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30.1.15

Atrás do Espelho - A.G.Howard


Em O Lado mais Sombrio,a releitura dark de Alice no País das Maravilhas, Alyssa Gardner foi coroada Rainha,mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado,Jeb,sua mãe, que voltou para casa,seus amigos,o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres.

No entanto, Morfeu,o intraterreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono.
Alyssa se vê dividida entre dois mundos: Jeb e sua vida como humana... e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real ,Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.

Pra quem gosta da estória da Alice, vai adorar a continuação dessa releitura bem dark =P. Após retornar do País das Maravilhas e "salvar" o reino e sua mãe, tudo que Alyssa mais quer é dar um tempo nesse mundo, mas parece que ele não quer largar de Alyssa. Depois de um passeio banal e quase perder a vida, Alyssa, é introduzida contra sua vontade nos problemas do reino e por um pequeno descuido esses mesmos problemas invadem o mundo humano, e com ele Morfeu.

Com a aparição de Morfeu na sua vida humana, Alyssa tem mais uma tarefa árdua de salvar o País das Maravilhas das garras da Vermelha, salvar sua mãe (pois é de novo), seus amigos humanos dos ataques da Irmã Dois e proteger Jeb de todos os ataques. Com tanta confusão e mal entendidos, Alyssa acaba metendo os pés pelas mãos como sempre com suas desconfianças e momentos de chatice, mesmo com esses picos de humor na maioria das vezes você não deixa de torcer por ela, Jeb e Morfeu, ah esse triângulo... Realmente ainda não me decidi com relação a isso, mesmo o Jeb aparecendo menos nesse livro.

Não posso negar que adoro essa trilogia (até então trilogia), apesar de Alyssa estar mais chata que de costume com indecisões e quero isso assim ou assado e não quero cru quero frito,o que tornava a leitura meio maçante em algumas partes. Aaahhh Morfeu, Morfeu, Morfeu, nada a declarar sobre ele... hahaha.. Só que é perfeito demais, mesmo com suas imperfeições *-*

O final é chocante e angustiante pois Alyssa sente na pele os horrores que sua mãe passou durante anos no manicômio. Estou louca pra saber como vai ser o desfecho dessa estória.


29.1.15

Lançamentos Arqueiro – Fevereiro

 

Eita! Que a Arqueiro  vem com tudo no mês de fevereiro!

Lançamentos para todos os gostos! No meu caso… gosto para todos os lançamentos!

E  você, qual vai te fazer correr para a livraria?

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Tem também:

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28.1.15

Mansfield Park - Jane Austen

"Mas certamente não tem muitos homens de grande fortuna no mundo quanto há mulheres bonitas que os mereça."


Editora: Martin Claret

Sinopse: Jane Austen é a maior romancista da literatura inglesa. Em seus romances, criou personagens completamente humanos que experimentam a solidão, o amor, a frustração, a humilhação, o egoísmo, o ciúme e a confusão. Em Mansfield Park, Fanny Price mora de favor na casa dos tios, para onde foi levada aos 12 anos; aparenta ser uma menina doce e diz “sim” a todos os caprichos de seus tios e primos. Austen, no entanto, mostra mais uma vez por que merece as honras que recebeu: apesar da aparência frágil, Fanny concentra em si diversos conflitos da alma humana, mostrando-se uma personagem forte e profunda que certamente cativará leitores de diversas idades e contextos sociais. Recheado de dissimulação, Mansfield Park revela a sociedade inglesa do século XIX, com seus costumes peculiares e, muitas vezes, aprisionadores.


"Uma tendência por leitura, apropriadamente dirigida, deve ser educativo por si mesma."

Tive um sério problema de achar a sinopse desse livro online! Porque mesmo nas lojas, ele não tinha muito haver com o que li no livro, pois falava de tráfico negreiro e eu fiquei: “What? De onde tiraram isso? Li o livro certo?! Aí por fim acabei digitando a que tem atrás do livro mesmo.

"Todos os momentos tem seus prazeres e suas esperanças."

Enfim, Jane Austen é minha autora favorita. Sua escrita me encanta e seus personagens me prendem do começo ao fim. Comecei a ler Mansfield Park na segunda e terminei na quinta-feira à noite da mesma semana, de tão ávida que eu fiquei pra saber qual era o nobre destino de Fanny Price! A jovem é uma personagem encantadora, de fortes princípios e rubor fácil. Não diz muito o que pensa, embora o sinta enormemente em seu coração e alma. Mas vamos dizer mais ou menos como é a vida da pobre menina Fanny em uma sociedade que vê nos pobres nada além da gratidão que os mesmos devem ter para com os ricos! Existem três irmãs: Lady Bertram, a tia rica esposa de um baronete em Mansfield Park; sra. Norris, a tia esposa do clérigo que tem o suficiente para manter a casa e mora nos terrenos de Mansfield Park, auxilia Lady Bertram em tudo; e a pobre irmã Price, mãe de Fanny Price (pelo que entendi, pois essa parte da explicação ficou meio confusa, ela também se chama Fanny). Sra. Price casou-se com um aspirante a marinheiro que não tem nada como profissão e, por consequência, não teve como o marido de Lady Bertram o ajudar, já que ele não tinha nenhum trabalho que o mesmo poderia oferecer. Como toda família pobre, tiveram 9 filhos. Fanny Price é a mais velha deles.


Em um apelo à sra. Norris e Lady Bertram, a sra. Price pede que os tios sejam bons com seus filhos, já que qualquer um dos mais velhos podem lhe ser úteis no campo. Num momento de bom coração, a sra. Norris sugere à Lady Bertram e sir Thomas (marido de Bertram e o rico da história) que tragam um dos sobrinhos para ajudar em sua criação e sua educação e, assim, tirar um fardo da pobre irmã Price. É desse modo que nossa querida Fanny, aos seus 12 anos, vai para a casa do tio. Uma casa gigante, desconhecida, onde a sra. Norris a faz ficar agradecida por simplesmente estar ali. E quando chora, seja de saudade ou de medo, a chamam de ingrata, depois de tudo o que fizeram para trazê-la até ali!

Lady Bertram e sir Thomas tem 4 filhos: Thomas, Maria, Julia e Edmund. Thomas é um bom vivant, adora gastar o dinheiro do pai. Maria e Julia são tudo o que as mulheres são treinadas para ser: obedientes, submissas, donas as artes e do francês, preparadas para conseguir agarrar um bom marido (por bom marido quero me referir a rico). Edmund é o mais novo e o melhor deles, pretende um dia ser clérigo e possui maior discernimento de justiça. Ele é o único que entende os sentimentos de Fanny e o único para o qual Fanny abre seu coração: conta seus medos e suas tristezas. Ele também vê nela uma forte amiga.

"Eu era quieta, mas não era cega."

Maria e Julia foram ensinadas a vaidade e egoísmo, a fazer diferença entre as mesmas e Fanny, altamente recomendado pela sra. Norris. Sir Thomas e Lady Bertram delegam à ela a criação de seus filhos e, aqui entre nós, essa mulher é um porre. É uma interesseira, ligada apenas àqueles que podem lhe trazer vantagens, muito mesquinha. Em especial com Fanny, dizendo que qualquer coisa que delegam à menina, ela precisa dizer sim e ser agradecida. A jovem é a única que fica dentro de casa em um dia lindo de verão, por exemplo. O livro nos mostra muito bem o papel da mulher na sociedade do século XIX. Aprendi que temas que consideramos de hoje (como a luta pela independência da mulher) já existiam naquele tempo.

Fanny cresce, é educada (mas não tanto quanto seus primos) e aprende a ser humilde e modesta e atender aos pedidos de todos. Sente-se intimidada pelo tio, que nunca lhe demonstrou afeto. Vê Lady Bertram como uma embotada e sem opiniões.

"Seus próprios pensamentos e reflexões eram habitualmente suas melhores companhias."

Chega o dia em que dois jovens chegam ao presbitério, cunhados dos novos cuidadores do presbitério após a morte do sr. Norris e os jovens Bertram e Fanny os têm em seu círculo social: Henry e Mary Crawford. Henry é o típico riquinho bonito arrasador de corações e Mary a mesma coisa. Acostumados a conquistarem tudo e todos, Mary mostra que mulheres devem apaixonar-se somente pela riqueza do jovem. Se tiver amor, melhor ainda. Henry mostra gostar das duas irmãs Bertram, as seduz... Mesmo Maria já sendo noiva, já que sua diversão é apenas enganar o coração das jovens. E ela corresponde, pois não possui amor pelo noivo, apenas por sua riqueza. Fanny apenas observava a tudo isso, sem ter coragem o suficiente ou permissão para falar sobre o que via, pois à ela sempre foi delegado o último lugar.

Mary e Henry Crawford colocam Mansfield Park às avessas. Julia sente ciúmes por Henry preferir Maria, Mary faz Edmund se apaixonar por ela e não aceita que ele queira ser apenas um clérigo. Fanny apenas observa e tem raiva de ambos os Crawford, mas nada diz contra os mesmos. Apenas Edmund sabe de seus sentimentos e os compartilha, em partes. Mas se cega pela beleza e algumas falsas qualidades que seus olhos e coração colocam em Mary. Afinal, o amor nos torna cegos muitas vezes, não é?

"Eu estava tão ansioso para fazer o que é certo que eu esqueci de fazer o que é certo!"

Mansfield Park nos traz o cotidiano comum da juventude do século XIX, bem como os costumes, o progresso chegando ao mundo... A diferença cultural entre aqueles de mais posse e os de menos posse. Mostra que a felicidade pode ser alcançada, não importa os problemas que encontremos no caminho. E olha, que esse livro chega uma hora que você imagina que nada feliz pode sair disso! Mas chega... Basta não desistir!

Espero que gostem desse livro tanto quanto eu, se se proporem a lê-lo! Há também um filme, pelo que pesquisei, mas ainda não o assisti. Assim que o ver, posto uma resenha também! ^-^

26.1.15

Indo Longe Demais – Tina Seskis

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Será que fugir é a melhor opção?

Por qual motivo uma jovem mulher, bem casada e feliz, com um filhinho pequeno, fugiria da família em busca de outra vida? É esta a pergunta angustiante que vai atormentar o leitor durante a leitura de Indo Longe Demais (Record, 308 páginas), livro de estreia de Tina Seskis, um thriller surpreendente e que prende até a última página.

Emily Coleman, advogada, tinha uma boa vida ao lado do marido Ben e a chegada do filhinho só aumentou a felicidade da família. Certo dia resolve largar tudo e todos, fugir, recomeçar a vida bem longe de Manchester. Há uma razão para este desatino, mas ela encontrará muitos desafios. O maior? Tentar esquecer. O tempo todo Emily tenta esquecer tudo que deixou para trás, o passado que a atormenta. E nessa tentativa suas piores companhias são a memória e a culpa.

O livro já começa na pressão: Emily resolve assumir uma nova identidade, seu primeiro nome, Catherine, pelo qual não é conhecida, e o sobrenome de solteira, Brown. Sem precisar mudar os documentos, segue para Londres e encontra um quarto numa casa caindo aos pedaços, onde dividirá espaço com pessoas completamente diferentes de sua realidade. Mas um anjo, que atende pelo sugestivo nome de Angel, acolhe a nova moradora. Então a nova vida de Emily – agora Cat – começa a ganhar forma: consegue emprego como recepcionista, faz alguns amigos, tenta levar uma vida normal. Mas jamais contará seu segredo.

Simon tenta se aproximar da atormentada Cat:

- Você estava prestes a me contar seu segredo naquela hora, não estava, Cat? O que era? Você ainda pode me contar. Tenho certeza de que posso ajudar.

Olho para ele com tristeza, pois sei que ele não pode ajudar, ninguém pode. Também sei que voltei da beirada do precipício, que isso pertence à minha vida passada e que agora nunca mais vou contar, enquanto eu viver.

O livro se divide em quatro partes bem definidas e cronológicas. A narrativa alterna o momento presente, em primeira pessoa na voz de Cat, e eventos passados, em terceira pessoa, que abrangem todos os personagens envolvidos diretamente com Emily/Cat. Achei que a autora deu um panorama perfeito para a história. Examinamos os personagens, seus erros e sentimentos mais íntimos, além da ordem dos fatos marcantes. Caroline é a irmã gêmea problemática, invejosa, provocativa, que desperta boa dose de antipatia. Ben é o marido fofo, companheiro leal, compreensivo e perfeito. Frances, a mãe das gêmeas, parece anulada, mas é uma mulher forte e provará isso. O pai, Andrews, é o tipo que enfia os pés pelas mãos, insatisfeito e covardão. Angel é a boa amiga e estará sempre presente.

Fico impressionada por ela (Angel) não tentar consertar as coisas para mim, apenas me aceitar, com defeitos e em carne viva, como eu sou.

Gostei logo de Emily. É uma mulher tranquila e sempre tentou manter uma proximidade civilizada com a péssima irmã, Caroline, a malvada. A autora esmiúça toda a vida de Emily/Cat, desde o nascimento das gêmeas até o momento decisivo que dividirá sua vida. Só na terceira parte é revelado o que aconteceu para Emily abandonar tudo e tornar-se Cat. Ela se envolve com álcool e drogas, na tentativa de se tornar diferente da Emily do passado e, principalmente, para anestesiar a dor...

(...) tive uma semana inteira para me organizar e, apesar de à noite minha alma ainda gritar no escuro por meu garoto, pela forma como o abandonei, como o perdi, ainda estou estranhamente orgulhosa das minhas conquistas.

O momento tão esperado é impactante! Ao descobrir, perdoei Emily, senti sua dor e desespero. Não esperava. Fiz inúmeras conjecturas, mas não achei que a coisa fosse pior do que eu poderia imaginar.

O texto é instigante, poucos livros me seguraram tanto assim. Os conflitos familiares são bem trabalhados, os personagens são humanos e falíveis, como nós. A trama é costurada com cuidado para manter a tensão e o mistério. Aconselho muita atenção aos detalhes, pode ser que o leitor descubra o que não consegui, consiga ver nas entrelinhas as pistas que a autora dá. A surpresa foi, para mim, paralisante e dolorosamente cruel.

O desfecho me pareceu coerente, gostei, mas desconfio que não agradará a todos. Depois de tanto drama e sofrimento, numa história onde as coisas são tão reais e cruas, há quem prefira que a tragédia se consolide. No outro extremo, os que torcem pelo happy end. Como sou aberta a finais que, acima de tudo, me convençam, adorei fechar a última página convicta de que o final é bem provável, é possível.

Esta história mexeu comigo, permanecendo depois da leitura acabada. Remoí as dores de Emily/Cat. Por duas razões que não poderei contar aqui – seriam spoilers – fui atingida pela autora. Ponto para ela! Adorei sua estreia e mal posso esperar pelo próximo lançamento. Gostei muito do livro e dei as cinco estrelinhas do Skoob.

Uma expressão citada pela protagonista define bem toda a loucura que experimenta, para sobreviver ao trauma: em carne viva. Você pode esconder um segredo, mas jamais conseguirá esquecê-lo.

(Quem já leu e/ou quiser saber as minhas razões, contate-me pelo Facebook ou Skoob, deixarei meus links no final da resenha).

Livro no Skoob: http://www.skoob.com.br/livros/indo-longe-demais/414801ed471020

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Meu link do Skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/596865

Meu Facebook: https://www.facebook.com/manu.hitz.7


24.1.15

Mentirosos - E. Lockhart

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Sinopse: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.
Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

***

Todo verão a família Sinclair vai para a Ilha Beechwoods, sua ilha particular. O patriarca da família leva suas três lindas filhas e seus netos para passar um verão divertido e suntuoso. Cada filha tem sua própria casa na ilha e cada uma com um nome: Red Gate, Cuddledown e Windermere. Tudo é perfeito. Tudo é maravilhoso. Até o verão dos seus quinze anos, onde Candece sofre um misterioso acidente.

“Devo ter nadado para longe. Havia pedras grandes distantes da praia, ásperas e escuras; elas sempre parecem horríveis na escuridão da noite. Eu devia estar com o rosto dentro d’água e bati a cabeça em uma dessas pedras Como eu disse, não sei ao certo.” Página 47

Candece não se lembra de nada do que aconteceu naquele verão. Sua memória deletou tudo o que aconteceu naquele verão. Além da memória perdida, Candece perdeu peso, sofre com enjoos e senti enxaquecas terríveis, que às vezes fazem com que ela perca o sentido.

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Quando Candece volta para a Ilha Beechwoods, dois anos depois do acidente, o que ela mais quer é lembrar-se do que aconteceu. Para isso ela precisa da ajuda dos outros Mentirosos: Gat, Mirren e Johnny. Mirren e Johnny são seus primos e Gat um amigo deles. Desde crianças são inseparáveis, juntos eles formam os Mentirosos.

“Só existíamos. Escrevi nossos nomes na areia. Candece, Mirren, Johnny e Gat. Gat, Johnny, Mirren e Candece. Foi o nosso começo.” Página 22

Porém eles não estão dispostos a dar muitas informações, já que a mãe de Candece quer que ela lembre de tudo no seu próprio ritmo. A revelação do que ocorreu no verão dos quinze é revelada pouco a pouco. Candece começa a ter visões, fragmentos do verão. Até culminar na revelação chocante.

Esse livro foi uma grata surpresa para mim. Já ouvi muito falar que ele era surpreendente, com uma revelação espantosa. Eu fui realmente acreditando nisso, indo com muita sede ao pote. Não me decepcionou, não só passou das minhas expectativas, como me deixou em estado de torpor, depois me fez chorar. Eu não conseguia acreditar no final. Porém foi real, autêntico.

“Essas são lembranças que tive o tempo todo. Apenas sei onde encaixá-las agora.” Página 186

Li o livro em menos de um dia, não conseguia deixar de ficar curiosa a cada conversa esquisita que os outros tinham com Candece, sempre com algum significado por trás.

E. Lockhart quis nos surpreender com uma história que falasse de uma família perfeita, onde ninguém faz nada errado, que os filhos e netos são zelosos, que seguem os passos dignos de um Sinclair. Que tenham orgulho de suas origens. Porém nem tudo é o que parece. A família é cheia de mentiras, desavenças, intriga, preconceitos e ganância.

Na dedicatória da autora, vemos que a autora agradecendo a muito outros escritores. Muitos a apoiaram na jornada da escrita desse livro. Eu agradeço também a esses autores e pessoas desconhecidas, que com certeza com o seu apoio ajudaram a autora fazer essa obra prima.

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Crislane Barbosa

http://www.skoob.com.br/usuario/368409


22.1.15

Somente Sua - Série Crossfire Livro #04 - Sylvia Day


Sinopse:
Gideon me chama de anjo, mas ele é o milagre em minha vida. Meu lindo, guerreiro ferido, tão determinado a matar meus demônios enquanto se recusa a enfrentar os seus próprios.
Os votos que tinhamos trocado deveriam ter nos ligado de forma mais apertada do que sangue e carne. Em vez disso,abriu velhas feridas, expondo dor e inseguranças, e isso atraiu amargos inimigos para fora das sombras. sinto ele escorregar da minha mão, meus maiores medos se tornando a minha realidade, meu amor testado de maneiras que eu não tinha certeza de que era forte o suficiente para suportar.
Em um tempo brilhante em nossas vidas, a escuridão de seu passado invadiu e ameaçou tudo o que tinhamos trabalhado tão duramente para esquecer. Nós enfrentamos uma escolha terrível: a segurança familiar das vidas que tivemos antes de termos um ao outro ou a luta por um futuro que, de repente parecia um sonho impossível e sem esperança...
Depois de muita espera e especulações a respeito do quarto livro da "Trilogia Crossfire", pude enfim ler Somente Sua da minha queridíssima Sylvia Day e o que posso dizer, ou melhor, o que venho dizendo desde o anterior - Para Sempre Sua - que não há mais necessidade de prolongar a história de Gideon e Eva. Entendam fãs de Crossfire (também sou super fã e mais ainda fã da autora, não que o livro seja ruim, não é isso, mas poxa...). Deixa eu tentar ser mais específica... Para quê prolongar uma história, tornando os livros adicionais uma leitura massante e fazendo os personagens, que no início da série eram pessoas fortes e decididas, em criaturas fracas e altamente dependentes tanto de amor, como de seus próprios traumas?

Será que consegui ser clara até agora? Não?! Pois continuemos....
Em Somente Sua temos uma grande novidade, quer dizer não chega a ser tão grande assim porque a própria Sylvia, em eventos a qual participou, deixou explicito que os dois últimos livros de Crossfire - pedindo a todos os santos que sejam realmente os dois últimos - seriam voltados à Gideon. Eu só não sabia que teríamos a visão dele intercalada com a de Eva. Bom a ideia foi bacana, mas quando lia a visão de Gideon conseguia visualizar uma outra personalidade dele, que particularmente não gostei. Gente o nosso poderoso playboy, dono de praticamente toda NY sabe descrever o visual de outra pessoa, com seus mínimos detalhes (quando digo mínimos detalhes, pode incluir marca de roupa, tipo de penteado, tipo de sapato...), coisa que só é perceptível através de uma visão feminina, entendem?! Posso está sendo exigente demais, mas caramba, imaginava-o como um macho alfa em todos os sentidos.
E preparem, porque Eva virou uma chata de ficar com birra por besteira e deixar as coisas importantes passarem sem questionar. Parece que a garota esqueceu que agora é a Sra. Cross e age como uma adolescente apaixonada e cheia de mimimi. Tudo bem que todos os empecilhos do passado de Gideon se uniram literalmente para atormentar a vida do casal e foi justamente nesse momento da história que senti falta da velha e guerreira Eva. Parece que depois do casamento ela ganhou de presente um kit de imaturidade e a deixou assim, uma chata de galocha.
Então para finalizar, resumidamente o que temos em Somente Sua é: um Gideon dono de toda a NY e adjacências e que além de enfrentar seus traumas (que são fod...), ainda tem que enfrentar as pessoas do seu passado como um super-homem e não deixar que se viguem em Eva. E do outro lado temos sua amada, que de uma guerreira virou uma pessoa frívola e cheia de frescura, ao contrario daquela Eva que conhecemos nos livros anteriores, que como seu marido, tem um passado daqueles, mas que soube se reerguer de forma gloriosa. Para piorar ainda a garota, não consegue enxergar o que seu amado faz para que não sofra ou se machuque e olha que ele pena viu, para que algo assim não aconteça.  Claro que também não posso esquecer que o livro é recheado de muito, muito, mas muitooooo sexo - Ops! Mas isso todas sabemos que não é novidade, porque Gideon e Eva nesse quesito ganham de um casal de coelhos brincando, literalmente.
Enfim, apesar dos pesares, o livro não me agradou como esperava. Quer dizer, devo confessar que estava com muito receio em ler, já que o anterior não foi lá essas coisas todas. Mas.... e põe um enorme MAS, vou finalizar essa trilogia, que acabou (sem necessidade) virando uma série de cinco livros  e vê como minha amada Sylvia Day vai terminar esse emaranhado e conturbado enredo.

Espero que tenham gostado e até a próxima!!!



19.1.15

A Extraordinária Viagem do Faquir que ficou Preso em um Armário Ikea - Romain Puértolas

Confesso que não tenho o hábito de ler sinopses, julgo o livro pela capa mesmo - e que Nossa Senhora dos Livros Maravilhosos com Capas Ruins perdoe minha alma, mas essa é a verdade. Com A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso em um Armário Ikea, não podia ter sido diferente. Com um título inusitado, um design fofo e "best seller na França" escrito em letras garrafais logo no topo da capa (algo que me deu certa expectativa, pra ser sincera), o livro - ou a capa - me ganhou na hora. Vamos ver se fiz bem ou fiz mal em me apaixonar à primeira vista.

A Extraordinária *insira aqui restante do título* conta a história de um faquir que... Bem, antes de tudo: o que é um faquir, heim? Segundo o amigo google, faquir é aquele que pratica mendicância e submete-se a uma vida de privações, procurando atingir a perfeição espiritual. Já segundo o livro, faquir é um trapaceiro que realiza truques e mais truques a fim de convencer os outros de que possui poderes sobrenaturais e, assim, com pouco esforço, ganhar a vida.

Então, voltando à história: o faquir Ajatashatru (o livro diz que lê-se acha já o tatu ou como você quiser) engana toda sua pobre aldeia dizendo que está com sérios problemas de saúde e precisa de uma nova cama de 15 mil pregos; sendo assim, seus seguidores fiéis custeiam sua passagem de ida e volta para Paris. Com uma nota de 100 euros impressa só de um lado, Aja (apelido carinhoso que eu dei) aplica, em Gustave, um taxista cigano, seu primeiro golpe. Após perceber que foi vítima de uma trapaça,  Gustave promete a si mesmo acabar com a raça do indiano larápio (eita!) - o que ainda vai render muitos acontecimentos até o fim do livro.

E foi assim que o faquir criou seu primeiro inimigo. Enquanto o cigano fazia juras de ódio eterno, Aja desfrutava de um belo lanche com Marie, uma francesa encantadora que ele conheceu na fila do restaurante - após dar um pequeno golpe e surrupiar 20 euros da mulher, diga-se de passagem. Marie constitui uma personagem importante na trama: ela é a primeira a fazer o indiano pensar melhor sobre sua maneira de levar a vida. Ela é aquela que dá o pontapé inicial na mudança radical que acontecerá com a personalidade de Aja ao decorrer do livro. A segunda personagem a fazer Aja repensar seus valores é Haashim, um dos clandestinos que ele conheceu enquanto estava dentro do armário Ikea, num caminhão com destino ao Reino Unido. Não, não vou dizer como o faquir vai parar dentro do armário.

O livro conta as aventuras inacreditáveis que o indiano viveu nos outros 4 países que (sem querer) acabou visitando como um clandestino involuntário e de que modo essas aventuras foram moldando seu caráter. Entre uma piadinha e outra (que não me fizeram rir, aliás), o livro toma um ar mais sério e discorre sobre a questão da clandestinidade na Europa, sobre a injustiça que assola o mundo inteiro. 

"Por que alguns nasciam aqui e outros lá? Por que alguns tinham tudo e outros nada? Por que alguns viviam e outros, sempre os mesmos, só tinham o direito de se calar e morrer?"

O autor consegue falar sobre isso sem tornar a leitura melancólica (essa citação é uma das poucas exceções, juro), sempre levando as coisas para um lado mais divertido e bem-humorado. Mas vamos deixar claro que bem-humorado não quer dizer engraçado. Fiquei bem na dúvida em relação ao quesito "graça" deste livro: porque ou o autor estava forçando a barra com suas piadinhas ou eu simplesmente não tenho um senso de humor rebuscado o suficiente para a literatura francesa. Talvez um pouco dos dois. Quem for francês aí, me ilumine com uma explicação, por favor.

A trama é totalmente incrível. In-crível, no sentido de credibilidade mesmo. E, para um livro que quer ter ares de "baseado em fatos reais", isso é muito chato. A narrativa segue um ritmo lento (maçante e enfadonho) e eu só me vi realmente envolvida na trama quando já havia lido metade do livro. A esta altura do campeonato eu já estava me perguntando como diaxos este livro podia ser um best seller em qualquer lugar do mundo! Do meio para o fim, eu me agradeci mentalmente por não ter parado de ler (três salvas de palmas para minha curiosidade!). 

O desenrolar final da história, para mim, compensou a lentidão com a que o livro se arrastou até ali. Para quem gosta de uma leitura calma, mais lenta e descontraída, este livro é uma ótima opção. Já quem, como eu, gosta de uma trama mais agitada e com mais significância, só a metade final do livro será prazerosa. Se vale a pena? não sei. Para mim, valeu. Enfim, foi por pouco, mas não foi dessa vez em que fui penalizada por julgar um livro pela capa. 

Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 978-85-01-10208-9
Ano: 2014
Páginas: 255



17.1.15

A Menina que não sabia ler 2 - John Harding

 

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Edição: 1
Editora: LeYa
ISBN: 9788544100196
Ano: 2014
Páginas: 288

Depois de viver presa num mundo obscuro, assustador e sem palavras em A menina que não sabia ler, a pequena Florence viverá uma nova e misteriosa aventura onde nada é realmente o que aparenta ser e todos podem se tornar inimigos em potencial. Mas onde ela encontrará uma saída? Um aliado? O misterioso médico John Shepherd busca um recomeço para sua vida em um lugar nada promissor: uma ilha que funciona como uma clínica psiquiátrica exclusivamente para mulheres. Nesse antro de segredos e sofrimento, Shepherd tentará esquecer seus pecados devolvendo a humanidade às pacientes. A primeira em quem vai experimentar sua doutrina de cuidados, o "tratamento moral", é uma atraente jovem pálida de cabelos escuros que não se lembra do próprio nome, fala de modo estranho e não consegue saber quando e como chegou àquele lugar. Por que afinal ela desperta tanto a curiosidade do médico? Entre pacientes mais inteligentes que as próprias enfermeiras responsáveis por elas, segredos por todos os lados e figuras assombrosas (e assombradas) percorrendo misteriosamente os corredores da clínica durante a noite, as vidas de Florence e John Shepherd estarão mais ligadas do que podemos imaginar... Arrisque-se e tente achar uma saída no labirinto claustrofóbico criado em A menina que não sabia ler vol. 2.

Depois de ler A menina que não sabia ler (um livro ótimo, diga-se de passagem), fica difícil ver o volume 2 na livraria e não querer levar. Então foi o que fiz. Obviamente, eu esperava uma continuação da história mas, depois de umas 30 páginas, perdi as esperanças. A história parecia ser totalmente desconexa; nem sei quanto tempo demorei para entender as dicas dadas ao longo do livro e ver que: sim, temos aqui uma continuação. Infelizmente, a relação com o livro anterior é deixada em segundo plano - o que me frustrou bastante, já que o primeiro livro foi um espetáculo e eu queria muito ver sua protagonista, Florence, em ação total de novo.

No livro, Dr. John Shepperd encontra num hospital psiquiátrico a chance de recomeçar sua vida, deixando para trás um passado cheio de pecados que o perseguia até então. Ao ver os tratamentos brutais e cruéis dados pelo Dr. Morgan, diretor do hospital, a suas pacientes, Shepperd encontra um senso de humanidade que nem ele sabia que ainda existia em si. Movido pela comoção diante das atrocidades que via durante sua estadia, resolve confrontar os métodos antiquados usados pelo Dr. Morgan e pede permissão ao diretor para fazer um experimento usando uma de suas internas: Jane Pomba, uma bela jovem desmemoriada com um brilho de inteligência no olhar.

Durante seu experimento, Shepperd tem que lidar com aparições assustadoras durante a noite - um dos grandes mistérios do livro -, e com a rivalidade de O'Reilly, a cruel atendente principal da clínica psiquiátrica, que parece ter uma estranha relação com o diretor. Vários mistérios vão surgindo ao longo da trama e alguns você consegue resolver antes mesmo da resposta aparecer no livro (não consigo definir se isso é uma coisa boa, já que você fica mais envolvido com a história, ou ruim, tornando a leitura um pouco previsível - acho que depende muito de quem lê).

A narrativa, em primeira pessoa, é um pouco lenta, mas continuei lendo o livro motivada pelos mistérios ainda sem solução e, logicamente, pela curiosidade de saber o que iria acontecer no final. Não existe um clímax propriamente dito no livro, mas temos "pequenos clímax" ao longo dele. Eu gostei disso, mas há quem não goste; mais uma vez, depende muito de quem está lendo. Gostei também do fato de o título finalmente ter alguma relevância na história, diferentemente do volume 1, em que o título ficava meio "solto". A trama é bem ligada à realidade, pois deixa bem claro que, assim como na vida, nela não existem vilões nem mocinhos: ninguém é cem porcento bom nem cem porcento mau nesse mundo.

Vale ressaltar que não é preciso ler o volume passado para entender a história, mas você acaba perdendo um tiquinho da graça da leitura, então recomendo que leiam. Em resumo, posso dizer que é um livro bom, mas que decepciona um pouco se você esperar o mesmo ritmo de leitura e a mesma ação que se encontra no volume 1. O desfecho dá abertura para um terceiro livro, então vamos esperar que isso aconteça e que, dessa vez, o autor coloque Florence em foco de novo (quem leu A menina que não sabia ler - v. 1, sabe que essa garota é fenomenal!). A quem se interessou por desvendar os mistérios da vida de John Shepperd, desejo uma boa leitura! ;)

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Essa resenha foi escrita por Aryanna Santos, colaboradora do blog.

Facebook: https://www.facebook.com/aryannaq?fref=ufi


15.1.15

After – Anna Todd

 

CAPA-After

“Depois de bater a marca de um bilhão de acessos na plataforma de leitura Wattpad ao transformar os integrantes da banda One Direction em personagens de uma história de amor sexy, a série After vira livro e promete ser o novo fenômeno editorial. No primeiro livro, Tessa, de 18 anos, sai de casa, onde mora com a mãe, para ir para a faculdade. Até então sua vida se resumia a estudar e ir ao cinema com o namorado doce que conheceu ainda criança. No primeiro dia na faculdade, onde ela passa a dividir um quarto com uma amiga que adora festas, Tessa conhece Hardin, um jovem rude, tatuado e com piercings que implica com seu jeito de garota certinha. Logo, no entanto, os dois se envolvem e Tessa, que era virgem, vê sua sexualidade aflorar. Hardin é inspirado em Harry Styles, um dos membros do One Direction. Os outros quatro músicos da banda – Zayn, Niall, Louis e Liam – também viraram personagens na trama. Tessa logo descobre que Hardin possui um passado cheio de fantasmas e os dois começam um relacionamento intenso e turbulento. Depois dele, ela nunca mais será a mesma.”

“ Hardin me faz rir e chorar, gritar e surtar, mas acima de tudo faz com que eu me sinta viva. ” – Tessa

''[...] Quero fazer você rir e ouvir suas opiniões sobre os clássicos da literatura, eu simplesmente... Eu preciso de você.'' – Hardin

After é uma história criada por Anna Todd, baseada na maior e melhor boyband do  mundo... Estou falando da One Direction. <3 #SouMuitoFã #SouDirectioner Uma autora super criativa, mesmo envolvendo os outros integrantes da banda (Liam, Niall, Louis e Zayn) não ficou uma história chata ou monótona como as outras que fazem por aí. Teve algo mais, que encanta, que prende o leitor do começo ao fim. A autora expressa bem os sentimentos e conflitos de Theresa (Tessa) e Hardin (Harry Styles).

É uma história bem intensa e empolgante, e a expectativa que coloquei nessa leitura não me decepcionou em momento algum. Li em dois dias, porque é impossível parar a leitura, porque a cada capitulo vem mais revelações, descobertas de mentiras, traições e também a descoberta do amor avassalador.

Tessa é uma garota muito esforçada, decidida de seu futuro e bastante recatada. Sua vida é toda centrada nos estudos, foi educada por sua mãe para ser conservadora, recatada e nunca parecer desleixada. Tudo tem que estar no lugar. Tem um namorado chamado Noah,  tão certinho e “perfeito” como ela. Tessa tem sua vida toda planejada e todos os seus horários também, pois não permite que nada dê errado. É bastante controladora em tudo o que faz. Sua vida começa a mudar quando ela é aceita na faculdade WSU, lhe permitindo viver uma nova vida, longe da mãe, do namorado e da vidinha certinha que a rodeava. Curiosidade, nervosismo e grande expectativa são os sentimentos que ela vai enfrentar a partir de agora. Tudo já começa a sair do previsto por ela, quando sua colega de quarto é totalmente o oposto dela. Steph é uma menina linda, cativante, divertida, mas tatuada e de cabelos cor de fogo. Tess terá que se habituar e se acostumar com sua nova realidade.

Hardin Scott é amigo de Steph, que também é completamente o oposto de Tess. Cheio de tatuagens, piercings na sobrancelha e no lábio. Um pegador completamente irresistível que adora uma festa, mas não é muito amigável. É grosso, briguento, de temperamento difícil e um completo babaca quando conhece Tessa. Os dois logo de cara se detestam, pois nenhum faz o tipo do outro. O inevitável é que mesmo se odiando irão se encontrar muitas vezes, pois ela é amiga de Steph.

''A única certeza que tenho é de que minha vida e meu coração nunca mais serão os mesmos depois de Hardin.''

A atração devastadora que um sente pelo outro começa a mudar suas atitudes e sentimentos, algo bem difícil de resistir. Tanto que os dois começam a se relacionar, mas é bem conturbado e com brigas constantes. Hardin é um garoto incompreendido. Porque ele só demonstra a rudeza, a agressividade e o pavio curto com seus amigos e os que o rodeiam, sendo que quando está com Tessa ele é outra pessoa. Tem paixão por livros e gosta de irritar Tessa durante as discussões em sala de aula sobre literatura. É a única pessoa que entende Hardin verdadeiramente, apesar dele não falar quase nada da sua vida nem do seu passado.

Tem um passado conturbado com o pai, e não consegue esquecer nem perdoá-lo por tudo que sofreu juntamente com sua mãe. Por isso o relacionamento de pai e filho não é nada bom, muito menos com Karen, a esposa atual de seu pai Ken. Tessa não tem muitos amigos na faculdade, mas ao conhecer Landon (filho de Karen) se torna seu melhor amigo e porto seguro.
Mas será que um relacionamento começar com mentiras, segredos e brigas constantes, deixará Hardin e Tessa juntos? Só lendo pra saber. :p

''[...] Que eu quero você. Mais do que qualquer outra coisa na vida.'' - Hardin

Quando terminei a leitura, eu não acreditava que a autora tinha terminado naquele momento tão critico e tenso da história de Hardin e Tessa. Gostei bastante dos personagens secundários, e o que mais chama a atenção é que a Anna Todd soube envolver os personagens principais de um jeito incomum. Porque os dois são totalmente o oposto do outro, e é isso que torna a história tão incrível. Sai da mesmice do casal perfeitinho, e traz um casal envolvente, intenso e  completamente apaixonante.
Eu realmente fiquei desesperada para ler a continuação, que no segundo dia de leitura fui dormir as 4:30 da manhã lendo no Wattpad. Gosto quando a autora sabe mexer com os sentimentos e emoções dos leitores, com cada capitulo. Chorei, ri, fiquei tensa e com raiva a maioria do tempo, mas em absoluto não foi nada do que eu esperava. Ultrapassou as minhas expectativas. Eu realmente recomendo, não só porque amo os meninos da One Direction, mas pela história incrível que ela relata.

''Você não faz meu tipo, assim como eu não faço o seu. Mas é por isso que fazemos tão bem um para o outro... somos ao mesmo tempo muito diferentes e muito parecidos. [...] Você desperta o que existe de melhor em mim.'' – Hardin

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Título: After – Livro 01
Autor(a): Anna Todd
Editora: Paralela
Número de Páginas: 616

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12.1.15

Festa no Céu - Guillermo del Toro

Nome Original: The Book of Life
Sinopse: Um grupo de crianças bagunceiras é encaminhado a uma visita guiada ao museu, como “punição” pelo mau comportamento. Lá, uma guia diferente resolve percorrer um caminho alternativo e os apresenta ao "Livro da Vida", que contém todas as histórias. A mais simbólica delas, baseada nas tradições mexicanas, envolve três mundos. Catrina/ La Muerte é uma adorada deusa ancestral, que governa a Terra dos Lembrados. Ela é ex-mulher de Xibalba, o governante da Terra dos Esquecidos, um trapaceiro. Em uma visita à Terra dos Vivos, eles fazem uma aposta. Se a jovem e bela Maria, filha da maior autoridade da cidade de San Angel, escolher se casar com o emotivo violinista Manolo, Catrina ganha, e Xibalba não poderá mais interferir no Mundo dos Vivos, como gosta de fazer; se o preferido for o valente Joaquim, Xibalba passa a governar, também, o Mundo dos Lembrados.


“Este é o Livro da Vida.
O mundo todo é feito de histórias e todas essas histórias estão aqui.
Este livro contém muitas verdades. Algumas são verdadeiras mesmo. E outras, nem tanto. Vocês podem até duvidar de algumas, mas de uma coisa temos certeza: México é o centro do universo.(...)!"

 AI AI AI! (leiam isso com um sotaque mexicano, okay?)

Sim, eu sou fã de animações. Sim, se uma animação que me interessa é lançada e eu acabo por amar essa animação, eu fico doida e ouvindo a soundtrack o dia e a noite toda e ainda fico cantando na cabeça de todo mundo. (Oi, Frozen, alguém?)

The Book of Life foi uma animação que desde que foi lançada eu quis assistir, mas por alguma razão acabei não indo ao cinema. Mas só por ter caveiras mexicanas – e Guillermo Del Toro na produção -  já me atraiu e foi uma agradável surpresa. Não são os traços de uma Disney Pixar, mas a qualidade é impressionante. As personagens são encantadoras e humanas. E Maria, uma graciosa surpresa feminista, yay! É até cômico que, quando ela chega, as moças da cidade dizem: “Eu ouvi que ela lê livros... tipo, por diversão! E nem usa maquiagem!”

Com músicas excelentes – Gente, tem Creep de Radiohead! E muitas outras cantadas à capela ou com ritmo mexicano, o desenho nos faz dançar como numa festa – e também sentir bastante, pois são bem encaixadas no roteiro e não só jogadas. E não tem aquela de que todo mundo faz suas coisas normalmente e de repente todo mundo se levanta pra cantar já sabendo a letra u.u.

Enfim, quando dois governantes da morte – e também amantes – fazem uma aposta, temos que parar para ver, não é? A história que uma esperta guia turística apresenta no Livro da Vida começa no Dia de Los Muertos, dia 2 de novembro no México. Na animação...A cidade de San Angel – no México-  fica no centro do mundo! E por isso, tem uma ligação especial com o mundo dos mortos, o que significa que tudo pode acontecer. Manolo, Joaquim e Maria são amigos de infância, tipo os três mosqueteiros, sabe? Só acrescente o fato de que Manolo e Joaquim são apaixonados por Maria e lutam a todo instante por seu amor. Ambos os garotos vivem na sombra de seus pais e família, toureiro e herói de guerra, respectivamente. E Joaquim ama deixar um crescer um bigode grosso. (ui.)

Maria não mostra sua preferência e sempre dá um jeitinho de acabar com a rivalidade entre os dois amigos, geralmente criando uma aventura que acaba em encrenca. Vendo isso, Xibalba e La Muerte fazem uma aposta: quem ficar com a garota, vence. Cada um deles tem seu campeão, mas Xibalba não quer perder de novo... E trapaceia.

Por consequência de mais uma aventura que terminou desastrosa, Maria é mandada para estudar na Europa... Joaquim vai para o exército lutar contra o grande vilão que matou seu pai e Manolo, que ama cantar, é obrigado a seguir o que todos os homens de sua família fazem: virar um toureiro. Só muitos anos depois se reencontram e Maria tem seu escolhido.
O Homem da Cera – Candlemaker no original que tem mais sentido – é aquele quem cuida desse livro e também da chama da vida de cada pessoa, mantendo o equilibrio. Explica que quando a chama da vida de alguém se apaga, ela vai para a Terra dos Lembrados, o reino de La Muerte. Porém, se não há mais nenhuma pessoa que se lembra dela, ele vai para a Terra dos Esquecidos, reino de Xibalba. E é por essa razão que existe o Dia de Los Muertos, para nos lembrarmos de todos nossos ancestrais e mantê-los sempre próximos da gente.

A animação conta que todas as histórias do mundo estão escritas no Livro da Vida. Não há como lutar contra seu destino. Não há como você vencer uma luta contra aquilo que está escrito para você. Porém... Às vezes podemos escrever nossa própria história no Livro da Vida. Afinal, não podemos ter medo de sermos nós mesmos.

"Se você pode perdoar, o amor pode viver verdadeiramente."

10.1.15

A maldição de Long Lankin - Lindsey Barraclough



Edição: 1
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528616354
Ano: 2013
Páginas: 448

Quando Cora e sua irmãzinha, Mimi, são enviadas para a casa da tia-avó, no isolado vilarejo de Bryers Guerdon, não recebem calorosas boas-vindas e ficam desesperadas para voltar para Londres. A vida de tia Ida foi devastada da última vez que duas meninas estiveram em Guerdon Hall, e agora a chegada das sobrinhas-netas desperta um mal que permanecia à espreita havia anos.


Disse meu lord à milady, ao seu cavalo montar: “Cuidado com Long Lankin, que no musgo costuma morar.”
Disse meu lord a milady , ao se afastar: “Cuidado com Long Lankin, que no feno costuma morar.”
“Deixe todas as portar aferrolhadas e todas as janelas trancadas, cuide para nem um buraco deixar onde um rato possa se esgueirar.”
As portar foram todas aferrolhadas e as janelas todas trancadas, exceto uma janelinha por onde Long Lankin tratou de entrar.
“Onde esta o dono desta casa?”, perguntou Long Lankin. “Viajou para Londres”, respondeu a falsa ama-seca.
“Onde esta o herdeiro da casa?”, Perguntou Long Lankin. “Adormecido no berço”, respondeu a falsa ama-seca.
“Vamos furá-lo, furá-lo todinho com um alfinete, e isso fará com que milady desça para o pequeno acolher.”
Então ele furou, furou o bebê todinho com um alfinete, e a ama-seca segurou a bacia para o sangue recolher.
Como a ama-seca dorme, como a ama-seca descansa. Meu pequenino John, como berra e não se amansa.
“Como me arriscar a no meio da noite descer sem vela acesa e sem fogo a arder?”
“Possuis três mantos prateados mais brilhantes que o sol. Desce, minha formosa milady, apenas com a luz de um só.”
Milady então desceu. Temerosa, o coração na mão. Long Lankin estava a postos, e ela caiu em suas mãos.
Aqui tem sangue na cozinha. Na sala também tem sangue. Nas escadas onde milady caiu também tem sangue.
“Meu senhor; meu senhor, não me culpe. Foi ali que a falsa ama-seca e Lankin mataram milady”
Long Lankin foi pendurado bem alto num cadafalso. E, numa fogueira próxima, queimada a ama-seca falsa.

E assim começa um dos livros mais assustadores que já tive o prazer de ler... @_@
Baseado nessa sinistra música folclórica acima, “A maldição de Long Lankin” nos conta a história de Cora e de sua irmãzinha menor Mimi, que são mandadas pelo pai para morar com sua tia em uma casa velha, cercada por charcos e mato no interior da Inglaterra. Logo na chegada, as meninas se deparam com várias regras estranhas estabelecidas por sua tia: “Nunca deixe sua irmãzinha sozinha, Cora”, “Nunca abra as janelas da casa, nunca!” e “De maneira nenhuma, vá ate a igreja velha que esta no alto da colina”. Isso tudo sem mencionar o fato de que definitivamente, sua tia não as quer lá... Pois é, tenso... Será que existe algo mais assustador por trás da recusa de sua tia em recebê-las?! Que forte aura de medo e superstição é essa que permeia a todos?! Que sinistra ameaça ronda o vilarejo e principalmente a casa da tia das meninas?!
E essa é a premissa inicial de “A maldição de Long Lankin”, o livro que conseguiu me deixar sem dormir durante as duas noites que levei para lê-lo. E tenho de salientar que ele me manteve acordada não só por ser incrível, mas por ter me metido medo mesmoooo... Serio! (pausa para choque coletivo de todos os meus amigos). Nunca havia encontrado um livro que fosse tão delicado e bem escrito como este, mas ao mesmo tempo, tivesse o poder de me fazer dormir com a luz acesa. E como todos os meus amigos podem atestar, eu não sou uma pessoa que se assusta facilmente.  o_O
As descrições são muito bem trabalhadas e o mistério vai se criando aos poucos, mantendo o leitor preso ao livro e querendo sempre descobrir o que pode estar à espreita nas próximas páginas. Os capítulos costumam ser curtos e a narrativa é em primeira pessoa e sempre do ponto de vista de um dos 3 personagens principais: Cora, sua tia e Roger (um garoto do vilarejo com quem as irmãs fazem amizade). Quem me conhece sabe que detesto livros em primeira pessoa, mas nesse livro tive de admitir que a escolha da narrativa funcionou de maneira magistral, fazendo o leitor se sentir ainda mais amedrontado por estar presenciando tudo do ponto de vista dos personagens.
O livro é o primeiro trabalho da autora inglesa estreante, Lindsey Barraclough... Que na minha humilde opinião, detonou! Indico a todos que estejam querendo uma história incrível de terror, com um clima mais incrível ainda (ok, parei de falar incrível ¬¬) e nos moldes dos grandes clássicos de terror como: “a volta do parafuso”. O trabalho de edição e tradução ficou bom, não encontrei nenhum erro massss... Tenho dar um pequeno puxão de orelha na editora Bertrand Brasil com relação à capa, que poderia ter ficado bem melhor. Já conversei com vários amigos que relataram terem deixado de comprar o livro porque a capa simplesmente não chamava atenção... Acreditem a capa não faz justiça ao conteúdo, então não julguem esse livro pela capa! Pelo amor de Jesus, Jeová e Buda!
Ótimas leituras a todos, tenham sonhos terríveis e não se esqueçam de fechar bem suas portas e janelas, porque Long Lankin esta vindo esta noite.       

***

Essa resenha foi escrita por Mary Zombie, colaboradora do blog. 
http://www.skoob.com.br/usuario/45011



8.1.15

Extraordinário - R. J. Palácio

"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo." August Pullman

Título Original: Wonder
Editora: Intrínseca
Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

“Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil." – Sr. Browne

Não lembro a ocasião em que li sobre Extraordinário, mas me lembro que ele estava na minha lista de compras de novembro do ano passado (extinto 2014). Me atraiu pelo tema em si: um menino com suas deformidades escancaradas, convivendo numa sociedade em que ser diferente é um crime. Qual pessoa que nunca teve problemas na escola (podemos expandir isso para trabalho, nova cidade, novo grupo de amigos, etc.) por se sentir diferente e ser julgada como um pária? É algo que sempre me atrai em livros, para me empolgar com eles, basta seus personagens terem algo parecido comigo para que eu passe horas a fio lendo e me lamentar pelo livro terminado.

E, para além disso, ficar encantada com final “tudo termina bem, aqui está sua lição do ano, até da sua vida.”

“Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de Bicicleta. Jogo bola. Tenho um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns onde quer que elas vão.”(...)

Por sua deformidade – e a reação que ela causava nas “pessoas comuns ”- , os pais de August – Auggie para os íntimos e como eu me sinto íntima dele, vou chama-lo de Auggie, o.k.? -  nunca deixaram que ele frequentasse a escola, mas sua idade já demanda mais do que sua mãe pode lhe ensinar em casa. É quando então procuram uma escola com ensino especial – daquelas particulares que tem um estilo de ensino próprio – acreditando que será o melhor para seu filho. Mas ninguém da família está realmente pronto para encarar essa situação. Todos da família de Auggie estão acostumados com o casulo que criaram para ele, o que também acabou se tornando seu próprio casulo. Seu pai, sua mãe e sua irmã adolescente que dedicou sua vida a protegê-lo e também está passando por alguns bocados difíceis em sua vida.

O menino aceita o desafio de ir para escola e enfrenta todas as dificuldades que uma pessoa com sua diferença escancarada em seu ser enfrenta: com crianças criando brincadeiras malvadas para afastar seus amigos dele, pais de alunos tratando-o com preconceito, um professor – Sr. Browne -  genial que ensina com pequenos trabalhos a definição de preceitos e lhe faz refletir sobre tudo o que fez até hoje. Quem você é, quais são seus feitos...? São coisas que todos nós precisamos parar e pensar em alguma parte da vida. Somos o que fazemos e o que você tem feito?

“Não precisamos dos olhos para amar, certo? Apenas sentimos dentro de nós. É assim no céu. É só amor. E ninguém se esquece de quem ama.” Pag. 233

Será que amamos  uma pessoa como ela realmente é? Será que a amaríamos se seus “defeitos” forem realmente profundos?  Auggie nos ensina isso em apenas um livro, um pequeno ano de sua vida fantástica. Com pequenos gestos e indagações de uma criança com a qual o “o universo não foi legal”.

A autora faz um trabalho extraordinário, que nos faz abrir os olhos para o diferente e abraçá-lo como algo simplesmente incrível.

Essa foi a minha primeira resenha aqui no blog! Espero que gostem! ^-^
 

 
Feita por Priscila Alexandre, colaboradora do blog!