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19.6.15

Apenas um ano - Gayle Forman


Edição: 1 

Editora: Novo Conceito 

Ano: 2015 

Páginas: 352 

Autora: Gayle Forman


Em Apenas um Dia, os momentos de paixão entre Allyson e Willem foram interrompidos de maneira abrupta, lançando a jovem em um abismo de questionamentos e dor. Agora a história é contada pela voz de Willem. Sem saber exatamente o que o atraiu na garota de olhos grandes e jeito comportado, o rapaz inicia uma busca obsessiva por pistas que levem até a sua Lulu mesmo sem saber sequer o seu nome verdadeiro.

Enquanto tenta compreender o mistério que os separou, Willem se esforça para costurar relacionamentos desgastados e procura respostas para o futuro. Mais do que uma aventura de verão, o encontro em Paris significou para ele o início da vida adulta. Da mesma autora dos Best-Sellers Se Eu Ficar e Para Onde Ela Foi,

Apenas um Ano reúne todos os ingredientes de um romance imperdível: viagens, saudade, encontros, desencontros e amor.

Para ver a resenha do primeiro livro “Apenas Um Dia”, clique aqui.
Quando se está perdido, qual a melhor maneira de se encontrar? Ou se não está perdido, por que essa sensação de não pertencer a nenhum lugar?

“Mas agora percebo que não estava perdido. Era outra coisa. Isso... posso até não saber onde estou [...], mas nunca me senti tão à deriva.” Página 155

Quando Lulu apareceu na vida de Willem, ele soube aproveitar a oportunidade para escapar de enfrentar uma situação complicada ou no mínimo adiar tal situação: voltar para “casa”.
O livro começa a partir do momento da separação brusca de Lulu e Willem, em Apenas Um Dia. Diferentemente do primeiro, esse livro conta o ponto de vista de Willem. Ele se encontra no hospital logo depois de ter sido agredido. Não consegue lembrar dos fatos recentes, até ser tarde demais. Lulu foi embora. Um sentimento de perda, que não consegue explicar, apesar de fazer um dia que a conheceu. Lulu foi algo concreto que ele pode ter depois de tanto tempo.

“[..] não tanto felicidade, mas de solidez; a sensação de pisar na terra depois de ter estado muito tempo no mar [...]” Página 21

Willem sabe que perdeu algo importante, Lulu poderia ter sido parte essencial de sua vida. E agora ele quer encontrá-la. Porém, como encontrar uma garota de quem ele nem mesmo sabe o verdadeiro nome? Ele acaba numa busca por essa garota misteriosa, que parece com a atriz Louise Brooks (Lulu), que contou sobre a dupla felicidade e além de ter prometido cuidar dele.
Enquanto busca sua dupla felicidade, Willem não imaginava que iria encontrar a si mesmo. O menino que sempre se sentiu à parte na família, na verdade estava perdido em sentimentos de sabotagem da própria felicidade. Nesse livro, Willem vai viver o momento de descobertas da vida. Vai ter que enfrentar velhos fantasmas e descobrir que o amor deve ser sentido.

“O amor não é algo que se protege. É algo que se arrisca.” Página 321

Algo que me tocou muito no livro foi relação familiar de Willem. Por vezes eu queria entrar no livro e dar uma sacudida nas coisas. Queria deixar tudo perfeito nessa relação. Só lendo o livro para entender.
Apesar da capa de Apenas Um Ano ser no mesmo estilo de capa de Se Eu Ficar, os dois livros não fazem parte da mesma série.


Gayle mais uma vez nos faz mergulhar na leitura. Porém, para mim faltou algo a mais nessa leitura. Algo que até agora não consigo identificar. Muitas vezes me senti perdida com tantos lugares, idas e vindas. Ainda assim, a história nos deixa admirada em como Gayle juntou os livros em dois pontos de vista diferentes. Ela fez a ordem e a sincronização dos fatos saírem de modo perfeito.
A história ainda tem uma continuação, o conto Just One Night. Entrei em contato com a editora para saber se o conto será lançado aqui no Brasil. Esperando ansiosa pela resposta.

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Essa resenha foi escrita por Crislane Barbosa, colaboradora do blog.

17.6.15

Deuses Americanos vai virar série!



Quem aí já ouviu falar de Neil Gaiman? O criador de Sandman?

Pois é! Alguém aí já leu Deuses Americanos? Um livro lançado em 2011 que ficou meio obscuro por um tempo (admito que eu não conhecia, li pela recomendação de um amigo) e que agora mantém algum sucesso, lançada no Brasil pela Conrad.

Capa Brasileira
"Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e alucinógena que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, mantendo seu estilo picante de enredo e a narrativa perspicaz adotados desde Sandman. 
Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro, e ao mesmo tempo, de dentro para fora da alma e espiritualidade dos Estados Unidos e do povo americano: suas obsessões por dinheiro e poder, a miscigenada herança religiosa e suas consequências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é. "



Capa da Conrad

É a história de um homem que tem sua vida detonada de novo e de novo e de novo, auxiliado por Deuses de diferentes regiões do mundo para descobrir quem matou um determinado Deus. É meio maçante, pois o livro é longo mas, a história em si é muito boa. Muita ação para quem gosta e fantasia para quem ama. Tem uma continuação, que não é muito ligada ao primeiro livro, chamada de Filhos de Anansi, relançado pela editora Intrínseca em 2015 e também pela Conrad em 2012. Esse ainda não tive a oportunidade de ler, mas quero demais colocar minhas mãos em um!

Capa da Íntrinseca
Mas vim falar hoje que... Fiquei sabendo que Deuses Americanos irá virar um seriado, yay! O canal Starz, uma tv paga norte-americana, encomendou uma temporada e será produzida por Bryan Fuller (produziu Hannibal, que faz sucesso) E Michael Green (Heroes, minha gente!). A HBO tinha planejado adaptá-lo também para as telinhas, numa série de 10 a 12 episódios, custando aproximadamente de 30 a 35 milhões cada episódio.

As filmagens vão começar provavelmente esse ano e tem estréia prevista para 2016, embora sites americanos digam que ainda não tem uma data correta de lançamento.

Quem aí também tá doido pra ver?!
Fonte: Omelete

Capa comemorativa da Barnes&Nobles
Capa Norte-Americana

Por: 




O Desafio de Ferro - Holly Black e Cassandra Clare




A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Callum Hunt não é um deles. Ele quer falhar.

Se for aprovado no Desafio de Ferro e admitido no Magisterium, ele tem certeza de que isso só irá lhe trazer coisas ruins. Assim, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior... mas falha em seu plano de falhar.

Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro.

Magisterium - O Desafio de Ferro nasceu da extraordinária imaginação das autoras best-seller Holly Black e Cassandra Clare. Um mergulho alucinante em um universo mágico e inexplorado.


Comecei a leitura bem empolgada com o enredo da estória, curto livros de aventura principalmente juvenil, mas a medida que eu ia lendo essa empolgação foi diminuindo a cada página lida, existem algumas semelhanças com a famosa serie Harry Potter, são personagens que são magos, são selecionados para estudar numa escola de magia (Magisterium). 

O trio principal é formado por dois garotos e uma garota. Tem aquele garoto mal- humorado e invejoso (Jasper), tem o garoto meio bobo (Drew), o professor "protetor" (Rufus), a mãe de Call morre quando ele ainda é um bebê, tem o inimigo e por ai vai... Apesar dessas semelhanças a medida que você vai lendo essas semelhanças vão sendo mascaradas e se torna pouco perceptível pra quem lê, pois são estórias completamente diferentes.

A proposta do livro tinha tudo pra dar certo, mas infelizmente não é essa a realidade. As autoras enrolaram demais e a leitura não fluía, era enrolação em cima de enrolação, super arrastada e a cada página que eu lia parecia que a estória não saia do lugar, não vou negar foi uma leitura bem sofrida e dei graças a deus de ter acabado.

Sinceramente a combinação de  Holly Black e Cassandra Clare não deu muito certo, se com o primeiro livro o resultado foi meio negativa tenho até medo de pensar no próximo livro da serie.

Pra mim o ponto alto do livro foi o Devastação o mascotinho do trio ;)


15.6.15

Vango: Entre o Céu e a Terra - Timothée de Fombelle

"Existem pessoas neste mundo que nunca saberemos de onde vêm e nem para onde vão"

Título Original: Vango: Entre Ciel et Terre
Autor: Timothée de Fombelle
Editora: Melhoramentos
Sinopse: Salvar a pele e, ao mesmo tempo, descobrir a própria identidade. Este é o grande desafio de Vango, o jovem herói do novo romance do escritor francês 'Timothée de Fombelle'. Ao ler esse thriller histórico, ambientado no conturbado período entre as duas grandes guerras mundiais, somos impelidos a fugir com Vango pelos cinco continentes, num clima de absoluto perigo e suspense. Este rapaz órfão de 19 anos desconhece sua origem assim como desconhece a motivação do franco atirador que, além da polícia, está em seu encalço. Deparamo-nos com Vango na solenidade em que ele e outros seminaristas seriam ordenados padres na suntuosa catedral de Notre-Dame, em Paris. O assassinato do padre Jean, seu protetor, desencadeia a perseguição ao rapaz, que empreende uma fuga espetacular ao escalar nada menos do que os famosos vitrais da catedral. Essa cena é apenas um exemplo do clima de perseguição e aventura de que é feita toda a narrativa, quando acompanharemos nosso protagonista em situações e lugares improváveis - como um intruso escondido num caça da SS, galopando nas Terras Altas da Escócia, dependurado num vulcão italiano ou sobrevoando o Brasil e vários outros lugares num zepelim. O fracasso em não ter sido ordenado padre deixa nosso herói arrasado, mas a jovem Ethel fica bem feliz. É ela quem vai ajudar Vango a provar sua inocência e descobrir sua identidade. Também fazem parte da saga outros personagens marcados por vidas cheias de segredos, como Mademoiselle, a Senhora Poliglota e sem memória com quem Vango é salvo do naufrágio na costa da Sicília aos três anos de idade e Hugo Eckener, personagem verídico, comandante alemão do Graf Zepelin, esse grande dirigível que fascinou o mundo nas primeiras décadas do século XX. Outras personalidades incorporadas à história são Joseph Stalin, sua filha Svetlana e Adolf Hitler.


"Ao nos desvencilharmos dos nomes, tudo fica mais simples. Não há sentimentos envolvidos."

Quando a Editora Melhoramentos entrou em contato e a leitura me foi oferecida, não exitei nem um minuto para aceitar! Me pareceu muito boa a ideia de um menino acrobata(!!!) escalando as paredes (Assassin's Creed, oi.) durante o prenúncio da Segunda Guerra Mundial. E eu, amante de Anne Frank, absorvo tudo sobre esse momento da história. Admito que quando vi o início religioso me frustrei um pouco, mas que ótimo que mordi minha língua pelo julgamento errôneo. 

Sabe quando uma história te empolga do começo ao fim? E com reviravoltas que você nem imaginava - é claro, a não ser, que há uma razão muito forte oculta para que Vango seja perseguido como é, tão implacavelmente.

O que mais me deixou presa ao livro foi a história presente, os acontecimentos e pessoas reais envolvidas na vida de Vango, me fizeram imaginar como teria sido conhecer aquelas personagens da vida real. Você realmente não gosta do Stalin, mesmo sua presença sendo pouca nesse livro e demore para que você perceba quem é. E ama Hugo Eckener, por tudo o que ele tenta fazer para ajudar qualquer um que alcance seu Zeppelin. 

O Zeppelin sob comando de Eckener e no qual Vango esteve
E os personagens fictícios são outra delícia a parte! É incrivel como o autor consegue dar vida à eles, fazendo-os tão reais quanto qualquer outra pessoa. É fácil imaginar a Gata escalando os prédios, para fugir de sua claustrofobia; os coelhos perturbando Pippo Troisi, aquele que quase se matou para ter a liberdade longe de sua esposa mandona, que agora mendiga pela ilha de Salinas à espera de alguém que confirme suas esperanças de que o marido está vivo em algum lugar do mundo, ilha a qual a querida Mademoiselle foi parar com Vango, até então uma pequena criança, após o misterioso naufrágio e sua perda de memória conveniente e viveram por tantos anos. O autor se preocupa com isso, pela maneira com a qual ele acaba contando a vida de cada um deles e como, em sua luta e sonhos por meio de conspirações, desejam a paz entre as nações. E tudo em honra a memória de um amor que deve viver em algum lugar...

E no meio de tudo isso, temos Vango e sua estrela.

Achei muito interessante o fato de que a editora se preocupou em explicar sobre os lugares citados no decorrer do livro e a pequena lição história que ele dá no final do livro sobre o período Entreguerras e também sobre os personsagens reais que apareceram. Me ajudou a me situar melhor no final (eu me perco muito fácil na história, mesmo com as datas!) e aprender mais sobre as pessoas importantes dessa época.

"Existem portas tão fechadas que nem as vemos mais, tal é o medo que temos de abrí-las. Colocamos móveis na frente delas, tapamos totalmente a fechadura.Talvez só as crianças possam ver, agachadas, a réstia de luz vermelha na fresta da porta e perguntem o que haveria por trás dela. Contudo, Vango sempre tivera medo dessa luz. Preferia um banho de sol ao ar livre." 

Depois de ler esse livro, estou muito decepcionada por não poder ver nem andar em um Zeppelin, queria ter o mesmo encanto que foi descrito pelos personagens ao observar a neve ou mesmo as paisagens incríveis. 

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