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1.2.13

Uma Garrafa no mar de Gaza - Valerie Zenatti

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“Prezado você,

Se um dia ler esta carta, saberá algumas coisas sobre mim.

Você conhecerá meu nome, minha idade, a profissão de meu pai, o nome da minha melhor amiga e até mesmo o sobrenome do meu professor de história.

De minha parte, ignoro tudo sobre você.

Imagino que você tenha longo cabelos escuros, olhos castanhos e – não sei por quê – um ar sonhador

Imagino que você fique triste com freqüência

Imagino que você tenha a mesma idade que eu, mas não sei se, aos dezessete anos, você se sente muito velha ou muito jovem.

Imagino que as batidas do seu coração às vezes se acelerem, por quem?

Imagino que você se pergunte, como eu, quem você será em dez anos, e que você não consiga ver nada com muita clareza.

Sinto muito medo e muita esperança ao escrever para você. Não tenho certeza de estar conseguindo dizer o que quero.

Talvez você rasgue esta carta. Talvez você só sinta ódio ao ouvir o nome “Israel”. Talvez você zombe de mim. Ou talvez você simplesmente não exista.

Mas, se esta carta tiver a sorte de encontrar você, se você tiver paciência de lê-la até o fim, se você pensar como eu, que precisamos aprender a nos conhecer, por mil bons motivos, e que queremos construir em meio à paz porque somos jovens, então me responda.”

As poucas páginas do livro, apenas 122, não nos diz  sobre a surpreendente aula de história que ele contém, fala sobre a vida (e sobretudo a morte) em Jerusalem e em Gaza.  Uma amizade? Um amor? Como estabelecer relação entre esses dois mundos?.  O título “Uma garrafa no mar de gaza” pode até nos passar uma ideia de romance, assim que o vi pensei logo que seria parecido com o filme “Uma carta de amor”, o que o ele não nos diz é que ali você irá encontrar relatos sobre os dois lados de uma mesma moeda. De um lado, Tal Lavine, uma Israelense cansada dos horrores da guerra, do outro lado, Naim Al- Farjuk, um Palestino cansado dos horrores da guerra. Me vi longe da minha zona de conforto logo no primeiro capítulo… uma jovem que estava a poucas horas de se casar com o amor de sua vida foi vítima de um “homem bomba”. A abordagem do tema é tensa, é densa, mas a  autora conseguiu nos passar muitas verdades sobre os conflitos no Oriente Médio com maestria e despretenciosamente. Surgiu apenas uma dúvid: Senhora autora, o seu livro vai ter continuação? Se sua resposta for “SIM” então está perfeito, irei esperar ansiosamente, mas se for “Não”, então ficou faltou um Prólogo, não é? Preciso muito saber o que aconteceu 03 anos depois!

Curiosidades:

  • O livro foi cinematografado e deverá estrear nos cinemas brasileiros em março de 2013.
  • O filme foi apresentado pela primeira vez no Festival Varilux de Cinema Francês de 2012.

8 comentários:

  1. Sempre me interessei pelos assuntos relacionados à esse conflito entre Israel e Palestina. Ler um livro que ocorre em meio a isto deve ser ótimo.
    Se sugrir a oportunidade, pretendo ler sim.

    Beijinhos,
    Thais Priscilla
    http://thaypriscilla.blogspot.com.br

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  2. acho bem interessante o enredo do livro e gostaria de ler sim

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  3. Ain, me emocionei só lendo seus comentários!! Pouquinhas páginas neh? Adoro quando falam de fatos reais e cruéis, não sou sádica mas gosto de analisar a natureza humana... como pode tanto horror acontecer pela idiotice e ignorância humana, neh? Pior, ainda acontece...
    Ia procurar o filme pra baixar, mas vou esperar a estreia nas telonas!
    bjs

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  4. Quando li a sinopse desse livro já fiquei interessada, a resenha só aumenta a curiosidade, ;)

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  5. Parece interessante, adoro quando um livro me tira da minha zona de conforto, ainda mais sendo um drama, com direito a homem bomba e tudo. Já gostei!

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  6. acho que é uma leitura interessante, tem uma capa muito bonita um ar de liberdade gostei muito !

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  7. gostei muito do livro um titulo diferente

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  8. Já tinha visto outra resenha desse livro, mas o trecho que você colocou no início mexeu comigo de verdade, uma pena que seja tão curtinho, mas fico contente de saber que vale a leitura apesar de toda a tensão que deve surgir durante a troca de cartas.

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