Menu

30.7.16

STRANGER THINGS





Direção e Roteiro: Matt Duffer, Ross Duffer.

Elenco: Winona Ryder, Millie Brown, Natalia Dyer, David Harbour, Charlie Heaton, Noah Schnapp, Matthew Modine, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Finn Wolfhard

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS! Se você ainda não viu a série, prossiga por sua conta e risco.
Sinopse

Algo terrível se esconde nas sombras da pequena cidade de Halkins, Indiana. Com o desaparecimento de um garoto de 12 anos, seus amigos, sua família e a própria polícia mergulharão numa jornada sobrenatural, que envolverá experiências secretas do governo e o aparecimento de uma estranha menina.

Resenha

Oi gente! Como você que acompanha minhas resenhas aqui no blog já deve ter percebido, hoje eu quebrei o protocolo e, ao invés de abordar um filme, como de costume, decidi resenhar a série que é a febre do momento: Stranger Things! Não só por causa da grande repercussão, mas porque eu simplesmente adorei a série! E como não gostar? Stranger Things traz em si todos os elementos capazes de tornar uma série apaixonante, tais como a trilha sonora, dinamismo, humor, suspense, terror e muitas, mas muitas referências aos clássicos filmes de terror, suspense e aventura dos anos 80! Ah, é claro, ao que tudo indica, cada temporada contará uma estória, com começo, meio e fim, a exemplo do que foram as duas temporadas de True Detective, o que pra mim é um ponto super positivo, pois torna a série mais atrativa e acessível a um público maior (quero dizer, nem todo mundo tem disponibilidade e/ou paciência para assistir uma série desde a primeira temporada pra entender as restantes).

Vale dizer também que Stranger Things é outro grande acerto da Netflix, que vem arrebentando nas séries produzidas pelo canal, a exemplo das excelentes House Of Cards e Demolidor.

Quem, como eu, viveu os anos 80 em sua plenitude vai se apaixonar por essa série. Quem é mais jovem vai acabar gostando também, pois os roteiristas souberam incorporar elementos para agradar a todos os públicos.

Eu sinceramente posso dizer, pra resumir, que assim que começou o primeiro episódio eu senti até o cheiro de plástico das antigas locadoras de fitas VHS (só quem viveu aquela época sabe do que eu estou falando). Devorei a série em dois dias e digo que foram dias em que eu literalmente voltei a ser criança.

TEMPORALIDADE e AMBIENTAÇÃO

A trama acontece no ano de 1982, na pequena cidade fictícia de Hawkins, Indiana.

Só para dar um passeio pela época, o início dos anos 80 foi o período em que estouraram nos cinemas brasileiros clássicos como E.T, Tron, Blade Runner – O Caçador de Andróides, Conta Comigo, bem como tiveram início as sagas dos famigerados Freddy Krueger e Jason, personagens respectivamente de A Hora do Pesadelo e Sexta Feira 13.

A ambientação de Stranger Things se dá nesse período não por acaso: a série é quase que totalmente uma enorme referência e, por que não dizer, uma homenagem, à cultura pop dos anos 80.

Para se ter uma ideia do que eu quero dizer, assistindo a série você se lembrará a todo instante de algum clássico dos 80’s.

PERSONAGENS

A estória basicamente gira em torno do misterioso desaparecimento de Will Byers (Noah Schnapp), um menino de 12 anos que, após uma partida de Dungeons & Dragons com seus amigos Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin), some dentro de um galpão nos fundos de sua própria casa.



O sumiço de Will coincide com o aparecimento repentino de uma misteriosa garota. Ela chama a si mesma de Eleven (Millie Brown) e é acolhida por Mike em sua casa, em segredo, sob os protestos de Dustin e Lucas, que têm medo da menina.



A mãe de Will, Joyce (Winona Ryder), primeiramente recorre ao delegado da cidade, Hopper (David Harbour), um policial perturbado pela morte da própria filha. Porém, inexplicavelmente, Joyce acredita estar fazendo contato com seu filho por meio de estranhas flutuações elétricas em sua casa.



Paralelamente, a jovem Nancy Wheeler (Natalia Dyer), irmã de Mike, que também viu sua melhor amiga desaparecer sob circunstâncias misteriosas, une-se ao tímido Jonathan Byers (Charlie Heaton), irmão de Will, na jornada em busca dos desaparecidos.



Pouco a pouco, os personagens da estória vão percebendo que todos os mistérios na cidade parecem terminar nos portões do laboratório de Hawkins, uma organização governamental chefiada pelo enigmático Dr. Martin Brenner (Matthew Modine), cujas experiências envolvem seres humanos em estado de privação sensorial. Durante os flashbacks da pequena Eleven, é possível perceber que ela escapou daquela instalação, onde encontrava-se cativa a fim de estudar e aperfeiçoar suas habilidades psíquicas, como a telecinese, para serem utilizadas pelo governo com objetivos de espionagem.



AS REFERÊNCIAS

Conforme já comentei acima, a série homenageia os clássicos dos anos 80 basicamente o tempo todo, de modo que fica impossível citar todas as referências sem que o post fique cansativo... Assim, vou me ater só àquelas que considero principais, quais sejam:

1 – E.T – O Extraterrestre:

Começo com o clássico de Steven Spielberg porque considero que foi a maior e mais presente referência em Stranger Things. Quero dizer, não houve um só episódio em que eu não tivesse a impressão de estar assistindo (pela milionésima vez) o filme do E.T.



Elementos como o RPG, as cenas da molecada de bicicleta andando pela floresta ou fugindo de misteriosos agentes do governo (por vezes vestidos com aqueles trajes antirradiação), sempre carregando na garupa a misteriosa Eleven (El, como foi apelidada pelos garotos), ou vestindo a menina com uma peruca loura e um vestido... Tudo remete ao clássico dos anos 80! Há um momento em que se tem a impressão que as bicicletas vão decolar, como no filme, mas outra coisa diferente (e um tanto mais sinistra) acontece...



2 – Carrie, a estranha – Scanners

Quem não se lembra da adolescente retraída com poderes psíquicos que acaba por destruir não só o seu baile de formatura como a cidade inteira? Carrie se tornou um clássico do terror da Sessão das Dez (SBT) e está fortemente presente em Stranger Things, assim como Scanners, que tratava de uma raça de pessoas com habilidades paranormais e que também sofriam com o nariz sangrando cada vez que usavam seus poderes, exatamente como a nossa protagonista, a pequena Eleven.



3 – O Enigma do Outro Mundo/A Hora do Pesadelo/Evil Dead:

Por vezes as paredes e o teto da casa de Joyce Byers se deformam, como se algo se esgueirasse tentando entrar em nossa dimensão, fazendo clara referência a Freddy Krueger em A Hora do Pesadelo.



Evil Dead (ou Uma Noite Alucinante) também aparece num pôster no quarto de Jonathan Byers, bem como uma cena de O Enigma do Outro Mundo, que aparece na TV em dado momento.



4 – Abertura, cartaz e Efeitos Visuais:

A  imagem chuviscada, a fonte utilizada e a música de fundo da abertura (cheia de sintetizadores, a la Tron e Blade Runner) remetem não só aos filmes da Sessão da Tarde, mas também aos livros de Stephen King.

Até a computação gráfica utilizada meio que imita os efeitos visuais de antigamente! Ora, o pessoal mais velho deve se lembrar dos monstros do filme do Simbad, que ficavam meio que tremendo... E a gente morria de medo! =0

Não posso esquecer do banner promocional, que imita os pôsteres e capas de VHS de antigamente. Olhem que bacana:



5 – Tubarão, Alien e Predador:

Na série há uma criatura que, em dado momento, ataca uma personagem que deixa cair uma gota de sangue na piscina, tal como fazia o gigantesco tubarão branco de Spielberg.

Tal criatura deixa por onde passa um resíduo gosmento e usa seres humanos para procriar, bem como o Alien de Ridley Scott.

Para completar a combinação de bestas que inspiraram nosso monstrengo, adicione aquele barulhinho pavoroso que fazia o Predador. Não lembra? Sem problema, refresque a sua memória aqui: https://www.youtube.com/watch?v=1SGJDrVJzMI





6 – Conta Comigo:

Garotos que são amigos inseparáveis, saem numa aventura na floresta e eventualmente acabam encontrando um corpo... Familiar? Sim, se o filme Conta Comigo, baseado na obra de Stephen King, faz parte dos clássicos de sua infância.



TRILHA SONORA

Como era de se esperar, um bom apanhado de músicas dos anos 80 dão o toque final a esta maravilhosa obra da Netflix. Nas minhas pesquisas, encontrei a imagem abaixo, que traz toda a trilha sonora:

Poucas coisas traduzem tão bem os anos 80 como uma boa e velha fita k7 =)


CONCLUSÃO

Conforme eu havia dito, optei por citar apenas algumas poucas referências presentes em Stranger Things. E acredite, não citei nem a metade. Prefiro deixar pra vocês assistirem e encontrar por si mesmos. Vale muito a experiência!


Até a próxima, gente!


1 comentários:

  1. eu sou super desatenta com o que anda rolando no mundo das séries então curti muito essa dica de uma das febres do momento
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

É um imenso prazer receber seu comentário. Seja sempre bem-vindo aqui.