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18.5.15

Pequena Abelha - Chris Cleave

Título Original: The Other Hand ou Little Bee
Autor: Chris Cleave
Editora: Intrínseca
Sinopse: Essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa… Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como essa narrativa se desenrola.
Pequena Abelha foi um livro difícil para mim, ler. Isso é raro, muito raro... Porque, vejam, eu sou viciada em leitura, lia para a minha vó quando em minha infância dividíamos o mesmo quarto, quando tudo o que eu lia eram apenas gibis da Turma da Mônica. Comecei a ler livros, meu primeiro livro sem figuras, aos 9 anos de idade, Corda Bamba. E foi um livro triste. Não me lembro de como terminou a história, mas nenhuma menina devia ver seus pais morrerem. Mas eu o li. Assim como li Pequena Abelha.

Deixe-me explicar... É uma leitura maravilhosa. É uma viagem a mundo que sabemos que existe, mas não é problema nosso. Assim como não é problema nosso o que acontece nas favelas do Rio de Janeiro, se não moramos lá. Não é nosso problemas os mortos do Paquistão, se não moramos lá. Não é nosso problema se um navio com 450 refugiados afundou no oceano essa semana (a de 20 de abril de 2015) e mais um há não muitos dias atrás.

É uma viagem a prioridades, a como uma vida comum nossa é diferente de uma vida comum de qualquer outra pessoa que não viva nas mesmas condições que nós, que encontra ainda razões para sorrir e ainda sorri, pois acredita que se não o fizer, estará com um problema ainda maior. Como duas pessoas tão destruídas podem se unir em torno de uma única situação... De uma única pessoa. Duas pessoas tão improváveis de fazerem parte uma da vida da outra que você tem certeza que, se um dia se reunissem, algo incrível brotaria dali.

Eu sofri lendo este livro, me fragilizou enormemente e não tinha onde me agarrar para me salvar. Quis chorar, foi emocionalmente pesado para mim. Não esperava ter a história que li, ter motivos pra sorrir... Quando começa o livro, já na primeira página, você se apaixona pela Pequena Abelha. Você mergulha nos pensamentos da jovem, vê que muitas de suas colocações estão corretas... E concorda com ela, mesmo sabendo que isso vai lhe fazer chorar. Tenho medo de transcrever passagens do livro e estragar tudo o que você possa aprender com ele, então vou ser egoísta e guardar tudo para mim. E deixar que você descubra nas páginas de Pequena Abelha grandes histórias que você poderá contar... A um diário, ou coisa assim, pois não estrague a surpresa do livro para outra pessoa.
Lembre-se apenas de não julgar nada do que ler no começo. Nada do que pensar irá te preparar para o que vem em seguida, nada mesmo. Abandone seus conceitos e julgamentos, prometa a si mesma(o) isso. Vai te fazer aproveitar o livro como uma criança que está aprendendo a ler o mundo em poucas palavras.

Chris Cleave é brilhante, brinca com suas emoções a cada página... É autor tambpem de Menina de Ouro. Li que há a intenção de adaptar o livro para o cinema, mas não foi levado adiante até os dias atuais, desde 2011.

Pequena Abelha é um livro que, ao terminar de ler, você quer contar sobre ele a todos que conhecem... Mas acredita que isso quebraria o maior segredo, então guarda apenas para si, remoendo em suas memória cada pequena coisinha que aprendeu.

5 comentários:

  1. a história parece ser daquelas que ficam cravadas no coração do leitor! que persistem na mente mesmo quando você quer ler outra coisa!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Sim, depois de lê-lo, você precisa fazer uma pausa pra conseguir se reconstruir. É um ótimo ótimo livro =3

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  3. Concordo com vc, Priscila. Li Pequena Abelha há uns 3 anos e nunca esqueci o olhar da Abelhinha para a outra personagem (esqueci o nome), a mulher branca. O drama que ela carrega ao sair do abrigo com as amigas... a história da irmã. Profundo, doloroso, envolvente e humano. E como vc diz, já que estamos longe, parece que não temos nada com aquilo, aquela violência toda... a literatura serve tb para isso: mostrar como os laços se estreitam e a solidariedade aflora, não há distância para a compaixão. Além de tudo é uma história que abre nossos olhos para outras culturas e situações complicadas que o próprio homem submete o seu semelhante.

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  4. Fiquei como o coração pequenininho na época que li este livro. Ele marca.

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  5. Manuh, ele te deixa no real bem como o Malala, que também mexeu um bocado comigo. Te faz pensar muitas coisas, rever conceitos. É um livro que vou levar comigo o resto de minha vida. E só de lembrar dele ainda fico com o coração pequeno, Thalita ><

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