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2.1.16

Cinco Dias - Julie Lawson Timme

Cinco Dias - Julie Lawson Timme

Sinopse:

Duas Pessoas. Um Prazo. Uma Escolha Impossível.
Até que ponto você estaria disposto a se sacrificar por amor?
Mara Nichols é uma advogada bem-sucedida, esposa e mãe dedicada. Ela está doente. Uma doença devastadora. Ela precisa colocar um fim ao sofrimento dos últimos tempos.
Scott Coffman é um professor do ensino fundamental que precisa cuidar de um garoto de oito anos enquanto a mãe do menino cumpre pena na prisão.
Mara e Scott têm apenas cinco dias para dizer adeus àqueles que amam. Essa talvez seja a maior prova de amor que poderiam dar a essas pessoas.”

 

Resenha

As vezes, amar alguém significa deixá-lo ir embora”

Cinco Dias é narrado em terceira pessoa, onde mostra os dilemas e problemas de Mara e Scott e o amor que tem pelos filhos.
Mara é uma advogada de sucesso, centrada em seu trabalho, uma das melhores da empresa.
Tem uma família que a ama, mãe da pequena Laks, que é adotada, pais amorosos.
Ela vê sua vida mudar bruscamente quando é diagnosticada com Huntington, uma doença degenerativa incurável, que vai atacando seu sistema nervoso e deixando sequelas. Mara sabe o que essa doença significa: não terá mais controle nenhum de seus movimentos, sua memoria será extinta e por último não viverá mais ao lado de quem ama.
A autora alterna o passado e o futuro de Mara, onde acompanhamos sua vida de amor e companheirismo e após o diagnostico da doença, onde Mara nunca mais será a mesma. Até o simples ato de sair de casa para um passeio será difícil.

A depressão e a tristeza de estar fazendo sua família passar por tudo isso, Mara cansada disso decide fazer algo a respeito: dar fim a sua vida e não trazer mais sofrimento para sua família que tanto ama.
O tempo passa e ela tem cinco dias para se decidir e cumprir a promessa que fez a si mesma, mas antes Mara vai aproveitar e agradecer a sua família por tudo e ter que se despedir de sua filha Laks e seu marido tão amoroso. Mesmo com todos esses conflitos em sua cabeça, ela terá coragem de fazer?

— Acho que o intelecto e a lógica não sabem merda nenhuma de como é ser diagnosticado com uma doença incurável.”

Depois da história de partir o coração de Mara, vem à história de Scott.
Um professor de escola pública dedicado, amoroso e atencioso com seus alunos, onde ensina e tenta passar a todos eles que podem ter oportunidades na vida para se tornar alguém melhor.
Tem uma esposa Laurie que o ama e espera formar uma família a seu lado. Esperam o primeiro bebe, mas algo acontece na vida desse professor que vai colocar a prova o amor que sem por um filho.
Ao perceber que um ex-aluno está com problemas, ele prontamente se oferece para ajuda-lo.
Bray não tem como trabalhar, estudar e muito menos cuidar de seu irmão Curtis, mas Scott o ajuda adotando o pequeno pelo tempo em quem a mãe dos dois saia da prisão.

Mas o que parece ser somente uma ajuda temporária, Scott se vê amando o pequeno como se fosse do seu próprio sangue, se apegando ao Curtis, mais do que com seu próprio filho que está pra nascer.
Mara depois de um tempo só teve cinco dias para se decidir se cumpriria sua promessa e Scott também só terá cinco dias ao lado do pequeno Curtis antes de devolvê-lo a sua verdadeira família.

[...] Não fico pensando em termos do que investi nele e não vou receber de volta. Penso em tudo o que ele investiu em mim no último ano, e como vai ser dolorido ter que viver sem isso. Estou tentando focar em ser feliz por tudo o que ainda esta para acontecer: ele vai voltar para a mãe, e eu vou ter a minha própria família.

É uma leitura cheia de sentimentos conturbados, amor incondicional pelos filhos e pela família, o que nos aproxima dos personagens durante a leitura.
A história de Mara e Scott tem começo e fim, mas os cinco dias para os dois são decisivos e irrevogáveis.
Minha mãe não ficou muito fã desse livro, porque ela detesta histórias tristes, começou mais não conseguiu terminar, então eu tive que ler rs.
Foi uma leitura que me deixou com o coração apertado, triste, mas que me passou algo muito importante: que apesar do problemas que possam aparecer, ter sua família te amando e sempre ao seu lado, tudo parece se tornar mais fácil e “melhor” de superar.


Título: Cinco Dias
Autor(a): Julie Lawson Timme
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 366


30.12.15

Como Se Apaixonar - Cecelia Ahern






Edição: 1 
Editora: Novo Conceito 
Ano: 2015 
Páginas: 352
Autora:
Cecelia Ahern

Sinopse: Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor.
Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo.
 

Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?


***
Esse é o terceiro livro da Cecelia que leio. Um deles tem resenha aqui no blog (aqui). Amei. Achei melhor que P.S: Eu Te Amo. Talvez por ter me apaixonado pelo filme primeiro.



Christine está passando por uma fase difícil: está em processo de divórcio com Barry. O que não é pouca coisa. Barry está em estado de loucura pelo fim do casamento. E de forma bem disforme, ele tenta chamar a atenção de Christine com ligações inconvenientes para os amigos dela.

É no meio dessa situação que Adam acaba aparecendo na vida de Christine. Adam está em um estágio de autodestruição quando ela o encontra. Ele não vê saída a não ser cometer suicídio. Depois de ver um homem atirar na própria cabeça há apenas algumas semanas, ela não aguentaria ver outra pessoa tentar destruir a própria vida de novo. Christine assume a responsabilidade de fazê-lo mudar de ideia sobre cometer suicídio. Caso ela não consiga fazê-lo perceber que a vida dele tem algum sentido, em até duas semanas, no dia de seu aniversário, ele cometerá suicídio. É aí que ela acaba se metendo em algumas situações complicadas com Adam.



Christine tem um vício em livros de autoajuda. Ela tem vários deles em seu escritório. Para cada situação, é provável que ela tenha um livro para ajudar: Como deixar seu marido (sem machucá-lo); Como escrever um romance de sucesso; Dez maneiras de conservar energia, etc. Achei esse fato muito interessante. Ao longo do livro ela vai percebendo que nem toda ajuda vem dos livros.

Os personagens secundários são ótimos. O livro não fica apenas no foco da história de Adam e Christine. Ela nos conta sobre sua família e sua melhor amiga Amelia. As irmãs e o pai de Christine são muito divertidos. Ela é a ovelha negra da família, mas não de forma ruim. Eles se aceitam da maneira que são. Achei isso fofo.

“Você é do time que pensa. – ele disse – Nós somos do time que faz. As meninas são como eu, nós fazemos. Você é como sua mãe, você pensa. Então vá, pense.” Página 80

Não pude deixar de ficar imensamente brava com Christine. Ela é tipo de pessoa que adora consertar a vida das pessoas. Ela passou tanto tempo tentando resolver os problemas de Adam, que se esquece dos próprios problemas que devem ser resolvidos. Ops, não é isso. Ela simplesmente os ignora. Temos vários momentos em que algumas situações que Barry criou acabam por fazê-la passar por grandes constrangimentos e ela simplesmente não faz nada. Além das situações em que ela tenta ajudar Adam e acaba de alguma maneira se machucando também.

“O que havia dado tão errado na minha vida que eu tinha recorrido a ficar do lado de fora de um restaurante e observar uma mulher bonita viver uma vida que eu estava invejando...” Página 199

Christine é tão boazinha. Dá vontade de dar um tapa nela e fazê-la acordar para a vida. Mas quem disse que eu conseguiria fazer isso? E depois que descobri um segredo dela, aí mesmo que não tenho coragem. Ela é o tipo de pessoa que gostaríamos que existisse mais nesse mundo. Mais pessoas como Christine, por favor.

“Eu me sentia presa a ele, como uma mãe se sentia em relação ao filho, incapaz de deixá-lo mesmo se eu quisesse naquela hora.” Página 135

Quote favorito:
“Momentos são preciosos; às vezes eles se demoram e, em outras ocasiões, são passageiros, mas, ainda assim, muito pode ser feito durante eles; você pode mudar de ideia, pode salvar uma vida e pode até se apaixonar.”









Crislane Barbosa


http://www.skoob.com.br/usuario/368409





28.12.15

Supernova: A Estrela dos Mortos



"O Lar do Sacrifício:

Não existe sucesso sem dor. Não existe vitória sem perdas.
Para vencer, o que está disposto a sacrificar?"



Autor: Renan Carvalho
Editora: Novas Páginas
Ano: 2015
Sinopse: Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos.


"Como irei proteger o mundo se não consigo organizar nem as coisas dentro da minha cabeça?"

É o segundo livro desta série, fiz resenha do primeiro aqui. Devo dizer que este me agradou mais que O Encantador de Flechas, que eu demorei meses pra ter coragem de terminar. A escrita melhorou bastante e não me senti sufocada durante a leitura, dessa vez!

A Estrela dos Mortos se divide em primeira pessoa entre três personagens principais: começamos com Tlavi Hur, uma Estrela da Cura.

Mas o que diabos é uma Estrela, Pri? São pessoas com poderes maiores, jovem padawan. No livro I fomos introduzidos nesta ideia, mas sem muita explicação do que era. Neste, Há toda uma explicação sobre a mitologia do mundo mágico de Supernova e como os poderes foram criados pelos deuses. Gostei bastante, embora algo, que direi mais tarde, tenha me perturbado um bocado.

Enfim, Tlavi é a Estrela da Cura, sempre há uma pessoa poderosa de cada tipo de poder. Ela é capaz de curar as pessoas (nãaaao, sério?) e destruir o mal. É basicamente uma exorcista com magia. Eu não gostei muito dela não, porque é muito arrogante, do tipo que vai até o fim para cumprir sua missão. No começo até achei ela legal, mas depois vi que “nah, nada de especial sobre ela”. E olha que sou fãzona de personagens guerreiras femininas.!  

O segundo personagem a aparecer é Leran Yandel, nada novo com ele. Ele ficou meio que de escanteio neste livro, em sua missão de proteger sua irmã e descobrir mais sobre seus poderes. Eles viajam bastante, mostrando uma variedade maior de cidades, algumas nem tão favoráveis à sua presença. Ele sabe que Luana está ficando cada vez mais distante dele, talvez por estar crescendo, talvez por ser n vezes mais forte. Mas pra mim é só uma menina mimada que não pensa muito nas consequências de seus atos. Não que Leran seja muito diferente.

O terceiro personagem que aparece em terceira pessoa é Gueth, irmão de Tlavi. Gostei

bastante do poder dele: controla o crescimento das plantas. Se tiver sementinhas, em questão de minutos ele faz crescer árvores e qualquer outro tipo de planta. Ele e Tlavi não são muito próximos e há um ressentimento muito grande por algumas razões que não darei spoiler (hehehe!). Ele é um rapaz bondoso, um lutador excelente treinado pelo pai que acaba se metendo em alguns enroscos.


Este livro é beeeem mais sombrio, até porque traz claramente a guerra da LuzxTrevas. Acho isso um pouco maçante, pois o mal nele é meeeesmo mal. Não existe nenhuma razão para que ele tenha se tornado mal. É tipo: ah, nós deuses já temos todos os nossos papéis definidos e você, que é trevas, vai ser o malvadão da morte que só quer destruir tudo!

Eu particularmente não gosto dessas coisas, pois tudo pode ser destrutivo se usado erroneamente. Fogo nos dá calor; descontrolado, destrói tudo. O mesmo para o gelo, para a água... Até mesmo a Luz. Ela cega e pode queimar tanto quanto o fogo. Enfim.

"Nada para ver aqui. Por favor dispersem."

O embate, como disse, é entre luz e trevas. A luz vem representada por Phelgor, o deus bonzinho. Os paladinos lutam usando seu poder (é meio como o Deus cristão)... ele é a fé das pessoas de bem. Shazp é a deusa (pra completar, é um espírito feminino) das trevas, que foi subjugada por Phelgor e mandada para o abismo. Mas o equilíbrio procura seu caminho e nada mais justo que Shazp ter sua Estrela também. E ô bicho é ruim, viu.
A Estrela dos Mortos é capaz de criar zumbis e outras criaturas nojentas. Sério, do tipo MUITO nojentas! Sério, eu no lugar dos heróis teria olhado aquilo... Dado meia volta e: Oh, well. Nothing to do here. E sumiria. Não é meu problema!

Aaah, eu gostei bastante da personagem Minerva. É uma paladina nada carismática, mas que luta pra caramba e ajuda mais que a Tlavi. Ela desrespeita ordens para conseguir proteger um local e chuta bundas de crias asquerosas com classe!


Renan tem um website se vocês quiserem acompanhar as novidades, cliquem aqui que serão redirecionados para ele!

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