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15.6.15

Vango: Entre o Céu e a Terra - Timothée de Fombelle

"Existem pessoas neste mundo que nunca saberemos de onde vêm e nem para onde vão"

Título Original: Vango: Entre Ciel et Terre
Autor: Timothée de Fombelle
Editora: Melhoramentos
Sinopse: Salvar a pele e, ao mesmo tempo, descobrir a própria identidade. Este é o grande desafio de Vango, o jovem herói do novo romance do escritor francês 'Timothée de Fombelle'. Ao ler esse thriller histórico, ambientado no conturbado período entre as duas grandes guerras mundiais, somos impelidos a fugir com Vango pelos cinco continentes, num clima de absoluto perigo e suspense. Este rapaz órfão de 19 anos desconhece sua origem assim como desconhece a motivação do franco atirador que, além da polícia, está em seu encalço. Deparamo-nos com Vango na solenidade em que ele e outros seminaristas seriam ordenados padres na suntuosa catedral de Notre-Dame, em Paris. O assassinato do padre Jean, seu protetor, desencadeia a perseguição ao rapaz, que empreende uma fuga espetacular ao escalar nada menos do que os famosos vitrais da catedral. Essa cena é apenas um exemplo do clima de perseguição e aventura de que é feita toda a narrativa, quando acompanharemos nosso protagonista em situações e lugares improváveis - como um intruso escondido num caça da SS, galopando nas Terras Altas da Escócia, dependurado num vulcão italiano ou sobrevoando o Brasil e vários outros lugares num zepelim. O fracasso em não ter sido ordenado padre deixa nosso herói arrasado, mas a jovem Ethel fica bem feliz. É ela quem vai ajudar Vango a provar sua inocência e descobrir sua identidade. Também fazem parte da saga outros personagens marcados por vidas cheias de segredos, como Mademoiselle, a Senhora Poliglota e sem memória com quem Vango é salvo do naufrágio na costa da Sicília aos três anos de idade e Hugo Eckener, personagem verídico, comandante alemão do Graf Zepelin, esse grande dirigível que fascinou o mundo nas primeiras décadas do século XX. Outras personalidades incorporadas à história são Joseph Stalin, sua filha Svetlana e Adolf Hitler.


"Ao nos desvencilharmos dos nomes, tudo fica mais simples. Não há sentimentos envolvidos."

Quando a Editora Melhoramentos entrou em contato e a leitura me foi oferecida, não exitei nem um minuto para aceitar! Me pareceu muito boa a ideia de um menino acrobata(!!!) escalando as paredes (Assassin's Creed, oi.) durante o prenúncio da Segunda Guerra Mundial. E eu, amante de Anne Frank, absorvo tudo sobre esse momento da história. Admito que quando vi o início religioso me frustrei um pouco, mas que ótimo que mordi minha língua pelo julgamento errôneo. 

Sabe quando uma história te empolga do começo ao fim? E com reviravoltas que você nem imaginava - é claro, a não ser, que há uma razão muito forte oculta para que Vango seja perseguido como é, tão implacavelmente.

O que mais me deixou presa ao livro foi a história presente, os acontecimentos e pessoas reais envolvidas na vida de Vango, me fizeram imaginar como teria sido conhecer aquelas personagens da vida real. Você realmente não gosta do Stalin, mesmo sua presença sendo pouca nesse livro e demore para que você perceba quem é. E ama Hugo Eckener, por tudo o que ele tenta fazer para ajudar qualquer um que alcance seu Zeppelin. 

O Zeppelin sob comando de Eckener e no qual Vango esteve
E os personagens fictícios são outra delícia a parte! É incrivel como o autor consegue dar vida à eles, fazendo-os tão reais quanto qualquer outra pessoa. É fácil imaginar a Gata escalando os prédios, para fugir de sua claustrofobia; os coelhos perturbando Pippo Troisi, aquele que quase se matou para ter a liberdade longe de sua esposa mandona, que agora mendiga pela ilha de Salinas à espera de alguém que confirme suas esperanças de que o marido está vivo em algum lugar do mundo, ilha a qual a querida Mademoiselle foi parar com Vango, até então uma pequena criança, após o misterioso naufrágio e sua perda de memória conveniente e viveram por tantos anos. O autor se preocupa com isso, pela maneira com a qual ele acaba contando a vida de cada um deles e como, em sua luta e sonhos por meio de conspirações, desejam a paz entre as nações. E tudo em honra a memória de um amor que deve viver em algum lugar...

E no meio de tudo isso, temos Vango e sua estrela.

Achei muito interessante o fato de que a editora se preocupou em explicar sobre os lugares citados no decorrer do livro e a pequena lição história que ele dá no final do livro sobre o período Entreguerras e também sobre os personsagens reais que apareceram. Me ajudou a me situar melhor no final (eu me perco muito fácil na história, mesmo com as datas!) e aprender mais sobre as pessoas importantes dessa época.

"Existem portas tão fechadas que nem as vemos mais, tal é o medo que temos de abrí-las. Colocamos móveis na frente delas, tapamos totalmente a fechadura.Talvez só as crianças possam ver, agachadas, a réstia de luz vermelha na fresta da porta e perguntem o que haveria por trás dela. Contudo, Vango sempre tivera medo dessa luz. Preferia um banho de sol ao ar livre." 

Depois de ler esse livro, estou muito decepcionada por não poder ver nem andar em um Zeppelin, queria ter o mesmo encanto que foi descrito pelos personagens ao observar a neve ou mesmo as paisagens incríveis. 

Resenha por:

2 comentários:

  1. oi flor, tenho visto muita coisa positiva sobre o livro, apesar de que não me sinto envolvida por enredos assim
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Creio que deveria se deixar envolver. Vango parece ser algo que não animaria meninas/mulheres, mas a presença de personagens femininas é muito forte também!

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