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14.6.16

{As meninas recomendam} A Lenda de Materyalis #1 - As Crônicas de Aliank


Hoje venho até vocês para fazer a recomendação de um livro de algo pelo qual tenho muito carinho: A Lenda de Materyalis. 

Tudo começou, para mim, quando entrava nos chats do UOL para jogar RPG (Role-Playing Game). Aí conheci o Saymon César, criador do RPG A Lenda de Materyalis (e agora autor do livro!!!). Disse que estava criando um fórum para jogar RPG online (play-by-forum) e me convidou para jogar. Eu era muito noob, gente do céu. Não sabia escrever, nem imaginar as coisas direito. Foi lá que melhorei enormemente minha habilidade de escrita e criatividade (até arrisquei a narrar uma vez, em parceria com outra pessoa). Conheci várias pessoas que até os dias atuais fazem parte do meu círculo de amizades.

Quando comecei a jogar RPG também com frequência, lembram do que eu comentei sobre criar histórias e interpretá-las para me livrar dos meus medos no post sobre um outro livro? Então, isso acabou, pois todo dia eu criava algo novo.

O RPG existe há 12 anos. De lá para cá já foi diversas vezes aperfeiçoado em seu sistema e melhor estruturado em sua história. Eu parei de jogar há um bom tempo que isso (motivos pessoais que me tiraram a graça do jogo, tentei voltar algumas vezes mas não dei conta pela nova rotina). Mas Saymon não desistiu, continuou firme em seus objetivos e vemos o resultado disso em sua primeira obra, já publicada por uma grande editora!




Autor: Saymon César
Editora: Talentos da Literaruta Brasileira
Ano: 2016
Sinopse: Em um mundo onde imperam ideologias extremistas, cada forma de pensamento corrói o corpo e a alma. Os povos se entregaram às crenças de tal forma que o valor da vida foi deixado para trás. A intolerância ideológica, baseada na lenda de Materyalis, suposta divindade criadora do universo e de todas as formas vitais, ganhou proporções incontroláveis, causando uma guerra milenar baseada nos pretensos conceitos de um deus contraditório.




"Falar sobre mim é sempre uma atividade complexa. Geralmente me saio melhor respondendo perguntas, mas a autoanálise é um exercício válido e, muitas vezes, revelador. Por isso, me sinto feliz em resumir a minha trajetória e me lembrar do que realmente importa e me trouxe até aqui. 

Meu nome é Saymon César. Na verdade, é bem mais extenso que isso (Saymon César Barbosa Lopes da Silva). Pois é, inusitado do início ao fim. No princípio, pois o nome em si e até mesmo a escrita é bem incomum. No fim, pela extensão e o fato de que alterei meu sobrenome quando casei. Sim, ganhei o presente e a alegria de ter o "Lopes" da minha amada, assim como ela se felicitou ao se tornar uma "Barbosa". É verdade que essa prática é pouco utilizada pelos homens, mas eu recomendo fortemente. É mais uma boa forma de expressar o matrimônio e o simbolismo é extraordinário. Eu deixei a minha marca para a Liane e vice-versa. Ela acompanha e incentiva diariamente os meus projetos, controla a minha ansiedade e adocica a minha vida. 

Tenho 32 anos, felizmente, muito bem vividos. Não tenho do que reclamar. Minha mãe, batalhadora, me trouxe de Natal (RN) para o Rio de Janeiro quando eu ainda era recém-nascido, e daqui não saímos mais. Sentimos de perto o conforto, mas, também, sofremos com muitas dificuldades. Todas, felizmente, foram superadas heroicamente por ela, a quem tenho uma dívida interminável, mas que procuro retribuir com amor, carinho e orgulho. Não posso recompensar da mesma maneira o que ela fez por mim. Felizmente, também, não passamos mais pelos mesmos contratempos. Mas isso me fez dar o devido valor ao reconhecimento, pois apesar de a dedicação materna ser insubstituível, garante sensações maravilhosas a quem tanto devemos. 

Com a minha vida ajustada, estudei e me formei em design gráfico, com especialização em web design e gestão de projetos. Atuo até hoje nas três frentes, de maneira autônoma e também num emprego fixo. Apesar de amar o que faço, minha verdadeira paixão está naquilo que, até ano passado, ainda era um hobby: ler e escrever. Sempre admirei a criatividade do ser humano, suas crenças e convicções a partir delas, além das contradições e conflitos que tudo isso gera. Sou, também, um admirador inveterado de diversas obras de fantasia. Foi a união desses atributos que me inspirou a escrever a série literária A Lenda de Materyalis, que começou em 2004, com um grupo de RPG por fórum e fomentou o sonho de levar o meu universo a muitas pessoas. Sei identificar totalmente as minhas maiores qualidades, que são o otimismo e a determinação e, uma vez que eu estabeleço uma meta, não descanso até cumpri-la. Eu sempre quis ter um espaço na literatura fantástica, e meu objetivo era claro como o dia, para todos os que me cercavam.

Embora eu tenha criado o universo e toda a temática conflituosa desta série, é bom salientar que A Lenda de Materyalis sempre foi um projeto colaborativo. Se hoje tenho um livro editado, é graças a inspiração e contribuição que estes amigos de longa data me forneceram. Além disso, essa essência cooperativa está totalmente presente no primeiro volume do livro A Lenda de Materyalis: As Crônicas de Aliank. Os protagonistas desta obra foram interpretados por cinco colaboradores - Jean Marques, Bruno Gomes, Desirreé Schwarcz, Giovanna Casseb e Jorge Augusto Terrão -, intérpretes no fórum que hoje serve como palco para a construção das tramas, num processo que considero pioneiro, embora bem conhecido por muitos, pois é advindo do RPG. Eu faço toda a narrativa e eles, interpretam. No final, pego todo o material e reescrevo, adaptando para uma obra literária. Será desta maneira que muitos outros livros d'A Lenda de Materyalis chegarão ao mercado em breve. 

No ano passado, descobri que a conversão dos textos interpretados num fórum para uma obra literária é um processo complicado, porém, muito gratificante. Sinto que A Lenda de Materyalis também contribui para o aparecimento de novos talentos no nosso meio que, infelizmente, ainda é pouquíssimo valorizado. Apesar de cansativo, foi prazeroso ver o resultado, hoje reconhecido pela editora Novo Século e, enfim, lançado. Costumo dizer que o sonho de um se materializou com o desejo de muitos, e agora, aqui estamos. 

Espero que a temática forte d'A Lenda de Materyalis, atenuada em seu cenário fantástico, alcance as pessoas não apenas para ilustrarmos uma boa história, mas também para lançar uma mensagem reflexiva sobre os nossos princípios e a forma como lidamos com as diferenças. Acredito no valor da serenidade para o alcance da tolerância e a compreensão, que nos permite alçar verdadeiramente o que tanto pregamos, mas muitas vezes esquecemos: o respeito. "



Aprendi muito com o RPG. Respeito, autocontrole, estratégia, a pensar melhor em tudo o que eu fazia (e faço), as amizades. Devo um pouco quem sou hoje ao RPG e, sinceramente, ao Materyalis - Saymon. Será com prazer que lerei o livro produzido por eles e os jogadores atuais que ajudam a construí-lo!

Em breve, teremos resenha no blog!




1 comentários:

  1. apesar da indicação não é uma leitura que eu curta.... a trama em si não me atrai
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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