Wisener).

A paz da família seria perturbada, uma vez que a beleza de Lucy Barker despertou a cobiça do corrupto Juiz Turpin, que cuidou para que Barker fosse preso e extraditado sem ter cometido crime algum, com o intuito único de ter para si o amor de Lucy.

Anos depois, Barker, que pretendia-se que tivesse morrido no exílio, retorna a Londres com uma aparência perturbadora e fantasmagórica. Ele responde agora pelo nome de Sweeney Todd.
Ao chegar em Londres, Todd estabelece uma estranha relação de parceria com a Senhora Lovett, proprietária da, segundo ela própria, "pior loja de tortas em toda Londres".


Assim começa a saga de vingaça de Sweeney Todd contra aqueles que destruíram sua vida.

O plano é tão simples quanto bizarro: Todd assassina seus inimigos enquanto os barbeia; A Sra. Lovett faz dos corpos as suas tortas, que agora, estranhamente, tornaram-se as melhores tortas da cidade.


Isso tudo, é claro, ao som de muita música!

Com Vocês, o GrandeTim Burton!


Ainda hei de dedicar uma resenha (quem sabe até a próxima) a este grande diretor que é Tim Burton.
Com um currículo recheado de clássicos, Burton tornou-se um dos símbolos da cultura pop dos tempos modernos.

Suas obras são carregadas de melancolia, escuridão, cores tristes e um quê de comédia.


Assina nada menos que a primeira adaptação de Batman para o cinema, aquele com Michael Keaton e Jack Nicholson, além de clássicos como Os Fantasmas se Divertem, A Noiva Cadáver, O Estranho Mundo de Jack, Edward Mãos de Tesoura, entre outros.

CONCLUSÃO

Sweeney Todd é um show de efeitos visuais, belas canções e um enredo surreal. Filmografia indispensável para quem é fã de Tim Burton e da Sétima Arte!
Até a próxima, pessoal!