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25.4.10

Confesso que Vivi
Pablo Neruda

Célebre autobiografia de Neruda, a única obra em prosa do poeta chileno que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1971 (o terceiro latino-americano e o sexto escritor de língua espanhola a receber a honraria). Militante comunista e ícone da esquerda latino-americana, Neruda narra, num estilo impregnado de poesia, sua vida desde a infância até os últimos dias, quando mesmo impossibilitado pela doença insiste em escrever - seus poemas à Matilde, o último amor, durante a convalescência, são considerados clássicos da língua espanhola. Diplomata ainda jovem, Neruda revela nesta obra que iniciou suas atividades políticas na Espanha, na década de 30, durante a guerra civil, quando representava o Chile na embaixada em Madri. As impressões do poeta sobre a China e a União Soviética, países que visitou mais por simpatia que por exigências diplomáticas, assim como suas relações com escritores como García Lorca e Miguel

Hernández, são memoráveis. O poeta chegou a ser indicado à Presidência da República de seu país, honra que cedeu ao grande amigo Salvador Allende. "Confesso que vivi" termina com Neruda lamentando a morte de Allende, assassinado em 11 de setembro pelas tropas de Pinochet. O poeta morre pouco depois, em 23 de setembro.

Bom o tema do mês de abril do desafio foi Escritor Latino-Americano. Faz tempo que eu tenho esse livro, mas nunca tinha tempo pra ler. Não sou muito fã de biografias, mas devo confessar que não tinha como não ler a do Pablo.
Sou fã dos poemas dele é um dos poucos autores de poesia que eu gosto, a forma que ele fala sobre a infância, a morte da mãe. O envolvimento com a militância comunista. Neruda narra tudo com poesia. Amei!

“Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros.
Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado.
Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.”
Pablo Neruda


Abril/2010


1 comentários:

  1. Ei Rafinha,

    Eu adoro as poesias de Neruda mas não conhecia este livro ainda. Tbm não sou fã de biografias mais a dele deve valer a pena.

    bj

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