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2.7.16

{Filme} Meu nome não é Johnny


MEU NOME NÃO É JOHNNY



Direção: Mauro Lima, 2008.
Elenco: Selton Mello, Cléo Pires, Julia Lemertz, Giulio Lopes, Ângelo Paes Leme, Gillray Coutinho, Flávio Pardal, Tammy di Calafiori,

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS! Se você ainda não assistiu ao filme, prossiga por sua conta e risco.
Sinopse

Meu Nome Não É Johnny é um filme brasileiro de 2008, do gênero drama, dirigido por Mauro Lima, que conta a história verídica de João Guilherme Estrella, um jovem da classe média carioca que, meio que por acidente, se torna um dos maiores traficantes da Zona Sul do Rio. Foi baseado em um livro homônimo de Guilherme Fiuza.

Resenha

Oi gente! Já assistiram MEU NOME NÃO É JOHNNY? Esse drama de 2008 é baseado nas aventuras vividas por João Guilherme Estrella, um típico jovem da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Trata-se de como um cara se meteu (meio que sem querer) com o tráfico de cocaína. Digo, meio que sem querer porque João, tendo ido um dia comprar uma quantidade da droga pra repassar aos seus amigos, por pura curtição, não se deu conta de que tal prática constituia o crime previsto no Código Penal Brasileiro e, depois disso, segundo ele próprio, “as coisas foram acontecendo”.

Muito embora trate-se de uma história triste, que obviamente não acaba bem para João e para aqueles ao seu redor, o filme garante boas risadas, suspense e ação.



TEMPORALIDADE

A história se desenrola durante os anos 90. O rock nacional ainda resiste, e as boates da Zona Sul do Rio estão lotadas de jovens à procura de diversão e adrenalina.
Nosso protagonista prefere festas em sua própria casa, um confortável apartamento que ele divide com seu pai depois da separação.

PERSONAGENS

João Estrella (Selton Mello) é o típico figuraça. Gente fina, gosta de receber os amigos em sua casa em festinhas regadas a álcool e drogas. Numa dessas noites, um amigo chega trazendo o produto que todos esperavam: um papelote de cocaína. Porém, o rapaz reclama que anda difícil de conseguir a droga e todos percebem que ele na verdade tem medo do traficante conhecido como Taínha. João, descolado que é, se oferece para, dali por diante, fazer o intermédio entre o traficante e a galera. E é aí que o rapaz adentra no mundo alucinado do comércio de drogas ilícitas.


Em meio a esse turbilhão, João Estrella conhece a bela Sofia (Cléo Pires), por quem se apaixona instantaneamente. Sofia é a típica gatinha carioca. Bonita e cheia de atitude, ela também se apaixona por João, muito por conta da aventura que ele proporcionava. Mas aos poucos ela dá sinais de estar cansada daquela vida cheia de altos e baixos e, tão logo João começa a se dar mal, ela se afasta.


Em suas empreitadas, João Estrella acaba obviamente esbarrando com a polícia. Aqui destacamos a dupla de policiais tipicamente corruptos Oswaldo (Orã Figueiredo) e Wanderley (Hossen Minussi), que em dado momento da trama aparecem pra chantagear João, revelando o lado podre da polícia.

João se vê obrigado a mudar de fornecedor várias vezes. Se um de seus fornecedores merece destaque aqui é a Dona Marly (Eva Todor), uma senhora idosa que poderia bem ser a vovozinha de qualquer um de nós. Simpática e delicada, Dona Marly passa os dias fazendo Ambrosia (um delicioso doce de origem grega) e vendendo cocaína entre um docinho e outro. Uma fofura! Em tempo: Até um escrivão judicial, em dado momento, torna-se fornecedor de João Estrella em dado momento, repassando-lhe o produto dentro do fórum... =o


Acontece que João vai ficando conhecido. Sua fama vai se espalhando pela Créme de la Créme da noite carioca, atraindo a atenção de grandes traficantes como Nellore (André di Biasi), que lhe propõe uma parceria milionária, e Felipe (Charly Braun), que introduz João no tráfico internacional de drogas.

Com uma vida tão arriscada e nada cuidadoso, João Estrella acaba preso pela Polícia Federal. Na carceragem, João entende o destino certo de suas atividades...

Nesse ponto da história, entra em cena o advogado Dr. Renato (Gillray Coutinho), que fará o possível para ajudar João, e a Dra. Marilena Soares (Cássia Kiss), uma juíza de Direito que combate o tráfico de drogas com mãos de ferro, e que decidirá do destino do nosso inconsequente (e por vezes ingênuo) anti-herói.



COWBOY FORA DA LEI

João Estrella, como já dissemos, entrou para o mundo do tráfico sem perceber. Depois de uma compra de drogas, as circunstâncias o levaram a outra, e mais outra, de forma que ele foi gostando da “brincadeira”, já que ele próprio acabou viciado no produto que vendia e, quando percebeu, sua vida resumia-se num círculo vicioso que envolvia comprar cocaína, usar, vender o restante, comprar mais, usar mais, vender mais e assim por diante.

Desta forma, o que movia João Estrella não era o lucro, como um traficante de drogas comum. O que levava João a querer desafiar cada vez mais o sistema era sua sede de curtição, de ser ovacionado por seus “amigos” como o rei da noite na Zona Sul, patrocinando bandas e festas sem fim em sua própria casa.

Numa dessas empreitadas, João aceita entrar na Europa com grande quantidade de cocaína pura escondida nas roupas. Mas João ignora o perigo. Encara a aventura como uma lua de mel para ele e sua amada Sofia, torrando lá mesmo quase todo o dinheiro que recebeu pelo transporte da droga.


Porém, numa segunda tentativa de cruzar o Atlântico carregado de cocaína, João acaba preso durante a embalagem da droga, num apartamento no Rio de Janeiro, junto com dois amigos que o ajudavam na tarefa.

O mundo de João Estrella já tinha desmoronado, mas sua situação piora quando, durante o encarceramento, sua amada Sofia o deixa.


A João agora restam algumas alternativas, nenhuma boa necessariamente: Ou ele nega ser dono da droga e deixa seus amigos levarem a culpa pela posse, diminuindo assim a sua pena, ou ele assume ser dono da droga, livrando seus amigos da cadeia e pagando pelo crime de tráfico internacional de drogas.


Nesse momento, entra em cena a figura decisiva da Juíza Marilena Soares (Cássia Kiss). Muito embora ela seja considerada linha dura e, a princípio, conduza o caso de João com mãos de ferro, o desenrolar dos fatos e a sinceridade de João diante de todos os erros cometidos a leva a pensar se a solução para ele seria mesmo a pena máxima.

Sua decisão final foi considerada inovadora para o sistema penal brasileiro e, até hoje, é referência na reintegração de jovens na sociedade.

Mas, como de costume, não vou contar o final hehehe...
  

CONCLUSÃO

MEU NOME NÃO É JOHNNY é uma lição de vida. Mas acima de tudo é uma lição sobre como o caminho das drogas pode ser destrutivo, mesmo quando se é uma boa pessoa. Quem tiver sensibilidade para assistir sem preconceitos vai gostar com toda certeza.


Até a próxima, gente!



1 comentários:

  1. nunca pensei que o filme seria tudo isso! preciso assistir!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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