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17.7.15

A Coisa Terrível Que Aconteceu com Barnaby Brocket - John Boyne



Edição: 1 
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2013
Páginas: 256
Autora: John Boyne

A Coisa Terrível Que Aconteceu com Barnaby Brocket - Os Brocket são as pessoas mais normais do mundo. São respeitáveis, quase enfadonhos, e muito orgulhosos da sua normalidade. Na verdade, Alistair e Eleanor Brocket torcem o nariz a tudo o que seja invulgar, estranho ou diferente. No entanto, assim que o seu filho mais novo Barnaby vem ao mundo, torna-se claro que ele é tudo menos normal. Para grande vergonha dos pais, Barnaby parece desafiar as leis da gravidade… e flutua! O pequeno Barnaby é uma criança solitária; afinal de contas, é difícil fazer amigos quando se passa a vida no ar.

Desesperado por agradar aos pais, faz tudo o que pode para parar de flutuar, mas simplesmente não consegue.


***
Sabe aqueles livros que são impactantes e te fazem se emocionar e chorar? Esse livro não é assim. Ele tem o impacto, mas não faz você chorar. Na verdade ele te faz sorrir. Ficar com um sorriso bobo no rosto, como quando aprendemos algo novo e conseguimos fazê-lo.
A Coisa Terrível Que Aconteceu com Barnaby Brocket na verdade foi a coisa mais maravilhosa que aconteceu com Barnaby Brocket.
A história trata de um garoto que é bem diferente. Esse é Barnaby Brocket. Ele nasceu em uma família normal. Os pais de Barnaby se orgulham de não chamarem atenção de ninguém, de seus trabalhos serem normais e receberem um salário descente condizente com o que fazem.

“Levava uma vida normal, numa casa normal, num bairro normal, onde fazia coisas normais, do jeito normal. Sua esposa era normal, assim como seus dois filhos.” Página 9

Porém, tem apenas um pequeno “problema” nessa perfeição toda. Seu terceiro filho não é “normal”. Ele flutua.



“Barnaby Brocket, terceiro filho da família mais normal que já se vivera no hemisfério Sul, estava provando ser tudo menos normal, pois recusava-se a obedecer à mais fundamental das leis. A lei da gravidade.” Página 18

E agora? Os pais não gostam nada dessa anormalidade de seu filho. Eles o culpam por não seguir a normalidade da família. Não passa pela cabeça deles que Barnaby não controla seu senso de equilíbrio. Que na verdade, ele não para de flutuar porque não quer ou por birra, mas pelo simples fato de que ele não sabe como ficar no chão.

“– Eu não sei como descer. – disse Barnaby. – Eu sou assim.
–  Então me desculpe – disse Eleanor, balançando a cabeça e finalmente baixando o tom de voz –  Mas sou forçada a dizer que não gosto muito de como você é.” Página 41

Barnaby vive escondido dos olhares de todos. Raramente saía e se fosse para ficar fora de casa, era apenas para pegar sol amarrado no varal de roupa. Quando chega a época de Barnaby ir para a escola, a escolha perfeita seria uma escola longe dos olhares curiosos dos amigos e vizinhos. Óbvio que a escola escolhida teria que ser bem peculiar. Apenas para garotos desajustados.

Agora com oito anos de idade, os pais vêm que Barnaby não está em uma fase e não irá ficar no chão. As consequências do seu ato “rebelde” de não ficar no chão, trazem grandes aventuras pelo mundo. Para um garoto que passou oito anos de sua vida apenas flutuando em casa escondido de todos, sendo a vergonha dos pais, significa agora a chance de conhecer o mundo. Porém, tudo o que ele mais quer é voltar para casa. Mas até chegar lá haverá muitas aventuras. A volta para casa trás ao nosso pequeno aventureiro muito conhecimento de outras culturas e costumes.


O livro é cheio de imagens de alguns momentos narrados pelo autor, o que deixa o livro mais interativo. A diagramação está perfeita, assim como essa história.

Esse foi o segundo livro do John Boyne lido por mim. Do primeiro eu gostei, mas por esse, eu me apaixonei. O autor abraça o diferente. Não teve medo de arriscar a temática da não aceitação para certos desejos e vontades de tantos personagens que deram o ar de sua graça nessa história. Eu não sabia o que esperar do final. Estava torcendo por algo "aceitável", mas foi algo impossível de acontecer. Grata! Palmas!


Uma história tão singela e marcante pela visão de um menino flutuante. Um dos favoritos do ano para mim. O que acontece com ele é terrível, mas abriu o maravilhoso também.



Resenha escrita por Crislane Barbosa, colabora do blog.
http://www.skoob.com.br/usuario/368409


16.7.15

Parceria - Cléo Busatto


OLÁ MOÇADA!
É com muita felicidade, que venho comunicar em primeira mão a nossa mais nova parceria com a autora Cléo Busatto.


Cléo Busatto é uma artista da palavra.
Como escritora publicou seu primeiro livro Dorminhoco, em 2002 e não parou mais. É autora de 22 obras, entre literatura para crianças, teóricos sobre oralidade e CD-ROMs, que venderam em torno de 140 mil exemplares. Eles fazem parte de programas de leitura e catálogos internacionais, como o Bologna Children’s Book Fair.Colaboradora de jornais e revistas especializados.
Cléo Busatto é representada pela VB&M Litag. Como narradora oral contou histórias para mais de 100 mil pessoas, no Brasil e exterior. Também produz e narra histórias no meio digital. Esta pesquisa, que foi tema da sua dissertação de mestrado, já originou 5 mídias.
Enquanto mediadora de projetos sobre oralidade, leitura e literatura formou mais de 50 mil pessoas, em oficinas e palestras. Em 2014 produziu (em parceria com a TV éParaná) e apresentou  o interprograma De Caso com a Palavra, fragmentos de mediação de leitura
Cléo Busatto é mestre em teoria literária, pela Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisadora transdisciplinar, formada pelo Centro de Educação Transdisciplinar.
A autora já nos enviou o livro para resenha e devo dizer que amei. Trabalho primoroso de capa e diagramação. Confiram um pouco mais da A Fofa do Terceiro Andar.

A Fofa do Terceiro Andar
Capa comum: 144 páginas
Editora: Galera Júnior (2 de junho de 2015)
Idioma: Português
Sinopse:
Primeiro juvenil da escritora Cléo Busatto, A fofa do terceiro andar é a história de Ana, uma menina acima do peso, mas cheia de opinião, que se muda para uma escola nova e começa a sofrer bullying dos colegas - o que a deixa bem irritada, além de frustrada. Quando o ano recomeça, ela muda de turma e conhece um menino que não se importa com padrões de beleza. Francisco não é como os outros garotos que ela já conheceu. Ele enxerga o mundo de forma diferente e começa a ensinar Ana a fazer o mesmo. A focar nos aspectos positivos, a ser gentil com si mesma e, principalmente, a não tentar se encaixar em um molde que não é o seu. Afinal, imagina como seria chato se o mundo fosse visto por todos da mesma forma?


Entre em contato com a autora

Se interessou e quer adquirir o livro?


15.7.15

Acesso Aos Bastidores (#01) - Olivia Cunning


Acesso Aos Bastidores (#01) - Olivia Cunning

Sinopse:

"Myrna é professora de psicologia e fanática pela banda Sinners. Especialmente por Brian Sinclair, o guitarrista e compositor que, além de talentoso, é deliciosamente lindo. Ela se surpreende ao encontrar a banda no mesmo hotel em que está hospedada para participar de uma conferência. Mais surpreendente ainda é, após alguns drinques juntos, despertar o desejo de Brian. Ela sabe que a vida de astro de rock tem um preço e estaria feliz deixando essa paixão para trás. Mas será que Brian e Myrna conseguirão ficar separados? Quando o passado de Myrna ameaça sua vida, Brian precisa decidir se aquilo que tiveram juntos não é a resposta que ele buscava há tanto tempo."


Resenha

Myrna é uma terapeuta sexual.  Mulher destemida, linda, ousada e ressabiada.
Brian roqueiro, popstar romântico, lindo, sexy é o guitarrista da banda preferida de Myrna. Ela é uma fã como muitas outras, ele é o astro dela, em turnê pelo mundo com sua a banda. Brian é um romântico bobo como ele mesmo se intitula, e tem um comportamento de roqueiro louco, por conta de uma traição que sofreu com sua ex namorada.

Num hotel de luxo, ela assiste uma conferência.  Brian é apenas um hospede com sua banda. Myrna voltando da conferência enfadonha, encontra Brian e sua turma no bar, todos descontraídos, bebem, jogam conversa fora, Myrna é a descontração em pessoa e dentre todos aqueles homens impressionantes, com seus cabelos coloridos, muita maquiagem, roupas de metaleiros, mas isso não a intimida, é Brian quem ela escolhe para passar o resto do seu tempo livre.

E eles se entregam a um relacionamento quente, sem se preocuparem com o amanha, sem compromisso fazendo questão de viver apenas o hoje. Ele é um musico talentoso e tem uma forma muito “peculiar” de criar novos ritmos, novas canções.
É prazeroso e ate hilário presenciar quando e como a inspiração vem.
Mas a conferência acaba, ela assiste ao show deles naquela noite e se prepara para dizer adeus.
Ela se sente balançada, pois vai sentir falta dos momentos tórridos, tanto quando de Brian.
Os dois acabam se separando, porque ambos não querem compromisso. Só que depois de um mês, Brian não aguenta e descobre o telefone do trabalho de Myrna e a convida a voltar.

“Como ele podia não se apaixonar por ela? Ele sabia que ela esmagaria seu coração como se esmaga um inseto, e mesmo assim não se importava.”

Myrna faz uma loucura, entra no avião só com a roupa do corpo. Quando os dois se encontram não sabem como conseguiram ficar longe um do outro.
Brian é romântico e Myrna não quer nada que possa lhe prender a alguém. Tem lembranças amargas demais para se permitir viver algo novo. Vive com medo e não sabe que esperar quando seu passado vier à tona.

Não será fácil encontrar um denominador entre Brian e Myrna, pois ele vive num ônibus de cidade em cidade, de show em show, e ela sem coragem de se entregar, amar e esquecer (ou pelo menos tentar esquecer) e viver sua vida sem medo, pois o passado continua vivo... só está trancafiado em algum lugar e que logo pode sair pra assombra-la.

Olivia Cunning é uma autora sensacional. Tem toda aquela pegada do rock que faz a imaginação da mulherada pirar, sabe muito bem criar diálogos criativos e bem quentes. É uma historia que estou ansiosa pra continuar a ler. Ver como vai ficar a relação bem conturbada de Brian e Myrna.

Recomendo!


Livro: Acesso aos bastidores (#01)
Série: The Sinners On Tour
Autor(a): Olivia Cunning
Páginas: 328
Editora: Paralela



13.7.15

A Playlist de Hayden - Michelle Falkoff




Edição: 1 
Editora: Novo Conceito 
Ano: 2015 
Páginas: 288
Autor
a: Michelle Falkoff


A Playlist de Hayden - Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.

A PLAYLIST DE HAYDEN é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.


***
Quando um ente querido, seja ele do seu sangue ou não, conviver com a perda é sempre difícil. Sam acaba de perder o único e melhor amigo, Hayden. Depois de uma festa, Sam e Hayden brigam por conta dos acontecimentos que nela ocorreram. No dia seguinte, Sam encontra o amigo morto. O que aconteceu de tão ruim naquela festa para que Hayden tenha cometido suicídio? Agora Sam tenta entender o que aconteceu, o que levou o amigo chegar a esse ponto. Ao lado do corpo de Hayden, Sam encontrou um pen drive e um bilhete para ele.

“Para Sam. Ouça. Você vai entender.” Página 10

Hayden era um rapaz tímido, não costumava sair, adorava jogar vídeo game e era tão aficionado por música quanto Sam. Porém, Sam descobre que tinha muito mais por trás disso. Sam parte em uma busca sobre o significado da morte prematura do amigo e acaba descobrindo coisas sobre a vida de Hayden que ele não sabia ou nem imaginava que aconteciam.

“Então ela conhecia mesmo Hayden. Eu não conseguia imaginar como. E por que ele não me contou?” Página 30

Sam descobre que uma garota chamada Astrid conhecia Hayden. Ela sabe bastante sobre o seu melhor amigo. Sam está determinado a saber mais sobre como isso aconteceu, além de saber mais sobre a própria Astrid.

Cada início de capítulo tem uma música da lista de Hayden e cada uma trás uma lembrança ou algo relacionado ao capítulo. É como se Hayden soubesse o que poderia vir em seguida. Algumas eu curti bastante, outras não são meu estilo. Com certeza uma lista de músicas deixa o livro mais dinâmico e atraente para o leitor.



Michelle Falkoff soube adicionar músicas que dariam um significado a cada capítulo. Porém, o bilhete de Hayden foi um incômodo durante o livro todo para mim. Não de um jeito ruim, pois eu queria entender o que a lista de músicas significava. Mas fiquei decepcionada com o final em relação a isso. Não era para menos, já que as músicas são parte importante da história. Eu esperava mais do que apenas lembranças para Sam. Não acredito que o livro cumpriu o propósito que a sinopse prometeu.

Outro fato que senti falta foi não ter conhecido Hayden e não ter tido a chance de saber sobre seus sentimentos e pensamentos. Quanto mais Sam descobria segredos de Hayden, mais eu sentia que as lembranças de Sam sobre o amigo não eram suficientes para que eu pudesse conhecê-lo de verdade.

Quem era o verdadeiro Hayden? Uma pergunta que deixou mistério no ar.




O livro é leve na medida de que não acabamos se debulhando em lágrimas e tendo aquela enxaqueca depois. De modo geral, eu posso dizer que o livro tem seu charme, tem sua boa história. Porém, existem outros sick-lits mais intensos e com maior desenvolvimento.




Resenha escrita por Crislane Barbosa, colabora do blog.

http://www.skoob.com.br/usuario/368409





12.7.15

O Espião - Clive Cussler


Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219985
Ano: 2012
Páginas: 416
Tradutor: Henrique Amat Rego Monteiro
Autor: Clive Cussler

Sinopse: É 1908 e acumulam-se tensões internacionais enquanto o mundo caminha inexoravelmente para a guerra. Após um talentoso projetista de canhões de couraçados morrer em um aparente suicídio, sua filha, angustiada, recorre à lendária Agência Van Dorn para limpar o nome do pai. Van Dorn põe seu principal investigador no caso, Isaac Bell, que logo percebe que as pistas apontam não para suicídio, mas para assassinato. E quando se seguem outras mortes mais suspeitas, fica evidente que alguém — um ardiloso espião — está orquestrando a eliminação das mentes tecnológicas mais brilhantes... Mas isso é apenas o começo.


Primeiramente acho que devo iniciar essa resenha com uma informação importante (e um tanto embaraçosa). Confesso que só depois que terminei minha leitura foi que vim a descobrir que esse livro se tratava já do terceiro volume da serie de aventuras do espião Isaac Bell.

Então você me pergunta: “- Mas Mariana, isso não atrapalhou a sua leitura?!”
E eu respondo para você, cara manceba: “- Nem um pouco!”

O livro conta uma historia completa e fechada, com nenhuma alusão aos livros anteriores que possa atrapalhar qualquer leitor mais desligado (lê-se eu ¬¬).

Logo de cara somos presenteados com o aparente “suicídio” de um dos mais talentosos projetistas de canhões da marinha americana. Sua filha, desconsolada e sem acreditar que o pai teria cometido tal ato, procura a agência de detetives Van Dorn e contrata os serviços do impetuoso detetive Issac Bell. Outras mortes de homens importantes se seguem e é ai, caro amigo amante de intrigas e espionagem, que tudo realmente começa a pegar fogo.

Narrada em terceira pessoa e com varias situações paralelas que se unem para prender o leitor, “O Espião” é ação do começo ao fim. Os personagens são muito bem construídos, interessantes e bastante carismáticos. Principalmente o protagonista, loiro, alto e lindo, Issac Bell (ok, pensamentos pecaminosos chegando).

Bem ao clima dos saudosos filmes “noir”, com mulheres sedutoras, explosões, balas, guerras, envenenamentos e intrigas internacionais, o livro realmente cumpre o que promete e não decepciona os mais ávidos leitores do gênero espionagem.

Não tenho nenhuma critica a fazer ao livro. A edição esta bem diagramada e não encontrei nenhum erro de ortografia. A capa é simples e muito bonita.

Então se você chegou ate aqui e esta pensando seriamente em pegar sua confiável pistola e entrar no mundo sorrateiro e perigoso da espionagem, eu lhe desejo boa sorte, porque sua viagem será turbulenta mas eu garanto, bastante prazerosa.

Recomendo demais a leitura e com toda certeza vou ler os outros volumes assim que conseguir me livrar dessa sensação incomoda de que estou sendo seguida. o_O 

Beijos e ate a próxima. 


Obs: Livro cedido por Liliana do blog: http://www.arfortaleza.com.br/ ;)

***




Escrito por Mary Zombie, colaboradora do blog. http://www.skoob.com.br/usuario/45011