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3.9.14

Sangue – K.J. Wignall

 

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Quando recebi esse livro fiquei encantada pela capa, é belíssima! A Bertrand está de parabéns nesse quesito, mas essa é a única coisa boa que tenho para falar. É gente, infelizmente nenhuma elemento me agradou no enredo, os personagens são fracos e mal elaborados, a história está longe de ser sombria e macabra, é totalmente o oposto, sendo bem sincera.

Will é mordido quando tem 16 anos, não entende o que está acontecendo e nem sabe os motivos por trás do vilão que o afastou de sua família. Ele é enterrado “vivo” por seus familiares que acreditam que ele está morto, anos depois ele desperta de seu tumulo e descobre que as pessoas que amava já morreram e que alguém preparou um local confortável para Will passar seus dias. Até esse momento ainda mantinha meu interesse na narrativa, mas aos poucos as coisas foram perdendo o sentido. Will começa a descrever como foi sua vida nos mais de 700 anos em que se tornou vampiro e a impressão que passou é que ele não viveu nada nesse tempo, e nem aprendeu nada também. Ele vive na espera que seu criador apareça e responda suas perguntas. Sério? Porque não viajar pelo mundo em busca dele? Porque não sair da tumba em que vive e aproveitar um pouco, mas é como se ele estivesse afundado em autopiedade. Para passar o tédio, ele dorme longos períodos de tempo, dezenas de anos por vez. Se fosse comigo eu aproveitaria para ler todos os livros possível, enquanto viajava pelo mundo… hahaha

Um belo dia Will acorda de seu ultimo período de sono, que mais uma vez durou anos e anos, mas agora algo está diferente. Ao acordar sedento, ele é levado até um “louco” morador de rua, que antes de ser morto por Will, faz uma profecia que estou sem entender até agora. Esse fato deixa Will como mais dúvidas, é quando entra na história Eloise, outra personagem confusa e vazia. Ela mora na rua por opção, é o tipo de adolescente que acha que ninguém a ama, e por isso o melhor é deixar o conforto da casa de seus tios, e viver sozinha na rua. Onde está a lógica disso? Ah, mas não é só isso, quando ela descobre o segredo de Will, sua primeira reação é pedir para ser transformada… Dá para sentir o nível de maturidade dela? É e tudo só fica pior, pois o autor insiste em romantizar a situação desses dois, mas nem aí ele acerta.

Nessa hora eu só não deixei o livro de lado, porque precisa saber onde isso iria parar. O livro é relativamente curto, são 224 páginas, rapidinho terminamos de ler, mas sinceramente terminei a leitura com a sensação que perdi meu tempo com a leitura.

Ao final do livro, os personagens e o leitor continuam no escuro, esperando por uma continuação que espero que seja melhor.  Acho que estou madura demais para esse tipo de leitura, preciso de mais que elementos soltos e jovens vampiros para ficar animada.

Até a próxima.

Sinopse

"Blood" (Mercian Trilogy #1) — 1256. Will estava destinado a ser o Conde de Mércia, mas não viveu o bastante para herdar o título, já que foi acometido por uma estranha doença aos 16 anos de idade. Mesmo assim, apesar de sua morte – e de seu enterro –, ele não está nada morto. Ao longo das páginas, o leitor vai compreender um pouco sobre esta condição de Will. Descobrir que ele está existindo entre a vida e a morte. Ocasionalmente hiberna, sempre esperando que a morte lhe chame e, toda vez que desperta, enterrado no solo, tem uma breve lembrança do primeiro pânico que sentiu em 1349. Sangue apresenta como um de seus principais diferenciais o fato de ser mais macabro e sombrio do que as obras atuais do gênero. Para Wignall, o romantismo é importante, mas nunca deve se sobrepor ao enredo. Assim, ele elaborou cenas angustiantes, como as que o protagonista enfrenta sempre que desperta das hibernações, além de ambientes sinistros e escuros e personagens bem-construídos, perversos e sem escrúpulos.

Livro no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/397659


1.9.14

De Repente, Ana - Marina Carvalho

 
 
 
De Repente, Ana - Marina Carvalho
 
Sinopse:


“ Ana decidiu viver permanentemente na Krósvia, e tudo está às mil maravilhas. Além do namoro cada vez mais sério com Alexander, ela tem um emprego fixo na embaixada brasileira e dedica parte de seu tempo às meninas do Lar Irmã Celeste. Mesmo cumprindo tantos compromissos sociais como princesa, Ana nunca foi tão feliz. Porém, de uma hora para outra, tudo muda. Seu pai, o rei Andrej Markov, sofre um grave acidente e vai parar na UTI. Não resta alternativa: Ana vai ter que assumir o trono da Krósvia e governar a nação. Pouco – ou quase nada – familiarizada com a função, ela vai precisar de ajuda não só para reger o seu país, mas também para manter perto de si aqueles que ama. Muita gente está interessada no seu fracasso. ”
 
Resenha
 

Marina Carvalho está de parabéns pelo tema abordado, (porque, diga-se de passagem, o tema “realeza” nunca fica batido) e foi citados com muita propriedade, quando afirma que ser princesa, não é só conto de fada!

O conto de fada fica pelo parentesco, castelos, carruagens, mas o dia a dia de uma princesa é cheio de proibições, comportamento padrão, tudo previamente aprovado, um controle total.

No primeiro livro, Simplesmente Ana, retrata a Ana até então plebeia, mas quando se descobre filha do rei Andrej Markov aí o caso muda de figura.

De Repente, Ana (segundo livro) está de férias no Brasil, seu país de nascimento, com o seu amor Alexander, quando uma noticia bombástica tira o chão de seus pés.

Seu pai, o Rei de Krósvia sofreu um acidente e se encontra em estado grave.

Apesar dos poucos anos que Ana conviveu com seu pai, uma camaradagem e um amor muito grande se estabeleceu entre pai e filha.

Daí a necessidade urgente de retornar a Krósvia.

Além do desespero pelo estado do pai, o país está acéfalo e o primeiro ministro, coloca no “colo” de Ana, uma pasta com documentos sobre Krósvia para que ela leia, assimile, porque ela irá “assumir” o governo do país, até o rei se restabelecer ou não.

Ana não sabe como se conduzir. E agora?


Tinha muita gente do seu lado, Alex, seu namorado e também enteado do Rei, que iria auxiliá-la no que ela precisasse.


Tomando posse em substituição ao pai, acabaram-se os passeios, conhecer novos lugares, namorar então, quando que ia ser? O dia todo era com agenda lotada.


À noite, a princesa/rainha, simplesmente desmaiava no leito real. E aí? Cadê o conto de fadas?


Alguns partidos não estavam satisfeitos com a “postura e desempenho” da princesa. Tirando toda essa dor de cabeça de trabalho e partidos que não ajudavam em nada, ainda tinha que suportar Laica. Que se colocava entre seu namoro com Alex.

Ciúmes de Alex com o secretário de Ana, seu pai que não saia do estado grave, Ana se vê quebrando o protocolo e por causa disso sofre as consequências de seus atos.

Uma história muito bem escrita e por ter lido os dois livros recomendo!


Título: De Repente, Ana
Autor(a): Marina Carvalho
Editora: Novas Páginas
Número de Páginas:320