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22.6.15

A Herdeira - Kiera Cass

Capa comum: 360 páginas
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte; Edição: 1ª (5 de maio de 2015)
Idioma: Português
Sinopse:




No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”. Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.






Depois de ter sido arrebatada pela história de América e Maxon nos três primeiros livros da série A Seleção eu estava extremamente animada pelo livro A Herdeira. Minhas expectativas eram bem elevadas. Então, quando terminei a leitura estava frustada. Não porque a leitura não fosse fluída, na verdade foi até bem rápida, no entanto eu não senti conexão com a protagonista como nos livros anteriores, na verdade eu queria esganar Eadlyn.

A Herdeira é o quarto livro da série A Seleção. Eadlyn é a filha da América e Maxon. Por conta de míseros 7 segundos, ela nasceu para ser rainha, mas nunca foi algo que ela realmente quisesse ser. Agora pensem comigo! América e Maxon eram sem sombras de dúvidas pessoas muito decentes nos outros livros da série, certo? América veio de origem humilde e Maxon viveu coisas que o tornaria um excelente pai, confere? Pois bem, talvez tenha sido esse o problema. Talvez ambos querendo compensar suas próprias infâncias eles acabaram criando uma criança mimada e sem qualidades redentoras, pois meu amigo e minha amiga, não tem outra explicação! Eadlyn é teimosa, maçante e atua como uma fedelha! Foi muito fatigante suportá-la durante toda a leitura.

Não coneguia acreditar como América e Maxon poderiam gerar tal filha. Acho até hoje que a menina foi implantada por uma Alien no ventre materno!  Eu estava esperando uma personagem notável, apaixonante e vibrante por conta dos seus pais, mas na maioria das vezes eu só queria dar uma bolacha naquele rostinho dela, arrancar ela das folhas do livro pelos cabelos e dizer: Minha filhaaaaaa, Helloooo! Acordaaa! Vê se cresce ô pentelha! Hunf! (Pausa para não danificar meu teclado...).



Pois, bem prosseguindo; a história é contada do ponto de vista de Eadlyn e eu senti que não tinha a mesma dinâmica como nos livros anteriores. Tudo o que ela faz é se lamentar sobre sua terrível vida e como ela não quer ser uma rainha ou como ela odiou a idéias dos pais quando eles propuseram que ela escolhesse o seu marido a partir de uma seleção, afinal acho que só mesmo uma seleção para algum louco se interessar por ela. (Oh céus, oh vida, oh azar).

Eadlyn é absolutamente odiosa, se acha um ser superior e incapaz de se apaixonar.  Ela é o inferno para os meninos que estão competindo por ela e ainda assim eles se fascinam pela mesma. (Ficção meus queridos, ficção!) Os rapazes da Seleção eram apenas homens comuns. Havia tanta coisa a ser explorada sobre os competidores e achei que a autora não fez quase nada para nos ajudar a chegar a conhecê-los. Poucos detalhes sobre cada participante estão incluídos e para completar Eadlyn vai de odiar a todos e de repente gostar de alguns deles sem muita explicação. A personagem simplesmente não bate bem da caixola! Ou seja, nenhum dos romances que surgiram conseguiram me empolgar ou me fizeram acreditar que era genuíno. Os únicos rapazes que ainda simpatizei foram Kile e Erik e no fundo estou torcendo por Kile (Mentira cabeludaaaaa, queria mesmo que todos fossem embora e deixassem a nobre futura rainha a chupar dedo!).


A melhor parte do livro é que todo o seu país a odeia a ponto de ter uma revolução e ela não tem idéia do motivo (Além de chata a menina é tapada... sei não!). No fim do livro há uma tentativa de salvação para Eadlyn, bem no último minutinho, mas não senti que fosse verdadeiro. Apesar de tudo, A Herdeira tem muito a ensinar a você leitor (a), ou seja, meu caro (a) leitor (a) “pelamordedeus” nunca sejam como a Eadlyn, não é legal, não é bonito e garanto que só vai afastar as pessoas de você!

Por fim, para o leitor na infartar na história, tem momentos que a família real entra em cena e posso dizer que são até pessoas encantadoras o que me fizeram pegar meu chapéu de torcedora, minha bandeira e pular de alegria a cada “chega pra lá minha filha” e a cada verdade dita na “face” da “gentil” futura rainha. Ahren, o irmão gêmeo é gentil e cuidadoso, me lembrando muito as características de Maxon. Kaden é o irmão do meio, um apaziguador e o filho caçula Osten é um diabrete! Peninha que eles não tenham uma participação mais massiva na história.


Como citei antes achei a leitura em si muito fácil e muito rápida. Não há como negar que a autora sabe contar uma história e prender o leitor até o fim do livro. No fundo estou ansiosa para ler a continuação da narrativa, pelo motivo que me deixou completamente jogada no limbo da curiosidade e espero sinceramente que Eadlyn começe a ser tornar um personagem mais agradável, ou quem sabe ela caia e quebre o pescoço, ou talvez um cavalo passe por cima... Hummmm, é, acho que seria pedir demais!

4 comentários:

  1. tenho os dois primeiros da serie e não li, mas espero ler em breve e me jogar nessa história e curtir tanto quanto você
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Leia Thaila. Os três primeiros livros são excelentes.

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  3. Eu estou lendo A Herdeira, e acho Eadlyn irritante na maioria das vezes. Já perdi as contas de quantas vezes ela disse que é a pessoa mais poderosa do mundo. Com certeza America foi uma protagonista bem mais amável. Mesmo assim, comprarei o próximo livro pela curiosidade e por gostar da série.

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