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8.1.15

Extraordinário - R. J. Palácio

"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo." August Pullman

Título Original: Wonder
Editora: Intrínseca
Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

“Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil." – Sr. Browne

Não lembro a ocasião em que li sobre Extraordinário, mas me lembro que ele estava na minha lista de compras de novembro do ano passado (extinto 2014). Me atraiu pelo tema em si: um menino com suas deformidades escancaradas, convivendo numa sociedade em que ser diferente é um crime. Qual pessoa que nunca teve problemas na escola (podemos expandir isso para trabalho, nova cidade, novo grupo de amigos, etc.) por se sentir diferente e ser julgada como um pária? É algo que sempre me atrai em livros, para me empolgar com eles, basta seus personagens terem algo parecido comigo para que eu passe horas a fio lendo e me lamentar pelo livro terminado.

E, para além disso, ficar encantada com final “tudo termina bem, aqui está sua lição do ano, até da sua vida.”

“Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de Bicicleta. Jogo bola. Tenho um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns onde quer que elas vão.”(...)

Por sua deformidade – e a reação que ela causava nas “pessoas comuns ”- , os pais de August – Auggie para os íntimos e como eu me sinto íntima dele, vou chama-lo de Auggie, o.k.? -  nunca deixaram que ele frequentasse a escola, mas sua idade já demanda mais do que sua mãe pode lhe ensinar em casa. É quando então procuram uma escola com ensino especial – daquelas particulares que tem um estilo de ensino próprio – acreditando que será o melhor para seu filho. Mas ninguém da família está realmente pronto para encarar essa situação. Todos da família de Auggie estão acostumados com o casulo que criaram para ele, o que também acabou se tornando seu próprio casulo. Seu pai, sua mãe e sua irmã adolescente que dedicou sua vida a protegê-lo e também está passando por alguns bocados difíceis em sua vida.

O menino aceita o desafio de ir para escola e enfrenta todas as dificuldades que uma pessoa com sua diferença escancarada em seu ser enfrenta: com crianças criando brincadeiras malvadas para afastar seus amigos dele, pais de alunos tratando-o com preconceito, um professor – Sr. Browne -  genial que ensina com pequenos trabalhos a definição de preceitos e lhe faz refletir sobre tudo o que fez até hoje. Quem você é, quais são seus feitos...? São coisas que todos nós precisamos parar e pensar em alguma parte da vida. Somos o que fazemos e o que você tem feito?

“Não precisamos dos olhos para amar, certo? Apenas sentimos dentro de nós. É assim no céu. É só amor. E ninguém se esquece de quem ama.” Pag. 233

Será que amamos  uma pessoa como ela realmente é? Será que a amaríamos se seus “defeitos” forem realmente profundos?  Auggie nos ensina isso em apenas um livro, um pequeno ano de sua vida fantástica. Com pequenos gestos e indagações de uma criança com a qual o “o universo não foi legal”.

A autora faz um trabalho extraordinário, que nos faz abrir os olhos para o diferente e abraçá-lo como algo simplesmente incrível.

Essa foi a minha primeira resenha aqui no blog! Espero que gostem! ^-^
 

 
Feita por Priscila Alexandre, colaboradora do blog!

8 comentários:

  1. Priscila, fiquei encantada com a história. Você conseguiu passar suas emoções perfeitamente e fiquei curiosa em conhecer esse personagem tão especial.

    Auggie parece ser um garoto incrível.

    Bem vinda ao blog, espero que você se sinta em casa.

    Bjs

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  2. Obrigada *-* to muito empolgada e fico feliz que queira conhecer o Auggie... ele é um menino muito especial =3

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  3. Priscila que resenha encantadora! Você conseguiu transmitir o que o livro lhe causou de uma forma linda assim como deve ser a leitura. Decidi ler Extraordinário na versão original, para treinar o inglês, espero que consiga. Seja bem vinda ao blog ❤

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  4. Ooooh o inglês deve ser bom de ler, já que a escrita dele é deliciosa! muito obrigada pelas boas vindas!

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  5. Esse eu não li ainda, mas tenho aqui na minha instante.

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  6. bem bacana esse livro, muito se especulou em seu lançamento e ótimas resenhas foram feitas
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  7. Ah, que lindo Auggie! Daqueles personagens que queremos colocar no colo, dar carinho, proteger! E como ele nos ensina a viver! Não é fácil ter uma deformidade logo no rosto, quando não tem como evitar o impacto que causa às pessoas... e quantas pessoas sem noção não sabem lidar bem com essa diferença!
    Auggie vai amadurecendo com as dificuldades e me fez refletir muito sobre as aparências... nós vivemos, mais que nunca, num mundo que valoriza a estética, a beleza, a vaidade... Puxa!
    Leiam Extraordinário! August é um personagem inesquecível!

    Seja bem vinda, Priscila! Bela estreia!

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