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3.2.10

A Sir Phillip com amor
Família Bridgerton 05

É possível apaixonar-se por alguém a quem não se viu nunca? Eloise e Phillip estão a ponto de descobri-lo. Ela, a pequena da família Bridgerton, vai a casa dele quando, depois de um ano de amizade por carta, recebe sua surpreendente oferta de matrimônio. Eloise está disposta a acabar com seu celibato, mas seu sonhado pretendente não encaixa com a imagem do homem que a espera: não só é rude e introvertido, muito diferente dos cavalheiros londrinos com quem está acostumada, mas sim - algo que esqueceu de mencionar em suas cartas- tem duas crianças de oito anos que, desde a morte de sua mãe, converteram-se em autênticos diabos. Mas Eloise é uma Bridgerton, e não se rende facilmente: não se criou com sete irmãos para deixar-se vencer agora por dois pequenos malcriados. Phillip, por sua parte, somente queria uma esposa e uma mãe para seus filhos, mas a aparição de Eloise lhe promete muito mais: um futuro cheio de paixão e emoções... e o final da vida tranqüila e sossegada que, até recentemente, confundia com a felicidade.

Esta escritora tem um jeito muito bem-humorado de escrever e há cenas engraçadas. Mas é uma historia delicada também. Apaixonei-me pelo mocinho.
É do tipo que gosto. E ele fica muito bom com a influência da mocinha, que sabe das coisas.
Chorei um bocado lendo este livro - Tá! eu choro com qualquer coisa , eu sei, mas a autora deu uma sensibilidade muito grande aos personagens. Uma história familiar, sem vilões e bruxas pra infernizar, só sentimentos contraditórios e pessoas orgulhosas. Adoro livros que expõe os sentimentos tanto da mocinha quanto do mocinho, a autora fez isso neste livro o que muito me agradou.
No livro anterior ( Seduzindo a Mr. Bridgerton) Eloise aparece como uma garota bisbilhoteira, engraçada, muito amiga de Penelope ( mocinha do referido livro) e que adora escrever cartas. E não podia conhecer Sir Phillip de outra forma a não ser pelas "benditas" cartas, o que vai gerar confusões e cenas engraçadas.

Gostei especialmente da carta que ela deixa para sua filha recém- nascida, me lembrou muito da minha mãe, que fazia poesias para mim desde quando soube que me esperava:

"Há tantas coisas que espero lhe ensinar, pequena. E espero fazê-lo pregando com o exemplo, mas também sinto a necessidade de pô-lo por escrito. É minha mania, uma que espero que descubra e lhe pareça engraçada quando ler esta carta.
Seja forte.
Seja aplicada.
Seja conscienciosa. E isso nunca se consegue escolhendo o caminho fácil. Exceto claro, quando o caminho já seja fácil por si. Às vezes, acontece. Em tal caso, não busque um novo mais complicado. Só os mártires vão procurar os problemas de maneira deliberada.
Queira seus irmãos. Já tem dois e, se Deus quiser, virão mais. Queira-os muito, porque levam seu sangue e quando duvidar ou tenha problemas, eles serão os que estarão a seu lado.
Ria. Ri muito e com vontade. E, quando as circunstâncias peçam silêncio, converte a risada em sorriso.
Não se conforme. Descobre o que quer e persegue-o. E se não souber o que quer, tenha paciência. Todas as respostas chegarão ao seu devido tempo e verá que seus desejos estiveram diante de você todo o tempo.
E recorda, recorda sempre que tem um pai e uma mãe que se querem e que lhe querem.
Agora mesmo está um pouco nervosa. Seu pai está fazendo uns ruídos muito estranhos e se não for à cama em seguida se vai zangar.
Bem-vinda ao mundo, pequena. Estamos todos encantados de conhecê-la."

Por que ela pode
Bridie Clark

Claire Truman passou cinco anos em uma grande editora como editora-assistente,esticando seu salário o máximo que podia para sobreviver. No entanto, sua vida está prestes a mudar miraculosamente. Após o trágico fim de um relacionamento,ela é arrastada pela melhor amiga para a inauguração de uma galeria, onde esbarra com o homem de seus sonhos da época da faculdade: Randall Cox.

Quando Vivian Grant, a tirana do mundo editorial, a chama na manhã seguinte, Claire se vê em um novo emprego, ganhando o triplo do salário anterior. Infelizmente a nova chefe é pior do que as fofocas do mercado a levam a imaginar. Telefonemas no meio da madrugada, pedidos impossíveis a qualquer momento do dia, explosões de raiva. Vivian a entulha de trabalho...e insultos. Agora que o trabalho de Claire exige cada vez mais, será que Randall continuará a ser seu príncipe encantado?

Achei bem bacana esse livro, quem nunca se viu no lugar de Claire querendo "matar" rsrs seu chefe tirano. Mostra um lado do meio editoral que eu desconhecia e para quem é aficcionado por livros eis uma excelente sugestão de ver como as coisas funcionam. Interessante também vermos que "aquele" príncipe encantando pode não ser tão encantado como achávamos ao princípio, e que a nossa felicidade pode estar ao nosso lado e não estamos vendo.

2.2.10

Seduzindo a Mr. Bridgerton
Familia Bridgerton 04

Durante toda a vida, Penélope Featherington foi uma presença quase invisível a que todos conhecem, mas ninguém põe atenção. Foi a todos os bailes da aristocracia de Londres, cada vez mais acostumada ao papel de moça calada, a quem ninguém tira para dançar a não ser pela insistência de alguma piedosa dama. Em seus vinte e oito anos, resignara-se a ser uma solteirona destinada a passar os dias cuidando de sua mãe. Mas de repente, um bom dia, começa a descobrir a força que pulsa em seu interior. Uma força que surpreende a todos, especialmente a Colin Bridgerton, o solteiro mais cobiçado da cidade, que durante toda sua vida considerou Penélope como uma irmã pequena. Mas como sempre acontece, quando se desata uma força longo tempo adormecida as consequências podem ser imprevisíveis.

Nos três primeiros livros da Saga da Família Bridgerton, Penélope e Colin já dão o ar da graça, ela sempre mencionada como o patinho feio e ele o solteirão mais cobiçado da época. A junção deste casal resultou um livro muito cativante. Adoro livros de patinhos feios, que viram cisnes e tal... neste a autora fugiu um pouquinho do clichê da garota dar uma reviravolta e ficar linda. A transformação dela se dá apenas nos “olhos apaixonados” do Colin, depois de anos, ele começa a vê-la totalmente diferente e descobre uma beleza muito profunda. Não posso deixar de comentar que a maior fofoqueira de Plantão dos anos de 1813 a 1824 é descoberta. Consegui sobreviver à curiosidade, juro que passei maus bocados tentando adivinhar quem era Lady Whistledown. Posso contar aqui quem é ? Posso? Posso?

Hum... acho melhor não. Vou deixar vocês curiosos como eu fiquei.

Vai ser meu exercício para obter controle emocional. Kkk

Deixo aqui só um pouquinho do livro:

..."E então compreendeu que Daphne tinha razão. Seu amor não foi como um raio caído do céu. Começou com um sorriso, uma palavra, um olhar brincalhão. Com cada segundo passado em presença dela, foi aumentando até chegar a esse momento, em que de repente soube.
Amava-a."
“Agarrou-lhe o rosto entre as mãos, olhando-a como se fosse a criatura mais maravilhosa que tivesse pisado na Terra.
-Amo-o -sussurrou ela-. Amei-o anos e anos.
-Sei -disse ele, surpreendendo-se a si mesmo.
Sabia, pensou, mas talvez separasse isso de sua mente porque seu amor o fazia sentir-se incômodo. É difícil ser amado por uma jovem decente e boa quando não corresponde a seu amor. Não podia deixá-la de lado porque gostava dela e não teria podido perdoar-se caso lhe pisoteasse as emoções. E não podia paquerar com ela, por esses mesmos motivos.
E portanto se dizia que o que ela sentia não era amor. Era-lhe mais fácil tentar convencer-se de que ela estava simplesmente encarrapichada com ele, que não entendia o que era o verdadeiro amor (como se ele o tivesse sabido!), e que finalmente encontraria outro e se estabeleceria em uma vida feliz e satisfeita.
Ao chegar a esse pensamento, que ela poderia haver-se casado com outro, ficou quase paralisado pelo medo. Estavam deitados lado a lado e ela o estava olhando com o coração nos olhos toda seu rosto vibrante de felicidade e satisfação, como se por fim se sentisse livre, por ter dito as palavras. E notou que em sua expressão não havia nenhum traço de espera. Não lhe havia dito que o amava com o fim de ouvir sua resposta.
Nem sequer esperava sua resposta.
Havia-lhe dito que o amava simplesmente porque quis. Porque isso era o que sentia.
-Eu também a amo -sussurrou, e apertou os lábios sobre os e ela em um intenso beijo.
Depois se afastou um pouco para lhe ver a reação.
Penelope o olhou um longo momento em silêncio. Finalmente engoliu em seco, de modo estranho, convulsivo, e disse:
-Não tem por que dizer isso só porque eu o disse.
-Sei - respondeu ele sorrindo.
Ela se limitou a olhá-lo, dilatando os olhos, o único movimento de seu rosto.
-E você também sabe isso - disse ele docemente-. Acaba de dizer que me conhece melhor que a si mesma. E sabe que eu nunca teria dito essas palavras se não as dissesse a sério.
E então aí, nua na cama dele, envolta em seus braços, Penelope compreendeu que sim sabia. Colin não mentia, não mentia em nada importante, e não podia imaginar-se nada mais importante que o momento que estavam compartilhando.
Ele a amava. Isso não era algo que tivesse esperado, nem algo que se permitia reconhecer jamais, e entretanto aí estava, como um resplandecente milagre em seu coração.
-Tem certeza?-perguntou.
Ele assentiu, estreitando-a mais em seus braços.
-Compreendi-o esta noite, quando lhe pedi que ficasse.
-Como...?
Não pôde acabar a pergunta, porque nem sequer sabia qual era a pergunta. Como sabia que a amava? Como ocorreu? Como o fazia sentir-se? Mas ele deve ter entendido que não sabia como formular a pergunta, porque respondeu:
-Não sei. Não sei quando, não sei como e, para ser sincero, não me importa. Mas sei que é certo; amo-a, e me detesto por não ter visto seu verdadeiro ser em todos estes anos.
-Colin, não - suplicou ela-. Nada de recriminações. Nada de pesares. Não esta noite. Mas ele sorriu, lhe colocando um dedo sobre os lábios para silenciar sua súplica.
-Não acredito que tenha mudado - disse-, ao menos não muito. Mas então um dia percebi de que via algo diferente quando a olhava. -encolheu os ombros-. Talvez mudei. Talvez cresci.
Colocou-lhe um dedo nos lábios, silenciando-o tal como fizera ele com ela.
-Talvez eu cresci também.
-Amo-a - disse ele, inclinando-se para beijá-la.”