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21.9.17

{Resenha} As Cores do Amor - Camila Moreira


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


Hoje trago pra vocês mais um romance arrebatador de uma das minhas autoras brasileiras preferidas: Camila Moreira.
Obrigada Editora Paralela pelo presente, e a Camila Moreira pela leitura maravilhosa.
Acompanho e tenho todos os livros publicados e ebook da autora, pois a forma que ela escreve é incrível. #SouFã
Bom, vamos deixar de falação e conferir a resenha? Bora lá!



Sinopse:

“O que define uma pessoa? O dinheiro? O sobrenome? A cor da pele? Filho único de um barão da soja, Henrique Montolvani foi criado para assumir o lugar do pai e se tornar um dos homens mais poderosos da região. No entanto, o jovem se tornou um cafajeste aos olhos das mulheres, um cara egocêntrico segundo os amigos e um projeto que deu errado na concepção do pai. Quando o destino coloca Sílvia em seu caminho, uma jovem decidida e cheia de personalidade, Henrique reavaliará todas as suas escolhas. O amor que ele sente por Sílvia o fará enfrentar o pai e transformará sua vida de uma maneira que ele nunca pensou que fosse possível. Um sentimento capaz de provar que nada pode definir uma pessoa, a não ser o que ela traz no coração."

Resenha

Quando fiquei sabendo do spin off do livro 8 Segundos, fiquei eufórica porque foi uma leitura gostosa e fiquei querendo mais. Esse livro fala sobre Pietra e Lucas que são coadjuvantes em As Cores do Amor que conta a estória de Sílvia e Henrique.


Camila Moreira não perde a sutileza e leveza em suas obras, o que a diferencia de muitos autores. Além de ir a fundo em um assunto e sabe do que tá falando, como foi o caso da discriminação racial que aborda a estória do casal.
Apesar dos personagens do livro anterior aparecer, a estória é independente.

Sílvia sabe na própria “pele”, o que é conviver com uma coloração diferente da cor considerada a “certa” pela sociedade e o preconceito que tem que aturar.
Essa estória fala do racismo desenfreado, que não se diverte como Deus, fazendo-nos brancos, pretos, pardos e amarelos. Seria maravilhoso, se Deus na sua infinita sabedoria, transformasse todos os racistas em daltônicos.


Sílvia sabe que o preconceito deixa marcas difíceis de apagar. Já sofreu demais, mas reage à altura e diz que já não lhe afeta, mas é só defesa.
Ela tem bons amigos, sobressai no trabalho e faculdade pela sua inteligência, é linda, esperta e desinibida.
E no casamento de sua melhor amiga Pietra, Sílvia revoluciona o “mundo” masculino e desestabiliza o lado feminino.
Henrique, um dos garanhões do pedaço, fica sem chão quando põe os olhos na morena de corpo voluptoso.
Ele não tem preconceito de nenhuma espécie, ao contrário do pai (Enzo), o Rei da Soja do lugar, que gostaria de exterminar a cor negra do mundo.

E agora? A atração entre os dois é recíproca. Como Henrique que já não tem uma boa convivência com seu pai, vai dizer que está namorando uma negra?
Ele não tem coragem de expor Sílvia e nem de se impor ao pai.
E como vai ser com todos morando na mesma cidade? A situação só tende a se agravar.

Enzo Montolvani, pai de Henrique é um monstro racista impiedoso. Depois de uma briga entre Henrique e Sílvia, os namorados ficam estremecidos e Enzo aproveitando bate em sua porta, Sílvia fica paralisada com suas palavras e ele lhe deixa duas opções de como prosseguir dali por diante. Henrique não sabe de nada e Sílvia foge com medo. Como ele ficará sem a sua morena?
É um livro forte nos argumentos e conteúdos, mostrando o racismo na sua forma mais bruta. Mostra também a impotência de quem é negra e pobre, contra alguém rico e poderoso e (coitado) acredita ser Deus.


Muitos falam: "Ah! Mas é só mais um clichê, a mesma coisa que tem em todo romance por aí"


Bom, você fala isso porque ainda não leu nenhum livro da autora ou a sua ideia de clichê é bem diferente da minha, principalmente nesse livro. A forma que Camila retrata o racismo nesse livro, a força que une os dois, os problemas que enfrentam deixa a estória muito mais cativante, real (se você escuta as histórias do mundo), sem contar que o livro é de um humanismo, porque depois que a Sílvia sofre todo tipo de abuso por parte do futuro sogro, ela ainda o perdoa, por Henrique.
Camila vai muito além do clichê que se lê por aí. A estória é fabulosa, nunca li algo tão bom já fazia muito tempo.

Esse livro está dentre os meus favoritos e tenho plena certeza de que irei rele-lo outras vezes.
Camila Moreira nos trouxe mais um romance marcante com personagens suspirantes.
Termino essa resenha com uma frase do livro, que merecia está em negrito: “Ninguém nasce racista, o preconceito é ensinado”.
Parabéns Camila!
Livro maravilhooooooooso!
Merece com louvor o selo. 💗


Por hoje é só amores. Até a próxima. Beijos.


Título: As Cores do Amor
Autor (a): Camila Moreira
Editora: Paralela
Número de Páginas: 320

20.9.17

{Lançamentos} Setembro: Companhia das Letras


EEEE!

Lançamentos da Companhia das Letras e outros Selos!!!

Não esqueça de deixar nos comentários aquele que mais te interessou!

Lembre-se: ao clicar no nome do livro, será redirecionado à página da editora dedicado ao mesmo!

Erin Beaty

Título original: THE TRAITOR'S KISS
Páginas: 440
Lançamento: 01/09/2017
Sage Fowler não foi feita para casar. Por isso, ela se torna aprendiz de casamenteira e fica encarregada de formar casais entre os nobres, fortalecendo alianças políticas. Quando uma revolta começa a tomar forma no reino, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações, mas quanto mais descobre enquanto espiã, menos tem certeza de em quem pode confiar.
Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

Tudo junto e misturado

Ann Brashares

Título Original: THE WHOLE THING TOGETHER

Páginas: 336
Lançamento: 29/09/2017
Depois de um divórcio tenso, Lila e Robert formaram novas famílias. Lila e seu novo marido vivem com o filho, Ray; Robert e sua nova esposa com a filha, Sasha. As famílias dividem uma casa de praia, cada semana ocupada por um dos casais. Por isso, embora dividam o mesmo quarto, Sasha e Ray nunca se viram, mas estão cada vez mais curiosos. Até o dia em que finalmente se conhecem.

Sasha e Ray sempre passam o verão na velha casa de férias da família. Desde pequenos, os dois dividiram muitas coisas — leram os mesmos livros, correram pela mesma praia, comeram pêssegos colhidos na mesma fazenda, tomaram café da manhã sentados à mesma mesa. Até dormiram na mesma cama, mas nunca ao mesmo tempo. Afinal, eles jamais se encontraram.
O pai de Sasha um dia foi casado com a mãe de Ray, e juntos tiveram três filhas: Emma, Quinn e Mattie. Mas o casamento acabou, deixando para trás apenas rancor e ressentimentos. Os dois casaram de novo e formaram novas famílias, mas nenhuma delas pretende desistir da casa de praia, muito menos compartilhá-la. Até este verão. As vidas de Sasha e Ray estão prestes a se cruzar — e, com tudo junto e misturado, as famílias vão mudar para sempre.

O livro das listas

Referências musicais, culturais e sentimentais
Renato Russo

Páginas: 192
Lançamento: 04/09/2017
Um delicioso manual das influências de Renato Russo feito a partir de listas que o próprio artista escreveu ao longo da vida.Além de artista compulsivo, dotado de uma criatividade sem limites, Renato Russo era também um ávido consumidor de toda forma de arte. Durante sua vida breve e produtiva, entre um palco e outro, estúdios e turnês, o líder da Legião Urbana usou todo seu tempo livre para descobrir novas obras e revisitar as que amava. Discos, livros, filmes, artistas e referências variadas eram rapidamente integradas ao vasto repertório de Renato, que organizava seu pensamento criativo por meio de listas, muitas listas. Feito a partir das anotações do artista, até hoje inéditas ao público, este livro apresenta um panorama de suas grandes influências acompanhadas de informações acerca dos artistas e obras mencionadas. Reveladoras dos temas de interesse que podem ter influenciado as composições de Renato, as listas não apenas serviam para classificar o que ele já conhecia e para indicar o que ele ainda pretendia ler, ouvir, assistir e viver, como também são uma forma de conhecer o processo criativo de um dos grandes nomes da cultura popular brasileira.

O homem que buscava sua sombra

Millennium #5

Título original: MANNEN SOM SÖKTE SIN SKUGGA
Páginas: 360
Lançamento: 07/09/2017
Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist estão de volta no quinto volume da eletrizante série Millennium, que já conquistou milhões de leitores no mundo todo.Depois do best-seller A garota na teia de aranha, David Lagercrantz dá continuidade à genial série Millennium, de Stieg Larsson. Lisbeth Salander precisa passar um curto período atrás das grades, num presídio que também abriga uma das maiores criminosas da Suécia, de alcunha Benito. Na cela ao lado, ela observa uma jovem muçulmana acusada de matar o irmão sofrer ameaças constantes da gangue racista de Benito, a “dona” do pavilhão. Mesmo sem ter acesso ao mundo exterior, Lisbeth dá um jeito de descobrir mais sobre as partes encobertas de sua infância traumática, depois que Holger Palmgren lhe apresenta pistas sobre um experimento pseudocientífico realizado com gêmeos. Claro que ela irá acionar o destemido jornalista Mikael Blomkvist para ajudá-la a desvendar esse mistério e a defender os desprotegidos, garantindo que os vilões paguem por seus crimes. Assim, a dupla está mais uma vez no cerne de um romance de tirar o fôlego, que aborda de modo fascinante muitas das graves questões que assombram o mundo hoje.
#2 – A menina que brincava com fogo (Stieg Larsson)
#3 – A rainha do castelo de ar (Stieg Larsson)

Mrs. Dalloway

Virginia Woolf

Páginas: 240
Lançamento: 04/09/2017
Um marco do romance modernista escrito por uma das autoras mais importantes de todos os tempos.A obra mais famosa de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway narra um único dia da vida da famosa protagonista Clarissa Dalloway, que percorre as ruas de Londres dos anos 1920 cuidando dos preparativos para a festa que realizará no mesmo dia à noite.
Pioneiro na exploração do inconsciente humano por meio do fluxo de consciência, Mrs. Dalloway se consagrou tanto pelo experimentalismo linguístico quanto pelo retrato preciso das transformações da Inglaterra do entre guerras. Misto de romance psicológico com ensaio filosófico, este livro resiste a classificações simplistas e inaugura um gênero por si só.
Precursor de algumas das maiores obras literárias do século XX, este romance é uma leitura incontornável que todo mundo deve fazer ao menos uma vez na vida.

A faca sutil

Fronteiras do Universo #2
Philip Pullman

Título original: THE SUBTLE KNIFE
Páginas: 288
Lançamento: 21/08/2017
Volume II da trilogia Fronteiras do Universo.Perdida em um mundo desconhecido, Lyra Belacqua encontra Will Parry — um fugitivo que logo se torna um aliado mais do que necessário. Pois este novo mundo é povoado por Espectros sugadores de alma, e no céu as feiticeiras disputam espaço com anjos.
Will procura pelo pai, um explorador desaparecido há anos, e Lyra busca a origem do Pó. No entanto, o que os dois descobrem é um segredo mortal e uma arma de poder absoluto, capaz de decidir o resultado na guerra que se forma ao redor deles. O que nenhum dos dois suspeita é do quanto suas vidas, seus objetivos e seus destinos estão conectados... até que precisam se separar.
A faca sutil é a viciante sequência de A bússola de ouro, um clássico da fantasia considerado pela Entertainment Weekly “o melhor livro de todos os tempos”. A fantástica aventura de Lyra continua, levando o leitor a novos mundos, rumo a uma descoberta devastadora. 

A invasão de Tearling

A Rainha de Tearling #2

Páginas: 400
Lançamento: 28/09/2017
Nesta sequência emocionante de A rainha de Tearling, política, magia e mistério se misturam na história de uma das personagens femininas mais fortes e complexas dos últimos anos.Kelsea Glynn é a rainha de Tearling. Apesar de ter apenas dezenove anos e nenhuma experiência no trono, Kelsea ficou rapidamente conhecida como uma monarca justa e corajosa. No entanto, o poder é uma faca de dois gumes.
Ao interromper o comércio de escravos com o reino vizinho e tentar conseguir justiça para seu povo, ela enfurece a Rainha Vermelha, uma feiticeira poderosa com um exército imbatível. Agora, à beira de ver o Tearling invadido pelas tropas inimigas, Kelsea precisa recorrer ao passado, aos tempos de antes da Travessia, para encontrar respostas que podem dar ao seu povo uma chance de sobrevivência. Mas seu tempo está acabando...
Nesta continuação de A rainha de Tearling, a incrível heroína construída por Erika Johansen volta para outra aventura cheia de magia e reviravoltas.

Minecraft:A ilha

Max Brooks 

Páginas: 312
Lançamento: 29/09/2017
O primeiro livro oficial de Minecraft!"Onde estou? Quem sou eu? Por que tudo é quadrado?
As perguntas que surgem quando o herói deste livro se descobre às margens de uma ilha deserta são importantes, mas não há tempo para pensar nelas. Está escurecendo, e há um novo mundo a ser explorado!
A prioridade é encontrar comida. Depois, é não virar comida.
Porque há outros seres na ilha… zumbis que aparecem ao cair da noite. Aranhas gigantescas. Esqueletos com arco e flechas. E para se defender é preciso construir proteções, armas, fortalezas.
Na ilha, nem sempre as regras fazem sentido, mas com uma boa dose de coragem e criatividade, tudo pode melhorar. Afinal, existem florestas a serem exploradas, mundos subterrâneos a serem escavados e hordas de monstros a serem derrotadas.
Autor do best-seller Guerra Mundial Z, Max Brooks narra a história de um herói perdido no mundo de Minecraft, forçado a desvendar todos os segredos de uma misteriosa ilha para conseguir sobreviver."

Querido dane-se

Kéfera Buchmann

Páginas: 224
Lançamento: 31/08/2017
Kéfera Buchmann está de volta com o surpreendente Querido dane-se, sua estreia na ficção.Sara tem muitos sonhos, mas também vários problemas para enfrentar. Para começar, seu namorado acabou de uma hora para outra com ela e por WhatsApp! Pouco depois, ela descobriu que o desgraçado está namorando uma socialite linda e admirada por muitos. Parou por aqui? Não: Sara, que é estilista de formação, mas trabalha como costureira, atualmente está de plantão na casa dessa socialite, arrumando as roupas dela.
Enquanto lida com o ressurgimento do ex e tenta voltar a achar graça na solteirice, Sara sofre com seu maior medo: fazer trinta anos sem achar a sua cara-metade. Entre lágrimas e muita risada, no entanto, Sara começa a repensar sua vida. E a perceber que está diante de uma pessoa cujos anseios e gostos conhece pouco: ela mesma.
Querido dane-se é a primeira ficção de Kéfera Buchmann, que, sem abandonar o bom humor de sempre, fala sobre autoestima, empoderamento e a importância de compreender os próprios desejos para se tornar alguém feliz.

Para as solteiras, com amor (porque todo mundo já foi um dia)

Julia Faria

Páginas: 280

Lançamento: 23/08/2017
Quem mergulha dentro de si emergirá mais completo, pronto para viver uma linda história de amor com outra pessoa ou no aconchego da própria companhia.

Estar solteira pode ser muito divertido e libertador, mas muitas mulheres se deparam com diversos tipos de inseguranças quando estão sozinhas. Neste seu primeiro livro, a atriz e digital influencer Julia Faria defende que o foco principal delas nesse momento precisa ser conhecer melhor a si próprias, e não outras pessoas. Só assim conseguirão encontrar suas caras-metades (se assim desejarem). Os delicados textos aqui reunidos ajudam a refletir sobre o que esperar de um relacionamento e a lidar com o fim inevitável de alguns deles. Sempre com bom humor, a autora faz uma necessária investigação do mundo do flerte e seus códigos. Mais do que um livro para quem está (ou esteve) solteira, a estreia de Julia Faria é uma defesa da autoestima feminina. Sem ela, mostra a autora, não existe final feliz.

Não vai acontecer aqui

Sinclair Lewis

Páginas: 408
Lançamento: 29/09/2017
Uma sátira ácida, igualmente engraçada e preocupante, Não vai acontecer aqui mostra ao leitor que o pior pode acontecer em todos os lugares, e que o espírito livre precisa ser preservado.Um homem vaidoso, falastrão, anti-imigrantes e demagogo concorre à presidência dos Estados Unidos — e ganha. Buzz Windrip promete aos eleitores americanos que fará o país próspero e grande novamente, mas acaba trilhando um caminho sombrio. Ele declara o Congresso obsoleto, reescreve a Constituição e desencadeia uma onda fascista no país. O novo regime se torna cada vez mais autoritário, e o jornalista Doremus Jessop pensa que logo o presidente será derrubado, mas quanto tempo é possível esperar?
Escrito em 1935, "Não vai acontecer aqui" não poderia ser mais atual. Recuperado pela crítica e pelo público após as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos, o livro de Sinclair Lewis discute a fragilidade da democracia e o espectro fascista que ronda todo regime livre. Um livro de extrema força visionária, que mostra a maestria de Sinclair Lewis em construir uma fábula sobre como a complacência liberal pode se tornar vítima da tirania.

19.9.17

{Resenha} Por Isso a Gente Acabou




Título Original: Why We Broke Up
Autor: Daniel Handler
Ilustrações: Maira Kalman
Editora: Seguinte
Sinopse: Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica do autor, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. Min Green e Ed Slarteron estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro.
Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação.
Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas deste romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou. A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou cada um dos objetos da narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida.

Esse é um daqueles livros que se pode acabar em um dia, de tão gostosa que a história decorre. Eu demorei um tempinho para ler, mas sempre que pegava ele, iam cem páginas.

Minerva ou Min, como prefere ser chamada, é uma amante do cinema antigo, sonha em ser diretora de cinema, e essa protagonista nos conta os motivos de ter terminado um namoro com o cara mais famoso do colégio, Ed Slaterton.

O livro é narrado em primeira pessoa, na forma de uma carta escrita por Min para seu ex. Começa com uma caixa cheia de presentes que ela ganhou de Ed, e cada um dos presentes são aos poucos descrito como um dos motivos.

Conhecemos a história do casal desde a primeira vez que se conheceram em uma festa de aniversário de Al, o melhor amigo de Min (e meu personagem favorito). Conforme a história decorre, mais e mais motivos vão se juntando, vamos percebendo como a relação vai fazendo com que a protagonista mude sua vida para encaixar nos gostos de seu namorado e como ela escreve com pesar cada palavra para ele. São diferentes demais um do outro.

Percebe-se que Ed é um babaca, é o clichê de cada escola nos EUA, o cocapitão de um time de basquete, teve várias e várias namoradas, e com Min, ele jura que será diferente, que ele gosta do jeito dela, ela é diferente, “das artes”.
“ _ O.k.., por isso que eu trouxe café.  _ Eu não tomo café. [...] Nunca fui chegado _ Chegado? Você já tomou café? _ Não _ Você enfim disse _ Quer dizer, não muito. Sim, já tomei uns goles. Já provei. Mas eu sempre, tipo, eu nunca gostei, então quando todo mundo está tomando eu... [...] Eu jogo fora._ Então prova. Creme extra, três colheres de açúcar, do meu jeito. _ O quê? Não. Tem que ser preto [...] Se não for preto, é para menina ou gay.”
Ed chega a ser irritante sempre, quase o tempo todo, com pequenas exceções. Mas ele disse que a ama, e ela, pobrezinha, sente o mesmo.

O impressionante mesmo o motivo final o qual levou ao término, ainda clichê dos caras imaturos de ensino médio, mas não deixa de ser surpreendente. Sério. Não vou falar, vocês precisam ler, sério.
Em algumas partes a narração das conversas entre os personagens fica um pouco confusa, às vezes é difícil saber quem é quem.

As ilustrações ocupam algumas páginas, o que contribui para o livro ficar menor e ainda sim divertido.

Mencionei que “Daniel Handler” é um pseudônimo do Lemony Snicket? O moço sabe muito bem entreter as pessoas na leitura.

O que me agradou é que não foi um romance clichê que, nossa senhora, estou cansada de ler. É uma perspectiva muito interessante de romance. Além de dar dicas de diversos filmes, e eu adoro um filme antigão.

18.9.17

{O menino que vê filmes} SWEENEY TODD - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet



Direção: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Sacha Baron Cohen, Jamie Campbel Bower, Timothy Spall, Jayne Wisener, Ed Sanders, Laura Michelle Kelly.
Sinopse: A vingança chegará para o corrupto Juiz Turpin e seu asqueroso capataz, Beadle Bamford, pois o barbeiro Benjamin Barker, afastado de suas amadas esposa e filha, exilado em um país distante, agora retorna a Londres sob a terrível figura de Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet.

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Se você não assistiu ao filme em questão, prossiga por sua conta e risco!

Oi gente! Quem gosta de um bom musical? Eu confesso que não está entre as minhas preferências... Só pra ilustrar, fui, incauto, ao cinema lá pelos idos de 1996, assistir ao filme do momento: Evita! Tinha Maddona no papel principal e Antônio Banderas como coadjuvante. O filme tinha tudo para ser sensacional, já que narrava um período muito peculiar da história política na Argentina. Teria sido perfeito se eu, já acomodado na sala de cinema, não descobrisse que se tratava de um musical. E dos mais chatos.

Mas nem sempre foi assim.

Decidi assistir SWEENEY TODD sabendo que era um musical. Afinal, um filme envolvendo o trio Tim Burton, Helena Bonham-Carter e Johnny Depp não podia ser algo ruim. E de fato, não foi. Muito pelo contrário! A estória da vingança do barbeiro de Londres é garantia de boas risadas, sobressaltos e uma boa dose de suspense.


Se quiserem saber uma curiosidade sobre mim, anos depois vim a tornar-me eu mesmo um barbeiro, profissão que exerço com muita paixão.

Quem me acompanha nessa aventura? Afinal, como diria o velho Sweeney, "enfim, meu braço está completo outra vez!"
"At last, my arm is complete again!"

Inspiração

O longa é uma adapção de um musical da Broadway, com letras e músicas de ar soturno e melancólico, compostas por Stephen Sondhein. 

Sweeney Todd na Broadway

Ambientação

A trama se desenrola tendo como pano de fundo a Londres da chamada Era Vitoriana. Este período ficou caracterizado por uma aristocracia luxuosa e por doenças que acometiam a população mais pobre.


Tudo no filme foi pensado para para causar certa perturbação no espectador, mas também proporcionar um deleite visual, como é de costume na obra de Tim Burton.

A cor predominante dos cenários é cinza e tudo tem uma aclimatação sombria.

A Vingança do Barbeiro

O jovem Benjamin Barker e sua família
O jovem Benjamin Barker (Johnny Depp) era um pacado barbeiro que com endereço profissional na Rua Fleet. Dedicado, Barker vivia para se devotar à sua profissão, à sua amada esposa Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha Johanna Barker (Jayne Wisener).

A paz da família seria perturbada, uma vez que a beleza de Lucy Barker despertou a cobiça do corrupto Juiz Turpin, que cuidou para que Barker fosse preso e extraditado sem ter cometido crime algum, com o intuito único de ter para si o amor de Lucy.

Anos depois, Barker, que pretendia-se que tivesse morrido no exílio, retorna a Londres com uma aparência perturbadora e fantasmagórica. Ele responde agora pelo nome de Sweeney Todd.
Ao chegar em Londres, Todd estabelece uma estranha relação de parceria com a Senhora Lovett, proprietária da, segundo ela própria, "pior loja de tortas em toda Londres".


Assim começa a saga de vingaça de Sweeney Todd contra aqueles que destruíram sua vida.

O plano é tão simples quanto bizarro: Todd assassina seus inimigos enquanto os barbeia; A Sra. Lovett faz dos corpos as suas tortas, que agora, estranhamente, tornaram-se as melhores tortas da cidade.


Isso tudo, é claro, ao som de muita música!

Com Vocês, o GrandeTim Burton!


Ainda hei de dedicar uma resenha (quem sabe até a próxima) a este grande diretor que é Tim Burton.
Com um currículo recheado de clássicos, Burton tornou-se um dos símbolos da cultura pop dos tempos modernos.

Suas obras são carregadas de melancolia, escuridão, cores tristes e um quê de comédia.


Assina nada menos que a primeira adaptação de Batman para o cinema, aquele com Michael Keaton e Jack Nicholson, além de clássicos como Os Fantasmas se Divertem, A Noiva Cadáver, O Estranho Mundo de Jack, Edward Mãos de Tesoura, entre outros.

CONCLUSÃO

Sweeney Todd é um show de efeitos visuais, belas canções e um enredo surreal. Filmografia indispensável para quem é fã de Tim Burton e da Sétima Arte!
Até a próxima, pessoal!

15.9.17

{Resenha Premiada} Selene e Dragão

A Última Lua Azul
Livro I

Autora: Marília G. Barbosa
Editora: PenDragon
Sinopse: Em meio a uma guerra entre humanos e dragões, Selene foge de uma tragédia que destruiu sua vila e se vê frente a frente com um inimigo de sua espécie: um dragão, caído e vulnerável. Contrariando tudo o que conhecia e ainda com a dor da perda pesando no peito, ela toma uma decisão e usa magia para salvá-lo. Agora, Drake, o dragão, e Selene dão início a uma jornada para reconciliar ambas espécies. Porém, percebem que há muito mais em risco ao receberem uma missão de uma Deusa poderosa e temperamental. Todos têm objetivos ocultos, e o sucesso ou fracasso desta missão pode provocar mais consequências do que se imagina.


“(...)Uma vida não é melhor ou mais valiosa do que a outra, essa guerra estúpida entre humanos e dragões jamais terminaria se alguém jamais parasse o círculo vicioso.”
Não é segredo para ninguém que fantasia é meu gênero de leitura favorito. Então quando a autora Marília G. Barbosa entrou em contato conosco nos ofertando seu livro para a leitura, é claro que eu aceitei, já estava de olho no livro dela faz tempo, haha!


Vou começar contando um pouco da história para vocês. Selene é uma jovem humana, criada em um país onde a guerra entre humanos e dragões é bem ativa. A maior parte dos humanos os odeiam, por toda a destruição que causam em suas vilas e acreditam que são criaturas maléficas... E os dragões são bem divididos quanto a odiar ou não os humanos. Mas percebe-se que alguns deles matam em vingança a seus familiares perdidos ou apenas para se divertir, já que, aparentemente, a carne humana é ruim de se comer!

O pai de Selene era um desses caçadores, um dos mais famosos. Mas por vingança.

Ela foi deixada com os tios que foram muito bons com ela, a criaram como uma filha, com bondade e carinho. E, por isso, ela cresceu uma jovem sábia e feliz com o que tinha. E descobriu algo que nenhum humano daquele país poderia fazer: magia. É claro que ela praticava em segredo alguns poucos feitiços, mas era boa no que sabia.

Após um desastre na vila em que residia, durante sua fuga ela se depara com nada menos que um dragão preso em uma rede de caçador, prestes a entregar a sua vida. Mas ela tem planos diferentes para ele e o salva. Em retribuição, ele a acompanha em sua jornada... Não como um dragão: por um acaso ele caba se tornando um humano e seu nome é Drake (ele mesmo sabe que não é muito criativo, haha!).

No começo, ela não sabe qual é a jornada a qual está destinada. Só sabe que precisa seguir um caminho específico...
“Por que os Deuses gostavam de brincar com nossas vidas como se fôssemos brinquedos?”
Até que ela recebe a visita de Diana, que lhe confere uma missão e explica seu caminho. Deuses parecem ser bem presentes nas vidas daqueles que atraem sua atenção, na verdade. E como não poderia ser diferente, egoístas e autoritários (como os humanos!). Uma vez que missão dada é missão aceita, Selene e Drake partem em busca daquilo que há muito foi perdido.

Encontram várias pessoas pelo caminho, algumas boas, outras más. Um caçador, Chase, segue com eles na missão de Selene por causa de suas crenças.

Quais?

Ela acredita que essa guerra tem que parar. Ambas as criaturas são parecidas demais para ficarem se destruindo e para um caçador é inconcebível acreditar que dragões também tem sentimentos.
Drake e Selene possuem personalidades parecidas. Ele tornou-se curioso com aquela garota que luta por um ideal e que prova ser mais forte do que aparenta e decide protege-la. Ela é uma jovem doce e gentil que ajuda o máximo que pode as pessoas em seu caminho, a morte nunca é uma opção para ninguém. O relacionamento dos dois vai crescendo aos poucos, mas não é muito o foco, por enquanto.


A autora buscou apresentar todo o universo criado por ela através das histórias contadas por Selene – e também por Drake, em suas versões dracônicas – e realizou um trabalho muito bonito. Não ficamos perdidos em nenhum momento, pois sua escrita é sempre clara, com as descrições na medida certa! Consegue prender facilmente o leitor, li rapidamente a obra da Marília para saber como terminava logo, deu angústia!

Só tenho meio que algo para apontar que me incomodou um pouco: Os capítulos se dividem entre Drake e Selene, o que é bom. Mas o início de cada capítulo, ou em grande parte deles, os acontecimentos se repetem, utilizando o outro personagem. Algumas frases, diálogos acabam se repetindo como são, com alteração da perspectiva daquele personagem. Acredito que poderia ter sido feito de um jeito diferente, mas não atrapalha a leitura e acredito que algumas pessoas podem até se adaptarem a tal estilo. Como já disse, a escrita da autora é fluída e ela consegue atingir bem o proposto de seu livro.

A diagramação está agradável, a fonte é bem escura e de um tamanho médio, agradável aos olhos. A capa é maravilhosa, com Drake e Selene desenhados, parabéns a(o) artista! Há também um mapa para nos ajudar a localizar onde nossos aventureiros se encontram naquele mundo!

Em suma, eu gostei bastante da leitura. É leve, não tem nada que me fez torcer o nariz: pelo contrário, a mitologia e os povos que a Marília criou são incríveis! E Selene não é uma princesa ao resgate não... Ela se vira sozinha, muito obrigada!

Leitura recomendada aos amantes de fantasia!

E não é só isso... Essa resenha é PREMIADA!!!

Em parceria com a autora Marília G. Barbosa, você também poderá ter Selene e o Dragão em sua casa!

Para isso, basta:

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14.9.17

{Resenha} A Casa do Lago


Título Original: The Lake House
Autora: Kate Morton
Editora: Arqueiro
Sinopse: A casa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre.
Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros.
A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.
Em A casa do lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.

Quando Sadie Sparrow precisa sair de férias, é a casa de seu avô na Cornualha que se torna um refúgio. Meio contrariada, ela tenta encontrar algo para se distrair e, numa corrida, acaba “tropeçando” em uma antiga casa, circundada por um maravilhoso jardim que, mesmo abandonado, não perdeu o ar etéreo que Eleanor Edevane tanto se dedicava a manter. Curiosa, Sadie vai atrás de informações sobre a residência e se depara com um mistério em mãos: um bebê desaparecido sem nunca ter sido encontrado. Como a policial que é, não pode deixar simplesmente para lá: está presa no feitiço de Loeanneth e se afoga em todo seu mistério.

Pela sinopse, já dá para entender que as coisas que acontecem são meio interligadas, não é? Mas ainda assim, acredito que spoilers serão meio inevitáveis, mas tentarei ao máximo deixar todo o mistério para vocês descobrirem só no livro, ok?

O livro começa no dia seguinte a tão famosa e bem frequentada festa do Solstício de verão realizado todo ano, porém o relato se passa em 1933, pela família Edevane: uma família tradicional e dominante na Cornualha, perderam sua casa chefe por conta de um acidente e foram residir na casa menor do terreno, Loeanneth. Um lugar etéreo, repleto de histórias e portais secretos e fadas que trazem crianças em forma de pérola. 

Alice Edevane é uma jovem de 16 anos na ocasião da festa, uma jovem sonhadora e perdida dentro de si mesma que ama a casa onde mora. É aprendiz de escritora e seu mentor é Daffyd Llewellyn, o melhor amigo de seus pais que geralmente passa o verão na sublime Loeanneth. Desde que se entende por gente, ele sempre esteve a seu lado. 

Quando comecei a ler, encontrei elementos que me fizeram pensar na criação de Alice no País das Maravilhas, uma vez que sua mãe, Eleanor, é a criança inspiradora da narrativa do Sr. Llewellyn. Sim, ele é amigo da família desde o nascimento de Eleanor. É uma figura enigmática e vamos descobrindo mais sobre ele no decorrer do livro. 

A história inteira é um mistério enorme só esperando que todas as linhas encontrem sua continuação. Depois de conhecermos Alice, conhecemos sua mãe, a adorável e dedicada mãe de 4 crianças, sendo que três delas são meninas. Donas de comportamentos exóticos, todas elas, típico de quem foi estimulado a pensar e a criar, usar a criatividade desde a infância. Crianças incríveis e donas de uma personalidade particular, cada uma delas. A mais velha, Deborah, era parecida com a mãe, cuidava das irmãs. Alice é a segunda irmã, perdida em sonhos e ideias. Cammie, a irmã mais nova, sonhadora e ama o ar, aviões e tudo o que há de mais incrível no mundo... Incluindo seu pequeno irmão, Theo. 

“Independentemente disso, como cidadã do mundo, Sadia tinha entendido o suficiente sobre contos de fadas para saber que as pessoas costumavam desaparecer neles e que, em geral, havia densos bosques envolvidos. Muitas vezes, as pessoas também desapareciam na vida real. Sadie sabia disso por experiência própria. Alguns se perdiam por desventura, outros por escolha: os desaparecidos, em oposição aos que fugiam, aqueles que não queria ser encontrados.” 

A narrativa acontece entre três mulheres: Alice, em sua infância e idosa; Eleanor, também em sua juventude até idades avançadas e Sadie Sparrow, a detetive incrível, mas emotiva quando os casos envolvem crianças. 

Alice Edevane tornou-se uma pessoa reclusa e distante, mesmo com toda a fama que conquistou em seus tantos anos como escritora. Claro, tem seu assistente pessoal – Peter – para resolver todos os problemas com os quais ela não quer lidar. 

Quando vi a capa do livro, me encantei. Nem parece suspense policial, certo? Mas é. E um dos melhores que já li até hoje (lembrando que nunca li nada da Agatha Christie e outros famosos do gênero). Demorei um pouco para engatar no livro, mas simplesmente por conta de minha rotina. Há coisas incríveis na história, a autora teve o cuidado de associá-la a grandes acontecimentos em nosso mundo, o que sempre me encantava quando identificava! Todos os personagens são cativantes, você tenta o tempo todo descobrir o criminoso, a história sempre te aponta um ou outro, Sadie vai encontrando mais pistas... 

E no final, tudo fica tão claro na sua mente que você fica: MAS COMO EU NÃO VI ISSO ANTES???

Você fica preso em Loeanneth junto com Sadie, tentando encontrar os traços da vida que a casa possuía. Só digo que é uma história linda.

O kit que a editora mandou é maravilhoso, como sempre a Arqueiro sempre surpreende os blogueiros com mimos lindos! <3


~Recebido em parceria com a Editora Arqueiro~