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12.6.15

Ligeiramente maliciosos - Mary Balogh

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Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima. Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor. Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Grandmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effingham, prima de Judith. Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora? ShabbyBlogsDividerK

O segundo livro da Série Os Bedwyns, chegou desbancando o primeiro e arrasando!

Embora tenha gostado muito de Ligeiramente Casados, achei o  segundo livro infinitamente melhor, um pouco menos leve, uma pitada a mais de tensão sexual e muito mais interessante de ler. Deixou um pouco de lado a inocência da primeira história, para veredar por um lado mais libidinoso. Não estou dizendo que é um livro erótico, passa longe disso, mas tem uma pitada de romance e uma certa “pegada” gostosa de ler.

Judith é uma moça que sempre escutou de sua familia que era a mais feia das filhas, sempre teve a impressão  achou que ser voluptuosa e de cabelo cor de fogo trazia vergonha a sua familia, até conhecer Ralf Bedard, digo, lorde Rannulf Bedwyn. Se sentiu linda, desejável e já que ia passar o resto da vida como solteirona, na casa dos tios, depois que o irmão acabou com todas as suas chances de se casar com um homem respeitável, qual o mal se entregar ao amor pelo menos uma vez? Nunca mais iria encontrar o cavalheiro outra vez mesmo!

Mas as coisas nunca são tão faceis, não é? Nem nos livros as mocinhas conseguem fazer o que quiser e não ter conseguencia. Uma mentira sempre volta para assombrar.

Senti uma certa pena de Judith, mesmo tendo um espirito livre, sempre foi “podada” pelos pais, sem outra chance teve que suportar viver como uma criada na casa dos próprios tios. A única vez que se sentiu realmente livre foi nos braços de um desconhecido, que por ironia do destino não continuou sendo um desconhecido, agora tinha um nome (verdadeiro) e estava comprometido com a prima chata e insossa de Judith.

Lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle é um caso a parte, ao longo da história vai deixando de ser um homem sem objetivos para um que planeja ser prospero pelos próprios meritos, e ser um homem de família. Quando descobre o que quer é a coisa mais fofa de se ver.

Amei o livro! Ansiosa pelo próximo.

Como de praxe, preciso perguntar: Arqueiro que capa é essa?

Cada uma mais linda que a outra! Coração vermelho


11.6.15

Sejamos todos Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie



"como estereótipos limitam e formatam nosso pensamento (...).”

Se existe algum preconceito com o tema Feminismo, vamos nos despir dele e entrar neste livrinho maravilhoso, informativo e necessário. Baseado no discurso que a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie fez no TEDxEuston, Sejamos Todos Feministas (Companhia das Letras, 64 páginas) é um pequeno ensaio sobre o olhar que precisamos ter para as questões de gênero. O conteúdo feminista moderniza-se e precisa ser discutido pela sociedade. Não se trata mais do estereótipo dos sutiãs queimados ou da misandria (aversão aos homens). Feminismo é uma busca de igualdade e Chimamanda vem dizer como é isso:

"O problema da questão de gênero é que ela prescreve como 'devemos' ser em vez de reconhecer como somos. Seríamos bem mais felizes, mais livres para sermos quem realmente somos, se não tivéssemos o peso das expectativas de gênero.”.
O início da leitura já anuncia o teor informal: a partir das próprias experiências, a autora fala sobre as dificuldades que nós, mulheres, enfrentamos. E que ideias preconceituosas, de tão arraigadas, quase padronizadas e também repassadas de maneira subliminar o tempo todo, parecem definir como deve ser o comportamento feminino. Então crescemos assimilando conceitos que categorizam o ‘ser mulher’ e o ‘ser homem’.
"Uma vez eu estava falando sobre a questão de gênero e um homem me perguntou por que eu me via como uma mulher e não como um ser humano. É o tipo de pergunta que funciona para silenciar a experiência específica de uma pessoa. Lógico que sou um ser humano, mas há questões particulares que acontecem comigo no mundo porque sou mulher.”
A mulher é submetida a atitudes machistas muitas vezes no próprio lar, ainda menina, e mais tarde descobre os dissabores dessa prática enviesada, de uma sociedade desatenta aos menores (ou até mesmo aos claros) sinais de estupidez. Tem sempre uma cantada barata, um fiu-fiu desnecessário, um cara nojento encostando na moça dentro do ônibus... Daí a repercussão de campanhas contra toda e qualquer forma de assédio que elas (e eu também, como não?) promovemos, as redes sociais multiplicando essas ideias e abrindo os olhos da mulherada que sente, já sentiu ou inevitavelmente sofrerá alguma forma de abuso. Lembrando que elogio está muito longe de assédio, meninos e meninas, certo?

O problema é que o feminismo esbarra na falta de conhecimento, da desvirtuada noção de que é o antônimo de machismo. Não é não, caro leitor, se você achava que era. Feminismo, numa excelente definição de Clara Averbuck (escritora, blogueira e ativista feminista): 

não prega ódio, não prega a dominação das mulheres sobre os homens. Feminismo clama por igualdade, pelo fim da dominação de um gênero sobre outro. Feminismo não é o contrário de machismo. Machismo é um sistema de dominação. Feminismo é uma luta por direitos iguais.”

A luta feminista é muitas vezes deturpada – e isso muito interessa aos reacionários ou aos ignorantes da questão. A própria Chimamanda, ainda adolescente, ao ser taxada como feminista por um amigo, ficou chocada, como se fosse uma acusação ou uma depreciação. Foi atrás do conceito e se encantou, desprezando as vertentes mais radicais da causa, descobrindo que ser feminista não é odiar ou menosprezar os homens, muito menos abrir mão da vaidade. Assim, se define 

“feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.

O discurso pode ser visto no vídeo e o livro pode ser baixado gratuitamente (deixei os links no final da resenha). Com uma linguagem fácil e abrangente, todos entenderão a ‘experiência’ que é pensar sobre o tema e como somos afetados, especialmente afetadAs, diariamente, pelo limitado conceito do feminino e pela crueldade do machismo que ainda impera.
"Algumas pessoas me perguntam:
- Por que usar a palavra 'feminista'? Por que não dizer que você acredita nos direitos humanos ou algo parecido?
Porque seria desonesto. O feminismo faz, obviamente, parte dos direitos humanos de uma forma geral - mas escolher uma expressão vaga como 'direitos humanos' é negar a especificidade e particularidade do problema de gênero. Seria uma maneira de fingir que as mulheres não foram excluídas ao longo dos séculos. (...) Por séculos os seres humanos eram divididos em dois grupos, um dos quais excluía e oprimia o outro. É no mínimo justo que a solução para esse problema esteja no reconhecimento desse fato.”

Não dava para fazer uma resenha imparcial diante do tema e depois desta pequenina e encantadora leitura, caríssimo leitor. Então tome como minhas essas ideias e perdoe a empolgação. É que o texto de Chimamanda é provocativo e ela – veja o vídeo! – é encantadora e merece ser ouvida e lida. Além deste ensaio, que foi musicado por Beyoncé e passou de 1,5 milhão de visualizações no YouTube, a autora nigeriana já publicou outros quatro livros de sucesso e recebeu importantes prêmios, como o Orange Prize.
"A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."
Quer um conselho? Leia este livro, critique, incomode-se, identifique-se, mas, por favor, experimente. Uma hora teremos que discutir ou, pelo menos, nos situar nesses assuntos (até então) nevrálgicos, para então desmistificá-los.

Link do livro no Skoob: http://zip.net/bsrpPw
Classificação: 5 estrelas
Vídeo do pronunciamento da autora no TED: http://zip.net/bvrpNW
Para baixar o livro digital grátishttp://zip.net/bjrpss

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=61798


Resenha escrita por Manuh Hitz, colabora do blog.
Meu link do Skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/596865




9.6.15

As estranhas e belas mágoas de Ava Lavender - Leslye Walton

"Ela, que sempre tinha pensado que a única companhia do amor era a tristeza, aprendeu que a preocupação andava de mãos dadas com o amor."


Título Original: The strange and beautiful sorrows of Ava Lavender
Autora: Leslye Walton
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014

Sinopse: Gerações da família Roux aprenderam essa lição da maneira mais difícil. Os amores tolos parecem, de fato, ser transmitidos por herança aos membros da família, o que determina um destino ameaçador para os descendentes mais jovens: os gêmeos Ava e Henry Lavender. Henry passou boa parte de sua mocidade sem falar, enquanto Ava que em todos os outros aspectos parece ser uma jovem normal nasceu com asas de pássaro. 

Tentando compreender sua constituição tão peculiar e, ao mesmo tempo, desejando ardentemente se adaptar aos seus pares, a jovem Ava, aos 16 anos, decide revolver o passado de sua família e se aventura em um mundo muito maior, despreparada para o que ela iria descobrir e ingênua diante dos motivos distorcidos das demais pessoas. Pessoas como Nathaniel Sorrows, que confunde Ava com um anjo e cuja obsessão por ela cresce mais e mais até a noite da celebração do solstício de verão. Nessa noite, os céus se abrem, a chuva e as penas enchem o ar, enquanto a jornada de Ava e a saga de sua família caminham para um desenlace sombrio e emocionante.



Simplesmente um belo e gracioso livro, onde Ava relata tudo o que sabe sobre as gerações passadas de sua família, como modo de contar sua história até onde chegou. São histórias deliciosas, tomadas por um pouco de faz-de-conta, histórias incríveis onde você pensa: mas isso não é possível!!! Mas é. Se é possível que uma menina nasça com um par de asas e um irmão gêmeo que só fala quando tem algo extremamente importante para dizer e, ainda assim, usando apenas palavras que acha que são confortáveis de serem ditas, é possível que alguém consiga sentir a chuva chegando, que pelo cheiro sabida se alguém está grávida, que seus pães e doces ressoem suas emoções a quem o coma. Essas e outras coisas são possíveis de acontecer com os descendentes de Maman e Bearegard Roux.

E, em cada história, em cada pequeno capítulo, o amor está presente de várias formas. É um livro sobre o amor e o que ele pode fazer com as pessoas. Como pode salvá-las, como pode estar do nosso lado e nunca o vermos, como pode nos cegar e, acima de tudo, como pode nos matar. Podemos ignorá-lo, sufocá-lo, tentar esquecê-lo... Mas ele sempre estará ali, apenas aguardando para aparecer em nossa mente e sair daquele lugar obscuro ao qual o empurramos. É como aquele outro livro disse: A esperança pode te matar. E esse nos diz que o amor também. O amor doentio e obsessivo...

Desde as primeiras páginas, você sabe que pode esperar algo mais íncrivel ainda do que uma garota com asas. Na Seattle antiga, todos os integrantes do bairro são personsagens significantes no livro, cada um causando uma pequena influência nos habitantes de Pinacle Lane. Desde a vontade de queimar as bruxas que residem no antigo casarão da criança adulta (e biruta) até o doce professor Ignatius Lux (um nome bem sugestivo, para um professor, não é?) da escola onde os filhos de Emiliene estudam. Cada acontecimento conta para o fim do livro, maravilhoso por sinal.

Quando você pensa que tudo está perdido, sempre há um novo milagre para acontecer. E também o amor, simples assim.

Espero que gostem dessa leitura tanto quanto eu. Foi bem significante para mim, ainda mais no momento em que o terminei. Em que o amor nos deixa repentinamente, sem nenhum aviso... A pessoa simplesmente sobe na janela e salta para longe de nós.

Resenha por:



7.6.15

O Grande Ivan - Katherine Apllegate




Capa dura: 288 páginas


Editora: Novo Conceito


Selo: #Irado


Autora: Katherine Apllegate
Idioma: Português
Sinopse
Meu nome é Ivan.
Eu sou um gorila.
Não é tão fácil quanto parece...
Ivan mora dentro de um shopping e nunca tinha pensado em voltar para a natureza até o dia em que a pequena Ruby, um filhote de elefante, foi comprada pelo dono do circo.
Baseado em fatos reais, O GRANDE IVAN é uma história deliciosa, cheia de humor, ao mesmo tempo doce e inteligente, sobre os direitos dos animais e sobre a força da amizade.
Não importa quantos anos você tem... Você deveria ler este livro hoje, agora mesmo. Aliás, o que você está esperando para começar?



Eu não espero ser possível comunicar a vocês quão grandemente esse livro puxou as cordas do meu coração. O livro é indefinidamente comovente e a autora Katherine Apllegate foi excepcionalmente feliz com as palavras despertando minha bipolaridade, onde eu copiosamente oscilava entre choro e sorrisos. É uma história real sobre fé, amor e amizade que nos mostra que as coisas mais simples podem mudar o rumo de nossas vidas e que devemos praticar dia após dia a gentileza e o amor para com o próximo.
A história é de ficção, entretanto é fundamentado em uma história verídica. Ivan, o narrador do nosso livro, de fato existiu. Era um gorila de costas cinza-prateadas que foi retirado de sua casa na África, ainda bebê e foi enviado para os EUA junto com sua irmã gêmea que morreu durante a viagem. Ivan foi criado como um animal de estimação, mas quando ficou grande demais para a jaula que habitava virou atração num shopping onde se apresentava diariamente passando assim 27 anos enjaulado. Na história, as únicas coisas que tornam o dia de Ivan mais interessante é a presença de seus amigos. Somos apresentados então a Stella uma elefanta inteligente e excelente contadora de histórias, Bob um vira-latas que não respeitava os limites do shopping e toda noite usava a grande barriga de Ivan como travesseiro e Julia, a filha do zelador que o visita todas as noites.
[...] Alguns animais vivem na privacidade, sem serem observados, mas minha vida não é assim. Minha vida tem luzes brilhantes e dedos apontando e visitantes que não foram convidados. A centímetros de distância, os humanos apoiam suas mãozinhas contra a parede de vidro e nos separa. A parede diz que você é isso e que nós somos aquilo e que sempre será assim [...]
Quando um bebê elefante chamada Ruby chega, para ficar no lugar de Stella já que a mesma há tempos vinha doente e não atraia mais lucros por não se apresentar satisfatoriamente a vida de Ivan se modifica. O gorila faz uma juramento a sua velha amiga elefanta que se apegou á pequena Ruby, que a defenderá e não permitirá que a mesma vivencie uma vida de confinamento e solidão. Ivan fará tudo que estiver ao seu alcance para que ela seja enviada ao zoológico da cidade, no qual será bem tratada e poderá conviver com outros animais.
A edição do livro é linda, em capa dura e graciosamente ilustrado enriquecendo toda a história. A diagramação tem bastante espaço e as letras por serem grandes tornam a leitura agradável e rápida. Embora seja um livro infantil tem muita aventura, jovialidade e drama. Garanto que irá seduzir leitores de todas as idades até os mais velhos.