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2.4.16

Batman Vs Superman - A Origem da Justiça




Olá! É com grande prazer que aceitei o convite para colaborar com este blog com algumas resenhas de filmes. E, embora eu não seja uma menina, mas um "menino que lê livros" e adora filmes, me comprometo a entregar postagens com análises pessoais e bem humoradas (na medida do possível e se o dia não estiver muito chuvoso, pois isso me irrita rsrsrs) não só de lançamentos, mas de filmes de todas as épocas, clássicos ou nem tanto... Enfim, o que vier na telha! 

                   Eu achava, até bem pouco tempo atrás, que menina NENHUMA se interessasse por filmes de super herói. Mas minha prima, Amanda, que também é resenhista aqui no blog, me mostrou que eu estava errado, pois ela tem sido minha fiel companheira no cinema e este ano já assistimos ao Deadpool (sensacional!) e ao controverso Batman Vs Superman, sobre o qual eu vou escrever agora. Espero que gostem! 

BATMAN vs SUPERMAN: A Origem da Justiça (Dawn of Justice)



Direção: Zack Snyder
Elenco: Henry Cavill, Ben Affleck, Gal Gadot, Jesse Eisenberg, Jeremy Irons, Amy Adams, Holly Hunter, Diane Lane, Laurence Fishbourne.

ATENÇÃO: Contém spoilers (revelações sobre o enredo) referentes ao filme em questão, bem como de Man Of Steel e da saga O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. Se você ainda não assistiu/leu as obras mencionadas, prossiga por sua conta e risco.

Sinopse:

A trama é uma continuação dos eventos retratados no filme MAN OF STEEL  (Zack Snyder – 2013) quando, durante um combate épico entre os kryptonianos (Superman, General Zod e seus seguidores), a cidade de Metropolis termina destruída quase que por completo, destruição que incluiu uma torre pertencente ao milionário e bem feitor de Gotham City Bruce Wayne, matando centenas de seus colaboradores e ferindo outros tantos. Este fato chama a atenção de Wayne (que tem como alter ego o perturbado vigilante mascarado conhecido como Batman) para o perigo que Superman representa para a humanidade devido ao seu tremendo poder. Somem-se a isto as ações do também milionário e cientista Alexander “Lex” Luthor, que há anos vem trabalhando com um mineral Kryptoniano, a Kryptonita, com objetivo de destruir Superman. Fechando o enredo, conta-se com a presença de uma misteriosa mulher, que mais tarde se revela como sendo a guerreira amazona Diana, ou Mulher Maravilha, como seria conhecida no continente.

Resenha:



Brigas entre o morcego de Gotham e o filho de Krypton não são nenhuma novidade. Quem acompanha os heróis nas HQ’s, animações e outras mídias sabe que os dois nunca se bicaram muito e, por vezes, andaram se esbarrando. O “esbarrão” mais famoso foi o que serviu como um dos pilares para a construção do enredo deste blockbuster, qual seja, a saga dO Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. Naquela narrativa, temos um Bruce Wayne mais velho, meio que aposentado, mas não menos perturbado pelo seu passado. Quando o aumento da criminalidade volta a assolar sua cidade, o velho milionário veste outra vez o traje do homem morcego. Acontece que desta vez ele está visivelmente mais violento do que o usual, acabando, inclusive, por matar o seu velho arquinimigo, o Coringa. Tais atitudes levam o governo norte americano a enviar ninguém menos que o Superman para tentar deter as ações de Batman, que por sua vez espera o Homem de Aço com uma super armadura e muita, mas muita Kryptonita. Quem conhece o Batman sabe que ele não é muito bom em receber ordens de quem quer que seja. Enfim, não vou contar aqui o final da confusão. Você pode conferir na HQ O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight Returns), escrita e desenhada por Frank Miller, ou na animação homônima, disponível no YouTube.

Voltando ao filme, a primeira coisa que chama a atenção é a solenidade e a grandiosidade que permeiam a assinatura do diretor Zack Snyder, que tem em seu curríclo épicos como 300 e Watchmen, este último que pra mim é simplesmente a melhor adaptação de quadrinhos para o cinema. Tomadas lentas, cheias relâmpagos, dão ao filme toda grandeza que ele merece e, o mais importante, vence o desafio de inaugurar a fase da DC no cinema após os sucessos da Marvel. Aliás, por falar em Marvel, não vá assistir Bat VS Super esperando piadinhas típicas do Tony Stark. O filme é tenso, sério e sombrio do começo ao fim. Percebi um único alívio cômico, muito bem colocado por sinal! Ah, e tem a trilha sonora vibrante - por vezes quase exagerada – de Hans Zimmer (que produz a trilha sonora da trilogia do Batman para os games) e Junkie XL, cheia de acordes de guitarra distorcida e tudo que os “supers” têm direito.

Apesar de não ser lá um grande admirador do Kryptoniano da tanga vermelha, tenho que admitir: A caracterização dele ficou excelente. Primeiro porque Henry Cavill, na minha opinião, tem o Physique Du Role, quero dizer, seu tipo físico, aparência e até mesmo sua atuação mediana (só minha opinião, gente! Não briguem comigo, ok?) o deixam bem próximo do que seria o homem de aço na realidade.  Retratado já como o protetor da terra e não mais como o rapaz do Kansas, Kal-El aparece como uma espécie de “deus” todo poderoso, mas ameaçador em igual medida.


Batman, em compensação, é meu herói preferido. Mas o Ben Afleck no papel me fez sentir saudade do Christian Bale. Apesar de ser um super ator e ter interpretado muito bem o papel de Bruce Wayne, quando vestiu o traje do morcego não me convenceu. Por que? Pelo exato motivo que eu citei com relação ao Henry Cavill. Em outras palavras, o que o Henry tem de Superman (tipo físico, fisionomia e etc) o Ben NÃO tem de Batman! Tudo bem, ele estava super musculoso e tal, mas achei ele meio bochechudo com a máscara... E por falar nisso, gente, o que era aquele traje do Batman? Parecia um pijama! Alguém se convenceu que aquilo ali pode ser à prova de balas?  Eu mesmo tenho uma fantasia do Batman mais legal e mais convincente que aquela roupinha! Mas eu acho que a intenção era deixar o uniforme parecido com o do Batman do Frank Miller (a armadura utilizada pra lutar com o Superman ficou idêntica!), e acho que foi o melhor que conseguiram fazer. E outra: Christian Bale recusou o papel. E ainda que não recusasse, embora estejamos falando do mesmo personagem, o Batman de Christopher Nolan e o de Zack Snyder pertencem a universos totalmente diferentes. Entre Ben Aflleck e um desconhecido qualquer, acho que a escolha da produção seria óbvia. Afinal, não dá pra correr o risco de perder público por causa da escalação do elenco.


Uma coisa que ficou faltando foi AQUELE momento, sabem? Aquele que você vai lembrar pra comentar com os amigos depois? Tipo quando o Hulk pegou Loki pelos pés e o bateu no chão de um lado por outro? Sabem esse momento? Então, Batman VS Super não tem. Talvez pela responsabilidade que o longa carrega de:

a)      Criar um motivo para a aproximação dos heróis e a criação da Liga;
b)      criar um bom motivo para colocar os heróis um contra o outro;
c)       introduzir DO NADA um terceiro herói, no caso, a Mulher Maravilha;
d)   introduzir dois super vilões, no caso, Lex Luthor (onde, na minha opinião, falharam terrivelmente) e Doomsday (onde falharam menos, mas falharam também);
e)      por último, mas não menos importante, trespassar o filme com vários easter eggs, cameos e referências sobre o passado, presente e futuro dos heróis (assunto pra outro post, mas adianto que exageraram na dose, na minha opinião).

Explicando o tópico “d”, não entendi o Lex Luthor. Quero dizer, nada contra o Jesse Eisenberg, mas aquele personagem que deram pra ele é qualquer coisa, menos Lex Luthor E não estou falando do fato dele ser cabeludo, mas sim porque ficou caricato demais, afetado demais, engraçadinho demais. Deu saudade do Kevin Spacey – que foi a única coisa que salvou daquele famigerado O Retorno do Superman, de Brian Synger, 2006 – e até do Gene Hackman, o Lex dos filmes antigos do Super.


 A introdução do Doomsday (por aqui o monstrão é conhecido pelo nome de Apocalipse, mas não quero fazer confusão com o próximo filme dos XMen, por isso estou usando o nome original) só não foi um fiasco total porque ele é, sim, criado à partir de DNA Kryptoniano (não necessariamente do General Zod, mas ok). Só que sua criação data dos primórdios do planeta Krypton! Portanto NINGUÉM – além da inteligência superior que o criou – estava presente quando da sua criação, MUITO MENOS LEX LUTHOR, MINHA GENTE! Tá, o Lex criou sim uma outra coisa no universo das HQ’s, algo muitíssimo parecido com o Superman, mas isso também é assunto pra outro post.

O mesmo pode-se dizer de Alfred Pennyworth, mordomo e amigo de Bruce Wayne. Ok, Jeremy Irons é um ator de primeira grandeza, sem dúvidas! Mas não sei... Apesar do fato dele também ser britânico, por alguma razão perdeu um pouco do charme que seu antecessor mais recente, Sir Michael Caine, imprimiu ao personagem. Por aparentar ser mais novo, talvez? De qualquer forma, ponto pra Christopher Nolan!



Louis Lane (Amy Adams) e Martha Kent (Diane Lane) agregam valor à narrativa. Afinal de contas, estamos falando  dos grandes amores de Clark Kent em sua vida terrena (sua esposa e sua mãe), o que propicia o gancho emocional do personagem. Mas a mulher que quebrou tudo e roubou a cena foi sem dúvida Gal Gadot, interpretando de maneira espetacular a Mulher Maravilha... O QUE FOI AQUILO? Pra começo de conversa, a princesa amazona que já tinha aparecido durante o filme fazendo aquele tipo mulher misteriosa, escapando da conversa mole do Bruce Wayne (cheguei a gelar quando Bruce a segurou pelo braço!), entra em cena já salvando o traseiro do Batman de um ataque mortal do Doomsday, (a besta kryptoniana criada por Lex Luthor a partir de seu próprio e do DNA do General Zod, conforme já comentei acima). Daí pra frente gente, só deu ela! Sentou a porrada sem dó no monstrão e, quando levava um contrataque, dava uma risadinha e voltava pro combate! Coisa de louco a moça! Conseguiu incorporar toda a beleza, sensualidade e selvageria da guerreira! Só achei que foi um desperdício que ela só tenha entrado em ação lá pelos 45 do segundo tempo... Não importa: A aparição da Mulher Maravilha a fez merecer seu filme solo, com lançamento previsto para o ano que vem (e mal posso esperar).



Bom, faltou falar do tão aguardado combate entre Batman e Superman. Por que os dois brigaram, afinal? Tenho lido algumas críticas por aí que acham que a motivação criada para ambos ficou fraca, forçada. Eis o que EU acho. Vamos à duas premissas e eu deixo pra vocês julgarem quem tem ou não bons motivos pra começar uma briga:

- EU sou um vigilante mascarado, um tanto quanto sociopata, dispondo de milhões em dinheiro, tecnologia e, claro, um instinto de vingança que eu trago desde criança. Eu sou o Batman.
- VOCÊ é um alien bonitão, resolvendo SUAS tretas com SEUS “conterrâneos”, vindo brigar no MEU planeta, destruindo MEU prédio e matando pessoas que EU amo, e ainda se achando no direito de se incomodar com umas bordoadas a mais que eu dou nos vagabundos da MINHA cidade. Você é o Superman.

Olhando dessa forma, Batman tem motivos pra, no mínimo, tirar uma satisfação. Já a motivação do Superman ficou meio vazia, não ficou?


Mas, ao contrário das expectativas dos haters e chatolinos de plantão que ficaram dizendo “ainnnn o Batman não tem chance! Ele é só um homem, o Superman é que é o fodão! Esse filme vai ser uma porcaria e blablabla...”, acreditem: a briga foi boa. E digo mais: totalmente convincente. Claro, o Batman precisou dar uma apelada pra Kryptonita pra equilibrar as coisas (alguém achou mesmo que ele não fosse fazer isso?). E outra, Superman, apesar de toda a sua força bruta e poderes maravilhosos, nunca foi conhecido por ser muito esperto (alguns de seus inimigos mais notórios dão a ele muito trabalho justamente por serem super inteligentes). E esperteza, raciocínio lógico e inteligência o Batman tem de sobra. Na saga de Frank Miller, inclusive, já quase no fim da luta, Batman tira uma onda dizendo “Foi preciso muito tempo e dinheiro pra converter a Kryptonita para a forma gasosa. Pro seu azar, eu tinha ambos.” Então se ainda tem alguém reclamando sobre quem é melhor, quem é o poderosão e coisas do tipo, um dos objetivos do filme foi agradar a ambos os “teams” (pena a Mulher Maravilha não ter o dela rsrsrs), uma vez que tanto um quanto o outro quase vai pra terra dos pés juntos durante a briga. Só achei meio forçado a briga terminar por causa do nome da mamãe dos heróis ser o mesmo. Achei que ficou tipo *Ownt* demais... Sério isso? Você passa um tempão querendo matar o alienígena que explodiu sua torre bem debaixo do seu nariz matando uma porção de gente com quem você se importava... Gasta uma grana de proporções nababescas pra construir um traje e processar Kryptonita... Daí você descobre que a mamãe dele tem o mesmo nome da sua mamãe e nem 5 minutos depois vocês já viram BFF? Tamo junto? Sei lá, não gostei... E eu nunca soube que o nome da mãe do Bruce também era Martha, alguém sabia?
No mais, teve uma aparição relâmpago do flash (trocadilho besta). Eu meio que sabia de antemão que ele apareceria, bem como do contexto da aparição, mas fiquei com a impressão de que quem foi pego de surpresa boiou mais que o Aquaman. Ah, e o Aquaman também aparece rapidamente na pele de Jason Momoa (o Khal Drogo, de Game Of Thrones), assim como o Cyborg, dando uma deixa de quem estará presente (ou não) no longa da Liga da Justiça.


Bom, pra finalizar, queria dizer que, apesar de alguns furos no enredo e de umas varadas n’água aqui e ali, Batman VS Superman: A Origem da Justiça merece ser sim assistido. Na minha opinião, foi um excelente pontapé inicial da DC e do diretor Zack Snyder, que deixaram claro que não estão de brincadeira. E chegaram pra ficar. Que venham os próximos!



4 comentários:

  1. Eu sou #teamwonderwoman hsuahsuahsuhaus ótima resenha primo!! Aguardamos as próximas!! ;)

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    1. Kkkkk Obrigado, prima! Mas ela ainda não tem um team rsrs

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  2. achei bem explicadinho o post, como não vivo nesse universo de heróis não estava muito a parte do universo criado para o desenvolver a trama
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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