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30.1.15

Atrás do Espelho - A.G.Howard


Em O Lado mais Sombrio,a releitura dark de Alice no País das Maravilhas, Alyssa Gardner foi coroada Rainha,mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado,Jeb,sua mãe, que voltou para casa,seus amigos,o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres.

No entanto, Morfeu,o intraterreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono.
Alyssa se vê dividida entre dois mundos: Jeb e sua vida como humana... e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real ,Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.

Pra quem gosta da estória da Alice, vai adorar a continuação dessa releitura bem dark =P. Após retornar do País das Maravilhas e "salvar" o reino e sua mãe, tudo que Alyssa mais quer é dar um tempo nesse mundo, mas parece que ele não quer largar de Alyssa. Depois de um passeio banal e quase perder a vida, Alyssa, é introduzida contra sua vontade nos problemas do reino e por um pequeno descuido esses mesmos problemas invadem o mundo humano, e com ele Morfeu.

Com a aparição de Morfeu na sua vida humana, Alyssa tem mais uma tarefa árdua de salvar o País das Maravilhas das garras da Vermelha, salvar sua mãe (pois é de novo), seus amigos humanos dos ataques da Irmã Dois e proteger Jeb de todos os ataques. Com tanta confusão e mal entendidos, Alyssa acaba metendo os pés pelas mãos como sempre com suas desconfianças e momentos de chatice, mesmo com esses picos de humor na maioria das vezes você não deixa de torcer por ela, Jeb e Morfeu, ah esse triângulo... Realmente ainda não me decidi com relação a isso, mesmo o Jeb aparecendo menos nesse livro.

Não posso negar que adoro essa trilogia (até então trilogia), apesar de Alyssa estar mais chata que de costume com indecisões e quero isso assim ou assado e não quero cru quero frito,o que tornava a leitura meio maçante em algumas partes. Aaahhh Morfeu, Morfeu, Morfeu, nada a declarar sobre ele... hahaha.. Só que é perfeito demais, mesmo com suas imperfeições *-*

O final é chocante e angustiante pois Alyssa sente na pele os horrores que sua mãe passou durante anos no manicômio. Estou louca pra saber como vai ser o desfecho dessa estória.


29.1.15

Lançamentos Arqueiro – Fevereiro

 

Eita! Que a Arqueiro  vem com tudo no mês de fevereiro!

Lançamentos para todos os gostos! No meu caso… gosto para todos os lançamentos!

E  você, qual vai te fazer correr para a livraria?

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Tem também:

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28.1.15

Mansfield Park - Jane Austen

"Mas certamente não tem muitos homens de grande fortuna no mundo quanto há mulheres bonitas que os mereça."


Editora: Martin Claret

Sinopse: Jane Austen é a maior romancista da literatura inglesa. Em seus romances, criou personagens completamente humanos que experimentam a solidão, o amor, a frustração, a humilhação, o egoísmo, o ciúme e a confusão. Em Mansfield Park, Fanny Price mora de favor na casa dos tios, para onde foi levada aos 12 anos; aparenta ser uma menina doce e diz “sim” a todos os caprichos de seus tios e primos. Austen, no entanto, mostra mais uma vez por que merece as honras que recebeu: apesar da aparência frágil, Fanny concentra em si diversos conflitos da alma humana, mostrando-se uma personagem forte e profunda que certamente cativará leitores de diversas idades e contextos sociais. Recheado de dissimulação, Mansfield Park revela a sociedade inglesa do século XIX, com seus costumes peculiares e, muitas vezes, aprisionadores.


"Uma tendência por leitura, apropriadamente dirigida, deve ser educativo por si mesma."

Tive um sério problema de achar a sinopse desse livro online! Porque mesmo nas lojas, ele não tinha muito haver com o que li no livro, pois falava de tráfico negreiro e eu fiquei: “What? De onde tiraram isso? Li o livro certo?! Aí por fim acabei digitando a que tem atrás do livro mesmo.

"Todos os momentos tem seus prazeres e suas esperanças."

Enfim, Jane Austen é minha autora favorita. Sua escrita me encanta e seus personagens me prendem do começo ao fim. Comecei a ler Mansfield Park na segunda e terminei na quinta-feira à noite da mesma semana, de tão ávida que eu fiquei pra saber qual era o nobre destino de Fanny Price! A jovem é uma personagem encantadora, de fortes princípios e rubor fácil. Não diz muito o que pensa, embora o sinta enormemente em seu coração e alma. Mas vamos dizer mais ou menos como é a vida da pobre menina Fanny em uma sociedade que vê nos pobres nada além da gratidão que os mesmos devem ter para com os ricos! Existem três irmãs: Lady Bertram, a tia rica esposa de um baronete em Mansfield Park; sra. Norris, a tia esposa do clérigo que tem o suficiente para manter a casa e mora nos terrenos de Mansfield Park, auxilia Lady Bertram em tudo; e a pobre irmã Price, mãe de Fanny Price (pelo que entendi, pois essa parte da explicação ficou meio confusa, ela também se chama Fanny). Sra. Price casou-se com um aspirante a marinheiro que não tem nada como profissão e, por consequência, não teve como o marido de Lady Bertram o ajudar, já que ele não tinha nenhum trabalho que o mesmo poderia oferecer. Como toda família pobre, tiveram 9 filhos. Fanny Price é a mais velha deles.


Em um apelo à sra. Norris e Lady Bertram, a sra. Price pede que os tios sejam bons com seus filhos, já que qualquer um dos mais velhos podem lhe ser úteis no campo. Num momento de bom coração, a sra. Norris sugere à Lady Bertram e sir Thomas (marido de Bertram e o rico da história) que tragam um dos sobrinhos para ajudar em sua criação e sua educação e, assim, tirar um fardo da pobre irmã Price. É desse modo que nossa querida Fanny, aos seus 12 anos, vai para a casa do tio. Uma casa gigante, desconhecida, onde a sra. Norris a faz ficar agradecida por simplesmente estar ali. E quando chora, seja de saudade ou de medo, a chamam de ingrata, depois de tudo o que fizeram para trazê-la até ali!

Lady Bertram e sir Thomas tem 4 filhos: Thomas, Maria, Julia e Edmund. Thomas é um bom vivant, adora gastar o dinheiro do pai. Maria e Julia são tudo o que as mulheres são treinadas para ser: obedientes, submissas, donas as artes e do francês, preparadas para conseguir agarrar um bom marido (por bom marido quero me referir a rico). Edmund é o mais novo e o melhor deles, pretende um dia ser clérigo e possui maior discernimento de justiça. Ele é o único que entende os sentimentos de Fanny e o único para o qual Fanny abre seu coração: conta seus medos e suas tristezas. Ele também vê nela uma forte amiga.

"Eu era quieta, mas não era cega."

Maria e Julia foram ensinadas a vaidade e egoísmo, a fazer diferença entre as mesmas e Fanny, altamente recomendado pela sra. Norris. Sir Thomas e Lady Bertram delegam à ela a criação de seus filhos e, aqui entre nós, essa mulher é um porre. É uma interesseira, ligada apenas àqueles que podem lhe trazer vantagens, muito mesquinha. Em especial com Fanny, dizendo que qualquer coisa que delegam à menina, ela precisa dizer sim e ser agradecida. A jovem é a única que fica dentro de casa em um dia lindo de verão, por exemplo. O livro nos mostra muito bem o papel da mulher na sociedade do século XIX. Aprendi que temas que consideramos de hoje (como a luta pela independência da mulher) já existiam naquele tempo.

Fanny cresce, é educada (mas não tanto quanto seus primos) e aprende a ser humilde e modesta e atender aos pedidos de todos. Sente-se intimidada pelo tio, que nunca lhe demonstrou afeto. Vê Lady Bertram como uma embotada e sem opiniões.

"Seus próprios pensamentos e reflexões eram habitualmente suas melhores companhias."

Chega o dia em que dois jovens chegam ao presbitério, cunhados dos novos cuidadores do presbitério após a morte do sr. Norris e os jovens Bertram e Fanny os têm em seu círculo social: Henry e Mary Crawford. Henry é o típico riquinho bonito arrasador de corações e Mary a mesma coisa. Acostumados a conquistarem tudo e todos, Mary mostra que mulheres devem apaixonar-se somente pela riqueza do jovem. Se tiver amor, melhor ainda. Henry mostra gostar das duas irmãs Bertram, as seduz... Mesmo Maria já sendo noiva, já que sua diversão é apenas enganar o coração das jovens. E ela corresponde, pois não possui amor pelo noivo, apenas por sua riqueza. Fanny apenas observava a tudo isso, sem ter coragem o suficiente ou permissão para falar sobre o que via, pois à ela sempre foi delegado o último lugar.

Mary e Henry Crawford colocam Mansfield Park às avessas. Julia sente ciúmes por Henry preferir Maria, Mary faz Edmund se apaixonar por ela e não aceita que ele queira ser apenas um clérigo. Fanny apenas observa e tem raiva de ambos os Crawford, mas nada diz contra os mesmos. Apenas Edmund sabe de seus sentimentos e os compartilha, em partes. Mas se cega pela beleza e algumas falsas qualidades que seus olhos e coração colocam em Mary. Afinal, o amor nos torna cegos muitas vezes, não é?

"Eu estava tão ansioso para fazer o que é certo que eu esqueci de fazer o que é certo!"

Mansfield Park nos traz o cotidiano comum da juventude do século XIX, bem como os costumes, o progresso chegando ao mundo... A diferença cultural entre aqueles de mais posse e os de menos posse. Mostra que a felicidade pode ser alcançada, não importa os problemas que encontremos no caminho. E olha, que esse livro chega uma hora que você imagina que nada feliz pode sair disso! Mas chega... Basta não desistir!

Espero que gostem desse livro tanto quanto eu, se se proporem a lê-lo! Há também um filme, pelo que pesquisei, mas ainda não o assisti. Assim que o ver, posto uma resenha também! ^-^

26.1.15

Indo Longe Demais – Tina Seskis

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Será que fugir é a melhor opção?

Por qual motivo uma jovem mulher, bem casada e feliz, com um filhinho pequeno, fugiria da família em busca de outra vida? É esta a pergunta angustiante que vai atormentar o leitor durante a leitura de Indo Longe Demais (Record, 308 páginas), livro de estreia de Tina Seskis, um thriller surpreendente e que prende até a última página.

Emily Coleman, advogada, tinha uma boa vida ao lado do marido Ben e a chegada do filhinho só aumentou a felicidade da família. Certo dia resolve largar tudo e todos, fugir, recomeçar a vida bem longe de Manchester. Há uma razão para este desatino, mas ela encontrará muitos desafios. O maior? Tentar esquecer. O tempo todo Emily tenta esquecer tudo que deixou para trás, o passado que a atormenta. E nessa tentativa suas piores companhias são a memória e a culpa.

O livro já começa na pressão: Emily resolve assumir uma nova identidade, seu primeiro nome, Catherine, pelo qual não é conhecida, e o sobrenome de solteira, Brown. Sem precisar mudar os documentos, segue para Londres e encontra um quarto numa casa caindo aos pedaços, onde dividirá espaço com pessoas completamente diferentes de sua realidade. Mas um anjo, que atende pelo sugestivo nome de Angel, acolhe a nova moradora. Então a nova vida de Emily – agora Cat – começa a ganhar forma: consegue emprego como recepcionista, faz alguns amigos, tenta levar uma vida normal. Mas jamais contará seu segredo.

Simon tenta se aproximar da atormentada Cat:

- Você estava prestes a me contar seu segredo naquela hora, não estava, Cat? O que era? Você ainda pode me contar. Tenho certeza de que posso ajudar.

Olho para ele com tristeza, pois sei que ele não pode ajudar, ninguém pode. Também sei que voltei da beirada do precipício, que isso pertence à minha vida passada e que agora nunca mais vou contar, enquanto eu viver.

O livro se divide em quatro partes bem definidas e cronológicas. A narrativa alterna o momento presente, em primeira pessoa na voz de Cat, e eventos passados, em terceira pessoa, que abrangem todos os personagens envolvidos diretamente com Emily/Cat. Achei que a autora deu um panorama perfeito para a história. Examinamos os personagens, seus erros e sentimentos mais íntimos, além da ordem dos fatos marcantes. Caroline é a irmã gêmea problemática, invejosa, provocativa, que desperta boa dose de antipatia. Ben é o marido fofo, companheiro leal, compreensivo e perfeito. Frances, a mãe das gêmeas, parece anulada, mas é uma mulher forte e provará isso. O pai, Andrews, é o tipo que enfia os pés pelas mãos, insatisfeito e covardão. Angel é a boa amiga e estará sempre presente.

Fico impressionada por ela (Angel) não tentar consertar as coisas para mim, apenas me aceitar, com defeitos e em carne viva, como eu sou.

Gostei logo de Emily. É uma mulher tranquila e sempre tentou manter uma proximidade civilizada com a péssima irmã, Caroline, a malvada. A autora esmiúça toda a vida de Emily/Cat, desde o nascimento das gêmeas até o momento decisivo que dividirá sua vida. Só na terceira parte é revelado o que aconteceu para Emily abandonar tudo e tornar-se Cat. Ela se envolve com álcool e drogas, na tentativa de se tornar diferente da Emily do passado e, principalmente, para anestesiar a dor...

(...) tive uma semana inteira para me organizar e, apesar de à noite minha alma ainda gritar no escuro por meu garoto, pela forma como o abandonei, como o perdi, ainda estou estranhamente orgulhosa das minhas conquistas.

O momento tão esperado é impactante! Ao descobrir, perdoei Emily, senti sua dor e desespero. Não esperava. Fiz inúmeras conjecturas, mas não achei que a coisa fosse pior do que eu poderia imaginar.

O texto é instigante, poucos livros me seguraram tanto assim. Os conflitos familiares são bem trabalhados, os personagens são humanos e falíveis, como nós. A trama é costurada com cuidado para manter a tensão e o mistério. Aconselho muita atenção aos detalhes, pode ser que o leitor descubra o que não consegui, consiga ver nas entrelinhas as pistas que a autora dá. A surpresa foi, para mim, paralisante e dolorosamente cruel.

O desfecho me pareceu coerente, gostei, mas desconfio que não agradará a todos. Depois de tanto drama e sofrimento, numa história onde as coisas são tão reais e cruas, há quem prefira que a tragédia se consolide. No outro extremo, os que torcem pelo happy end. Como sou aberta a finais que, acima de tudo, me convençam, adorei fechar a última página convicta de que o final é bem provável, é possível.

Esta história mexeu comigo, permanecendo depois da leitura acabada. Remoí as dores de Emily/Cat. Por duas razões que não poderei contar aqui – seriam spoilers – fui atingida pela autora. Ponto para ela! Adorei sua estreia e mal posso esperar pelo próximo lançamento. Gostei muito do livro e dei as cinco estrelinhas do Skoob.

Uma expressão citada pela protagonista define bem toda a loucura que experimenta, para sobreviver ao trauma: em carne viva. Você pode esconder um segredo, mas jamais conseguirá esquecê-lo.

(Quem já leu e/ou quiser saber as minhas razões, contate-me pelo Facebook ou Skoob, deixarei meus links no final da resenha).

Livro no Skoob: http://www.skoob.com.br/livros/indo-longe-demais/414801ed471020

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Meu link do Skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/596865

Meu Facebook: https://www.facebook.com/manu.hitz.7