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2.5.16

Espada de Vidro



Título Original: Glass Sword
Série: A Rainha Vermelha, vol. 2
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano: 2016
Sinopse: Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.



 “Encolho o corpo e sangro sozinha, por dentro, onde ninguém pode ver.”

Mare Barrow apresenta uma mudança incrível neste livro, que começa exatamente onde o A Rainha Vermelha terminou. O tempo todo em que lia, consegui sentir a angústia na qual nossa protagonista vermelha colocou a si mesma.

Digo colocou a si mesma por uma simples razão: ela escolheu roubar Cal naquela noite e esse gesto
mudou toda sua vida. Os acontecimentos em Espada de Vidro nos traz as consequências das atitudes tomadas por Mare: o resultado de confiar no príncipe Maven, o resultado de abraçar a solidão como caminho, o resultado de juntar-se a Guarda Escarlate, o resultado de escolher salvar ou sacrificar.

Após ser resgatada junto de outros vermelhos e Cal, ela se vê em uma ilha comandada por um comandante linha dura, que te faz desgostar dele logo nos primeiros instantes. Ele não confia na sanguenova e deixa isso bem claro, colocando aquele que representa tudo o Mare foi, contra ela.

Nesta ilha, vemos um pouco mais do trabalho da Guarda, rostos que já nos são familiares e outros completamente novos. Descobrimos um aliado inesperado auxiliando os vermelhos, as pessoas de uma região que vemos muito no Coroa Cruel (então quem leu, sabe de onde estou falando!).

“O vermelho escorre sobre o prateado, e ambos se misturam numa cor mais escura.”

Determinada a encontrar todos aqueles que são como ela e Shade, Mare e seu pequeno grupo aliado partem em uma missão suicida. Mais uma vez, suas escolhas a fazem se quebrar mais um pouco ao deixar para trás aqueles que acredita amar.

Ela sabe que Maven, agora o rei de Norta, sabe de seu objetivo e também possui o importante artefato que ela tem em mãos. A cada sanguenovo resgatado ou visitado, ela sente sobre suas costas o olhar de seu antigo confidente e amor.


E ela se tortura com o sangue que é derramado por sua causa, guardando para si toda a dor que sente. Escolhe a solidão, o frio, o medo... E sabemos no que tais coisas pode transformar uma pessoa. A cada novo passo que a jovem sanguenovo dá, mais ela é abraçada pela escuridão que assoma seu coração. A assistimos afastar todos aqueles que a amam, acredita que todos podem lhe trair. Sente-se traída e que traiu mais vezes do que pode contar. O medo é recorrente neste segundo volume d’A Rainha Vermelha, é o que rege a história. Medo de falhar, medo de conseguir, medo de perder a fé.

“Quero tanto parar. Quero tanto ficar quieta, sem me matar nem matar ninguém. Mas é impossível. Preciso seguir em frente. Preciso me machucar para me salvar, preciso machucar os outros para salvar outros.”

Em sua busca, Mare e Cal (o príncipe caído que não sabe mais onde é seu lugar) encontram pessoas com poderes ainda mais fortes que muitos dos prateados. Porém, não possuem treinamento nenhum, muitos deles sequer controlam. E nessa parte senti meio que estava vendo diante de mim o professor Xavier e sua escola para crianças especiais (não me batam!!!), uma vez que ela e Cal os ajudam a treinar seus poderes e Farley auxilia-os nas artes da guerra e da luta. Assistem a evolução de cada um, formando um pequeno exército. Mas Mare sabe que estão despreparados para sua guerra e, ainda assim, escolhe aqueles que lhe auxiliarão em sua busca maior.

É desesperador, desesperançoso, angustiante e frenético. Tudo acontece muito rápido, sem tempo nenhum de descanço, uma vez que quanto mais Mare demora a resgatar as pessoas, mais pessoas morrem.

Assistí-la pouco a pouco transformar-se em um monstro, escolher isso para si, é terrível. Você percebe os erros e o caminho para o qual ela está seguindo e não sabe como reagir. É realmente envolvente a escrita da autora, a ponto de você sofrer junto com quem está ao lado da jovem e tenta resgatá-la da cela de diamante na qual ela encerrou seu coração. Não há mais salvação.

Estou ansiosa para ler o próximo volume, já sabendo que deve me fazer sofrer mais ainda! Mas ainda quero ver o Maven levando um soco na fuça, a se quero...!



1 comentários:

  1. oi flor, estou bem ansiosa para começar a série, a trama me ganhou aos poucos e creio que tenha um potencial ótimo
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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