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12.12.15

A Garota na Teia de Aranha - Millenium 4



"... e essa descoberta a enfureceu, tornando-a a Lisbeth que conhecemos hoje, aquela que odeia homens que...
 - ...odeiam mulheres."


Título Original: Det som inte dödar oss.
Autor: David Lagercrantz
Série: Millenium, livro 4.
Sinopse:  Uma muralha virtual impenetrável: é assim que se pode definir a rede da NSA, a temida agência de segurança americana. Quando a mensagem “Você foi invadido” piscou na tela de Ed Needham, responsável pelos computadores que guardam alguns dos maiores segredos do mundo, ele custou a acreditar. A tentativa de localizar o criminoso também não trazia frutos, as pistas não levavam a lugar nenhum, cada indício terminava num beco sem saída. Que hacker seria capaz de algo assim?Para o leitor que acompanha a sérieMillennium, criada por Stieg Larsson, só há uma resposta possível: a genial e atormentada justiceira Lisbeth Salander está de volta. Mas por que Lisbeth, uma hacker fria e calculista que nunca dá um passo sem pesar as consequências, teria cometido um crime gravíssimo e ainda provocado de forma quase infantil um dos maiores especialistas em segurança dos Estados Unidos? Depois de finalmente se livrar da polícia sueca e de todas as acusações que pesavam sobre si, que motivo ela teria para se atirar em outro lamaceiro político?


É o que se pergunta Mikael Blomkvist, principal repórter da explosiva revista Millennium, além de amigo e eventual amante de Lisbeth. Mas Blomkvist precisa lidar com seus próprios demônios: afundada numa crise sem precedentes, a revista foi comprada por um grupo que pretende modernizá-la. Nada mais repulsivo ao jornalista que prefere apurar e pesquisar suas histórias a ceder às demandas e ao ruído das redes sociais. Ainda assim, há tempos o repórter não emplaca um de seus furos, e por isso não hesita em sair no meio da madrugada para atender a um chamado que promete ser a grande história de sua carreira.



Presos a uma teia de aranha mortífera, Lisbeth e Blomkvist terão mais uma vez que unir forças, agora contra uma perigosa conspiração internacional. Uma volta em grande estilo da dupla que mudou para sempre os romances de mistério e aventura.



"- Vivemos em um mundo doente, Mikael.
 - Sério?
 - Um mundo em que para você se manter saudável você precisa ser paranóico."

Eu terminei de ler o livro e meus pensamentos ainda ficaram nele o dia seguinte todo à leitura. Pela primeira vez em minha vida de leitora, fiquei com ressaca literária!

Sou fã da série Millenium, sou fã da Lisbeth Salander, a garota que brinca com fogo ao invés da garota em chamas (sem desmerecer a Katniss) e David não deixou nada a dever ao Larsson.

A Garota na Teia de Aranha ultrapassou minhas expectativas, sinceramente. David soube encontrar a personalidade de cada personagem do universo de Larsson e reproduzi-la a quase perfeição, dando seus toques pessoais as criações já tão adoradas dos fãs desta série.

A história narrada é bem mais frenética que dos livros anteriores, embora a ação em si só comece
Capa Sueca Original
mais pelo final do livro (mas acredito que isso seja uma característica de Millenium) e nos traz Lisbeth Salander em seu próprio reino. Um ataque virtual acontece em uma grande empresa de segurança norte-americana de informação e espionagem, apenas o começo de uma cadeia de eventos que acaba chegando ao nosso já conhecido Mikael (Super) Blomkvist!

É até engraçado como ele sempre acaba caindo com essas confusões em sua carreira, agora abalada após um duro golpe da imprensa de seu país e está doido atrás de um furo para salvar a Millenium novamente. E, como não podia deixar de ser, Lisbeth cruza mais uma vez seu caminho em sua saga frenética pela justiça que lhe cabe.

O inspetor Bublanski aparece neste livro e para mim foi um personagem bem intrigante, dessa vez, com suas reflexões a respeito da existência de um deus e sobre a humanidade. Em minha humilde opinião de leitora, nos outros livros ele foi apenas chato, um verdadeiro Bubolha, mas neste me cativou bastante. Queria ter visto mais Sonja Mödig e outras mulheres, mas acho que o autor quis apenas focar-se na força de Lisbeth, embora todas as outras tenham tido um papel bem importante no decorrer dos acontecimentos.

Achei bem interessante uma nova personagem, trazida das cinzas do passado da hacker. O autor evoca muito bem o conceito de “bem vs. mal”, fazendo uso de uma simbologia nerd que muitos viciados em quadrinhos conhecem, trazendo com isso a origem de Wasp.

O livro nos dá algo para pensar, em como tudo o que fazemos e dizemos está sendo, de algum modo,
Tatuagem temporária que veio junto cm o livro *-* Amei!
vigiado por essas grandes empresas. Seja quando falamos pelo celular ou seja na internet, nada está realmente protegido hoje em dia. Mais do que nunca, estamos em uma grande rede interconectada. Vejamos como funcionam os arquivos torrents, por exemplo: não há uma sede de informações, senão os dispositivos de todos que estão utilizando o arquivo! Pessoas ruins usam as informações e também propagam seu ódio através das redes sociais, atingindo o maior número de pessoas possível, antes isso era inimaginável.

Imaginar uma inteligência artificial que acabe ultrapassando a inteligência humana e não dependa dela para nada, também era inimaginável, mas a tecnologia avança a cada dia em direção à isso. E quando chegarmos lá...?


Eeeenfim, vale muitíssimo a leitura, mas acredito que quem não leu os anteriores vão ficar meio perdidos, embora algumas coisas sejam explicadas com “flashbacks”. Ainda assim, leiam os anteriores antes de embarcar nesse livro, vai tornar tudo mais claro e agradável de ler.

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