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29.5.12

Cruzando o Caminho do Sol - Corban Addison

419462_374208069263584_265161170168275_1489985_1064352350_n-1 Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um... Enquanto isso, do outro lado do mundo, em Washington, D. C., o advogado Thomas Clarke enfrenta uma crise em sua vida pessoal e profissional e decide mudar radicalmente: viaja à Índia para trabalhar em uma ONG que denuncia o tráfico de pessoas e tenta reatar com sua esposa, que o abandonou. Suas vidas se cruzarão em um cenário exótico, envolto por uma terrível rede internacional de criminosos. Abrangendo três continentes e duas culturas, Cruzando o Caminho do Sol nos leva a uma inesquecível jornada pelo submundo da escravidão moderna e para dentro dos cantos mais escuros e fortes do coração humano.

Esse livro me proporcionou uma leitura diferente de tudo que já li, aos poucos entramos em um mundo ilícito e apavorante, onde mulheres e meninas são vendidas como mercadoria todos os dias.

A transição de Sita e Ahalya de crianças inocente para adultas é algo impactante e doloroso de ler, pensar que isso acontece todos os dias é revoltante, ainda que existam organização que lutem contra a exploração de mulheres e crianças não são suficientes para acabar com o problema. O autor nos apresenta o difícil trabalho dessas pessoas que lutam contra o sistema do trafico humano.

Thomas é um advogado que tem como objetivo chegar o mais alto possível no escritório onde trabalha, para isso abdicou de uma parte importante de seus princípios e sua família, agora que sua esposa partiu e sua vida está uma bagunça percebe que algo precisa mudar. Em alguns momentos tive muita raiva desse personagem, suas ações por vezes são erradas, longe do ideal de perfeição que muitos personagens possuem, acredito que essa tenha sido a intenção do autor ao criar alguém  que não acerta sempre.

Senti falta de mais profundidade em relação aos sentimentos de Ahalya, ela começa sendo uma personagem de grande importância, mas os outros personagens crescem tanto que acabam tomando seu lugar na história.

O autor descreve parte da rota do trafico humano, assim conseguimos ter uma pequena noção do tamanho dessa rede que liga TODOS os países do mundo. Isso mesmo, independente do lugar é possível encontrar crianças e mulheres sendo exploradas, afinal algo que gera tanto lucro é capaz de corromper facilmente.

Um livro que funciona como alerta a jovens que se iludem com empregos “maravilhosos” fora do país e tantas outras armadilhas que os aliciadores são tão eficazes em elaborar.

Sou sincera em dizer que não foi uma leitura empolgante, apesar de fluir perfeitamente, talvez por ser difícil se empolgar ao ler tantos relatos triste e absurdos que me fizeram sentir pequena diante de um mundo tão injusto.