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6.6.16

Através do Espelho




Título: Através do Espelho
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Cia. Das Letras
Sinopse: Essa é a história de Cecília Skotbu, uma menina que vive intensamente. As coisas que vai aprendendo ela anota num caderninho. Ali ela escreveu, por exemplo: "Nós enxergamos tudo num espelho, obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho, veríamos muito mais coisas. Porém não enxergaríamos mais a nós mesmos". Cecília passa quase o tempo todo em seu quarto, deitada na cama. Ela está morrendo. Sua história é uma preparação para a morte e por isso é também um mergulho na vida.



Como em todos seus outros livros, Jostein Gaarder nos faz pensar, pensar em como funcionam as coisas, se o que sabemos é mesmo o que realmente é ou se estamos olhando diante de um espelho. A narrativa pode ser complicada às vezes, porém, é interessante.



“Deve ser ainda mais estranho pensar que é estranho ser aquilo que se é. Creio que alguém nunca vai encontrar uma pedra que acha estranho ser uma pedra. E com certeza nenhuma tartaruga acha incrível ser uma tartaruga. Mas parece que certos seres humanos acham estranhíssimo ser um ser humano.” ( Página 41 )

Através do Espelho nos narra a história de Cecília, uma menina doente, sem forças para se levantar da cama e que infelizmente, logo morrerá. Em momento algum nos tornamos cientes do que realmente a menina sofre, ela mesmo diz “não estar interessada no nome da doença”, isso coloca como foco não a vida em si, mas o que virá depois dela.

“Quando eu morrer, o fio de prata de um colar de pérolas vai se arrebentar, e todas as pérolas, lisinhas e acetinadas, vão rolar pela terra e correr de volta para a casa delas, para suas mães-ostras lá no fundo do mar. Quem vai mergulhar e apanhar minhas pérolas depois que eu tiver ido embora? Quem vai saber que eram minhas? Quem vai adivinhar que antigamente, há muito tempo, o mundo inteiro pendia em torno do meu pescoço?” ( Página 84 )



Certa noite Cecília recebe a visita de um anjo que se apresenta com Ariel, e logo se tornam grandes amigos. Em troca de ouvir como é “ser humano”, Ariel conta a Cecília segredos do Céu e de Deus.  Além de suas conversar, ambos se colocam em diversas aventuras noturnas, esquiando e brincando na neve.

No decorrer do livro, Cecília vai ficando mais e mais doente e sentindo-se frustrada por não poder sair, assim como os assuntos do anjo passam a incomodá-la.

“ Me sinto como se fosse dona do mundo inteiro. Não só dona dessa casa... e da colina dos Corvos...  e do rio lá embaixo. Sou dona da planície de Lasithi em Creta... e da ilha de Santorim inteirinha. É como se no passado eu já tivesse vivido naquele castelo de Cnossos. Sou dona do sol, da lua e das estrelas no céu, porque eu vi todos eles.” ( Página 118 )

É uma história triste, profunda e rápida.





1 comentários:

  1. parece interessante, mas quando vi que é do mesmo autor de o mundo de Sofia fiquei meio de pé atrás, porque ele sempre dá um nó na minha cabeça
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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