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19.6.16

{Resenha} O Rei Cigano



Autora: Miya Hortenciano
Editora: Young Editorial
Ano: 2016
Sinopse: "Glacialem. País relativamente rico, vizinho de Meridial, e última ponta do Triângulo Comercial do Oceano Gélido. Tudo ali era perfeito e, mesmo que alguns discordassem, até o clima: um inverno eterno, com neve durante o inverno e o outono, chuvas frias durante a primavera, e no verão, quando o gelo começava finalmente a derreter, o outono nevado chegava de novo. Poderia ser o lugar perfeito, porém perfeição não existe. Não para alguns. Vez ou outra, Albus, o General e irmão do Rei, caía de amores por alguma jovem camponesa. Mas seu temperamento não era do tipo compreensivo, e ele não aceitava não como resposta. Se a moça fosse submissa a suas vontades, saía com uma vida confortável e feliz. Caso contrário, saía sem a vida. Tal regra também se aplicava a qualquer um que cruzasse seu caminho. Ao menos, até ele conhecer a fúria de Eros e Sapphire. Assim, Albus descobrirá que derrubar os Reis de Glacialem não será tarefa fácil."



“- Sempre há problemas, Eros. A vida sempre nos impõe pequenos obstáculos para que nós nos fortifiquemos e cresçamos cada dia mais. É assim que acontece. Além do mais, se fosse simples, qual seria a graça?”

O Rei Cigano é literatura nacional, escrito por Miya Hortenciano e possui apenas 172 páginas. O li em praticamente uma noite pois sua escrita é leve e sucinta.

A história não acontece em uma época específica, mas tem estilo medieval. Eros é um jovem meio cigano (mas isso não fica muito claro...) cujo pai foi conquistado por uma cigana pelos seus dotes culinários. Levou o filho bastardo para o castelo, e Eros foi criado junto da rainha e o filho mais velho, Petro. Não vemos muito deles, mas a rainha Winter parece ser uma boa mulher, ao contrário de seu filho que parece ser um babaca ressentido. 

Ginger é uma cigana ruiva cobiçada por todos os homens que colocam o olho nela, uma moça determinada a salvar a própria pele. É culpada pelo assassinato de Laszlo e perseguida pelo General Albus, irmão do Rei.

E Eros é perseguido por traição, pelo mesmo General.

E é na correria de se salvarem, cada um por suas próprias razões, que acabam se encontrando e decidem confiar um no outro. Passam por diversos desafios no reinio de Glacialem, desde lobos a velhas bruxas do inverno. Pouco a pouco descobrem um no outro a afeição (mesmo com um pouco de contradição vinda de Ginger que diz sim eu te quero e na cabeça diz estar resistindo).

A sociedade de Glacialem é extremamente machista, seja entre o pessoal do reino, seja entre os ciganos. Margarita é prima de Ginger e é julgada tanto por Eros quanto pela protagonista por gostar de transar com vários homens em uma semana. “Nojo” é a palavra que usaram para descrever o que sentiram em relação à jovem. Fora o sentido de posse que existe dos homens em relação às mulheres, todos os homens que foram apaixonados por Ginger – ou Sapphire – sentiam que eram seus donos. 

Também houve uma parte de falta de noção de Eros ao montar no cavalo com uma flecha atravessada em sua pata. Crueldade contra os animais não é legal... 

Eu fiquei um pouco confusa com o título O Rei Cigano. Não existe rei entre os ciganos, talvez líderes... E não sei se o Rei da cidade é cigano, porque não houve uma separação em si, sabem? Se alguém leu e quiser me explicar, sou toda ouvidos!!!

A capa é muito bonita, creio que é o Eros ali. A arte interna no livro é muito bonita e as folhas são amareladas, o que torna a leitura agradável aos olhos. 



1 comentários:

  1. oi flor, eu fiquei balançada com o livro, essa capa é linda, assim como o trabalho interno! o enredo também é bom
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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