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29.6.15

Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry


Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 310
Sinopse:

Um amor proibido no melhor estilo de Romeu e Julieta Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre.

No instante que chego ao fim um livro que me pega imensamente reconheço que é difícil realizar uma avaliação não tendenciosa a alguma coisa diferente de “compre esse livro agora”. É como se palavras não bastassem ou fossem insuficientes para descrever o quão desenvolvido uma obra pode ser. Então posso apenas dizer em primeiro lugar que este livro é realmente arrebatadorl
[...] Serei seu melhor amigo, se me disser quem é. Serei seu sol quando a chuva voce não mais quiser. Você pode ir embora e tenho certeza de que vou sobreviver. Mas saiba que hoje, em meus sonhos, você vai me envolver [...]
A história é significativa e reconfortante, e assim é a configuração de todo o conceito do enredo. Este livro foi narrado exclusivamente para te tocar meu nobre acompanhante do blog e de maneira torturante e ao mesmo tempo totalmente prazerosa em todos os sentidos. A capa é um show a parte e as paginas amareladas com trechos de músicas no ínicio de cada capítulo me arrancaram suspiros apaixonados no decorrer de toda a leitura.

Fomos apresentados a Daniel Daniels, que durante o dia é um lindo professor de Inglês de 22 anos, e nas noites é o vocalista da Banda Romeo’s Quest, uma banda cujas letras são todas baseadas em obras de Shakespeare. Ele amargou sua parcela de perda, ele testemunhou o assassinato de sua mãe que morreu em seus braços, viu o pai morrer de câncer, mandou prender o irmão mais novo, um viciado em drogas como uma última tentativa de mantê-lo vivo.

Do outro lado da história temos Ashlyn, que está de luto pela perda de sua irmã gêmea Gabby que morreu de leucemia. Quando ela é mandada embora por sua própria mãe, uma alcoolátra que basicamente a chutou porta a fora e a mandou viver com seu pai, um homem distante, que não tinha contanto com ela em Wisconsin, o mundo de Ashlyn ruiu completamente. Ela tem 19 anos, uma carga enorme de sofrimento e rejeições e está pronta para começar seu último ano do ensino médio em uma escola nova, em um novo estado, com sua nova "família", com um pai que lhe é estranho, sua namorada e ainda de quebra junto com seus dois filhos adolescentes.
[...] Sussurros silenciosos de almas entristecidas. Meu lado humando está descontrolado. As cores que vejo não fazem sentido. Mas, em seus olhos, eu sei que existe a verdade. Sequestrado, enlouquecido, indomável. Volte pra mim. Pegue minha mão. Dance. Dance ao som de terras prometidas [...]
Enquanto no trem para Wisconsin ela pela primeira vez vê Daniel, lindo, de tirar o fôlego, com seus brilhantes olhos azuis e suspira docemente acho que esse é o momento que Ashlyn se apaixona por Daniel Daniels. Os dois realmente se deram bem, ele é um músico carismático e Ashlyn se apaixona por sua música. Ela vai vê-lo tocar, eles conversam, vêm que possuem muitas coisas em comum além de um excelente papo e mentes brilhantes, eles se beijam, tem aquele momento romântico que todas nós meninas sonhamos em ter e dizem boa noite planejando seu segundo encontro... Ou seja, tudo perfeito! O que mais daria errado? Dois jovens que podem se apoiar e vencer toda a dor juntos! Mas quando a segunda-feira chega e com ela a revelação para Ashlyn que descobre que seu menino sonho é realmente o Sr. Daniels, seu professor de Inglês eles vão tentar fugir a todo custo desse relacionamento proibido enquanto caem mais e mais de amor um pelo outro.
[...] Eu não quero ser seu amigo – disse ele. Respiramos juntos, em harmonia – Quero ser seu, quero que você seja minha, e odeio não podermos ser “nós”. Porque acho que fomos feitos para ser “nós” [...]
Há tantas coisas que eu aprendi a partir deste livro, pois ele não se limita a discorrer sobre a história de duas pessoas que encontraram o amor em si através de suas semelhanças e situações dolorosas, mas também retrata drama familiar que vai puxar as cordas do seu coração. Eu me vi seriamente afetada por causa das cenas deste livro.

Nunca tinha ouvido falar da escritora Brittainy C. Cherry, mas com certeza ela merece destaque, moçada ela é incrível! Ela é uma autora muito talentosa e este livro é a prova disso. Eu gostei demais de seu estilo de escrita. O jeito que ela cria as passagens e citações dá vontade de sair marcando o livo inteiro para postar as frases que achei incríveis. Leitura totalmente viciante. Não preciso falar que recomendo de olhos fechados! Vocês devem definitivamente adquiri-lo, porque se você não leu este livro com certeza está faltando uma parte de sua vida.

[...] Antes dela, eu não sabia o que era a vida. Depois dela, eu nunca conheceria a morte [...]

26.6.15

Tudo o que um Geek deve saber - Ethan Gilsdorf

Quem realmente você é, se não for você?


Título Original: Fantasy Freaks and Gaming Geeks
Editora: Novas Ideias - Novo Conceito
Ano: 2015
Sinopse: O que significa ser um geek?

Por intermédio das suas reflexões e da viagem que decidiu fazer, Ethan Gilsdorf conta não somente a sua história, mas a da cultura pop. Jogador, na adolescência, de Dungeons & Dragons e fã de J. R. R. Tolkien, ele pegou a estrada para ir ao encontro de sua família . Nesse incrível tour, o autor viaja para a cidade natal do criador de D&D, Gary Gygax, veste uma fantasia para participar de um RPG e usa trajes medievais para encenar uma guerra em um encontro de nerds.

Ao longo de sua jornada, Ethan ainda visita as obras do castelo francês Guédelon, uma incrível fortaleza medieval que está sendo construída hoje com os mesmos recursos utilizados no passado, e viaja para a Nova Zelândia, onde conhece as locações das filmagens de O Senhor dos Anéis. Acompanhe Ethan Gilsdorf nesta jornada sem precedentes, que traz para a realidade a paixão pela fantasia e pelos jogos.


Para falar sobre um livro geek, nada melhor do que uma geek, não é?

Logo do RPG D&D

Capa original do livro
Esse livro fala sobre os assuntos que mais gosto: RPG, Livros e Jogos OnLine e como eles repercutem no dia a dia de cada um de nós. A descoberta do autor acaba por se tornar a descoberta do leitor, uma vez que o livro é a autobiografia de um homem de 41 anos confuso com o que é válido para a idade dele e o que não é. Gostar de RPG é saudável para um quarentão? É saudável para qualquer um? É como perguntar - e ele realmente pergunta no livro - se a Fantasia é saudável para o desenvolvimento humano.

A mãe de Ethan teve um aneurisma cerebral durante a adolescência do autor, que teve que ajudá-la de diversas formas e o obrigou a crescer cedo demais. Na mesma época, um amigo lhe apresentou o D&D - Dungeons & Dragons, um RPG (Role-Playing Game) criado por Gary Gygax e Dave Arneson e publicado pela primeira vez em 1974. 

Um RPG é um jogo de criação de histórias: como um livro, tem um narrador (no D&D o chamam de Dungeon Master) e tem os personagens, que tem vida nas mãos nos jogadores, que os interpretam em ações de acordo com o que é narrado pelo mestre. Você pode ser uma amazona elfa em busca de fazer o seu nome como guerreira, um orc que só quer se divertir, um bardo falastrão... No D&D há diversas raças e classes a serem jogadas... É uma imersão na fantasia, o que o autor chama de escapismo. Você sai do mundo real... E entra no mundo onde sua imaginação é o único limite que existe.

Ethan Gilsdorf usou o D&D para passar por essa fase em sua vida, mas sabia em sua juventude que era o cara estranho. Que, se quisesse beijar uma garota, teria que parar com aquilo que lhe resgatava e entrar numa nova vida. Não é preciso dizer que virou um adulto frustrado ao trancar todo o seu passado em uma caixa azul. 
Exemplo de uma Party(grupo) durante uma partida de D&D

Quando Senhor dos Anéis foi lançado em filme, seu alarme geek começou a apitar. Começou uma jornada ao seu passado para descobrir quem ele era. Se existiam mais pessoas escapistas pelo mundo, como elas estão em suas vidas adultas... Frequentou lojas onde novas modalidades de jogos de RPG foram criadas - e se deparou com vários adultos bem sucedidos lá, casados e com filhos - Convenções de Fantasia e Games, entrou no mundo dos games Online... Até foi a Terra-Média para tentar se encontrar e descobrir que não há nada de mau no escapismo. Que geralmente as pessoas buscam a fantasia para passar por alguma fase tensa em suas vidas. Claro, há relatos negativos, mas para cada negativo, surgem 10 positivos.

Eu mesma me assumo como geek: jogo RPG desde os 14 anos de idade, joguei Vampiro: A Máscara por mais ou menos de 10 anos, amo MMORPG (Ragnarok Online é o que mais jogo e jogo até hoje) e jogo League of Legends, assisti muito Anime (hoje nem tanto mais), li (e leio) mangás, amo ler... Posso dizer que os jogos me ensinaram companheirismo, me ajudaram a moldar meu caráter... Porque você acaba por criar um alterego, alguém que você gostaria de ser, seja um cavaleiro, um mago, uma princesa... Tudo isso, todas essas classes trazem ensinamentos que você precisa absorver para poder jogar bem o RPG. Mesmo com um personagem vilão, há uma história muito bem elaborada para que ele seja assim. É algo muito engrandecedor e formador de pessoas honradas. Hoje em dia muitos jogos online estão cheios de trolls (pessoas que gostam de humilhar e criticar os outros sem fundamento algum nos jogos) e é tão bonito ver a comunidade gamer lutar para que pessoas assim não tenham acesso aos jogos sem mudarem seus comportamentos!

Grupo cosplay: da esq. para direita: Nicoli, Alice, Watson, Nathalia e eu. Nathalia faz parte de outro grupo :)
Posso dizer que sim, esse mundo geek me ajudou a passar por diversas coisas na minha vida, me ajudou a conhecer muitas pessoas importantes para mim e me ajudou a crescer como pessoa honrada!

Recomendo o livro por ele mostrar toda essa viagem na vida do autor, que possam buscar, em algumas reflexões (incluindo muitas citações aos livros de Tolkien, Harry Potter e uma infinidade de outras fontes) a identificação de si mesmos em uma realidade não tão agradável e buscar forças para continuar lutando nela pelo melhor!

24.6.15

Uma Curva no Tempo - Dani Atkins


Capa comum: 240 páginas
Autora: Dani Atkins
Editora: Arqueiro; Edição: 1ª
Idioma: Português

Sinopse:

Às vésperas de saírem da cidade para a faculdade, Rachel Wiltshire e seus amigos sofreram um terrível acidente. Durante o jantar de despedida do grupo, um carro desgovernado atravessou a vidraça do restaurante onde estavam. Rachel escapou por pouco... Na verdade, ela deve sua vida a Jimmy, seu melhor amigo, que se sacrificou para salvá-la.
Cinco anos mais tarde, todos do grupo estão prestes a se reencontrar para o casamento de Sarah. Bem, quase todos. É com muita dificuldade que Rachel se convence a prestigiar a amiga, pois sabe que, para isso, terá de enfrentar os fantasmas do passado. Principalmente a culpa pela morte de Jimmy.
Com a vida destroçada, o rosto desfigurado por uma grande cicatriz e sofrendo de constantes dores de cabeça em decorrência do acidente, Rachel se obriga a encarar os fatos e vai ao cemitério visitar pela primeira vez o túmulo do amigo. Ao chegar lá, sua dor se intensifica a tal ponto que ela acaba desmaiando.
Quando acorda no hospital, Rachel fica surpresa: seu pai parece estar curado do câncer que o devastava, Jimmy está vivo e Matt – seu ex-namorado – alega ser seu noivo.
Sem entender o que lhe aconteceu, Rachel tenta convencer a todos de que nada daquilo pode ser real, mas os médicos apenas a diagnosticam com amnésia.
Desesperada por respostas, Rachel precisa primeiro decidir se vale a pena tentar voltar para a vida que conhecia e que, no fim das contas, era muito pior do que a que ela tem agora...
 
Uma Curva no Tempo nos transporta para uma história de uma garota chamada Rachel, que em companhia de seus amigos, Sarah, Jimmy, Cathy, Phil, Trevore de seu namorado Matt experimentam momentos de desespero quando se tornam vítimas de um desconhecido que ao perder o controle do carro, invade o restaurante onde eles estão celebrando o término do ensino médio, a ingressão para a universidade e o início de uma nova vida. Com o propósito de salvar a vida de Rachel que não conseguira sair a tempo da linha do acidente, seu melhor amigo Jimmy morre após sofrer o impacto da batida quando a tirou do meio do caminho.

Cinco anos mais tarde sua vida está em ruínas, Rachel ainda julga-se culpada pela morte de seu melhor amigo naquela noite fatídica, sente dores de cabeça constantes e seu pai está lutando contra um câncer em estágio avançando. Definitivamente Rachel daria tudo para voltar o tempo e ter uma vida modificada de forma que ele sempre imaginou.

Ela é convidada para o casamento de sua melhor amiga Sarah e assim terá que retornar a cidade onde tudo aconteceu. No reencontro ela encontra Matt, que agora tem um emprego respeitável e está noivo de uma de suas amigas Cathy (a amiga traíra safada que sempre quis Matt só pra si). No desenrolar desse retorno a sua cidade natal Rachel vai visitar o túmulo de Jimmy e lá sofre um acidente indo parar mais uma vez no hospital, e quando acorda, em um deslocamento inexplicável do tempo Rachel tem a vida que sempre sonhou. Ela agora está com a faculdade concluída, o emprego dos sonhos é noiva de Matt, seu pai não está mais doente, seus amigos são uma contante na sua vida e Jimmy está mais vivo do que nunca.

A narração de verdade é incomparável. O livro é surpreendentemente simples de ler. A história descomplicada brota entre um capítulo e outro e todas as questões do livro estão em primorosa harmonia. A autora criou uma grande personagem, Rachel é socialmente desastrada e possui muitos problemas, mas apesar disso ela é um personagem cativante.Jimmy foi uma descoberta maravilhosa de como um homem apaixonado pode ser. Despretensioso, coloca seus sentimentos em segundo plano e está sempre inclinado e atento em fazer Rachel feliz. Sei que a história não é unicamente sobre o amor de Rachel e Jimmy, mas torci demais pelo amadurecimento e desenvolvimento do relacionamento dos dois.

[...] Quando é que um sonho se torna pesadelo? Sempre achei que fosse no momento em que o que é familiar de súbito se torna estranho e ameaçador; ou quando você se perde em algum lugar que pensou conhecer bem; ou ao se sentir invadido por um sentimento de impotência - quando sabe que está falando com clareza, mas ninguém parece ouvir. E é verdade, um pesadelo é tudo isso junto [...]
Os capítulos longos prendem e faz com que você não consiga parar de ler.  A história eloquente é de despedaçar o coração e é essa montanha-russa emocional que faz com que o leitor alcance o término do livro de forma rápida mesmo que não ambicione tal destino.

A capa soft touch me encantou e o trabalho delicado do desenho foi surpreendentemente bem imaginado retratando a dualidade da vida da protagonista. A capa que te remete a uma reflexão do que é realidade e o que é apenas um reflexo se entrelaça com a história de uma forma única. As folhas amareladas e com uma fonte agradável fez desse livro meu novo xodozinho.

Definitivamente não vou publicar mais nada sobre o livro, pois não almejo destruir o prazer do leitor de por si só descobrir o encantamento preso dentro das 240 páginas que compões esse livro, mas posso dizer que este romance gracioso, envolvente e ao mesmo tempo estarrecedor está recomendando para uma leitura obrigatória. Na expectativa por mais livros da Dani Atkins que se revelou uma agradável surpresa.

[...] Pela primeira vez questionei por que estava tão motivada a demolir um mundo que podia ser muito melhor do que aquele no qual eu vivia [...]

22.6.15

A Herdeira - Kiera Cass

Capa comum: 360 páginas
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte; Edição: 1ª (5 de maio de 2015)
Idioma: Português
Sinopse:




No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”. Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.






Depois de ter sido arrebatada pela história de América e Maxon nos três primeiros livros da série A Seleção eu estava extremamente animada pelo livro A Herdeira. Minhas expectativas eram bem elevadas. Então, quando terminei a leitura estava frustada. Não porque a leitura não fosse fluída, na verdade foi até bem rápida, no entanto eu não senti conexão com a protagonista como nos livros anteriores, na verdade eu queria esganar Eadlyn.

A Herdeira é o quarto livro da série A Seleção. Eadlyn é a filha da América e Maxon. Por conta de míseros 7 segundos, ela nasceu para ser rainha, mas nunca foi algo que ela realmente quisesse ser. Agora pensem comigo! América e Maxon eram sem sombras de dúvidas pessoas muito decentes nos outros livros da série, certo? América veio de origem humilde e Maxon viveu coisas que o tornaria um excelente pai, confere? Pois bem, talvez tenha sido esse o problema. Talvez ambos querendo compensar suas próprias infâncias eles acabaram criando uma criança mimada e sem qualidades redentoras, pois meu amigo e minha amiga, não tem outra explicação! Eadlyn é teimosa, maçante e atua como uma fedelha! Foi muito fatigante suportá-la durante toda a leitura.

Não coneguia acreditar como América e Maxon poderiam gerar tal filha. Acho até hoje que a menina foi implantada por uma Alien no ventre materno!  Eu estava esperando uma personagem notável, apaixonante e vibrante por conta dos seus pais, mas na maioria das vezes eu só queria dar uma bolacha naquele rostinho dela, arrancar ela das folhas do livro pelos cabelos e dizer: Minha filhaaaaaa, Helloooo! Acordaaa! Vê se cresce ô pentelha! Hunf! (Pausa para não danificar meu teclado...).



Pois, bem prosseguindo; a história é contada do ponto de vista de Eadlyn e eu senti que não tinha a mesma dinâmica como nos livros anteriores. Tudo o que ela faz é se lamentar sobre sua terrível vida e como ela não quer ser uma rainha ou como ela odiou a idéias dos pais quando eles propuseram que ela escolhesse o seu marido a partir de uma seleção, afinal acho que só mesmo uma seleção para algum louco se interessar por ela. (Oh céus, oh vida, oh azar).

Eadlyn é absolutamente odiosa, se acha um ser superior e incapaz de se apaixonar.  Ela é o inferno para os meninos que estão competindo por ela e ainda assim eles se fascinam pela mesma. (Ficção meus queridos, ficção!) Os rapazes da Seleção eram apenas homens comuns. Havia tanta coisa a ser explorada sobre os competidores e achei que a autora não fez quase nada para nos ajudar a chegar a conhecê-los. Poucos detalhes sobre cada participante estão incluídos e para completar Eadlyn vai de odiar a todos e de repente gostar de alguns deles sem muita explicação. A personagem simplesmente não bate bem da caixola! Ou seja, nenhum dos romances que surgiram conseguiram me empolgar ou me fizeram acreditar que era genuíno. Os únicos rapazes que ainda simpatizei foram Kile e Erik e no fundo estou torcendo por Kile (Mentira cabeludaaaaa, queria mesmo que todos fossem embora e deixassem a nobre futura rainha a chupar dedo!).


A melhor parte do livro é que todo o seu país a odeia a ponto de ter uma revolução e ela não tem idéia do motivo (Além de chata a menina é tapada... sei não!). No fim do livro há uma tentativa de salvação para Eadlyn, bem no último minutinho, mas não senti que fosse verdadeiro. Apesar de tudo, A Herdeira tem muito a ensinar a você leitor (a), ou seja, meu caro (a) leitor (a) “pelamordedeus” nunca sejam como a Eadlyn, não é legal, não é bonito e garanto que só vai afastar as pessoas de você!

Por fim, para o leitor na infartar na história, tem momentos que a família real entra em cena e posso dizer que são até pessoas encantadoras o que me fizeram pegar meu chapéu de torcedora, minha bandeira e pular de alegria a cada “chega pra lá minha filha” e a cada verdade dita na “face” da “gentil” futura rainha. Ahren, o irmão gêmeo é gentil e cuidadoso, me lembrando muito as características de Maxon. Kaden é o irmão do meio, um apaziguador e o filho caçula Osten é um diabrete! Peninha que eles não tenham uma participação mais massiva na história.


Como citei antes achei a leitura em si muito fácil e muito rápida. Não há como negar que a autora sabe contar uma história e prender o leitor até o fim do livro. No fundo estou ansiosa para ler a continuação da narrativa, pelo motivo que me deixou completamente jogada no limbo da curiosidade e espero sinceramente que Eadlyn começe a ser tornar um personagem mais agradável, ou quem sabe ela caia e quebre o pescoço, ou talvez um cavalo passe por cima... Hummmm, é, acho que seria pedir demais!

19.6.15

Apenas um ano - Gayle Forman


Edição: 1 

Editora: Novo Conceito 

Ano: 2015 

Páginas: 352 

Autora: Gayle Forman


Em Apenas um Dia, os momentos de paixão entre Allyson e Willem foram interrompidos de maneira abrupta, lançando a jovem em um abismo de questionamentos e dor. Agora a história é contada pela voz de Willem. Sem saber exatamente o que o atraiu na garota de olhos grandes e jeito comportado, o rapaz inicia uma busca obsessiva por pistas que levem até a sua Lulu mesmo sem saber sequer o seu nome verdadeiro.

Enquanto tenta compreender o mistério que os separou, Willem se esforça para costurar relacionamentos desgastados e procura respostas para o futuro. Mais do que uma aventura de verão, o encontro em Paris significou para ele o início da vida adulta. Da mesma autora dos Best-Sellers Se Eu Ficar e Para Onde Ela Foi,

Apenas um Ano reúne todos os ingredientes de um romance imperdível: viagens, saudade, encontros, desencontros e amor.

Para ver a resenha do primeiro livro “Apenas Um Dia”, clique aqui.
Quando se está perdido, qual a melhor maneira de se encontrar? Ou se não está perdido, por que essa sensação de não pertencer a nenhum lugar?

“Mas agora percebo que não estava perdido. Era outra coisa. Isso... posso até não saber onde estou [...], mas nunca me senti tão à deriva.” Página 155

Quando Lulu apareceu na vida de Willem, ele soube aproveitar a oportunidade para escapar de enfrentar uma situação complicada ou no mínimo adiar tal situação: voltar para “casa”.
O livro começa a partir do momento da separação brusca de Lulu e Willem, em Apenas Um Dia. Diferentemente do primeiro, esse livro conta o ponto de vista de Willem. Ele se encontra no hospital logo depois de ter sido agredido. Não consegue lembrar dos fatos recentes, até ser tarde demais. Lulu foi embora. Um sentimento de perda, que não consegue explicar, apesar de fazer um dia que a conheceu. Lulu foi algo concreto que ele pode ter depois de tanto tempo.

“[..] não tanto felicidade, mas de solidez; a sensação de pisar na terra depois de ter estado muito tempo no mar [...]” Página 21

Willem sabe que perdeu algo importante, Lulu poderia ter sido parte essencial de sua vida. E agora ele quer encontrá-la. Porém, como encontrar uma garota de quem ele nem mesmo sabe o verdadeiro nome? Ele acaba numa busca por essa garota misteriosa, que parece com a atriz Louise Brooks (Lulu), que contou sobre a dupla felicidade e além de ter prometido cuidar dele.
Enquanto busca sua dupla felicidade, Willem não imaginava que iria encontrar a si mesmo. O menino que sempre se sentiu à parte na família, na verdade estava perdido em sentimentos de sabotagem da própria felicidade. Nesse livro, Willem vai viver o momento de descobertas da vida. Vai ter que enfrentar velhos fantasmas e descobrir que o amor deve ser sentido.

“O amor não é algo que se protege. É algo que se arrisca.” Página 321

Algo que me tocou muito no livro foi relação familiar de Willem. Por vezes eu queria entrar no livro e dar uma sacudida nas coisas. Queria deixar tudo perfeito nessa relação. Só lendo o livro para entender.
Apesar da capa de Apenas Um Ano ser no mesmo estilo de capa de Se Eu Ficar, os dois livros não fazem parte da mesma série.


Gayle mais uma vez nos faz mergulhar na leitura. Porém, para mim faltou algo a mais nessa leitura. Algo que até agora não consigo identificar. Muitas vezes me senti perdida com tantos lugares, idas e vindas. Ainda assim, a história nos deixa admirada em como Gayle juntou os livros em dois pontos de vista diferentes. Ela fez a ordem e a sincronização dos fatos saírem de modo perfeito.
A história ainda tem uma continuação, o conto Just One Night. Entrei em contato com a editora para saber se o conto será lançado aqui no Brasil. Esperando ansiosa pela resposta.

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Essa resenha foi escrita por Crislane Barbosa, colaboradora do blog.

17.6.15

Deuses Americanos vai virar série!



Quem aí já ouviu falar de Neil Gaiman? O criador de Sandman?

Pois é! Alguém aí já leu Deuses Americanos? Um livro lançado em 2011 que ficou meio obscuro por um tempo (admito que eu não conhecia, li pela recomendação de um amigo) e que agora mantém algum sucesso, lançada no Brasil pela Conrad.

Capa Brasileira
"Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e alucinógena que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, mantendo seu estilo picante de enredo e a narrativa perspicaz adotados desde Sandman. 
Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro, e ao mesmo tempo, de dentro para fora da alma e espiritualidade dos Estados Unidos e do povo americano: suas obsessões por dinheiro e poder, a miscigenada herança religiosa e suas consequências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é. "



Capa da Conrad

É a história de um homem que tem sua vida detonada de novo e de novo e de novo, auxiliado por Deuses de diferentes regiões do mundo para descobrir quem matou um determinado Deus. É meio maçante, pois o livro é longo mas, a história em si é muito boa. Muita ação para quem gosta e fantasia para quem ama. Tem uma continuação, que não é muito ligada ao primeiro livro, chamada de Filhos de Anansi, relançado pela editora Intrínseca em 2015 e também pela Conrad em 2012. Esse ainda não tive a oportunidade de ler, mas quero demais colocar minhas mãos em um!

Capa da Íntrinseca
Mas vim falar hoje que... Fiquei sabendo que Deuses Americanos irá virar um seriado, yay! O canal Starz, uma tv paga norte-americana, encomendou uma temporada e será produzida por Bryan Fuller (produziu Hannibal, que faz sucesso) E Michael Green (Heroes, minha gente!). A HBO tinha planejado adaptá-lo também para as telinhas, numa série de 10 a 12 episódios, custando aproximadamente de 30 a 35 milhões cada episódio.

As filmagens vão começar provavelmente esse ano e tem estréia prevista para 2016, embora sites americanos digam que ainda não tem uma data correta de lançamento.

Quem aí também tá doido pra ver?!
Fonte: Omelete

Capa comemorativa da Barnes&Nobles
Capa Norte-Americana

Por: 




O Desafio de Ferro - Holly Black e Cassandra Clare




A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Callum Hunt não é um deles. Ele quer falhar.

Se for aprovado no Desafio de Ferro e admitido no Magisterium, ele tem certeza de que isso só irá lhe trazer coisas ruins. Assim, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior... mas falha em seu plano de falhar.

Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro.

Magisterium - O Desafio de Ferro nasceu da extraordinária imaginação das autoras best-seller Holly Black e Cassandra Clare. Um mergulho alucinante em um universo mágico e inexplorado.


Comecei a leitura bem empolgada com o enredo da estória, curto livros de aventura principalmente juvenil, mas a medida que eu ia lendo essa empolgação foi diminuindo a cada página lida, existem algumas semelhanças com a famosa serie Harry Potter, são personagens que são magos, são selecionados para estudar numa escola de magia (Magisterium). 

O trio principal é formado por dois garotos e uma garota. Tem aquele garoto mal- humorado e invejoso (Jasper), tem o garoto meio bobo (Drew), o professor "protetor" (Rufus), a mãe de Call morre quando ele ainda é um bebê, tem o inimigo e por ai vai... Apesar dessas semelhanças a medida que você vai lendo essas semelhanças vão sendo mascaradas e se torna pouco perceptível pra quem lê, pois são estórias completamente diferentes.

A proposta do livro tinha tudo pra dar certo, mas infelizmente não é essa a realidade. As autoras enrolaram demais e a leitura não fluía, era enrolação em cima de enrolação, super arrastada e a cada página que eu lia parecia que a estória não saia do lugar, não vou negar foi uma leitura bem sofrida e dei graças a deus de ter acabado.

Sinceramente a combinação de  Holly Black e Cassandra Clare não deu muito certo, se com o primeiro livro o resultado foi meio negativa tenho até medo de pensar no próximo livro da serie.

Pra mim o ponto alto do livro foi o Devastação o mascotinho do trio ;)


15.6.15

Vango: Entre o Céu e a Terra - Timothée de Fombelle

"Existem pessoas neste mundo que nunca saberemos de onde vêm e nem para onde vão"

Título Original: Vango: Entre Ciel et Terre
Autor: Timothée de Fombelle
Editora: Melhoramentos
Sinopse: Salvar a pele e, ao mesmo tempo, descobrir a própria identidade. Este é o grande desafio de Vango, o jovem herói do novo romance do escritor francês 'Timothée de Fombelle'. Ao ler esse thriller histórico, ambientado no conturbado período entre as duas grandes guerras mundiais, somos impelidos a fugir com Vango pelos cinco continentes, num clima de absoluto perigo e suspense. Este rapaz órfão de 19 anos desconhece sua origem assim como desconhece a motivação do franco atirador que, além da polícia, está em seu encalço. Deparamo-nos com Vango na solenidade em que ele e outros seminaristas seriam ordenados padres na suntuosa catedral de Notre-Dame, em Paris. O assassinato do padre Jean, seu protetor, desencadeia a perseguição ao rapaz, que empreende uma fuga espetacular ao escalar nada menos do que os famosos vitrais da catedral. Essa cena é apenas um exemplo do clima de perseguição e aventura de que é feita toda a narrativa, quando acompanharemos nosso protagonista em situações e lugares improváveis - como um intruso escondido num caça da SS, galopando nas Terras Altas da Escócia, dependurado num vulcão italiano ou sobrevoando o Brasil e vários outros lugares num zepelim. O fracasso em não ter sido ordenado padre deixa nosso herói arrasado, mas a jovem Ethel fica bem feliz. É ela quem vai ajudar Vango a provar sua inocência e descobrir sua identidade. Também fazem parte da saga outros personagens marcados por vidas cheias de segredos, como Mademoiselle, a Senhora Poliglota e sem memória com quem Vango é salvo do naufrágio na costa da Sicília aos três anos de idade e Hugo Eckener, personagem verídico, comandante alemão do Graf Zepelin, esse grande dirigível que fascinou o mundo nas primeiras décadas do século XX. Outras personalidades incorporadas à história são Joseph Stalin, sua filha Svetlana e Adolf Hitler.


"Ao nos desvencilharmos dos nomes, tudo fica mais simples. Não há sentimentos envolvidos."

Quando a Editora Melhoramentos entrou em contato e a leitura me foi oferecida, não exitei nem um minuto para aceitar! Me pareceu muito boa a ideia de um menino acrobata(!!!) escalando as paredes (Assassin's Creed, oi.) durante o prenúncio da Segunda Guerra Mundial. E eu, amante de Anne Frank, absorvo tudo sobre esse momento da história. Admito que quando vi o início religioso me frustrei um pouco, mas que ótimo que mordi minha língua pelo julgamento errôneo. 

Sabe quando uma história te empolga do começo ao fim? E com reviravoltas que você nem imaginava - é claro, a não ser, que há uma razão muito forte oculta para que Vango seja perseguido como é, tão implacavelmente.

O que mais me deixou presa ao livro foi a história presente, os acontecimentos e pessoas reais envolvidas na vida de Vango, me fizeram imaginar como teria sido conhecer aquelas personagens da vida real. Você realmente não gosta do Stalin, mesmo sua presença sendo pouca nesse livro e demore para que você perceba quem é. E ama Hugo Eckener, por tudo o que ele tenta fazer para ajudar qualquer um que alcance seu Zeppelin. 

O Zeppelin sob comando de Eckener e no qual Vango esteve
E os personagens fictícios são outra delícia a parte! É incrivel como o autor consegue dar vida à eles, fazendo-os tão reais quanto qualquer outra pessoa. É fácil imaginar a Gata escalando os prédios, para fugir de sua claustrofobia; os coelhos perturbando Pippo Troisi, aquele que quase se matou para ter a liberdade longe de sua esposa mandona, que agora mendiga pela ilha de Salinas à espera de alguém que confirme suas esperanças de que o marido está vivo em algum lugar do mundo, ilha a qual a querida Mademoiselle foi parar com Vango, até então uma pequena criança, após o misterioso naufrágio e sua perda de memória conveniente e viveram por tantos anos. O autor se preocupa com isso, pela maneira com a qual ele acaba contando a vida de cada um deles e como, em sua luta e sonhos por meio de conspirações, desejam a paz entre as nações. E tudo em honra a memória de um amor que deve viver em algum lugar...

E no meio de tudo isso, temos Vango e sua estrela.

Achei muito interessante o fato de que a editora se preocupou em explicar sobre os lugares citados no decorrer do livro e a pequena lição história que ele dá no final do livro sobre o período Entreguerras e também sobre os personsagens reais que apareceram. Me ajudou a me situar melhor no final (eu me perco muito fácil na história, mesmo com as datas!) e aprender mais sobre as pessoas importantes dessa época.

"Existem portas tão fechadas que nem as vemos mais, tal é o medo que temos de abrí-las. Colocamos móveis na frente delas, tapamos totalmente a fechadura.Talvez só as crianças possam ver, agachadas, a réstia de luz vermelha na fresta da porta e perguntem o que haveria por trás dela. Contudo, Vango sempre tivera medo dessa luz. Preferia um banho de sol ao ar livre." 

Depois de ler esse livro, estou muito decepcionada por não poder ver nem andar em um Zeppelin, queria ter o mesmo encanto que foi descrito pelos personagens ao observar a neve ou mesmo as paisagens incríveis. 

Resenha por:

12.6.15

Ligeiramente maliciosos - Mary Balogh

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Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima. Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor. Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Grandmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effingham, prima de Judith. Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora? ShabbyBlogsDividerK

O segundo livro da Série Os Bedwyns, chegou desbancando o primeiro e arrasando!

Embora tenha gostado muito de Ligeiramente Casados, achei o  segundo livro infinitamente melhor, um pouco menos leve, uma pitada a mais de tensão sexual e muito mais interessante de ler. Deixou um pouco de lado a inocência da primeira história, para veredar por um lado mais libidinoso. Não estou dizendo que é um livro erótico, passa longe disso, mas tem uma pitada de romance e uma certa “pegada” gostosa de ler.

Judith é uma moça que sempre escutou de sua familia que era a mais feia das filhas, sempre teve a impressão  achou que ser voluptuosa e de cabelo cor de fogo trazia vergonha a sua familia, até conhecer Ralf Bedard, digo, lorde Rannulf Bedwyn. Se sentiu linda, desejável e já que ia passar o resto da vida como solteirona, na casa dos tios, depois que o irmão acabou com todas as suas chances de se casar com um homem respeitável, qual o mal se entregar ao amor pelo menos uma vez? Nunca mais iria encontrar o cavalheiro outra vez mesmo!

Mas as coisas nunca são tão faceis, não é? Nem nos livros as mocinhas conseguem fazer o que quiser e não ter conseguencia. Uma mentira sempre volta para assombrar.

Senti uma certa pena de Judith, mesmo tendo um espirito livre, sempre foi “podada” pelos pais, sem outra chance teve que suportar viver como uma criada na casa dos próprios tios. A única vez que se sentiu realmente livre foi nos braços de um desconhecido, que por ironia do destino não continuou sendo um desconhecido, agora tinha um nome (verdadeiro) e estava comprometido com a prima chata e insossa de Judith.

Lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle é um caso a parte, ao longo da história vai deixando de ser um homem sem objetivos para um que planeja ser prospero pelos próprios meritos, e ser um homem de família. Quando descobre o que quer é a coisa mais fofa de se ver.

Amei o livro! Ansiosa pelo próximo.

Como de praxe, preciso perguntar: Arqueiro que capa é essa?

Cada uma mais linda que a outra! Coração vermelho


11.6.15

Sejamos todos Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie



"como estereótipos limitam e formatam nosso pensamento (...).”

Se existe algum preconceito com o tema Feminismo, vamos nos despir dele e entrar neste livrinho maravilhoso, informativo e necessário. Baseado no discurso que a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie fez no TEDxEuston, Sejamos Todos Feministas (Companhia das Letras, 64 páginas) é um pequeno ensaio sobre o olhar que precisamos ter para as questões de gênero. O conteúdo feminista moderniza-se e precisa ser discutido pela sociedade. Não se trata mais do estereótipo dos sutiãs queimados ou da misandria (aversão aos homens). Feminismo é uma busca de igualdade e Chimamanda vem dizer como é isso:

"O problema da questão de gênero é que ela prescreve como 'devemos' ser em vez de reconhecer como somos. Seríamos bem mais felizes, mais livres para sermos quem realmente somos, se não tivéssemos o peso das expectativas de gênero.”.
O início da leitura já anuncia o teor informal: a partir das próprias experiências, a autora fala sobre as dificuldades que nós, mulheres, enfrentamos. E que ideias preconceituosas, de tão arraigadas, quase padronizadas e também repassadas de maneira subliminar o tempo todo, parecem definir como deve ser o comportamento feminino. Então crescemos assimilando conceitos que categorizam o ‘ser mulher’ e o ‘ser homem’.
"Uma vez eu estava falando sobre a questão de gênero e um homem me perguntou por que eu me via como uma mulher e não como um ser humano. É o tipo de pergunta que funciona para silenciar a experiência específica de uma pessoa. Lógico que sou um ser humano, mas há questões particulares que acontecem comigo no mundo porque sou mulher.”
A mulher é submetida a atitudes machistas muitas vezes no próprio lar, ainda menina, e mais tarde descobre os dissabores dessa prática enviesada, de uma sociedade desatenta aos menores (ou até mesmo aos claros) sinais de estupidez. Tem sempre uma cantada barata, um fiu-fiu desnecessário, um cara nojento encostando na moça dentro do ônibus... Daí a repercussão de campanhas contra toda e qualquer forma de assédio que elas (e eu também, como não?) promovemos, as redes sociais multiplicando essas ideias e abrindo os olhos da mulherada que sente, já sentiu ou inevitavelmente sofrerá alguma forma de abuso. Lembrando que elogio está muito longe de assédio, meninos e meninas, certo?

O problema é que o feminismo esbarra na falta de conhecimento, da desvirtuada noção de que é o antônimo de machismo. Não é não, caro leitor, se você achava que era. Feminismo, numa excelente definição de Clara Averbuck (escritora, blogueira e ativista feminista): 

não prega ódio, não prega a dominação das mulheres sobre os homens. Feminismo clama por igualdade, pelo fim da dominação de um gênero sobre outro. Feminismo não é o contrário de machismo. Machismo é um sistema de dominação. Feminismo é uma luta por direitos iguais.”

A luta feminista é muitas vezes deturpada – e isso muito interessa aos reacionários ou aos ignorantes da questão. A própria Chimamanda, ainda adolescente, ao ser taxada como feminista por um amigo, ficou chocada, como se fosse uma acusação ou uma depreciação. Foi atrás do conceito e se encantou, desprezando as vertentes mais radicais da causa, descobrindo que ser feminista não é odiar ou menosprezar os homens, muito menos abrir mão da vaidade. Assim, se define 

“feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.

O discurso pode ser visto no vídeo e o livro pode ser baixado gratuitamente (deixei os links no final da resenha). Com uma linguagem fácil e abrangente, todos entenderão a ‘experiência’ que é pensar sobre o tema e como somos afetados, especialmente afetadAs, diariamente, pelo limitado conceito do feminino e pela crueldade do machismo que ainda impera.
"Algumas pessoas me perguntam:
- Por que usar a palavra 'feminista'? Por que não dizer que você acredita nos direitos humanos ou algo parecido?
Porque seria desonesto. O feminismo faz, obviamente, parte dos direitos humanos de uma forma geral - mas escolher uma expressão vaga como 'direitos humanos' é negar a especificidade e particularidade do problema de gênero. Seria uma maneira de fingir que as mulheres não foram excluídas ao longo dos séculos. (...) Por séculos os seres humanos eram divididos em dois grupos, um dos quais excluía e oprimia o outro. É no mínimo justo que a solução para esse problema esteja no reconhecimento desse fato.”

Não dava para fazer uma resenha imparcial diante do tema e depois desta pequenina e encantadora leitura, caríssimo leitor. Então tome como minhas essas ideias e perdoe a empolgação. É que o texto de Chimamanda é provocativo e ela – veja o vídeo! – é encantadora e merece ser ouvida e lida. Além deste ensaio, que foi musicado por Beyoncé e passou de 1,5 milhão de visualizações no YouTube, a autora nigeriana já publicou outros quatro livros de sucesso e recebeu importantes prêmios, como o Orange Prize.
"A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."
Quer um conselho? Leia este livro, critique, incomode-se, identifique-se, mas, por favor, experimente. Uma hora teremos que discutir ou, pelo menos, nos situar nesses assuntos (até então) nevrálgicos, para então desmistificá-los.

Link do livro no Skoob: http://zip.net/bsrpPw
Classificação: 5 estrelas
Vídeo do pronunciamento da autora no TED: http://zip.net/bvrpNW
Para baixar o livro digital grátishttp://zip.net/bjrpss

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=61798


Resenha escrita por Manuh Hitz, colabora do blog.
Meu link do Skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/596865