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1.6.16

Delícia, Delícia - Clube do Cupcake #1


Título Original: Sugar Hush
Série: Cupcake Club #1
Autora: Donna Kauffman
Editora: Valentina
Ano: 2016
Sinopse: Quando a extraordinária confeiteira Leilani Trusdale trocou a agitação de Nova York pela pacata e doce Ilha de Sugarberry, não esperava que seu passado a seguisse. Seu antigo chefe, Baxter Dunne, também conhecido como Chef Hot Cakes, o homem que ensinou a ela que o creme compensa, reaparece desejando filmar seu famoso programa de culinária. O problema é que ele escolheu filmar na Cakes by The Cup, a minúscula e aconchegante confeitaria de Leilani. Com seu olhar de brigadeiro de colher e aquele irresistível sotaque britânico -- que faz a moça babar e seu rosto corar como calda de cereja --, ele fez as fofocas de cozinha rolarem soltas. 

Lani, lá no fundo, só deseja que algumas sejam deliciosamente verdadeiras... Os amigos estão convencidos de que o ex-chefe é o ingrediente que falta para a definitiva receita de felicidade dela. Porém, Baxter terá que botar a mão na massa se quiser tirar do forno um grande, verdadeiro, quentinho e saboroso amor. No Clube do Cupcake, cozinhar é apenas um detalhe. Entre altos papos e doces lambidas, amizades crescem como pão quentinho e a vida vai ficando, hummmm, mais saborosa. Mas quando é preciso decidir entre a vida que você sempre sonhou e o amor da sua vida, só as melhores amigas, as melhores receitas e uma caixa cheia de Red Velvets podem ajudar. É hora de praticar boloterapia!!!



“As coisas só ficaram ainda mais confusas quando se deu conta de que a principal sensação causada pelo fato de ter abandonado a carreira que conseguira com tanto esforço era... alívio.”

Leilani é uma mulher de 31 anos que dedicou sua vida até então à sua carreira. Viajou e teve aulas em diversos lugares do mundo para se tornar a melhor patissière possível. É determinada, obstinada, focada, tranquila... Sabe viver no caos que é uma cozinha profissional que só quem já experimentou, sabe como é (trabalhei em uma durante uns meses... É uma experiência que só repito se precisar! Palmas a quem consegue!). E passou pelo inferno quando conseguiu o trabalho de seus sonhos em New York, numa confeitaria de renome. E desiste de tudo o que conquistou em sua carreira para abrir seu próprio negócio em uma ilhazinha que não possui muitos atrativos.

É necessária muita coragem para fazer isso, ainda mais apostar em uma pequena confeitaria de cupcackes, algo que muitos desmerecem gastronomicamente. Afinal, são só uns bolinhos... Mas Lei prepara OS Cupcakes, tão saborosos quanto qualquer sobremesa complicada que poderia fazer em seu trabalho anterior. E ela simplesmente ama observar as pessoas comerem felizes o que ela faz. Ama o senso de comunidade. Ama a ilha, ama sua confeitaria. 

E aí um dos grandes problemas que teve enquanto ainda vivia em New York chega para acabar com sua tranquilidade e felicidade. 

Baxter Dunne é do tipo gostosão que sabe usar sua gostosisse para conseguir chegar onde quer. É dois anos mais novo que Lei e não entende como ela pode gostar daquela lojinha clichê e fazer coisas tão inferiores como só os cupcakes são. E demanda dela a reciprocidade de seu sentimento.

Baxter era seu chefe. E ela era caidinha por ele. E ele simplesmente volta a sua vida sem saber se ela o queria por perto, não deixando nenhuma rota de fuga para ela. Só tem um problema: ele só conhece a Leilani do trabalho, a moça gentil, sorridente e genial. Não a mulher em sua particularidade, uma pessoa com personalidade e gostos, atitudes diferentes daquela que possui no trabalho. O que é normal, pois se espera pelo menos um mínimo de ética no ambiente de trabalho, né?

Ele se assusta com aquela nova mulher que encontra, uma mulher tensa e nervosa e que perde as estribeiras quando o homem aparece dizendo que vão filmar ali a nova temporada do programa Hot Cakes, cuja estrela é ele mesmo. E não lhe deixa brechas para uma negativa segura, afinal aquilo seria ótimo para toda a comunidade... Ela, resignada, aceita.

Pareço um pouco deprimida na escrita da resenha, mas é porque não consegui ver muito romance depois disso. Quer dizer: ela basicamente é obrigada a aceitar e qualquer argumento que tentassem contra a instalação do programa seria ruim, pois ela é uma boa pessoa e não quer prejudicar as pessoas que lhe acolheram tão bem naquela cidadezinha. E claro, tem a carinha de cão sem dono do Baxter.

No decorrer da história, eles conseguem se entender. Mas mais pela boa vontade e fragilidade emocional que a presença do Chef Hot Cakes causa na mulher do que no esforço dele em entender suas razões para estar tão nervosa o tempo todo. E ele tenta ser gentil também, com tudo e todos ao seu redor, mas para mim parece ser só para ter a empatia deles e poder tirar alguma vantagem no futuro do que por ser bonzinho mesmo. Não engoli muito ele não...

A comicidade da história vem através da Sra. Alva, uma idosa de 80 e tantos anos que é a fofoqueira da cidade, amante de doces e especialmente dos cupcakes vulcânicos de nossa adorável protagonista.

O Cupcake Club é resultado de Lei e sua amiga Charlotte, que sempre se reuniam para fazer as coisas na cozinha enquanto descontavam o estresse do dia a dia, o que chamaram de boloterapia. E, de fato, fazer bolos e coisas doces é realmente terapêutico, como todo trabalho manual quando se deseja manter a cabeça focada. Quando deram-se conta, já haviam mais pessoas no Cupcake Club que a pequena cozinha de Lei podia aguentar.

O livro me fez refletir no modo como idealizamos as pessoas romanticamente. Conhecemos uma pessoa e criamos um ideal dela. Tipo vou usar nosso casal mesmo: Bax conhece Lei apenas no trabalho e acredita piamente que ela é aquela pessoa 24 horas por dia. Não acredita que ela possa ter uma tatuagem do Slayer nas costas, já que ela é um poço de calma e como que uma pessoa que é a calmaria no meio da tempestade pode curtir rock pesado? Entendem o que quero dizer? Amamos a pessoa que criamos em nossa cabeça e não a pessoa de verdade. Acho que é isso que querem dizer com: você nunca conhece a pessoa de verdade até que morem juntos. Você pode amar ainda mais... Ou odiar. E o problema é que nem é culpa da pessoa, é sua própria, por tem criado a imagem e acreditado que ela é verdadeira!

Há uma lista de músicas legais que a protagonista escuta e também uma menção à 50 tons de cinza! Deixo para vocês descobrirem! No final do livro também tem algumas receitas de cupcakes, mas nenhum é dos que a Lani faz, que queria as receitas dos dela!

A história deveria ser romântica, mas acredito que dá um tiro no pé pelo jeito de Dunne. E fiquei feliz no final, de verdade. Se resolveu de um jeito que me agradou, então acredito que irão agradar as mulheres também. 


A capa é fofa, só achei bobo colocar atrás a imagem de uma mulher de salto alto... Quem é que trabalha na cozinha de salto alto?! Mas... As cores são fofas, dignas de cupcakes!



1 comentários:

  1. oi, eu curti a proposta da história, misturar doces e romance sempre dá uma combinação saborosa
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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