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19.2.16

Recomendação Literária - O segredo por detrás do sorriso


O segredo por detrás do sorriso

Autor: Raphael Feres
Editora: Autor Independente



A Recomendação de hoje é bem irreverente, uma proposta de literatura com a qual eu ainda não havia me deparado. É dividido em três livros que, embora os personagens e acontecimentos sejam similares, são histórias diferentes, narradas pelo ponto de vista de cada protagonista participante. Acredito que a ideia seja ligeiramente inovadora, do ponto de vista que só temos isso depois que toda uma série ou saga é lançada.

Apresentação da obra:

O diferencial da obra está todo no formato!
Nunca entendi livros escritos em terceira pessoa, afinal, quem conta a história? No meu entender a forma mais natural de se narrar um fato é quando alguém que participa dos eventos nos descreve o que aconteceu sob sua perspectiva, interpretações e julgamentos.
Só achei que não seria suficiente ter apenas uma versão dos acontecimentos. Decidi, então, que seria justo que houvesse mais pontos de vista, cada um descrevendo - sob olhar das personagens - as experiências vividas durante os poucos dias e algumas cidades em que se desenrola a história de fundo. E como existem três protagonistas, há, então, três histórias correndo em paralelo, lado a lado, linha a linha e capítulo a capítulo. Formando, ao final, três livros distintos, completos e independentes.
Os livros são narrados por Julie Blanc, uma elegante francesa, Moreno da Silva, um jovem brasileiro, e o professor John Black, um intelectual americano, enquanto seguem os passos do sorridente chinês Sr. Lee Dun, que carrega sua mala de misterioso conteúdo em uma grande aventura viajando por Rio, Nova York e Paris.
Os três livros podem tratar dos mesmos eventos, mas são histórias completamente diferentes, pois não necessariamente o que pensa ou vê um protagonista é o que pensam ou vêem os outros, ou é o que aconteceu de verdade. E afinal, o que é um fato além das versões que existem sobre ele? Assim espera-se que ao se ler o segundo ou terceiro livro, na ordem que convier, não se tenha a sensação de estar relendo algo, mas o prazer e a surpresa de estar descobrindo fatos novos e muitas vezes contraditórios da mesma história.
Quanto ao final, ou o clímax, alguém pode perguntar como manter o mistério após o leitor terminar o primeiro ou o segundo livro? Bom, isso será preciso ler para descobrir...

O livro está disponível de forma gratuita na Internet.
Basta clicar num dos seguintes perfis no Facebook e baixar o arquivo:

Até mesmo o seu "Sobre o autor" é diferente!!!

Rapha Feres sob o olhar de Moreno da Silva:

Caminho com o Rapha pela praia enquanto vemos as ondas quebrarem na areia branca. Poderia fazer isso por horas a fio. Em seguida me agacho de frente para o mar, sentindo o sol bater nas costas e a brisa do vento me
refrescar o rosto, trazendo algumas gotas de água salgada. Mas ele não consegue ficar muito tempo calado e insiste em puxar conversa sobre algum assunto que lhe vem à cabeça naquele momento. Será que apenas ver as ondas indo e vindo não é suficiente para acalmar seu espírito? Qual a grande dificuldade de ficar quieto por alguns minutos?
Não sei dizer. Mas, tirando esse pequeno incômodo, sua presença é agradável, afinal posso contar com ele para me conseguir uma ou outra água de coco. Se bem que não é nada fácil fazer com que ele abra a carteira. Ao final da tarde, o Rapha me acompanha até uma roda de capoeira. Percebo que ele gosta do que vê, bate palmas e se diverte. E se a música o inspira – e como não inspiraria? – ele pode mesmo querer arriscar alguns passos junto conosco. Acho sua coragem tão nobre quanto vergonhosa. Afinal, se na minha idade talvez tivesse algum molejo que fosse, e mesmo se o tempo não lhe foi assim tão cruel, agora suas articulações jogam mais contra que a favor. Tudo bem, faço um esforço para lhe agradar, jogando lentos os golpes para não lhe acertar o queixo e
me abaixando bastante, quase entrando chão adentro, para fugir dos seus. Quando o sol se põe ele vai embora feliz, e sei que, se pudesse, voltaria aqui na manhã seguinte para viver comigo as mesmas experiências... dia
após dia.


Rapha Feres sob o olhar de Julie Blanc:

Já tentei algumas vezes transformar o Rapha em um homem refinado, mas, infelizmente, os resultados foram aquém do esperado. Talvez Marie, que é mais paciente do que eu, tivesse mais sucesso nessa árdua tarefa.
Bom, mas se ele está feliz com seu jeito, como poderia definir? Simples, quem sou eu para julgar? Ao menos, antes que para sua tristeza caminhemos entre vitrines e araras de roupas, conseguimos ter ótimas conversas sentados à mesa de algum bistrô, tomando uma taça de champanhe, pensando na vida e comentando sobre as pessoas que caminham e desfilam pela rua. Descontraidamente conseguimos debater e criar grandes análises sociológicas tão rasas e efêmeras quanto as borbulhas que passeiam pelo líquido em nossas taças.
Apesar de sermos de locais tão distantes e distintos, temos referências semelhantes, afinal temos quase a mesma idade, apesar de eu estar mais conservada e parecer muito mais jovem do que ele. De qualquer forma,
somos pessoas do mundo, e nos interessamos mais pelas diferenças entre as pessoas do que pelo que elas têm em comum. E, como a diversidade nos une em vez de nos separar, podemos, ao final, nos integrar em qualquer ambiente.
Lembro-me que uma vez o cumprimentei do balcão do hotel em que me hospedava enquanto ele passeava pela rua. Percebi que ele gostaria de ao menos uma vez na vida ter o prazer de apreciar a vista que eu tinha todos os dias ao acordar. Acho sempre importante se ter sonhos, mas, sinceramente, creio que esse luxo não é para ele...

Rapha Feres sob o olhar de John Black:
Ele sempre me propõe algum desafio lógico, que tolo! Afinal, a diferença intelectual entre o Rapha e eu é gritante, visto que seu percurso acadêmico e no âmbito da pesquisa não se aproxima dos marcantes e reconhecidos resultados que obtive ao longo dos anos. Naturalmente, tenho várias primaveras a mais de vida, assim, ele ainda tem algumas temporadas para se desenvolver caso queira dominar tantos ramos da ciência assim como eu.
De qualquer forma, aprecio nossas conversas filosóficas, onde posso lhe passar um pouco do meu vasto conhecimento sobre um grande número de matérias. Tenho a impressão, porém, de que no decorrer das minhas
palestras seus olhos se perdem, e sutis variações em sua pupila indicam que ele já não tem mais a atenção necessária para um real aprendizado.
Não tem problema, conheço bem seu déficit de atenção. E, além do mais, infelizmente, a falta de concentração diante de meus discursos não é uma exclusividade sua. Quanto ao grande número de teorias que ele desenvolve sobre os mais diversos temas, apesar de até poderem soar razoáveis, tenho a impressão de que, em muitos casos, lhe falte embasamento teórico para lastrear a certeza com que faz postulações. De qualquer forma, percebo que isso parece não o constranger.
Apesar dos convites, ainda não tive o prazer de sua companhia na realização de trabalhos científicos de campo, viajando para cantos longínquos e exóticos do planeta. Sei, porém, que no futuro, a coragem lhe chegará e ele me seguirá em alguma pesquisa para que juntos possamos desvendar os segredos do mundo...

Logo, logo teremos as primeiras impressões desse(s) livro!





1 comentários:

  1. oi flor, obrigada pela dica, estou curtindo de montão! ah, eu achei a proposta super diferenciada!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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