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4.5.13

Após a tempestade – Karen White

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Quando Julie tinha 12 anos, sua irmã mais nova desapareceu e nunca mais foi encontrada. Uma perda que corroeu os laços familiares e deixou sua mãe obcecada pela busca da irmã.

Já adulta e com um prestigiado emprego, Julie conhece Monica, que a faz lembrar muito de sua irmã desaparecida há 17 anos. Elas se tornam melhores amigas, uma amizade que começa como um processo de cura para Julie.

No entanto, uma fatalidade abate a amizade e Julie se vê responsável pelo filho de Monica. Ela decide levar o menino para Biloxi, Mississippi, para encontrar a família que ele não conhecera.

A partir dessa viagem, Julie descobrirá segredos que estão ligados a sua família e seu passado…

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Cenário: Nova Orleans- após a passagem do Katrina.

Protagonistas: Aimee e Julie

O que achei: O livro é uma mistura do passado de Aimee, uma senhora  de mais de 70 anos, que viu sua neta Mônica ir embora e nunca soube dos motivos, e do presente de Julie, uma jovem que não consegue parar de procurar pela irmã desaparecida a 17 anos e que herda uma criança, quando sua melhor amiga, Mônica, morre.  Aí começa os mistérios… como a vida de Aimee e Julie se misturam, como suas histórias se entrelaçam… e foi  aí que a autora teve uma sacada de mestre. Ela não nos dá tudo de “mão beijada”, a história vai acontecendo aos poucos, quando você pensa que ela vai te dar uma informação relevante da história da Aimee, ela te empurra para conhecer mais um pedacinho da Julie e você se vê querendo mais… das duas. A devastidão que o Katrina trouxe também é um ponto forte do livro, a visão das duas protagonistas sobre um mesmo assunto nos faz pensar em quem está certa: Julie, que se pergunta porque recomeçar num lugar que pode ser destruido novamente em segundos ou  Aimee que se pergunta porque não recomeçar num lugar que você ama e sempre vai ser seu lar? O entendimento desse sentimento de fincar raizes é uma coisa interessante de  ver acontecendo com a Julie. Bom, nem todos os mistérios são resolvidos no livro, não posso dizer que entendi a fuga da Mônica, não achei uma desculpa válida, mas quem ler vai entender o que estou falando. O livro vale a pena ser visto.  A editora está de parabéns, a capa é linda, mas encontrei uns errinhos de digitação… ora um “o” faltando, ora sobrando… nada que atrapalhe, mas fica a observação.

Veja o livro no:

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1.5.13

Charlotte Street – Danny Wallace

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“ Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam... ”
Resenha
O livro começa com uma apresentação singular:
“ Você é a pessoa que está lendo isso. Por qualquer razão, e em qualquer lugar, esse é você, e logo nós seremos amigos, e você nunca me convencerá do contrário. ”
Mas antes, que antes mesmo, ele descreve um acontecimento numa escola, onde um atirador maníaco faz seus alvos.
Mas voltemos à estória. Jason Priestley que é confundido com outro personagem de mesmo nome tem um amigo com quem divide o apartamento e acaba perdendo a namorada.
Poderia ser pior se ele não tivesse Dev, o fissurado em coisas da Polônia e vídeo games, dando lhe força com seu jeito leve de ver as coisas.
O pior para Jason além de ter pedido a namorada para alguém, mas bem dotado estética, financeiramente e que está na mídia sorrindo com sua ex e a legenda acabando com seu ego: “ Ela está no melhor momento de sua vida.”
Dev é hilário e faz parceria com o Sr. Irritante (Jason) que também não fica atrás.
Depois que Jason tranca sua carreira de professor, foi jornalista, perdeu a noiva, encontrou uma garota por alguns segundos e ficou obcecado, se desentendeu com seu melhor amigo, machucou algumas outras pessoas e tornou a voltar para o St. Jones (escola) para lecionar novamente.
Há muitos provérbios no livro como se servissem para meditação. É um numero ler os diálogos entre Jason e Dev.
Agora toda a expectativa está na câmera e no filme dela, que deve arrancando das mãos de Jason, mandou revelar.
Dev está tão curioso quanto à revelação e não fala em outra coisa. Zoe uma espécie de gerente de jornal, designa a Jason tarefas de Freelancer.
Traumatizado pelo afastamento definitivo de sua ex-noiva, Jason chega à fatídica conclusão: “ Mas é só isso, não é? O fato de minha felicidade ser tão dependente dos caprichos e extravagâncias de outras pessoas. ”
E não adianta as investidas abobalhadas e sem contexto, de seu melhor amigo, ele continua sofrendo com quem não pode mais ser o que era.
Perdeu Sarah, está desesperado, mas seu coração, seu dia, sua vida, sua mente, está totalmente focado em descobrir a “moça do taxi ”.
Um novo personagem surge na estória.
À proporção que o tempo passa e o filme foi revelado, Jason e Dev vão examinando e descobrindo locais aleatórios nas fotos, pois tudo e checado para ver se descobrem a misteriosa garota do taxi.
E durante todo o livro, Jason sofre na procura e na desesperança.
Sinceramente o livro é bem escrito, mas não deixa na expectativa de uma coisa melhor na próxima página. É totalmente anti-romântico.


Essa resenha foi escrita por Lauri Brandão, colaboradora do blog.
Facebook: https://www.facebook.com/lauribrandao

29.4.13

Luz Através da Janela - Lucinda Riley

A Luz Através da Janel

Em A Luz Através da Janela, Lucinda Riley conta a história de Emilie de La Martinières, última descendente viva de uma tradicional família francesa que, ao perder a mãe frívola e desafetuosa, se vê obrigada a lidar com uma herança e um legado familiar de peso. Assim, não bastasse sentir-se solitária e deslocada a vida inteira, Emilie se vê às voltas com preocupações que até então fizera questão de ignorar. O caos em sua vida parecia não ter solução até ela conhecer o inglês Sebastian Carruthers, que a leva a conhecer o passado de seu pai, as suas próprias raízes, mas principalmente os motivos que fizeram sua vida familiar tomar o rumo que tomou. Dessa forma, além da história de autodescoberta e amadurecimento de Emilie, a autora nos relata um pouco da história da França nos últimos anos da II Guerra Mundial, quando parte do país fora ocupado pelos alemães e a resistência franco-britânica se opunha ao regime instituído. Nesse momento (no mínimo) conturbado da História, Constance Carruthers (avó de Sebastian) conhece a família De la Martinières e testemunha uma história de luta e amor que teria sido apagada pela dor e pelo esquecimento, se não fosse por ela.

Não vou mentir: a extensão do livro (542 páginas!), o recurso que a autora faz a tantos dados históricos e certo medo de que toda a complexidade de elementos que se apresentavam não terminasse bem, em um primeiro momento, me fizeram pensar “por que eu pedi para ler esse livro mesmo?”. Contudo, Riley se mostrou uma boa surpresa: a leitura deixou clara a cuidadosa pesquisa empreendida, a disposição das histórias (reais e inventadas) foi feita de forma dinâmica e qualquer sinal de enfado foi posto de lado pela curiosidade. É claro que parte do mérito por esse feito, tenho que admitir, vem da Novo Conceito: ela distribuiu harmoniosamente o texto ao longo das páginas; optou por um tipo de papel relativamente leve (que impede que a gente quebre o pulso ao segurar o livro) e por uma capa delicada e coerente com a narrativa; da mesma forma que notas explicativas foram acrescidas, além daquelas feitas pela própria autora (adoro a sensação de “Aaaah, agora entendi...” durante uma leitura). Como eu disse que não ia mentir, agora vem o lado negativo: há certos trechos de poesia “soltos” pela narrativa, cujo propósito ainda estou tentando entender, e a escolha da sinopse para a contracapa, imprecisa e desconexa, me pareceu infeliz (fica a dica, Novo Conceito).

Enfim, diferentemente de algumas séries que me fizeram sentir-me tapeada por ter de comprar 3 ou mais livros por uma história que caberia perfeitamente em um único volume, A Luz Através da Janela me fez pensar “bem que podia ter mais, né?”. Alguns personagens secundários pareceram ter uma vida tão interessante que, se outros volumes com as suas histórias e com a mesma qualidade (ou melhor, simplesmente porque sempre procuro o melhor) existissem, eu ficaria tentada a ficar mais pobre. Se bem que... pensando agora sobre essa vontade de mais, nem sei direito: isso é mais uma qualidade ou outro defeito do livro?

Essa resenha foi escrita por Angícia Gomes, colaboradora do blog.

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