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27.2.16

Post Mortem - Patricia Cornwell


Autor: Patricia Cornwell
Editora: Paralela
Ano: 2012
Sinopse: Um brilho inusitado sugere a presença de alguma substância desconhecida no corpo de uma série de mulheres assassinadas. Mulheres saudáveis transformam-se em corpos inertes, assassinadas por prazer. Escassas e obscuras, as pistas não levam a lugar nenhum. A investigação dos crimes está sendo sabotada.

A dra. Kay Scarpetta, médica-legista, precisa ir muito além da identificação de um produto químico para chegar ao assassino. Precisa descobrir, por exemplo, que está do seu lado e quem não está.

Resenha:

Há algum tempo atrás, li em algum lugar sobre a Patricia Cornwell e o gênero de livros que costuma escrever. Como fã de romances policiais, fiquei ansiosa para ler algo da autora, e quando vi a oportunidade de ler o livro que inaugura sua série de sucesso, essa ansiedade só cresceu mais e mais.
A série Scarpetta conta com 18 livros lançados no Brasil atualmente. Segundo a página da autora na Wikipedia, Post Mortem foi publicado em 1990, após ser rejeitado por sete grandes editoras, porém após a sua publicação, Patricia Cornwell ganhou os prêmios Edgar, Creasey, Anthony e Macavity Awards, além do francês Prix du Roman d'Aventure em um único ano. 

O livro, narrado em primeira pessoa, já começa com uma cena de crime, em que a legista-chefe Dra. Kay Scarpetta é chamada para examinar a vítima. Era o quarto caso de assassinato que seguia os mesmos padrões, indicando a presença de um serial killer na cidade de 220 mil habitantes, Richmond, no estado da Virginia, considerada pelo FBI, no ano anterior, como a segunda colocada em homicídios per capita nos Estados Unidos.

“A morte por asfixia demora apenas alguns minutos. Mas isso é muito tempo quando cada célula do organismo anseia desesperadamente por ar.”

Apesar do padrão das mortes indicar que o autor dos crimes seria a mesma pessoa, a ausência de padrão na aparência física das vítimas, deixou todos confusos, pois as quatro mulheres estranguladas eram completamente diferentes, fisicamente, profissionalmente, além de viver em áreas distintas da cidade. Isso foi uma coisa interessante que achei nessa história. O padrão entre as vítimas revelado no decorrer do livro é algo que não consegui desvendar antes e me surpreendeu ao ser descrito. Além disso, em todos os corpos foi encontrado um resíduo brilhante, que era passado através das mãos do assassino e que serviu como uma evidência essencial para encontrá-lo. (Acho que por isso colocaram um brilho na capa dessa edição.)

Durante as investigações, a Dra. Scarpetta estava recebendo a visita de uma sobrinha, com quem não conseguia passar muito tempo, e por isso a menina apresentava alguns comportamentos para chamar a atenção da tia. No entanto, no decorrer da história, a própria criança (com um conhecimento absurdo de informática e uma inteligência fora do normal) acaba ajudando nas investigações.
Como se tudo isso não bastasse, aparecem evidências de que alguém está sabotando a investigação e tentando forjar erros no laboratório da médica-legista para se isentar da culpa. Com isso, Scarpetta não sabe mais em quem pode confiar.

“Os mortos nunca me incomodaram. Sinto medo dos vivos.”

Além de Pete Marino, o sargento responsável pelo caso, também há a participação de Benton Wesley, que tem mestrado em psicologia e está se especializando em perfis psicológicos no FBI. Wesley me pareceu um personagem bastante interessante, e que poderia ter tido um papel maior durante a história, mas vamos deixar minha fixação com os “profilers” de lado, pois acho meio suspeito que eles sempre sejam meus personagens favoritos em livros, filmes ou séries. (Alguém mais sofreu com a morte do Dr. Sweets, em Bones?)

A investigação continua, até que se descobre quem era o sabotador que tentava incriminar a Dra. Scarpetta e quem era o assassino. Mas senti falta de algo a mais, não sei bem explicar o porquê. A história é boa, inteligente, o desenvolvimento é legal, mas em alguns momentos, prende pouco. Espero que seja uma impressão única, pois pretendo continuar lendo os livros da série, por ser um gênero que me interessa muito, e por eu sentir que a autora tem tudo pra ser ótima, apesar de ter se perdido um pouco no primeiro livro. Até porque a série não faria tanto sucesso e não inspiraria tantos outros personagens se fosse ruim, certo? ;)






2 comentários:

  1. oi flor, a trama de Patricia tem todos os elementos de um bom livro policial, fiquei interessada nesses mistérios
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Oie, você por acaso sabe onde se compra o segundo livro do legado de syrena?

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