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25.8.15

Da Saga OUTLANDER - A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon



Livro: Outlander - A Viajante do Tempo
Título original: Outlander
Autor (a): Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência (relançamento)
Páginas: 800
Nota (0 a 5): 


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?




É impossível não se apaixonar por este livro, ele é lindo, a narrativa é muito envolvente, apesar de extensa: são 800 páginas, mas você simplesmente não cansa. Ler a obra de Gabaldon é como escutar um relato de quem esteve, de verdade, na Escócia de 1743.  E não para por aí, a saga conta com 8 títulos, ou seja, tem muita história pela frente, o que é muito bom, já que você cria uma ligação muito muito forte com os personagens, por serem extremamente reais e profundos. Crédito total à escrita maravilhosa e bem fundamentada de Gabaldon.

O livro traz um lindo romance histórico/de época e se passa nada mais, nada menos que nas belas e românticas highlands escocesas. Gente pensa comigo: romance, Escócia, aventura, mistério, fatos históricos, fantasia, amor (daqueles quentes: Sim, há muito erotismo – sem vulgaridade), personagens muito bem construídos... bom, eu poderia passar o dia citando tanta coisa incrível num único livro, mas já dá para ver o quanto é rico o enredo de Diana Gabaldon e como agrada a todos os gostos, por ter um pouco de tudo.

A verdade é que é difícil falar desse livro, por sua multiplicidade, mas vou tentar dar o meu melhor.


Bom, o livro é narrado por Claire Randall (no ano de 1945), uma inglesa de 27 anos, casada com Frank Randall, um renomado professor universitário. Ambos serviram à II Guerra Mundial, na qual foi enfermeira. Então, após anos separados, eles partem para uma segunda lua de mel a fim de se reconectarem.  E o destino é Inverness, nas Highlands do norte da Escócia. Lá enquanto Frank procura saber mais sobre sua árvore genealógica, Clarie, segue perambulando pela pacata cidade, e assim se encontra com um misterioso círculo de pedras em uma colina chamada Craigh na Dun – uma espécie de Stonehenge fictícia. E é aí que a vida dela muda drasticamente!
”A verdade é que nada se movia, nada mudava, nada parecia acontecer e, ainda assim, eu experimentava uma sensação de terror tão grande que perdi completamente a noção de quem ou o quê eu era, de onde me encontrava. Estava no âmago do caos e nenhuma força física ou mental era útil contra isso.”
Assim, Clarie atravessa uma das pedras, passando por uma espécie de fenda no tempo e surgindo no mesmo lugar no qual estava, com as mesmas roupas: só que  200 anos antes. Uma perigosa época (1743), já que a Coroa britânica e os Clãs Escoceses estão em constantes batalhas. E adivinhem: ela é encontrada pelo Capitão Jack Randall, ancestral de seu marido, e praticamente idêntico a ele, porém, Randall não é nada confiável e nada parecido com seu Frank. Sua sorte(ou não) foi ser salva por um dos escoceses do Clã Mackenzie, que – na dúvida entre ela ser uma prostituta, uma espiã ou uma bruxa – acabam por levá-la como refém para o Castelo Leoch.
No caminho, ela cuida dos ferimentos de um jovem chamado Jamie Fraser.  A ligação entre os dois fica clara rapidamente, mas não se engane, não é um tipo de “Amor a primeira vista”, e mesmo Jamie conquistando rapidamente seu o afeto, Claire continua focada em voltar para casa, para seu marido que ficou em 1945.
Mas diante das reviravoltas, para não ser entregue à Coroa Inglesa e correndo o risco de ser enforcada por acusação de espionagem, ela se vê obrigada (literalmente) a casar com Jamie. E mais tarde ela precisará decidir o que fará, quando se vê dividida entre uma paixão arrebatadora e um antigo, e seguro, amor.
"– Não incomoda você que eu não seja mais virgem? – ele hesitou por um momento antes de responder.– Bem, não. – ele falou devagar. – Desde que não importe que eu seja. – ele sorriu a minha expressão de queixo caído e voltou para a porta. – Acredito que pelo menos um de nós deveria saber o que está fazendo."
Pode parecer estranho, ela amar seu marido, casar com outro homem e ficar perdidamente apaixonada por ele, mas não dá para jugá-la por isso, e quando você lê, você vai compreendendo suas atitudes, pois, ela tenta de tudo para voltar ao seu tempo, mas além de ser prisioneira, ela ainda nem conseguiu assimilar toda essa mudança de tempo. Por esse e outros motivos, esse deixa de ser um romance convencional e chato. Dessa forma, nós vamos nos apaixonando cada vez mais pelo casal (Claire e Jamie), pois, é impossível não se comover  com o amor incondicional que Jamie sente por Claire. É lindo. E somente esse amor para deixarmos de lado o fato de ela ter se entregado a outro homem, mesmo estando casada.
Mas o romance não termina aí, em meio a tudo isso vão acontecer conflitos, do tipo: lutas, fugas, mortes, Claire acusada de bruxaria, resgates emocionantes, enfim, muita, mas muita ação.




Vale falar que recentemente, a saga ganhou uma série de TV no canal Starz e foi encomendado 16 episódios para a primeira temporada (que conta a história do primeiro livro). Tive o prazer de ver a primeira temporada e mesmo possuindo diferenças do enredo, o que já é esperado, a essência do livro não foi afetada, o que faz a série ser tão boa quanto o romance. O elenco conta com Caitriona Balfe, que interpreta Claire, e Sam Heughan, nosso Jamie, e eles são atores excelentes, de fato incorporaram os personagens, sem falar que os dois possuem uma química brilhante.




Contudo, Outlander é uma viagem histórica, cultural, cruel, sensível, irreverente e devastadora de uma Escócia encantadora, mas que escondia coisas impiedosas, é impossível não se perder em suas páginas e viajar no tempo junto com Claire. Vale muito apena ler este maravilhoso romance!

Carla M.

8 comentários:

  1. oi flor, eu fico um pouco receosa de ler por conta do tamanho da série, não sei se eu e a autora temos pique para tanto, mas ao mesmo tempo me vejo tentada, uma vez que o estilo de enredo me atrai
    felicidadeemlivros.blogspot.com.br

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  2. Thaila, eu também penso assim. O tamanho da série é assustador, mas são tantos comentários que fico com vontade de ler.

    A resenha da Carla é tão apaixonada que é possível sentir o quanto essa série é especial para si.

    Eu já pensei em ver a série de TV, mas algo me impede. kkkk (Coisa de gente doida.)

    Amei a resenha.

    Bjs

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  3. Li esse livro e ADOREI, é fantástico o quanto mesmo com inúmeras páginas a autora não faz a narrativa ficar cansativa.
    Bjs
    http://eternamente-princesa.blogspot.com.br/

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  4. Meninas, de fato o livro tem muitas páginas, mas depois de umas 50 páginas você nem sente, é como a Luiza disse, a narrativa da autora é maravilhosa. Tudo se encaixa e tudo tem um porquê. então é daqueles livros bem explorados sabe. Vale muito apena ler.
    Sem falar que para quem adora romances de amor, esse aborda o amor de forma muito encantadora e real.
    Que bom que gostaram da resenha...
    Beijos

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  5. Oi Carla,
    Gostei bastante da resenha, embora não tenha entendido direito como ela consegue casar com o cara e gostar de outro e tals.
    Eu não sabia que era um romance de época, para mim o livro era um sobrenatural.
    Acho a capa tão fofa!! Quero muito ler os livros, mas fiquei com um pouquinho de medo!! 800 páginas é muita coisa!!
    Beijos!!!
    Umlugarparaleresonhar.blogspot.com

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    Respostas
    1. Ola Becca... Bem a verdade é Que ela nao se apaixona de cara por Jamie... Ela é primeiramente forçada a casar para salvar a própria vida. Mas daí o sentimento surge, mesmo assim ela não esquece do marido que ficou lá no futuro, só Que a gente dabe que ela não o ama da mesma Forma. Até Porque passaram muito tempo distantes devido a guerra. Entao a segunda lua de mel era meio que um pretexto pra eles se reconectarem. Mas nem deu tempo pois ela foi parar no pssado e de cara com um escocês que a ama de uma forma indescritível. Leia vale muito a pena. Ah apesar de relatar situações místicas este é. Um romance histórico por acontecer em tempos passados e relatar os eventos que ocorreram nestas épocas (guerras, combates etc.)

      Bjos

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  6. Olá Carla tudo bem?
    Olha primeiramente parabéns pelo desenvolvimento de sua resenha, porque até então eu não tinha lido esse livro e gostei bastante da maneira como você abordou sobre a estória. Estou querendo muito ler e espero poder gostar, mas confesso que ainda tenho um pouco de receio de não gostar sabe? Mas mesmo assim com essa bela escrita é dificil não ficar interessado com tantos detalhes. PARABÉNS viu?

    Outra coisa tem como eu entrar em contato com vc diretamente?
    Queria te fazer um convite!

    =]

    lovereadmybooks.blogspot.com.br

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  7. Oi Silvana agradeço demais pelo seu carinho. Você. Pode entrar em contato comigo por email?
    miqueli.vicente@hotmail.com.

    Bjos, fica com Deus.
    Ah e pode ler o livro sim que nao irá se arrepender...

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