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2.9.15

A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard







Título Original: Red Queen
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano: 2015


Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.




Estava realmente ansiosa para ler esse livro e não me decepcionei. Praticamente o devorei em três dias! A capa é uma arte à parte: metalizada em prata e em alto relevo, é absolutamente linda!

A verdade não importa. O que importa
é o que o povo acredita.
Recheado de personagens fortes que tem claro seu objetivo, sua causa: a liberdade. Liberdade tanto para os seus quanto para si mesmos.

Achei a narrativa interessante, que vai devagar, explicando o mundo de Mare Mary Ballow (sim, eu ri desse nome!), uma adolescente vermelha. Começa explicando os rituais culturais e as razões para que eles assim sejam, a ordem hierárquica de poder existente entre as duas raças de seres humanos. A população, aparentemente mundial, é dividida entre vermelhos e prateados, as cores de seu sangue.

Aqueles que possuem o sangue cor de prata são os quase deuses: a monarquia governante, as Casas Nobres e plebeus, todos eles são dotados de grandes poderes: magnetismo, controle do fogo, da água e etc. São superiores e donos detém toda a riqueza mundial. Aos vermelhos, é delegada a miséria, a fome, o trabalho forçado... A escravidão. Aqueles jovens que não conseguem um trabalho como aprendizes de alguém, são recrutados para a guerra. Essa guerra já dura há centenas de anos e é conhecida por ser um massacre para os vermelhos, apenas alguns poucos prateados servem como comandantes. Ela acontece por razões territoriais e, claro, prova de poder.

Mare vive no reino de Norta, cujo rei é Tiberias VI: cheio de pompas e pose, domina seu reino com 
A verdade é o que faço dela. Poderia colocar
fogo neste mundo e chamar de chuva.
punhos de ferro. Tem dois filhos: os príncipes Cal e Maven (não, não é o príncipe da Tiana, gente!), sendo que Cal é de seu primeiro casamento. Maven vive na sombra do irmão mais velho, que é um soldado exemplar e amado pelo reino por isso. Para Maven, sobra a diplomacia.

Ele e Mare são parecidos, pois ambos são a sombra de alguém. Mare não tem trabalho como sua irmã mais velha, Gisa, que é procurada por todos os nobres do reino por seus tecidos maravilhosamente trabalhados. Para Mare, resta apenas o exército.

Porém, numa tacada de sorte do destino, nossa protagonista acaba indo parar no palácio, onde descobre que alguns prateados não são tão terríveis, enquanto outros... São ainda piores do que ela imaginava. Durante uma cerimonia, ela descobre que possui poderes, como ele. Isso quebraria todo o frágil (des)equilíbrio existente em Norta, que está em risco não apenas pela guerra mas também uma rebelião.

A jovem fica entre a cruz e a espada, tendo que se comportar como uma prateada enquanto vê os seus cada vez mais humilhados e escravizados.

Eu estou finalmente aprendendo minha lição.
Todos podem trair a todos.
Me senti lendo uma mistura de... A Seleção, da autora Kiera Cass e As Crônicas de Gelo e fogo, de George R. R. Martin. As cenas de ação, a ação em si, achei melhores que da saga A Seleção, assim como o jogo político. Até mesmo a protagonista Mare tem mais atitudes, sendo uma vermelha de nascença em um reino de prateados, ela tem uma causa a qual lutar e sua posição lhe permite isso e ela o faz. Enfrenta quem quer que seja com sua acidez adolescente e não tem medo de proteger aqueles a quem ama.

E o amor nesse mundo só é mais um jogo. Um jogo no qual mare não tem muitas cartas para usar a seu favor. Um jogo o qual não se pode confiar em ninguém.

Recomendo a leitura e estou ansiosa para o lançamento do segundo livro da série! Será lançada em 2016 ainda sem uma data exata no Brasil, mas nas livrarias dos EUA já tem a previsão de 09 de fevereiro!

Espada de Vidro
Resenhado por: 

3 comentários:

  1. Estou louca para ler esse livro!! A capa já chama muito a atenção e ele ainda é um livro de distopia, gênero que adoro, com muita ação e tem esses reinos!!! Depois de você ter falado que se sentiu lendo, em parte, As Crônicas de Gelo e Fogo vou ser obrigada a ler, rsrsrs!!

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  2. Priscila!
    É minha leitura do momento e estou adorando, tanto que qualquer tempinho, já me agarro com ele.
    Envolvida por demais com todas as personagens.
    “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente...”(Mario Quintana)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  3. É um livro que não dá para perder, é envolvente demais! Assim como As crônicas de gelo e fogo!

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