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7.1.15

Para onde ela foi – Gayle Forman


Se você tivesse uma segunda chance para o primeiro amor… Você aceitaria?

Já faz três anos que o amor de Adam salvou Mia após o acidente que mudou a vida dela. Três anos desde que Mia saiu da vida de Adam para sempre. Vivendo agora em lados opostos do país, Mia é um talento em ascensão na Juilliard, a conceituada escola de música, e Adam é o típico astro do rock de Los Angeles, com direito a notícias nos tabloides e uma namorada-celebridade.
Quando Adam se vê sozinho em Nova York, o acaso reúne o casal mais uma vez. Por uma noite.
Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa de esperança e a chama do amor que renasce.

A primeira palavra que me veio a mente para descrever o livro foi : Desnecessário. Não estou dizendo que é uma leitura ruim ou sem sentido, apenas desnecessária. Porque  escrever um livro inteiro para falar dos três anos que Adam e Mia ficaram separados depois do terrivel acidente que ela sofre, e não acrescentar nada de relevante? Tá, ver a versão do Adam “do após Se eu ficar” era pra ser uma ideia interessante,  até por que gosto de livros que mostram o depois do “Felizes para sempre” ou no caso deles o “Não tão felizes para sempre”, mas  a história tem que trazer algo de novo, aquele sentimento de compreensão , sensação de estar revendo velhos amigos e compartilhar das alegrias e da dor de cada personagem. Nesta continuação só consegui ver um cara que tem tudo e não dá valor a nada, egoísta e um encontro sem grandes emoções e até um tanto insípido entre Mia e Adam. Temos um vislumbre de tudo que a Mia se tornou, mesmo depois de toda a perda que sofreu, mas pra mim  foi apenas isso … um pequeno vestigio de uma história que poderia ser muito, muito emocionante.

6.1.15

A Última Vitima - Tess Gerritsen


Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 9788501404589
Ano: 2014
Páginas: 384
Tradutor: Marcelo Schild

Quando a família adotiva de Teddy Clock, de 14 anos, é massacrada e o menino torna-se o único sobrevivente, a detetive da polícia de Boston Jane Rizzoli é chamada para investigar o caso. Descobre que a morte cerca o menino: sua família biológica também foi assassinada. Por causa dessa estranha coincidência, Jane logo leva Teddy para Evensong, uma escola isolada no Maine que protege crianças que perderam suas famílias de forma violenta. Porém, o passado de Teddy revela semelhanças assustadoras com as tragédias de outros dois alunos do colégio, Will Yablonski e Claire Ward. Estariam os três adolescentes, já tão marcados pelas cicatrizes da violência, seguros dentro dos portões de Evensong?

Teddy Clark é um menino normal de 14 anos... Isso se deixarmos de lado o fato de que todos ao seu redor têm o terrível costume de serem vitimas de mortes horrivelmente violentas. o_O Teddy foi o único sobrevivente de um massacre que vitimou toda a sua família adotiva e a detetive Jane Rizzoli é chamada para investigar o caso e descobrir todo o mistério que permeia o presente e o passado desse garoto.
O problema é que essa não é a primeira vez que uma coisa assim acontece com pessoas próximas a Teddy... Sua família biológica também foi morta em circunstancias suspeitas. A detetive Rizzoli assume o caso e leva Teddy para uma escola no interior do Maine chamada Evensong, onde crianças como Teddy que foram vitimas de violência, podem se sentir seguras e superar seus traumas. 
De maneira intrigante, começam a aparecer paralelos entre a historia de Teddy e de outros dois internos do colégio, Will Yablonski e Claire Ward, que tem passados tão sinistros e nebulosos quanto Teddy. Que estranhas coincidências levaram esses 3 adolescentes a passarem por situações tão horríveis e também, tão semelhantes? Jane Rizzole não acredita em coincidências (e particularmente nem eu. Heheh), então a detetive mais uma vez se vê envolvida em uma trama macabra em busca da verdade.
Mais uma vez Tess Gerritsen envolve o leitor com uma trama que flui muito bem, mas que infelizmente, esta ficando meio batida para o meu gosto... :/ Estou começando a sentir uma certa "repetição de formula" nos livros da autora. Não me entendam mal, eles continuam sendo muito bons, mas não estão conseguindo despertar a mesma animação que despertavam antes. Encarei certa dificuldade ate para escrever essa resenha, pois senti que eu mesma estava começando a soar repetitiva ao falar da autora. -_-
Talvez minha época de Tess tenha passado, não sei. Vou esperar o próximo livro para tirar minhas conclusões. Espero sinceramente que a autora de um tempo na série "Isle e Rizzoli" e tente outros assuntos como já fez antes.
De qualquer maneira, recomendo o livro para quem goste de um romance policial bem escrito e de um bom mistério.
Por hoje é só pessoal, boa leituras e tenham sonhos terríveis. ;)

5.1.15

Primeiro Amor – James Patterson

 

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Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581633909
Ano: 2014
Páginas: 240

Axi Moore é uma garota certinha, estudiosa, bem comportada e boa filha. Mas o que ela mais quer é fugir de tudo isso e deixar para trás as lembranças tristes de um lar despedaçado. A única pessoa em quem ela pode confiar é seu melhor amigo, Robinson. Ele é também o grande amor de sua vida, só que ainda não sabe disso. Quando Axi convida Robinson para fazer uma viagem pelo país, está quebrando as regras pela primeira vez. Uma jornada que parecia prometer apenas diversão e cumplicidade aos poucos transforma a vida dos dois jovens para sempre. De aventureiros, eles se tornam fugitivos. De amigos, se tornam namorados. Cada um deles, em silêncio, sabe que sua primeira viagem pode ser também a última, e Axi precisa aceitar que de certas coisas, como do destino, não há como fugir. Comovente e baseado na própria vida do autor, este livro mostra que, por mais puro e inocente que seja, o primeiro amor pode mudar o resto de nossas vidas.

***

Primeiro amor, conta a história de dois adolescentes Axi e Robinson, que moram em uma cidade pacata chamada Klamath Falls. Axi é estudiosa, certinha e sonha em ser escritora, ela cuida do pai bêbado, e sofre pela perda de sua irmã. Por outro lado, Robinson o “patife”, assim chamado por Axi, largou os estudos e detesta ler. Embora essa contradição de personalidade, eles se dão bem e tornam a relação engraçada, com brincadeiras e apelidos peculiares.

Em uma reviravolta na sua vida, Axi decide deixar tudo pra trás, e usar o dinheiro de suas economias para viajar pelo país, e para isso, ela conta com a companhia de seu melhor amigo Robinson. Apesar de Axi ter planejado tudo, Robinson dá um novo rumo às coisas, tornando a aventura ainda mais inesquecível para ambos.

Eles se tornam parceiros de crime, e Axi experimenta coisas que nunca imaginou experimentar. Juntos, eles descobrem um sentimento muito lindo que há muito tempo estava dentro deles, apenas faltava admitir. A forma como eles se conheceram, e como se tornaram dependente um do outro, o carinho e a vontade de cuidar são de dar inveja em quem sonha com um amor.

No geral, é um livro romântico e melancólico. Eu não achei tão surpreendente, desde o começo eu já imaginava o que vinha nas próximas páginas, não despertou muito minha curiosidade, é tanto que eu nem chorei. Outro ponto negativo, pelo menos pra mim, foi o foco somente no romance. Eu criei muita expectativa em relação à aventura e tal, mas apesar disso, achei o livro divertido e em alguns momentos engraçado. Os capítulos são bem curtos, a linguagem fácil. Uma boa opção para pessoas sensíveis que gostam de uma boa e comovente história de amor, até porque é baseado em fatos reais.

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Essa resenha foi escrita por Luana Oliveira, colaboradora do blog.

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3.1.15

A Vida Secreta das Abelhas – Sue Monk Kidd

 

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Depois de ler o encantador A invenção das Asas, queria mais livros de Sue Monk Kidd. A Vida Secreta das Abelhas (Paralela, 256 páginas) veio em boa hora: é uma comovente história de busca, encontros e redenção.

Lily Melissa Owens tem 14 anos e mora com o pai, T. Ray, um homem frio e negligente, que a maltrata e castiga. Órfã de mãe desde os quatro anos, só encontra apoio e carinho em Rosaleen, a babá negra. Vive um eterno conflito pela ausência da mãe, morta após um tiro, que imagina ter partido de suas mãos, acidentalmente. Mas as lembranças são confusas e a dor que carrega é imensa.

"Quem acha que morrer é a pior coisa do mundo não sabe nada sobre a vida."

A trama se passa em 1964, numa pequena cidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, ano da conquista dos direitos civis. Nesse ambiente ainda marcado pela segregação racial, Rosaleen é espancada e injustamente presa após uma briga com homens brancos. Não suportando mais uma perda, Lily resgata a amiga e juntas fogem para a pequena Tiburon, uma cidade vizinha, onde a garota imagina conseguir decifrar o passado de sua mãe. Lá encontram abrigo na casa das irmãs Boatwright: August, June e May, mulheres negras independentes e criadoras de abelhas.

A identificação com aquelas mulheres é total: Lily sente-se em casa, amparada, enquanto August lhe ensina a criar abelhas e extrair o mel. Dessa relação tão próxima nasce um afeto legítimo, profundo, que há muito Lily buscava. Mas ela mentiu para as irmãs sobre a fuga com Rosaleen e, à medida que o tempo passa, sente-se pressionada para revelar seu segredo.

"Será que se eu contasse a May que T. Ray me fazia ajoelhar em grãos de milho, que fazia outras pequenas crueldades, que eu tinha matado minha mãe, ela sentiria tudo que eu tinha sentido? Eu queria saber o que acontecia se duas pessoas sentissem isso. A dor seria dividida pelo meio, seria mais fácil de suportar, da mesma forma que sentir a alegria de alguém parece tornar essa alegria maior?”

Em plena adolescência, os conflitos de Lily são acentuados pelos questionamentos que faz da vida. O maior deles é a necessidade de ser amada. A falta da mãe, a dúvida sobre o motivo de sua morte, a carência que crescera em seu peito na convivência com um pai tão rude e ausente. Ao lado das irmãs, mas especialmente com August, Lily descobre que é preciso perdoar, antes de tudo, a si mesma, para lidar com a dor e do sofrimento tirar lições valiosas. É muito bonito acompanhar o crescimento emocional de nossa protagonista nesse turbilhão de emoções, enquanto sente o coração bater mais forte pelo amigo Zach, garoto negro que sonha ser advogado.

"Olhei para ele, com ternura e tristeza, procurando entender o que nos tornava tão ligados. Seriam os sofrimentos dentro das pessoas que fazem com que se identifiquem, que criam uma espécie de amor entre elas?"

Um dos pontos fortes da leitura é apresentar uma sociedade dividida pelo racismo. E Lily sente na própria pele a crueldade do preconceito ao conviver com June, a irmã Boatwright que a rejeita por ser a única branca numa casa de mulheres negras. Outro destaque do livro é a religiosidade das irmãs, que são devotas de Nossa Senhora das Correntes, e manifestam ardentemente sua fé, transmitindo ensinamentos importantes para Lily. A nova crença preenche o vazio que sentia, trazendo um sentimento de esperança na vida e nas pessoas, uma força que a leva a enfrentar os próprios medos.

Em cada começo de capítulo há uma citação técnica relacionada à vida das abelhas, numa precedente menção ao que vamos ler. A vida das abelhas funciona numa sintonia perfeita, tal qual a convivência entre as três irmãs e as duas novas moradoras.

"Nós não podemos pensar em mudar a cor da nossa pele. É preciso mudar o mundo, é assim que devemos pensar", ele disse."

Os personagens são extremamente humanos, inseridos em momentos históricos importantes. Cada uma das mulheres da trama tem sua força e importância. A escrita madura me levou a crer que é uma Lily adulta quem escreve o livro, mostrando que as dificuldades enfrentadas são agora reminiscências de uma mulher que olha para trás orgulhosa do que a vida lhe ensinou.

"Você tem de encontrar uma mãe dentro de você. Todos nós temos de encontrar. Mesmo quem tem uma mãe precisa encontrar essa parte dentro de si mesmo. (...) Você não precisa pôr a mão no coração de Maria para ter força, consolo e salvação, e todas as outras coisas que precisamos ao longo da vida. Basta pôr a mão bem aqui no seu próprio coração. No seu próprio coração."

É uma leitura densa, não posso deixar de avisar. O texto de Sue Monk Kidd é sensível, aborda temas fortes como o racismo e a opressão, a dor da perda e a sensação de inadequação. Mas é uma história contada de forma delicada, triste em muitos momentos, mas imbuída de beleza e várias reflexões. Delicadeza é a palavra que define a escrita da autora.

Há um filme adaptado do livro, com o mesmo título, estrelado por Dakota Fanning, Queen Latifah, Alicia Keys e Jennifer Hudson.

Link do livro no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/3984ED443498

Classificação no Skoob: 5 estrelas e favorito.

Trailer do filme:

 
 
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Essa resenha foi escrita por Manuh Hitz, colaboradora do blog.
 
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