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26.6.15

Tudo o que um Geek deve saber - Ethan Gilsdorf

Quem realmente você é, se não for você?


Título Original: Fantasy Freaks and Gaming Geeks
Editora: Novas Ideias - Novo Conceito
Ano: 2015
Sinopse: O que significa ser um geek?

Por intermédio das suas reflexões e da viagem que decidiu fazer, Ethan Gilsdorf conta não somente a sua história, mas a da cultura pop. Jogador, na adolescência, de Dungeons & Dragons e fã de J. R. R. Tolkien, ele pegou a estrada para ir ao encontro de sua família . Nesse incrível tour, o autor viaja para a cidade natal do criador de D&D, Gary Gygax, veste uma fantasia para participar de um RPG e usa trajes medievais para encenar uma guerra em um encontro de nerds.

Ao longo de sua jornada, Ethan ainda visita as obras do castelo francês Guédelon, uma incrível fortaleza medieval que está sendo construída hoje com os mesmos recursos utilizados no passado, e viaja para a Nova Zelândia, onde conhece as locações das filmagens de O Senhor dos Anéis. Acompanhe Ethan Gilsdorf nesta jornada sem precedentes, que traz para a realidade a paixão pela fantasia e pelos jogos.


Para falar sobre um livro geek, nada melhor do que uma geek, não é?

Logo do RPG D&D

Capa original do livro
Esse livro fala sobre os assuntos que mais gosto: RPG, Livros e Jogos OnLine e como eles repercutem no dia a dia de cada um de nós. A descoberta do autor acaba por se tornar a descoberta do leitor, uma vez que o livro é a autobiografia de um homem de 41 anos confuso com o que é válido para a idade dele e o que não é. Gostar de RPG é saudável para um quarentão? É saudável para qualquer um? É como perguntar - e ele realmente pergunta no livro - se a Fantasia é saudável para o desenvolvimento humano.

A mãe de Ethan teve um aneurisma cerebral durante a adolescência do autor, que teve que ajudá-la de diversas formas e o obrigou a crescer cedo demais. Na mesma época, um amigo lhe apresentou o D&D - Dungeons & Dragons, um RPG (Role-Playing Game) criado por Gary Gygax e Dave Arneson e publicado pela primeira vez em 1974. 

Um RPG é um jogo de criação de histórias: como um livro, tem um narrador (no D&D o chamam de Dungeon Master) e tem os personagens, que tem vida nas mãos nos jogadores, que os interpretam em ações de acordo com o que é narrado pelo mestre. Você pode ser uma amazona elfa em busca de fazer o seu nome como guerreira, um orc que só quer se divertir, um bardo falastrão... No D&D há diversas raças e classes a serem jogadas... É uma imersão na fantasia, o que o autor chama de escapismo. Você sai do mundo real... E entra no mundo onde sua imaginação é o único limite que existe.

Ethan Gilsdorf usou o D&D para passar por essa fase em sua vida, mas sabia em sua juventude que era o cara estranho. Que, se quisesse beijar uma garota, teria que parar com aquilo que lhe resgatava e entrar numa nova vida. Não é preciso dizer que virou um adulto frustrado ao trancar todo o seu passado em uma caixa azul. 
Exemplo de uma Party(grupo) durante uma partida de D&D

Quando Senhor dos Anéis foi lançado em filme, seu alarme geek começou a apitar. Começou uma jornada ao seu passado para descobrir quem ele era. Se existiam mais pessoas escapistas pelo mundo, como elas estão em suas vidas adultas... Frequentou lojas onde novas modalidades de jogos de RPG foram criadas - e se deparou com vários adultos bem sucedidos lá, casados e com filhos - Convenções de Fantasia e Games, entrou no mundo dos games Online... Até foi a Terra-Média para tentar se encontrar e descobrir que não há nada de mau no escapismo. Que geralmente as pessoas buscam a fantasia para passar por alguma fase tensa em suas vidas. Claro, há relatos negativos, mas para cada negativo, surgem 10 positivos.

Eu mesma me assumo como geek: jogo RPG desde os 14 anos de idade, joguei Vampiro: A Máscara por mais ou menos de 10 anos, amo MMORPG (Ragnarok Online é o que mais jogo e jogo até hoje) e jogo League of Legends, assisti muito Anime (hoje nem tanto mais), li (e leio) mangás, amo ler... Posso dizer que os jogos me ensinaram companheirismo, me ajudaram a moldar meu caráter... Porque você acaba por criar um alterego, alguém que você gostaria de ser, seja um cavaleiro, um mago, uma princesa... Tudo isso, todas essas classes trazem ensinamentos que você precisa absorver para poder jogar bem o RPG. Mesmo com um personagem vilão, há uma história muito bem elaborada para que ele seja assim. É algo muito engrandecedor e formador de pessoas honradas. Hoje em dia muitos jogos online estão cheios de trolls (pessoas que gostam de humilhar e criticar os outros sem fundamento algum nos jogos) e é tão bonito ver a comunidade gamer lutar para que pessoas assim não tenham acesso aos jogos sem mudarem seus comportamentos!

Grupo cosplay: da esq. para direita: Nicoli, Alice, Watson, Nathalia e eu. Nathalia faz parte de outro grupo :)
Posso dizer que sim, esse mundo geek me ajudou a passar por diversas coisas na minha vida, me ajudou a conhecer muitas pessoas importantes para mim e me ajudou a crescer como pessoa honrada!

Recomendo o livro por ele mostrar toda essa viagem na vida do autor, que possam buscar, em algumas reflexões (incluindo muitas citações aos livros de Tolkien, Harry Potter e uma infinidade de outras fontes) a identificação de si mesmos em uma realidade não tão agradável e buscar forças para continuar lutando nela pelo melhor!

1 comentários:

  1. de verdade não é um enredo que me atraia em potencial
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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