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4.6.16

Filme: INTO THE WILD – Na Natureza Selvagem


INTO THE WILD – Na Natureza Selvagem



Direção e Roteiro: Sean Penn, 2007.
Elenco: Emile Hirsch, Kristen Stewart, Jenna Malone, Catherine Keener, Marcia Gay Harden, Willian Hurt, Hal Holbrook, Vince Vaughn, Zach Galifianakis, Brian Dierker,

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS! Se você ainda não assistiu ao filme, prossiga por sua conta e risco.
Sinopse

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

Resenha

Oi gente! Pergunta: Vocês por acaso conhecem ou já conheceram alguém com o espírito inquieto? Aquela pessoa, que está sempre em busca de um sentido na vida, sempre procurando algo que muitas vezes nem sabe o que é? Pois bem. O protagonista de nosso longa de hoje é exatamente esse tipo de pessoa. Bem vindos à incrível e inspiradora história real de Christopher McCandless, um inconformado jovem norte-americano que saiu à procura de si mesmo, sem saber direito onde seus pés o levariam, ou o quê de fato encontraria...


Clássico do cinema, digamos, independente, INTO THE WILD (ou Na Natureza Selvagem, como veio a ser chamado por aqui) foi escrito e dirigido com maestria pelo fabuloso Sean Penn, adaptado do livro não ficcional de Jon Krakauer, que é inspirado nas viagens de Christopher através dos EUA.

CHRISTOPHER McCANDLES ou ALEXANDER SUPERTRAMP



Nosso herói, como eu já mencionei, nasceu, digamos, com a pulga atrás da orelha. Questionador e instigado, alcançou o limite de seu inconformismo com uma sociedade à qual ele definitivamente parecia não pertencer no fim dos anos 90, quando de sua formatura. Christopher realmente não entende como as pessoas podem ser tão superficiais, tão mesquinhos e, por vezes, tão maldosas com seus semelhantes. Afinal, seus exemplos começam dentro de casa: Sua mãe, Billie, vive anulada ante a indiferença e a crueldade de seu pai Walt. Christopher tem na sua irmã, Carine (que narra a trajetória do irmão) a sua melhor amiga.

Pois bem, por ocasião da formatura, seu pai lhe dá um carro de presente e sua mãe está emocionada. Tudo está aparentemente bem, a não ser pela desconfiança de Carine, que sente que o irmão planeja algo.

Na manhã seguinte, Christopher dá o primeiro e surpreendente passo rumo à sua jornada de autoconhecimento: Doa suas economias para instituições de caridade, abandona seu carro juntamente com todos os seus documentos queimados. Christopher agora era ninguém, ou uma página em branco esperando para ser escrita. Nasce então seu novo “eu”: Alexander Supertramp.

PESSOAS QUE ENCONTRAMOS PELA ESTRADA

Em sua jornada, Chris (ou Alex, como o trataremos daqui por diante), atravessa o extenso território dos EUA rumo ao inóspito norte do Alasca, com o objetivo de afastar-se de qualquer contato humano e encontrar-se, enfim, absolutamente sozinho.
Para tanto, Alex faz breves paradas quando o dinheiro (que ele considera ser a grande praga da sociedade) se faz indispensável, abraçando empregos temporários com o único fito de continuar sua jornada.
Nesse meio tempo, Alex encontra pelo caminho pessoas que mudam sua vida, não sem terem também sido tocadas pela presença iluminada e intrépida daquele aventureiro idealista.


Dentre essas pessoas, cabe aqui destacar algumas delas, como o casal de viajantes Rainey (Brian Dierker) e Jan Burres (Catherine Keener), com quem divide suas ideias, afeiçoando-se aos numa estranha relação paternal. Em companhia de Rainey e Jan, Alex chega a um tipo de acampamento hippie, no que parece ser o Texas. Lá, conhece a jovem Tracy Tatro (Kristen Stewart), que se apaixona pelo rapaz quase que instantaneamente. Porém, não é a proximidade com as pessoas que Alex está buscando, mas o contrário. Dessa forma, tão breve quanto chegou, Alex deixa as vidas de seus novos amigos, seguindo adiante.


Não há como não ressaltar as passagens do velho Ron (Hal Holbrook), um militar aposentado que dá suporte ao rapaz durante sua passagem, e o louco fazendeiro Wayne (Vince Vaughn), pra quem Alex trabalha durante o verão, conseguindo assim algum dinheiro e, é claro, a sua amizade pra toda a vida.



Mas o Alasca ainda estava distante. Alex precisava, outra vez, partir. Juntou seu pouco dinheiro e alguns presentes úteis que ganhou pelo caminho (como um rifle de caça, guias de sobrevivência e botas de neve) e seguiu viagem.
Assim, após dois anos de viagem, o antigo Christopher já quase não mais existia para sua família. Mas Alex Supertramp estava a um passo de conquistar o Alasca e tentar encontrar a si mesmo dentro da mais completa solidão.


Como de costume, não vou contar como termina a história. Fica, porém, a dúvida: Seria Alex um intrépido aventureiro ou apenas um ingênuo idealista? Deixo pra vocês tirarem essa conclusão =).

TRILHA SONORA

Bom, como vocês sabem, sou músico, e tenho que render homenagens à trilha sonora simplesmente fantástica de INTO THE WILD, inteiramente composta e interpretada pelo sensacional Eddie Vedder, vocalista da banda Pearl Jam (sou fã!) a convite e encomendada pelo próprio Sean Penn.


Esta soundtrack está no pendrive do meu carro desde que assisti ao filme, logo que foi lançado. Sou suspeito pra dizer, mas a trilha é IMPECAVELMENTE LINDA e INTENSA, do começo ao fim! Não vou nem destacar minhas preferidas porque pra mim o álbum todo é sensacional. Aos fãs de rock/folk fica aqui a minha recomendação!



Até a próxima, gente!

“Chega a manhã em que sinto que nada mais precisa ser ocultado, ir embora parece surreal, mas meu coração nunca ficará longe daqui. Tão claro quanto respirar, quanto estar triste. Trago na carne o que aprendi, vou embora acreditando mais do que antes. E existe um motivo, um motivo para voltar. Enquanto cruzo o hemisfério tenho vontade de ir e desaparecer. Eu me machuquei, eu me curei, agora me preparo para pousar, já estou pronto para pousar. Este amor não tem limites.”
(Alexander Supertramp)








2 comentários:

  1. Sean s2
    não conhecia o filme ainda, mas pela sua resenha fiquei bem curiosa para vê-lo
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Vale muito a pena! Leva a muitas reflexões😀

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