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23.5.16

Caminho das Sombras - Brent Weeks



Caminho das Sombras
Anjos da Noite – Livro 1
O assassino perfeito não tem vínculos, apenas vítimas

Autor: Brent Weeks
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Sinopse: Para Durzo Blint, matar é uma arte... e ele é o artista mais talentoso da cidade. Temido por muitos, Durzo é uma lenda viva com as mãos manchadas de sangue e nenhuma culpa pelas vítimas que deixa pelo caminho.
Esse mundo sombrio também não é novidade para o jovem Azoth. Sobrevivendo entre becos sujos, ele aprendeu que a esperança é uma piada. Pelas regras das guildas, crianças são agredidas e surradas todos os dias.
Tentar contestar essa realidade seria um risco alto demais. Mas quando a morte se torna questão de tempo para ele e seus amigos, Azoth se vê forçado a vencer o medo e agarrar a chance de virar um derramador, um assassino. Ele precisa se tornar discípulo de Durzo Blint.
Para ser aceito, o garoto abandona sua antiga vida e abraça uma nova identidade. Ao se tornar Kylar Stern, ele aprenderá a transitar no mundo dos nobres, sobreviver às magias de seus inimigos e cultivar uma amizade muito especial, a da escuridão.

Resenha:
Primeiro livro da trilogia Anjo da Noite, que teve mais de 3 milhões de exemplares vendidos. Confesso que no começo do livro, me deu um pouco de preguiça, e não entendi o porquê de tanto sucesso. “É só mais uma daquelas histórias de reis, rainhas, castelos, magos e assassinos...”, pensei. Mas o livro é realmente muito legal, e conforme fui lendo, passei a me divertir e me intrigar mais com a história, a cada capítulo.

Durzo Blint é um derramador (assassino) que não aceitava aprendizes, até conhecer Azoth, um menino de 11 anos sem perspectiva nenhuma em sua vida. Ele e seus companheiros de guilda eram violentados das mais terríveis formas todos os dias, principalmente por Rato, 16 anos, gordo, do tamanho de homem feito e cobrador das taxas das guildas.

Azoth teve que provar ao derramador que merecia ser seu discípulo, matando Rato, porém, na primeira chance que teve, Azoth vacilou, e isso custou o rosto deformado de Menina-Boneca, a criança a quem Azoth mais tentava proteger. Após essa agressão, Menina-Boneca quase não resistiu, mas Azoth implorou a Durzo Blint que a salvasse e que o deixasse cumprir seu teste, já que o prazo ainda não havia terminado.

Ainda assim, Durzo tentou fazer Azoth desistir da ideia de se tornar um assassino, de ser seu aprendiz. Ofereceu a ele dinheiro e tentou convencê-lo a se tornar um aprendiz de um fabricante de flechas ou herbalista.

“Se vier comigo, terá que abrir mão de todo o resto. Quando começar a fazer o que faço, nunca mais será o mesmo. Vai ficar só. Vai ser diferente. Sempre. E isso não é o pior. Não quero amedronta-lo. Bem, talvez queira. Mas não estou exagerando nem mentindo para você. O pior, garoto, é o seguinte: os relacionamentos são uma corda. O amor é uma forca. Se você vier comigo, terá que desistir do amor.”

Acho que naquele momento, Azoth não compreendia muito bem o que tudo isso significaria em sua vida. Mesmo porque só tinha 11 anos e tudo o que sabia é que não queria mais sentir medo e queria ser capaz de proteger seus amigos. Por isso, aceitou se afastar de todos eles, incluindo Menina-Boneca, que foi acolhida por uma família que a criou como filha, com a ajuda do dinheiro que Azoth mandava sempre que recebia.

E então Azoth passou a ser treinado por Durzo Blint, aprendendo a lutar e a lidar com os mais diferentes tipos de armas e venenos (especialidade do mestre). Além disso, também começou a aprender sobre o Talento, que após desenvolvido, permitiria que ele utilizasse magia. Para Blint, não havia derramadores sem Talento.

Em determinado ponto do livro, Kylar Stern (nova identidade de Azoth) se incomoda por não conseguir acessar seu Talento, e nem seu mestre compreendia o porquê da demora. Para poder participar de um torneio, Kylar precisou ser avaliado por uma maga, que o explicou que ele tinha uma falha. Kylar tinha um grande poder de absorver magia, pelos olhos ou pela pele, além de uma ótima glore vyrden (magia de vida), porém não tinha um canal condutor, essencial para o uso de toda a magia que ele tinha à sua disposição.

Frustrado, Kylar demora a descobrir que existe sim uma solução. Ele aprende que é um ka’karifeiro, ou seja, nasceu com um buraco em seu Talento que só um ka’kari pode preencher. Seis ka’kari haviam sido fabricados para os seis campeões de Jorsin Alkestes, que não eram magos, mas os objetos lhes conferiam poderes como os dos magos de sete séculos atrás, bem mais fortes que os atuais. Quando um homem se conecta a um ka’kari, somente sua morte pode o desconectar para passar seu poder a outra pessoa.

Elene, a menina-boneca, sempre fez parte de seus sonhos, de sua vida, mesmo à distância. No final do livro, eles recebem uma missão, de criarem juntos uma criança cuja vida haviam salvado (não dá pra dizer mais do que isso sem dar spoilers), e assim ficamos imaginando o que vem pela frente no segundo livro.



A história vai acompanhando o crescimento de Azoth, que agora se chamava Kylar Stern, e todo o seu treinamento para se tornar um derramador. Conforme vai crescendo, Kylar aprende, em meio às mortes, o real significado de amor, amizade e traição. Eu gosto muito de livros em que o personagem principal está sempre evoluindo. Começa ali do zero, sem perspectivas, mas no final já se tornou algo muito melhor do que esperava, sem nunca perder sua essência ou mudar sua personalidade.


A cada capítulo, muita muita muuuuuuita coisa acontece, a ponto de nos fazer pensar que estamos até meio perdidos na história. Além disso, o uso de muitos termos desconhecidos (ka’kari sendo apenas um dos exemplos), nomes de povos, de lugares, de líderes, em alguns momentos torna a história confusa. Mas com o tempo vamos compreendendo... Até chegar nos últimos capítulos onde acontecem reviravoltas de dar taquicardia... E aí sim consigo dizer que realmente gostei da história e quero muito ler os outros volumes da trilogia, continuando a saga do Anjo da Noite. ;)





2 comentários:

  1. apesar da boa resenha e dos elogios, sinto que não tenho conexão com a história que me dê vontade de lê-la
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. É, Thaila... É o tipo de história que temos que gostar do estilo mesmo... Eu gosto... Mas no começo pensei que fosse ser igual a todas as outras... Me surpreendi :)

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