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1.8.15

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31.7.15

A Cidade Murada – Ryan Graudin

 

Edição: 1 
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 400
Autora: Ryan Graudin


Sinopse: A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho.
Inspirado num lugar que existiu, este romance cheio de adrenalina acompanha três jovens unidos pelo destino numa tentativa desesperada de escapar desse labirinto.

***
“Existem três regras para sobreviver na Cidade Murada:
1. Correr muito.
2. Não confiar em ninguém.
3. Andar sempre com uma faca.” Página 11
                                                                                                                                                
Já nas primeiras palavras do livro temos as regras de sobrevivência. Não parece fácil viver na Cidade Murada. A cidade tem uma área pequena, mas compensa em altura e o tamanho das ruas: prédios altos, ruas estreitas e sujas. Um lugar onde se situam as piores espécies de criminosos. Uma cidade com a lei do mais forte sobrevive. Um lugar onde fazer parte de uma gangue ou grupo é a melhor saída para sobreviver. Se ficar sozinho, sua vida pode ser bem mais curta. Três personagens não querem essa vida. Querem fugir da cidade, mas não será nada fácil.
Jin Ling é uma garota de 14 anos. Sempre teve a aparência de menino, o que vai ajudá-la a ficar disfarçada e passar despercebida. Ela está atrás de sua irmã Mei Yee, que foi vendida por seu pai bêbado e espancador. As duas vieram de uma província distante. Filhas de um agricultor, ambas nunca tiveram uma vida digna e não aprenderam a ler e escrever. Estavam sempre no arrozal ou em outra tarefa e ainda viviam em estado de miséria, pois o pai só pensava em beber.
                                                                                                                                                                                      
As duas irmãs sempre foram muito próximas. Jin, apesar de ser três anos mais nova que Mei, sempre foi a mais forte das duas. Sempre fazia com que seu pai lhe batesse primeiro e o instigava ainda mais, assim ele poderia cansar e não iria atrás de sua mãe e irmã.
                                    
Quando Mei foi vendida para os Ceifadores, Jin não pensa duas vezes e segue a van que trouxe a irmã para Cidade Murada, Hak Nam. Por dois anos, ela tentou encontrá-la sem sucesso.
                                                 
“Às vezes me sinto com uma formiga operária, correndo pelos túneis escuros e sinuosos num circuito sem fim. Sempre procurando. Nunca encontrando.” Página 30

A Irmandade é a mais perigosa organização de Hak Nam. Donos de um dos bordéis mais famosos da cidade, eles se acham o dono dela. É com eles que Mei Yee está. Ela vive uma vida de rainha na Irmandade. Tem comida, um quarto confortável, roupas chiques entre outras coisas. Tudo por um 'pequeno' preço: seu corpo.
                                                  
“- Não tem como fugir. Esquece sua casa. Esquece sua família. – A voz do mestre era fria, impassível. Tão sem vida quanto seus olhos pesados de ópio. – Você é minha agora.” Página 22

A fuga não é uma opção. Se você for pego fugindo, seu destino é pior que a morte. Sem ter como escapar desse destino, Mei passa seus dias em seu quarto aguardando seu único cliente aparecer e se satisfazer. Isso até um garoto oferecer um destino melhor e mudar tudo.
                                                                     
Dai Shing chegou a cidade de maneira misteriosa. Algo terrível aconteceu a ele há alguns anos. Ele veio da Cidade de Fora, Seng Ngoi. Em busca de redenção, Dai acaba se envolvendo com a principal organização de Hak Nam, a Irmandade. Com um passado doloroso, ele precisa de algo que o Longwai, chefe da Irmandade, tem para poder escapar e para isso precisa ganhar sua confiança. Além de precisar encontrar um corredor rápido e sorrateiro para fazer entregas de drogas.
                                                                    
Contada em três pontos de vistas, as histórias desses personagens vão se entrelaçar e desencadear uma teia de acontecimentos que podem salvá-los de uma vida miserável ou causar mais catástrofes.
                                                       
O livro trás uma realidade já vivida antes. Realmente existiram cidades muradas e foi de uma delas que Ryan se inspirou para escrever sua história: a Cidade Murada de Kowloon, em Hong Kong. Uma cidade que foi por muitas décadas separada de todo o resto de Hong Kong. Lá tinha suas próprias leis, até 1987 onde o governo anunciou a demolição da cidade.
                                
Esse livro não serve para uma simples leitura sem compromisso. A narrativa nos agarra, mas nem por isso você consegue ler o livro de uma vez só e não sentir o impacto que ela nos trás. Elementos fortes são inseridos na história: tráfico de mulheres, violência contra a mulher, drogas, assassinatos, condições miseráveis, etc. Condições essas que vemos todos os dias na televisão, em jornais ou na casa de um vizinho. As cenas do livro são um tanto chocantes. Três jovens lutando pela vida e tendo que enfrentar situações de ricos. Sentimos o sofrimento de Jin, Mei e Dai a cada dia transmitido na história. Um livro que trás reflexão e aprendizado.
                                                                                                    
No começo achei a história um pouco parecida com outro livro, mas conforme fui lendo e me envolvendo com os conflitos que nossos protagonistas foram enfrentando, não pude deixar de notar que essa é uma história única. Mesmo sendo um infanto-juvenil, o livro ultrapassa o gênero em que está inserido. Cheio de adrenalina e emoção, Ryan soube aplicar e utilizar o lirismo nessa história.
 
 
0  Resenha escrita por Crislane Barbosa, colabora do blog.
 

30.7.15

Parceria - Shirley Couto


Olá galera!

Hoje estou com mais uma novidade! Preparados?
Venho apresentar a vocês a nossa mais nova parceira do blog, 
a simpática e talentosa autora brasileira Shirley Couto. 
Vem saber um pouco mais! 








Formada em letras e pós-graduada em Língua Portuguesa pela UNICAMP, Shirley Couto, 45 anos, mãe, é professora de Português do Colégio Sergio Buarque de Holanda, na Zona Sul de São Paulo, onde realiza um trabalho de leitura com alunos das séries iniciais do FUND I e ministra aulas de Língua Portuguesa para os alunos das séries finais do FUND II.

Ela ama assistir filmes, ler, escrever e conversar com seus amigos pelo facebook. Junto com seu esposo Marcos Amaro, dividem muito mais que uma vida em comum, dividem o amor pelos livros e pela escrita.

Autora do livro O Mundo pelos olhos de Morgana com previsão para ser lançado agora em Agosto e do livro Diário de Boneca com lançamento previsto para final de Outubro, nossa paulistana não para, atualmente está escrevendo uma série infanto-juvenil junto com o seu esposo.

No colégio que trabalham, possuem um projeto chamado Semeando, projeto esse que foi criado pelo próprio Marcos. Através do projeto a divulgação de incentivo a leitura entre os alunos se perpetua. Fazem concursos literários, divulgam editoras, trazem autores à escola para palestrarem e indicam livros para todos os alunos que amam ler.

Falei tanto do esposo, companheiro de histórias e principal incentivador da nossa parceira Shirley Couto que não podia deixar de registrar o talento de Marcos Amaro por aqui!















Lindas crônicas reflexivas feitas por Marcos Amaro. Em cada crônica uma emoção nova, uma lição de vida e muita emoção! Prepare-se para ver o mundo com outro olhar.



















Você já parou para imaginar como uma gata enxerga o mundo? Como será que os felinos veem tudo aquilo que acontece em seu meio? Gritos, brigas, correrias, lambidas e miados... Tudo é em vão? Morgana não é uma gata comum. Ela narra, divertidamente, tudo aquilo que vê com seus lindos olhos azuis, durante as horas que passa na rua e na casa de sua dona. Para Morgana, a casa onde vive é uma mansão e sua dona uma amiga muito amada. Descubra como, realmente, é o mundo pelos olhos de Morgana! Você vai se apaixonar por essa bichana!











Anabelle é uma boneca especial. Com sua meiguice, ela conseguiu conquistar o coração de Caroline e fazer com que a menina a tivesse como uma irmã, e não como uma boneca que ganhou de presente, em seu aniversário. Ao ler os depoimentos de Anabelle, você irá se emocionar. Pinóquio não era o único brinquedo que tinha vontade de tornar-se humano, nossa boneca também sonhava em um dia correr pelo parque com sua amiga e poder dizer a ela o quanto a amava. Prepare-se para rir, chorar e refletir. Nossa protagonista é apaixonante. Com certeza, ao final dessa leitura, você vai querer uma boneca em sua vida.






















29.7.15

Se Eu Morrer – Amy Plum



 

Ano: 2015 / Páginas: 512
Idioma: português
Editora: Farol

Depois de um longo tempo de espera para se encontrarem, Kate e Vincent veem desmoronar a perspectiva de enfim ficarem juntos. Ao serem traídos por alguém em quem achavam que podiam confiar, Kate perde Vincent. Agora o inimigo está determinado a controlar os imortais da França e até a iniciar uma guerra para conseguir o que quer. Mas Kate não desiste, ela sabe que Vincent está em algum lugar e fará qualquer coisa para salvá-lo.

 

***

É com uma pontinha de tristeza que começo essa resenha. O que me deixa triste é saber que esse é o ultimo livro dessa série que conquistou meu coração. Sempre tive fascinação por Paris, então quando leio que um livro se passa lá, já coloco na minha listinha de futuras leituras e com essa serie não foi diferente. Quando finalmente consegui realizar o sonho de conhecer a Paris, não tive como abandonar meu livro amado (o primeiro volume) no Brasil, sim eu levei meu livro. Lá fiz vários passeios e visitei vários lugares citados no livro e isso tornou minha viagem muito mais especial.

Agora voltando a resenha. Em Até Que Eu Morra, Kate e Vincent foram traídos por uma amiga na qual confiavam muito e com essa traição Vincent é levado para longe, Kate entra em desespero e o livro acaba assim, então imaginem minha ansiedade para que esse terceiro livro fosse logo publicado.  O livro inicia exatamente onde o anterior acabou, quando Kate descobre que Vincent não se foi de verdade e começa uma lutar para traze-ló de volta e com a ajuda de todos os Revenants de Paris e sua família, Kate busca uma forma de ajudar Vincent e derrotar os numas e sua nova líder.

Assim que recebi o livro comecei a ler quase que desesperadamente para saber o que Amy Plum havia decidido para o destino de cada personagem e posso dizer que ela conseguiu me surpreender  que uma forma muito positiva.

Se Eu Morrer, está cheio de ação, cenas de lutas, dramas, segredos e revelações inesperadas. Quando você acha que tudo vai dar errado, acontece uma coisa que dá uma nova esperança e novamente o leitor fica com o coração na mão em algumas partes esperando o pior e novamente ela vem dá uma nova onda de esperanças.  Kate que sempre foi uma garota decidida a lutar pelo amor que sente por Vicente, se mostrou capaz de lutar por ele e superar suas angustias e medos e ainda conseguiu contar com o apoio dos seus avós e sua irmã.

Já Vincent se mostrou mais inseguro e em alguns momentos, muito contrario aos planos de Kate para salva-ló e de ajudar na luta entre os numas e os bardias. Um personagem que veio ganhando minha atenção/coração foi o Jules, e nesse livro ele se mostrou de verdade, se expôs e me fez torcer muito por ele.

Me surpreendi negativamente com alguns personagens dos quais nunca esperava certas atitudes, mas também me surpreendi com outros, como a irmã da Kate, Georgia.  Adorei conhecer uma nova temática nos livros de fantasias, por mais que em alguns momentos os Revenants sejam teoricamente zumbis, eles são de alguma forma totalmente diferente disso.

Espero que a Editora Farol lance os dois contos do Jules, nem que só em ebook, pois seria mais uma forma de continuar, pelo menos mais um pouco,  essa série tão maravilhosa.

27.7.15

Amy & Matthew: Às vezes "eu te amo" é a coisa mais difícil de dizer. - Cammie McGovern

Às vezes vai ser complicado o caminho... Mas não temos medo do caminho.


Título Original:Say what you will
Autora: Cammie McGovern
Editora: Galera
Sinopse: Às vezes, "eu te amo" é o mais difícil de dizer. 
Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos.
Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realidade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa. 
À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.
E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... exceto o que mais importa. 
-Cammie McGovern é uma das fundadoras do Whole Children, uma instituição que oferece aulas extras e programas de auxílio para crianças com necessidades especiais. 
-Amy e Matthew é o seu primeiro livro destinado ao público jovem adulto. 
-Para os fãs de Eleonor & Park, nas listas de mais vendidos do país. 


"Se você quer melhorar, não faça a escolha fácil; opte pelo caminho mais difícil."


O que dizer desse livro que conheci e que gostei tanto? Sinceramente, não tenho muito o que dizer, a não ser: Leiam, por favor!

Eu juro que, quando comecei a ler, não esperava que a personagem principal tivesse paralisia e que o outro personagem principal tivesse T.O.C. Sinceramente, me surpreendeu quando já nas primeiras páginas, a menina - Amy - entrasse apoiada por um andador e babando! Fiquei: No Way! E tive que continuar lendo, pra entender de verdade como ela era, se não era uma pegadinha da autora... E não. A personagem mais carismática é totalmente dependente de ajudantes na escola. E é esse o começo do livro: Amy, após fazer a leitura de um de seus textos dizendo como era feliz apesar de todos os seus problemas, abriu discussão para os alunos de uma sala que não a sua, a sala de Matthew... E ele rebate, acha impossível alguém ser feliz com tudo o que ela é. E ela fica sabendo e vai perguntar a ele: por que você acha isso? Ela não tem amigos. Só tem tutores adultos e isso a impedia de adolescentes chegarem para conversar - ela usa um aparelho igual ao do Stephen Hawking, sabe? 

Aí ela toma a decisão e avisa pra sua mãe que quer colegas da escola como ajudantes. E, entre eles, ela quer Matthew, que foi o único que lhe disse a verdade. Sua mãe então faz um treinamento com todos eles, lhes pagando para ajudar Amy na escola com os livros, horários e apresentando-a para outros amigos. Seus ajudantes são Chloe, Sarah, Sanjay e Matthew, cada um com seus problemas e Amy percebe que ela não é realmente a única pessoa com dificuldades... Cada um de seus ajudantes lhe ensinam preciosas lições, mas ela age diferente com cada um deles. Chloe namora um presidiário porque ninguém liga pra ele... Sarah é adulta demais e perdeu a mãe quando era criança... Sanjay se esforça demais para que os populares da escola lhe deem alguma atenção e Matthew tem TOC e não assume que é um grande problema. Todos eles acabam por se tornar seus amigos de verdade, menos Sanjay que está apenas interessado em sua popularidade.

Sua mãe, Nicole, é alguém que deixou toda sua vida para trás para se dedicar apenas a Amy e se esforça para que ela seja a melhor em tudo, para provar que sua deficiência não significa nada. Dá pra notar o quanto é difícil para ela ver que sua filha tem suas próprias decisões a serem tomadas, independente de sua vontade como mãe. Você sabe que toda a vida daquela mulher foi voltada para a filha que todos acreditavam que não viveria. E a viu crescer, mudando o mundo todo. Seu mundo, pelo menos.

Amy e Matthew desenvolvem um amor que vai além da palavra. Um amor que brota aos poucos, sem que notem... E que acaba lhes trazendo grandes problemas e distâncias. Um ensina ao outro como viver da melhor maneira possível, buscando sempre mais. Sabem que são capazes de ser muito mais do que cada um acredita. Um complementa o outro, é algo belo de se ver, também te faz sofrer...


A autora tem uma escrita cativante, a apresentação dos personagens e suas problematizações são incrivelmente humanas. Terminei o livro com vontade de dar um peteleco na orelha de cada um dos jovens. Se não passassem tanto tempo brigados, poderiam ter tido muito mais um do outro. É um livro doce e encantador que vai te fazer rever vários conceitos que tem sobre muitas pessoas. Cammie McGovern é muito boa em mostrar o amor em suas várias formas, vale a pena conferir.

Eu não sei o que está à frente, mas eu sei que não tenho medo.


26.7.15

Fingindo - Cora Carmack

Capa Comum: 336 páginas
Autora: Cora Carmack
Editora: Novo Conceito
Idioma: Português
Sinopse
Meu nome é Cade Winston. Aluno de mestrado em belas-artes, voluntário, abraçador de mães e seu namorado pelas próximas vinte e quatro horas. Prazer em conhecê-la. Com seus cabelos coloridos, tatuagens e um namorado que combina com tudo isso, Max tem exatamente o estilo que seus pais mais desprezam… E eles nem sonham que a filha vive assim. Ela fica em apuros quando seus pais a visitam na faculdade e exigem conhecer o futuro genro. A solução que Max encontra para não ser desmascarada é pedir para um desconhecido se passar por seu namorado. Para Cade, a proposta veio em boa hora: é a chance que ele esperava para acabar com a sua fama de bom moço, que até hoje só serviu para atrapalhar sua vida. Um faz de conta com data marcada para terminar… E um casal por quem a gente vai adorar torcer. Fingindo vai seduzir você.


Fingindo é o segundo volume da série Perdendo-me, cujos livros podem ser lidos de maneira avulsa. Nesse livro, vamos nos enveredar pela história de Cade, um cara lindo, certinho e educado e de Max, uma garota descolada, rebelde, dona de cabelos que outrora foram rosa e agora se encontram tingidos de vermelhos e de quebra é detentora de uma maravilhosa boca carnuda.
Para quem não se recorda do primeiro livro da série, Perdendo-me, aqui vai uma prévia; Cade era o melhor amigo de Bliss. Cade amava Bliss que amava Garrick que amava Bliss. Ops, alguém ficou sobrando nessa história né e de quebra com um coração partido. Com a conclusão da faculdade Cade, Bliss e Garrick mudam-se para a Filadélfia. Cade está fazendo mestrado em Belas - Artes e procurando emprego ao mesmo tempo em que tenta ocultar seus sentimentos por Bliss, ou seja, ele simula que tudo está maravilhoso para não magoar a melhor amiga. No dia que ele resolve colocar um ponto final nessa dependência emocional ele conhece Max, a antítese de Bliss.
Mackenzie "Max" Miller está com um problemão. Seus pais chegaram à cidade para uma visita surpresa, e se eles contemplarem seus cabelos tingidos, suas tatuagens e piercings, descobrirem que ela dança as noites num bar, toca numa banda, tem o sonho de ser uma musicista e seu namorado Mace tem uma tatuagem no pescoço e toca numa banda, com certeza eles irão retirar toda a ajuda financeira que ela precisa pra se manter. Para agravar mais ainda, eles estão esperando para conhecer o namorado certinho que Max conheceu na biblioteca, uma mentira deslavada que ela contou pra ver-se livre do interrogatório sem fim da mãe.

Ela está numa cafeteria quando atende esse telefonema avisando da chegada intempestiva dos pais e só tem tempo para duas coisas, mandar Mace se mandar e procurar uma saída para seu dilema. Nisso ela dá de cara com Cade, que a observava de sua mesa, uma cara lindo, com rostinho de bom moço e ainda por cima está com um livro. Ele era perfeito! Max precisa de ajuda instantânea e esquecendo todo bom senso faz uma proposta no mínimo curiosa, ela quer que Cade seja seu namorado. Cade interessado na bela mulher, cansado de ser o bom mocinho e como um bom ator que é concorda sem pestanejar, mas com uma condição, como pagamento pelos serviços prestados eles precisam ter um encontro... Hum! Eles não tem nada em comum, mas uma atração irrompe e veremos se realmente os opostos se atraem!
[...] Nunca tinha saído com uma garota como ela, e provavelmente ela nunca saiu com um cara como eu [...]

A narrativa alternada entre Cade, o Menino de Ouro e Max é muito boa. Dá para conhecer e entrar na cabeça dos personagens que por sinal são consistentes, fortes e apaixonantes. A autora conduziu muito bem a personalidade de ambos, descontruindo e construindo o bom moço e a menina durona, que não se importava com nada. As cenas sensuais foram apenas um acréscimo que Cora Carmack nos presenteia em cima uma narrativa apaixonante. A gramatura do livro é perfeita, fonte ótima de ler. Agora a capa imaginei um Cade mais sensual. Ficou muito a desejar. Ainda bem que a escritora acertou na história!

[...] Há coisas pelas quais vale à pena lutar, não importa o resultado, e você é uma delas [...]