Menu

2.10.15

Perdão, Leonard Peacock - Matthew Quick

A chave é fazer algo que marque você para sempre na memória das pessoas comuns. Algo que importe.


Título Original: Forgive me, Leonard Peacock
Editora: intrínseca
Sinopse:
Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele vai assassinar o ex-melhor amigo e depois se matar usando a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich.
Talvez no futuro ele conseguisse acreditar que ser diferente é bom, até importante. 
Mas não hoje.
Matthew Quick, autor de O Lado Bom da Vida mais uma vez empresta seu texto sincero e sem meias palavras a uma história sobre as difíceis escolhas com as quais nos deparamos todos os dias e a luz, que, ainda assim sempre brilhará dentro de nós.




É o aniversário de 18 anos de Leonard, cuja mãe - segundo ele mesmo - é alheia a sua criação desde que se tornou uma estilista em New York e começou a namorar um francês. Eles não moram na mesma cidade, então Leonard fica sozinho em sua casa grande parte dos dias. Seu pai fugiu do país por dever dinheiro e está escondido na Venezuela, é um ex-cantor famoso de um hit só que bebia e usava drogas para se manter feliz e também alheio. Nosso novo querido adulto decide se dar de presente a morte de seu antigo melhor amigo, Asher Beal. Um cara típico daqueles babacas do time dos filmes norte-americanos que faz bullying com a mesma frequencia que respira. 

O livro todo retrata apenas o dia do aniversário de Leonard, o qual ele decide que será ele quem dará os presentes de aniversário para seus amigos e sua mãe. O dia se passa com ele entregando os presentes na escola, no metrô... E se lembra de cada detalhe, o que gosta em cada um deles, a história que tiveram juntos. Ele está nostálgico, porque não só no final do dia irá matar Asher Beal, como também irá se matar. 

Sabe quando você começa a ler um livro e sente que tantas frases te traduzem - ou traduzem uma época de sua vida - e aí você começa a marcar os trechos que mais te "saltam" dobrando as orelhas do livro pra não perdê-las e você percebe que marcou mais da metade do livro. Sim, foi exatamente o que aconteceu comigo com "Perdão, Leonard Peacock". Mas não há perdão, o que me deixou confusa. Ninguém se lembra do pobre menino Peacock e me senti enganada. ao contrário de "O Lado Bom da Vida" (do mesmo autor), que há sempre a busca pelo lado positivo, a vida de Leonard parece só afundar cada vez mais! E, no final, ainda nem sequer ligam para ele! Tá, ele tem dois amigos especiais, mas é dolorido ver o quanto o menino se esforça para que se lembrem dele... E todos veem suas atitudes com desconfiança, raiva e tristeza.

É interessante observar como uma fase que já é ruim - escola estadosunidense + adolescência - pode piorar se não tem apoio nenhum. Você simplesmente quer que lhe digam: parabéns, feliz aniversário, cara to com você, conta comigo. Mas tudo o que dizem é: sai, te odeio, você é estranho! Não é de se estranhar que alguém decida matar outra pessoa que lhe causou um dano gigante, tão grande que tudo depois daquilo só piorou e poucas coisas lhe deram prazer, a ponto de um menino se vestir de adulto e ir vigiar os adultos, só pra saber se valia a pena continuar vivo... E não valia!

Só fiquei frustrada pelo fim... porque não esclarece se há perdão ou não... Apenas diz: aguente firme!
Eu recomendo a leitura, li muito rápido pois queria saber se ele conseguiria se dar o presente, se alguém o salvaria... E, no final, não sei se ele foi ou não salvo.

Será que nós, adultos, fomos salvos? Estamos esperando a salvação, de algum modo? Você volta para casa ou vai para o seu trabalho, feliz? Está feliz com o lugar onde você está? 

Essas são algumas das reflexões que o livro nos traz. Espero que gostem do livro, tanto quanto eu.


1 comentários:

  1. achei a história inteira singela, delicada,mesmo com todo o drama, acima de tudo mostra uma realidade gritante nos adolescentes americanos
    felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

É um imenso prazer receber seu comentário. Seja sempre bem-vindo aqui.