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24.1.15

Mentirosos - E. Lockhart

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Sinopse: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.
Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

***

Todo verão a família Sinclair vai para a Ilha Beechwoods, sua ilha particular. O patriarca da família leva suas três lindas filhas e seus netos para passar um verão divertido e suntuoso. Cada filha tem sua própria casa na ilha e cada uma com um nome: Red Gate, Cuddledown e Windermere. Tudo é perfeito. Tudo é maravilhoso. Até o verão dos seus quinze anos, onde Candece sofre um misterioso acidente.

“Devo ter nadado para longe. Havia pedras grandes distantes da praia, ásperas e escuras; elas sempre parecem horríveis na escuridão da noite. Eu devia estar com o rosto dentro d’água e bati a cabeça em uma dessas pedras Como eu disse, não sei ao certo.” Página 47

Candece não se lembra de nada do que aconteceu naquele verão. Sua memória deletou tudo o que aconteceu naquele verão. Além da memória perdida, Candece perdeu peso, sofre com enjoos e senti enxaquecas terríveis, que às vezes fazem com que ela perca o sentido.

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Quando Candece volta para a Ilha Beechwoods, dois anos depois do acidente, o que ela mais quer é lembrar-se do que aconteceu. Para isso ela precisa da ajuda dos outros Mentirosos: Gat, Mirren e Johnny. Mirren e Johnny são seus primos e Gat um amigo deles. Desde crianças são inseparáveis, juntos eles formam os Mentirosos.

“Só existíamos. Escrevi nossos nomes na areia. Candece, Mirren, Johnny e Gat. Gat, Johnny, Mirren e Candece. Foi o nosso começo.” Página 22

Porém eles não estão dispostos a dar muitas informações, já que a mãe de Candece quer que ela lembre de tudo no seu próprio ritmo. A revelação do que ocorreu no verão dos quinze é revelada pouco a pouco. Candece começa a ter visões, fragmentos do verão. Até culminar na revelação chocante.

Esse livro foi uma grata surpresa para mim. Já ouvi muito falar que ele era surpreendente, com uma revelação espantosa. Eu fui realmente acreditando nisso, indo com muita sede ao pote. Não me decepcionou, não só passou das minhas expectativas, como me deixou em estado de torpor, depois me fez chorar. Eu não conseguia acreditar no final. Porém foi real, autêntico.

“Essas são lembranças que tive o tempo todo. Apenas sei onde encaixá-las agora.” Página 186

Li o livro em menos de um dia, não conseguia deixar de ficar curiosa a cada conversa esquisita que os outros tinham com Candece, sempre com algum significado por trás.

E. Lockhart quis nos surpreender com uma história que falasse de uma família perfeita, onde ninguém faz nada errado, que os filhos e netos são zelosos, que seguem os passos dignos de um Sinclair. Que tenham orgulho de suas origens. Porém nem tudo é o que parece. A família é cheia de mentiras, desavenças, intriga, preconceitos e ganância.

Na dedicatória da autora, vemos que a autora agradecendo a muito outros escritores. Muitos a apoiaram na jornada da escrita desse livro. Eu agradeço também a esses autores e pessoas desconhecidas, que com certeza com o seu apoio ajudaram a autora fazer essa obra prima.

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Crislane Barbosa

http://www.skoob.com.br/usuario/368409


22.1.15

Somente Sua - Série Crossfire Livro #04 - Sylvia Day


Sinopse:
Gideon me chama de anjo, mas ele é o milagre em minha vida. Meu lindo, guerreiro ferido, tão determinado a matar meus demônios enquanto se recusa a enfrentar os seus próprios.
Os votos que tinhamos trocado deveriam ter nos ligado de forma mais apertada do que sangue e carne. Em vez disso,abriu velhas feridas, expondo dor e inseguranças, e isso atraiu amargos inimigos para fora das sombras. sinto ele escorregar da minha mão, meus maiores medos se tornando a minha realidade, meu amor testado de maneiras que eu não tinha certeza de que era forte o suficiente para suportar.
Em um tempo brilhante em nossas vidas, a escuridão de seu passado invadiu e ameaçou tudo o que tinhamos trabalhado tão duramente para esquecer. Nós enfrentamos uma escolha terrível: a segurança familiar das vidas que tivemos antes de termos um ao outro ou a luta por um futuro que, de repente parecia um sonho impossível e sem esperança...
Depois de muita espera e especulações a respeito do quarto livro da "Trilogia Crossfire", pude enfim ler Somente Sua da minha queridíssima Sylvia Day e o que posso dizer, ou melhor, o que venho dizendo desde o anterior - Para Sempre Sua - que não há mais necessidade de prolongar a história de Gideon e Eva. Entendam fãs de Crossfire (também sou super fã e mais ainda fã da autora, não que o livro seja ruim, não é isso, mas poxa...). Deixa eu tentar ser mais específica... Para quê prolongar uma história, tornando os livros adicionais uma leitura massante e fazendo os personagens, que no início da série eram pessoas fortes e decididas, em criaturas fracas e altamente dependentes tanto de amor, como de seus próprios traumas?

Será que consegui ser clara até agora? Não?! Pois continuemos....
Em Somente Sua temos uma grande novidade, quer dizer não chega a ser tão grande assim porque a própria Sylvia, em eventos a qual participou, deixou explicito que os dois últimos livros de Crossfire - pedindo a todos os santos que sejam realmente os dois últimos - seriam voltados à Gideon. Eu só não sabia que teríamos a visão dele intercalada com a de Eva. Bom a ideia foi bacana, mas quando lia a visão de Gideon conseguia visualizar uma outra personalidade dele, que particularmente não gostei. Gente o nosso poderoso playboy, dono de praticamente toda NY sabe descrever o visual de outra pessoa, com seus mínimos detalhes (quando digo mínimos detalhes, pode incluir marca de roupa, tipo de penteado, tipo de sapato...), coisa que só é perceptível através de uma visão feminina, entendem?! Posso está sendo exigente demais, mas caramba, imaginava-o como um macho alfa em todos os sentidos.
E preparem, porque Eva virou uma chata de ficar com birra por besteira e deixar as coisas importantes passarem sem questionar. Parece que a garota esqueceu que agora é a Sra. Cross e age como uma adolescente apaixonada e cheia de mimimi. Tudo bem que todos os empecilhos do passado de Gideon se uniram literalmente para atormentar a vida do casal e foi justamente nesse momento da história que senti falta da velha e guerreira Eva. Parece que depois do casamento ela ganhou de presente um kit de imaturidade e a deixou assim, uma chata de galocha.
Então para finalizar, resumidamente o que temos em Somente Sua é: um Gideon dono de toda a NY e adjacências e que além de enfrentar seus traumas (que são fod...), ainda tem que enfrentar as pessoas do seu passado como um super-homem e não deixar que se viguem em Eva. E do outro lado temos sua amada, que de uma guerreira virou uma pessoa frívola e cheia de frescura, ao contrario daquela Eva que conhecemos nos livros anteriores, que como seu marido, tem um passado daqueles, mas que soube se reerguer de forma gloriosa. Para piorar ainda a garota, não consegue enxergar o que seu amado faz para que não sofra ou se machuque e olha que ele pena viu, para que algo assim não aconteça.  Claro que também não posso esquecer que o livro é recheado de muito, muito, mas muitooooo sexo - Ops! Mas isso todas sabemos que não é novidade, porque Gideon e Eva nesse quesito ganham de um casal de coelhos brincando, literalmente.
Enfim, apesar dos pesares, o livro não me agradou como esperava. Quer dizer, devo confessar que estava com muito receio em ler, já que o anterior não foi lá essas coisas todas. Mas.... e põe um enorme MAS, vou finalizar essa trilogia, que acabou (sem necessidade) virando uma série de cinco livros  e vê como minha amada Sylvia Day vai terminar esse emaranhado e conturbado enredo.

Espero que tenham gostado e até a próxima!!!



19.1.15

A Extraordinária Viagem do Faquir que ficou Preso em um Armário Ikea - Romain Puértolas

Confesso que não tenho o hábito de ler sinopses, julgo o livro pela capa mesmo - e que Nossa Senhora dos Livros Maravilhosos com Capas Ruins perdoe minha alma, mas essa é a verdade. Com A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso em um Armário Ikea, não podia ter sido diferente. Com um título inusitado, um design fofo e "best seller na França" escrito em letras garrafais logo no topo da capa (algo que me deu certa expectativa, pra ser sincera), o livro - ou a capa - me ganhou na hora. Vamos ver se fiz bem ou fiz mal em me apaixonar à primeira vista.

A Extraordinária *insira aqui restante do título* conta a história de um faquir que... Bem, antes de tudo: o que é um faquir, heim? Segundo o amigo google, faquir é aquele que pratica mendicância e submete-se a uma vida de privações, procurando atingir a perfeição espiritual. Já segundo o livro, faquir é um trapaceiro que realiza truques e mais truques a fim de convencer os outros de que possui poderes sobrenaturais e, assim, com pouco esforço, ganhar a vida.

Então, voltando à história: o faquir Ajatashatru (o livro diz que lê-se acha já o tatu ou como você quiser) engana toda sua pobre aldeia dizendo que está com sérios problemas de saúde e precisa de uma nova cama de 15 mil pregos; sendo assim, seus seguidores fiéis custeiam sua passagem de ida e volta para Paris. Com uma nota de 100 euros impressa só de um lado, Aja (apelido carinhoso que eu dei) aplica, em Gustave, um taxista cigano, seu primeiro golpe. Após perceber que foi vítima de uma trapaça,  Gustave promete a si mesmo acabar com a raça do indiano larápio (eita!) - o que ainda vai render muitos acontecimentos até o fim do livro.

E foi assim que o faquir criou seu primeiro inimigo. Enquanto o cigano fazia juras de ódio eterno, Aja desfrutava de um belo lanche com Marie, uma francesa encantadora que ele conheceu na fila do restaurante - após dar um pequeno golpe e surrupiar 20 euros da mulher, diga-se de passagem. Marie constitui uma personagem importante na trama: ela é a primeira a fazer o indiano pensar melhor sobre sua maneira de levar a vida. Ela é aquela que dá o pontapé inicial na mudança radical que acontecerá com a personalidade de Aja ao decorrer do livro. A segunda personagem a fazer Aja repensar seus valores é Haashim, um dos clandestinos que ele conheceu enquanto estava dentro do armário Ikea, num caminhão com destino ao Reino Unido. Não, não vou dizer como o faquir vai parar dentro do armário.

O livro conta as aventuras inacreditáveis que o indiano viveu nos outros 4 países que (sem querer) acabou visitando como um clandestino involuntário e de que modo essas aventuras foram moldando seu caráter. Entre uma piadinha e outra (que não me fizeram rir, aliás), o livro toma um ar mais sério e discorre sobre a questão da clandestinidade na Europa, sobre a injustiça que assola o mundo inteiro. 

"Por que alguns nasciam aqui e outros lá? Por que alguns tinham tudo e outros nada? Por que alguns viviam e outros, sempre os mesmos, só tinham o direito de se calar e morrer?"

O autor consegue falar sobre isso sem tornar a leitura melancólica (essa citação é uma das poucas exceções, juro), sempre levando as coisas para um lado mais divertido e bem-humorado. Mas vamos deixar claro que bem-humorado não quer dizer engraçado. Fiquei bem na dúvida em relação ao quesito "graça" deste livro: porque ou o autor estava forçando a barra com suas piadinhas ou eu simplesmente não tenho um senso de humor rebuscado o suficiente para a literatura francesa. Talvez um pouco dos dois. Quem for francês aí, me ilumine com uma explicação, por favor.

A trama é totalmente incrível. In-crível, no sentido de credibilidade mesmo. E, para um livro que quer ter ares de "baseado em fatos reais", isso é muito chato. A narrativa segue um ritmo lento (maçante e enfadonho) e eu só me vi realmente envolvida na trama quando já havia lido metade do livro. A esta altura do campeonato eu já estava me perguntando como diaxos este livro podia ser um best seller em qualquer lugar do mundo! Do meio para o fim, eu me agradeci mentalmente por não ter parado de ler (três salvas de palmas para minha curiosidade!). 

O desenrolar final da história, para mim, compensou a lentidão com a que o livro se arrastou até ali. Para quem gosta de uma leitura calma, mais lenta e descontraída, este livro é uma ótima opção. Já quem, como eu, gosta de uma trama mais agitada e com mais significância, só a metade final do livro será prazerosa. Se vale a pena? não sei. Para mim, valeu. Enfim, foi por pouco, mas não foi dessa vez em que fui penalizada por julgar um livro pela capa. 

Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 978-85-01-10208-9
Ano: 2014
Páginas: 255