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27.5.15

A última carta de amor - Jojo Moyes

"Se tudo o que nos é permitido são horas, minutos, quero ser capaz de gravar cada um na memória com perfeita clareza para poder recordá-los em momentos como este, quando minha alma está sombria."


Editora: intrínseca
Autora: Jojo Moyes
Sinopse: Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por "B", e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.
Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido - em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado -, Ellie começa a procurar por "B", e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do seu próprio relacionamento.
Com personagens realisticamente complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

Estou na minha cama pensando sobre como escrever sobre este livro, são quase 23hrs e terminei de lê-lo há uns 5 minutos atrás e pensei que já deveria passar minhas impressões, então catei o note e liguei uma música romântica para me ajudar. Estava preparada pra coisa melhor, de fato. Sim, ele me decepcionou um pouco, mas admito que o li avidamente, em todos os momentos que pude: no ponto de ônibus, nas pausas do trabalho, antes de dormir... E ficava pensando sobre o que escreveria enquanto o lia. Não faço o tipo romântico, o que me permitiu analisá-lo e ver o quão machista ele foi - até as protagonistas são machistas, mas é normal já que grande parte da história se passa em 1960 e nessa época a sociedade era extremamente patriarcal - mas, no final, preciso admitir que foi um livro com uma história bonita. A premissa também foi boa, para além da história, que retrata como amantes, pessoas que se gostaram, dizem suas últimas palavras: de tempos antigos até os dias de hoje.

"Mas, de repente me dei conta, no meio daquela pequena cena de loucura, que ter alguém que nos entenda, que nos deseje, que nos veja como uma versão melhorada de nós mesmos é o presente mais incrível." 

Já mandaram uma carta de amor para alguém?

O livro começa com a última carta do casal central: Jennifer Stirling e Anthony "Boots" O'Hare, pessoas que se conheceram em meados de 1960. A carta foi encontrada por Ellie Hawthorne, uma jornalista que precisa desesperadamente de uma matéria para salvar sua cabeça no trabalho.  Mas simplesmente tem falhado, pois sua cabeça e seu coração estão tomados por um homem casado que ela jura que irá um dia deixar a esposa e os filhos para ficar com ela. É o sonho de toda pessoa que se envolve em uma situação assim e sabe-se que o amor pode deixar algumas pessoas cegas para a realidade, então ela se engana dizendo que não se importa se demorar, que não se importa com as mensagens secas, com os atrasos e as desculpas, pois é uma pessoa adulta e independente... Como toda pessoa cega de paixão, mesmo com os alertas dos melhores amigos.

Procurando algo para se salvar, ela promete uma matéria para sua chefe e é assim, enfurnada em antigos arquivos do jornal onde trabalha que ela encontra uma carta: uma última carta de amor de homem para uma mulher.  E então vê-se presa numa investigação que, pouco a pouco, a vai levando de encontro com esperanças que tinha em seu próprio relacionamento, tentando encontrar ali o seu final feliz. 

Quando descobre que nem tudo tem um final feliz, que é seu aniversário e, de presente, seu amado vai viajar para Barbados com a esposa, não sabe se vai conseguir encontrá-la na data, suas amigas lhe dão um banho de realidade que a deixa triste, sua chefe a humilha na frente de todos os outros... Nada parece ter um final feliz, nada termina bem. "A esperança matará você." É isso o que realmente que aquele velho dito: A esperança é a última que morre, quer dizer. Já pensaram nisso? Foi o que Anthony me ensinou.

Mergulhando de cabeça nessa história, a coisa fica meio confusa com a escrita da história. Se passa em... 3 ou 4 tempos diferentes que você precisa ficar meio atenta para perceber a mudança senão vira bagunça na sua cabeça. A primeira parte fica bem clara, com uma Jennifer Stirling desmemoriada após sofrer um grave acidente e como ela fica deslocada tentando se lembrar de como era sua vida e perceber que, apesar do marido rico, das amigas de infância, das festas e coquetéis constantes, sente que algo está vazio e errado. Parece que assiste uma vida que não era sua... 

E, enquanto a história transcorre, passado e presente se misturam nos mesmo capítulos, após ela encontrar uma carta de amor escondida em um livro. Sabia que era endereçada à ela, mas não se lembrava de quem. Sabia que não era de seu marido distante e frio, que a mandava ficar quieta na frente de todo mundo quando dava suas opiniões. Sua vida então se passa com ela em busca daquele amor que deixava seu coração acelerado, avassalador. Um amor que mudaria sua vida. 

Sabe, é isso que me incomoda um pouco nesses livros românticos: eu não era nada antes de te encontrar. Faz parecer que nada em sua vida, antes daquela pessoa chegar, fazia sentido. Acho que isso é muito dos amores de hoje em dia, que tem a urgência de estar junto, urgência de se casar... E de se separar em seguida. É como escrever "Eu amo o fulaaaaano!" no facebook e no dia seguinte chamá-lo de vagabundo e cara do pinto pequeno. A mesma coisa ao contrário, claro: chama de amor e em seguida de vadia. É muito passageiro. É... Estar com alguém apenas por não querer estar sozinho e exibir para as amigas[os] que tem um namorado[a].

Mas... A história de Jojo não é assim. Mostra que amores ainda podem ter finais felizes, se as memórias ainda ficarem vivas em seu coração. Mostra que, quando se ama apesar dos obstáculos, não importam dias, meses ou anos: o [re]encontro ainda será como se fosse o primeiro. Não importam as dores, as diferenças, dificuldades, mentiras e verdades, pois a verdade máxima é: amam-se um ao outro. Não importa se seus caminhos não se cruzarem mais... Aquele amor ainda será guardado em algum antigo baú dentro de sua memória e sempre será novo. Nunca terá poeira a ser lavada. Afinal... Vocês se conhecem com apenas uma troca de olhares. 

"Certa vez uma pessoa sábia me disse que escrever é perigoso pois nem sempre podemos garantir que nossas palavras serão lidas no espírito em que foram escritas. Portanto, vou ser direta. Desculpe-me. De verdade. Perdoe-me. Se houver algum jeito de eu poder mudar o que você pensa sobre mim, preciso saber.
Mulher para Homem, por carta."

Sim... No final das contas, é um belo livro.

3 comentários:

  1. este é um livro que almejo desde o lançamento, ta la na listinha de desejados, o enredo me parece ser emocionante demais!
    com uma linda história a ser contada!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Sim, é realmente uma bela história =3

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  3. Alguém morre no final ??? Esse é meu medo de ler os livros de jojo agora.

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