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17.4.15

Assassin's Creed: Renascença - Oliver Bowden

Sabe, Girolamo, acho perturbador que você tenha tanta relutância em creditar às pessoas seus próprios méritos. Acho que, se pudesse, para você todas as pessoas do mundo seriam vítimas.




Título Original: Renaissance
Autor: Oliver Bowden
Editora: Galera Record
Sinopse: Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração.


Assassin's Creed realmente me surpreendeu. Tanto pela escrita, quanto pela linha que o livro segue. É o primeiro livro que segue a fama dos jogos para videogames em diversos consoles,  com mesmo nome (Assassin's Creed) e, pelo que investiguei, o primeiro livro não é relativo ao primeiro jogo! Nunca joguei nenhum deles (algo que pretendo mudar em breve, parecem ser muitos legais!) então não me prolongarei muito nisso, me atendo ao livro.

Renascença é o primeiro livro da saga, que já conta com um total de 7 livros lançados (que pode aumentar pois ainda nesse ano talvez tenha um novo game da saga a ser lançado):

- Renascença
- Irmandade
- A Cruzada Secreta
- Revelações
- Renegado
- Bandeira Negra
- Unity

A saga também conta com um mangá: Black Flag: Kakusei.

Se passa durante a Renascença durante o ano de 1476, em Florença, narrado pela perspectiva de Ezio Auditore: o filho do "meio" de uma família banqueira em ascenção na cidade, um novo rico e, por isso, com vários inimigos se espalhando no local. O que jovens florenses de 17 anos faziam nas tardes e noites tediosas em Florença? Armavam gangues e brigavam uns com os outros, é claro! Porém, Ezio se vê em uma briga muito maior que a sua, muito mais antiga que a sua, que remete aos Cavaleiros Templários.

Sua família foi cruelmente desmembrada, o pai e os irmãos assassinados acusados falsamente por traição. Sem saber a razão de tudo isso, ele descobre que a vida de seu pai ia muito mais além da vida de um banqueiro comum da Renascença: ele era um membro integrantes e participante de uma organização chamada de Assassins, pessoas especializadas, assassinos engajados na causa de acabar com a praga Templária do mundo, que se esconde - quem sabe ainda não se esconda? Hein, hein? *conspiracionista de plantão*- por trás de grandes figuras.

Me encantei com a quase total precisão histórica do livro! Sou apaixonada pela história dos Bórgias, por causa do seriado The Borgias, lançado em 2011 pelo canal Showtime nos EUA. A série me levou a estudar mais sobre Rodrigo Bórgia e Lucrécia Bórgia, sua filha (e minha idola, assumo) e me foi delícia demais ler o livro sabendo onde historicamente ele estava! Fora a participação de Rodrigo Bórgia, contamos também com ninguém mais, ninguém menos que... Leonardo Da Vinci! Ele auxilia Ezio em suas descobertas, criando para ele mais aparatos da Ordem dos Assassinos. Aparecem mais nomes famosos, especialmente artistas e filósofos da época.

Uma coisa que me deixou bem intrigada comigo mesma foi que na série os Bórgias, eu não gostava de Cateria Sforza... O livro, no entanto, me deixou animadíssima com as participações dela! E ainda não gosto do cardeal Savonarola...

Para um livro baseado em game, não esperava tanta qualidade. Há ainda certas características típicas, como por exemplo a questão das missões: Ezio chega numa cidade, resolve os problemas de lá e parte para a cidade próxima onde seu objetivo o leva. Isso se repete bastante, mas não torna o livro massante. É bem dinâmico, com cenas precisas e sem cenas desnecessárias e chatas que tornam o livro loooooongo demais.

Gostei muito, me surpreendi bastante e estou ansiosa para passar para o próximo livro!

"...Mas temos em nosso coração o poder da escolha, de escolher o que consideramos ser a verdade, e é o exercício desse poder que nos torna humanos."

2 comentários:

  1. realmente não me atrai, o enredo não tem aquele ar de que irá me prender.
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Eu também achava isso... Mas creio que é pra quem gosta de livros de ação =3

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