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21.5.16

Resenha: Trama



Título Original: Woven
Autores: Michael Jensen e David Powers King
Editora: Arqueiro
Sinopse: 

TODO MUNDO FAZ PARTE DE UMA TRAMA.

O sonho de Nels era ser cavaleiro do reino de Avërand. Filho obediente, ajudava como podia os moradores de sua pequena e tranquila aldeia. Querido por todos e tratado como herói, acreditava que logo seria selecionado como escudeiro da cavalaria.

Mas isso foi antes de ser assassinado por uma figura misteriosa.

Nels virou um fantasma, e agora só uma pessoa consegue vê-lo: a princesa Tyra, herdeira do reino e sua única esperança de entender o motivo do crime. A princípio, a jovem mimada não dá a menor confiança para o rapaz, mas, à medida que o mistério da morte dele vai se desenrolando, os dois percebem que têm em comum um segredo e um inimigo terrível, que pode se disfarçar de qualquer pessoa.

Nels e Tyra não têm escolha. Precisam fugir do castelo, desbravar um mundo oculto repleto de magia e espectros sombrios e encontrar uma agulha, a relíquia capaz de remendar o que foi descosturado na Grande Tapeçaria. E o tempo corre contra eles, pois o fio de Nels está prestes a desaparecer para sempre.



“Correu atrás do velho sem se incomodar em olhar para trás. 
Deveria ter olhado.”

Eu chamaria Trama de “aquele livro completo que tem um pouco de tudo”, então é indicado para todo gosto! Tem aventura, romance, mistério e reviravolta... E é medieval! Vos escrevo ouvindo até Within Temptation para me empolgar ainda mais a escrever *cantando a plenos pulmões e gesticulando junto da música Angels* OBS: essa música tem um bocado haver com uma parcela da história! 

Nels é aquele típico camponês gentil. As pessoas de Vila das Pedras o admiram, confiam nele para resolver seus problemas. Possui dois melhores amigos: Jilia, uma jovem que perdeu a mãe muito cedo e foi criada apenas pelo pai, e Wallin, seu melhor amigo e maior oponente! 

A mãe de Nels é superprotetora no que concerne a seu filho, não permite que ele viva como deseja e acha seu sonho de ser escudeiro ( e depois um cavaleiro) descabido. Mas não explica ao filho a razão de tanta proteção. 

Contrariando a mãe – e após o encontro com um antigo amigo de sua família – ele decide desobedecer a ordem de sua genitora e parte em busca de seu sonho. Só não contava encontrar uma princesa em seu caminho... E ter um algoz em seu encalço.

Após seu enterro, Nels caminha solitário pelas terras nas quais cresceu e por obra do acaso encontra Tyra... E ela pode lhe ver e ouvir! Pede a ela um favor e é assim que começam sua aventura. 

“A Grande Tapeçaria é o registro do nosso mundo, as ações da nossa realidade comprimidas pelos pentes do tear do tempo.”

Somos apresentados a três tipos de magia: um Urdidor é aquele que consegue manipular as linhas da vida das coisas e dos seres, trabalha para a Grande Tapeçaria (me lembrou um pouco o filme “O Procurado”, com a Angelina Jolie e outros atores bem famosos), um Conjurador... Bem, não sei explicar direito, mas são tipo as bruxas convencionais, sabe? Feitiços, conjurações, essas coisas. E Profetas, seu próprio nome já diz o que são... Dotados com a capacidade de prever o futuro.

Ickabosh é o alfaiate do reino e nos ensina muito sobre a Grande Tapeçaria. É como se todos nós estivéssemos atados a tudo o que nos cerca e nos liga aos acontecimentos futuros e pessoas as quais estamos destinadas a encontrar em algum momento de nossas vidas. É muito interessante esse conceito de destino, criei altas teorias com ele!!!

Tyra e Nels, sob o comando de Ickabosh descobrem que a Grande Tapeçaria corre risco e, em sua busca do único artefato capaz de remendar o que está a ser perdido e, durante o caminho, encontram muitas pessoas interessantes.

Os vagas são parecidos com os ciganos: vivem em acampamentos, usam roupas coloridas e são felizes, mesmo sofrendo preconceito da sociedade de Avërand. Mylan e seu pai são figuras notáveis (especialmente a segunda). É muito bom ver mulheres na liderança!

Tem uma cabra também...

E um homem de nome Panção. E ele mesmo já diz a razão de seu nome. Já imaginam a razão, né?


Enfim, Tyra é uma princesa mimada que cresceu com um pai antipático e uma mãe que sempre cuida dele. A jovem não se impressiona com muito e é apaixonada por Sir Arek, o cavaleiro mais amado em todo o reino. E, cá para nós, para mim ele é só um cara mala. Nossa jovem princesa é a personagem que mais mostra evolução no decorrer da trama, descobrindo em si mesma coisas que acreditava não ser capaz de sentir, mentiras e verdades nas quais acreditava a seu próprio respeito são desconstruídas a cada novo desafio.

Nels, por fim, também descobre que não precisa ser isso ou aquilo para provar seu valor.

O livro é lindo, o tom de azul com todas as linhas douradas ficaram magníficos e a capa é em alto relevo. Gostei demais de Trama e quero muito que tenha uma continuação.

Maaas sou do time Jilia!!! *faz fusquinha* Espero que haja uma continuação com ela!!!

“Se você se move depressa demais sua luz se apaga. O que você vai aprender se passar correndo pela vida?”



4 comentários:

  1. Adorei a resenha!
    estou com muita vontade de comprar este livro! já está na minha lista ;)

    abraços!
    Mi
    http://meulivrodocelivro.blogspot.com.br/

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  2. creio eu que seja uma proposta diferenciada e muito instigante! vale a pena conferir e a resenha mostrou os pontos positivíssimos da trama
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  3. Michelle, que bom que gostou da resenha! Adorei escrevê-la e ler o livro, ele ajuda bastante!!!
    Thaila, vale muito a pena, divertidíssimo!

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  4. Eu li Trama recentemente e adorei! Minha única reclamação é em relação a Tyra (não gostei muito dela não) mas fora isso é fantástico e tão criativo e original! Também estou querendo uma continuação :)
    Bjs, Juh!

    http://naosepreocupecomisso.blogspot.com.br/2016/05/resenha-o-que-achei-de-trama.html

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