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24.9.16

{Filme} O Senhor dos Anéis - Trilogia






Direção e adaptação: Peter Jackson

Elenco: Elijah Wood, Orlando Bloom, Viggo Mortensen, Ian McKellen, Christopher Lee, Andy Serkis, Cate Blanchett, Sean Austin, Dominic Monaghan, Billy Boyd, Liv Tyler, Sean Bean, Hugo Weaving, John Rhys-Davies, Ian Holm, Bernard Hill,

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Caso você ainda não tenha assistido ao filme, prossiga por sua conta e risco!

Sinopse

Um mal antigo em forma de anel de poder desperta no leste. O destino da Terra Média e dos povos que a habitam encontra-se nas mãos da mais improvável das criaturas: um hobbit.

Resenha

Oi gente! Hoje escolhi tratar (e render homenagens) a esta magnífica obra, tanto da literatura mundial como do cinema.

Quando começaram no mundo os rumores de que a saga dos corajosos hobbits seria adaptada para o cinema, eu já havia lido a obra completa de J.R.R. Tolkien durante o colegial (que hoje é conhecido como ensino médio). Naqueles dias, as pessoas olhavam pra mim abismadas por eu já conhecer a estória que viria a tornar-se febre mundial, como se eu fosse uma nova espécie super avançada de nerd hahaha…



Na verdade, meu encontro com a obra se deu muito por acaso. Sempre tive o hábito de ler. Um belo dia, a trilogia cruzou meu caminho. Simples assim! Quero dizer, não foi algo que eu tenha pesquisado, buscado ou perseguido. Simplesmente a biblioteca da minha escola na época dispunha de um exemplar de cada, empoeirados num canto de prateleira. Quando os vi, pensei: Por que não?

Quando Peter Jackson decidiu transportar toda a estória para as telas do mundo (e durante a fortíssima campanha publicitária que precedeu o lançamento do primeiro filme), todos ficaram extremamente ansiosos. Após o lançamento da Sociedade do Anel (que praticamente suspendia a narrativa abruptamente antes de começar a segunda parte, que viria só um ano depois) meus amigos mais afoitos começaram a perguntar como a estória terminava. Vocês me conhecem, não gosto contar o final do filme. Mas de tanto me importunarem um dia soltei um “Frodo morre no final, ok?” Todos ficaram consternados. Pensei em desfazer a mentira em seguida, mas não o fiz. Não preciso dizer que quase tive que correr pra não apanhar quando terminou O Retorno do Rei. Sério! Tem gente que nunca mais falou comigo por causa da pegadinha! Hahaha



De qualquer modo, hoje quase todo mundo já assistiu a trilogia. E particularmente eu acho que não menti totalmente quanto à morte do protagonista. Por que? Voltaremos a esta questão ao final da resenha.

A TERRA MÉDIA: O MUNDO NA MENTE DE TOLKIEN

Não posso esquecer de mencionar que, quando do lançamento da trilogia no cinema, eu já conhecia não apenas as três partes da estória que envolvem a jornada para a destruição do anel. Minha curiosidade me levou além e acabei lendo também O Silmarillion, que trata da gênese de toda estória.

Nesta obra (que segundo rumores será produzida como série de TV pelo canal HBO) testemunhamos a criação não só da Terra Média, que é o universo onde se passa a trama, como de todos os seres que nela habitam.



É assustador pensar na riqueza de detalhes que a mente do autor foi capaz de gerar! Lendo O Silmarillion, às vezes temos a impressão de que Tolkien não só criou a estória, mas participou da criação como um observador/narrador atento, tamanha a criatividade e a riqueza de pormenores.
Em outras palavras, tudo o que se vê em O Senhor dos Anéis saiu da mente detalhista e meticulosa do autor.

A leitura de O Silmarillion pode ser por vezes cansativa por conta da riqueza de detalhes criada para a obra. Ora, Tolkien criou seres de raças e espécies distintas, cada qual com seu próprio alfabeto, seu próprio idioma e cultura. Mas nem tudo é fantasia, já que, para dar veracidade à narrativa (leia-se para dar ao espectador a impressão de que aquele mundo e aqueles seres em algum momento da história realmente existiram), o autor misturou seus cenários e criaturas à seres humanos (tal como nos percebemos) e animais do nosso convívio, como os cavalos, por exemplo.



Tudo na Terra Média é grandioso. Nas filmagens, foram utilizadas como locações as maravilhosas (e insólitas) paisagens da Nova Zelândia. Inclusive, se um dia você for visitar aquele país, pode dar um pulinho na vila dos Hobbits, que continua lá para visitação. Tolkien criou, pra que ninguém fique perdido, um complexo mapa de toda a Terra, que está presente em todos os exemplares dos livros.

A SOCIEDADE DO ANEL

O Silmarillion é a gênese de toda a narrativa, e termina com a criação dos anéis de poder por Sauron, o Senhor do Escuro, anéis estes que foram forjados no fogo de Mordor com o objetivo único de ludibriar, corromper e submeter todas as raças dos homens, anões e elfor, habitantes da Terra Média, à escuridão.

Fato é que houve uma violenta batalha, que uniu homens e elfos numa tentativa desesperada para derrotar Sauron e seu anel, conhecido como “O Um”, que foi forjado para controlar todos os outros anéis.

Porém, após a batalha, e embora Sauron tenha sido derrotado, o anel perdeu-se, devido à cobiça e sede de poder dos homens, assim permanecendo por séculos, até que fosse encontrado por Smeagol (conhecido como Gollum) e posteriormente roubado por Bilbo Bolseiro, um Hobbit do Condado.

Com o passar dos anos, o mago conhecido como Gandalf, o cinzento, amigo e companheiro de aventuras de Bilbo, sente o despertar do poder do anel, reunindo um grupo envolvendo Hobbits e guerreiros com a finalidade de destruir o Um, o que só pode ser feito no mesmo fogo onde ele foi criado.



O grupo, além do mago, envolveria:

Frodo Bolseiro, sobrinho de Bilbo e portador do anel, bem como seus amigos Sam (Samwise Gamgi), Merry (Merryadoc Brandenbuc) e Pippin (Pilgrin Tûk) do Condado;
Legolas, do Reino dos Elfos da Floresta;
Gimli, do Reino dos Anões de Erebor, e;
Boromir, da cidade branca de Minas Tirith.

Durante a jornada, juntaria-se a eles um misterioso homem, da ordem dos guardiões da Terra Média, conhecido como Passolargo, e que mais tarde teria sua identidade revelada como Aragorn, decendente de Isildur, do reino dos homens.

Estava assim formada A Sociedade do Anel.


AS DUAS TORRES

Neste ponto da estória, o mal ganha um poderoso aliado: Saruman, o mago Branco da Torre de Isengard. Sauron seduz o mago para que o mesmo produza nos porões de Isengard um poderoso exército de Orcs (seres que um dia foram elfos, mas que foram corrompidos pela escuridão) conhecidos como os Uruk-Hai, que viriam a lutar contra todos os povos na última guerra pela terra média.



É nesse momento em que também a sociedade do anel se esfacela, com a morte de alguns de seus membros e a separação dos que restaram, deixando Frodo praticamente por conta própria, contando apenas com a fiel companhia de Sam, seu inseparável amigo do Condado.

O RETORNO DO REI

No último filme da trilogia, Aragorn tem sua ascendência real revelada, tendo como destinação tornar-se o rei dos homens da Terra Média e, como tal, unificar e liderar seu povo rumo à batalha final.



Aragorn contará com a ajuda dos Rohirrin cavaleiros da cidade de Rohan, guerreiros serventes ao Rei Théoden, que estava sob o feitiço de Saruman e precisou ser libertado por Gandalf, que após cair na escuridão lutando com o Balrog (um demônio de fogo e sombra), havia retornado do reino dos mortos, agora como um mago branco.



O plano final se resumiria em levar a guerra aos portões de Mordor, criando uma distração para que Frodo e Sam conseguissem atravessar a planície escura, alcançando o topo da montanha da perdição e, enfim, destruir o anel, não sem antes travar uma batalha com Gollun, que desejava o anel de volta para si.


A DERROTA DA ESCURIDÃO E O RETORNO PARA O CONDADO

Após uma terrível batalha, que custou muitas vidas ao reino dos homens e dos elfos de Valfenda, Sauron, o senhor do escuro, foi mais uma vez derrotado.

Aragorn foi finalmente coroado rei de Gondor, o reino dos homens, dando início à chamada “Era dos Homens”, já que o tempo dos Elfos, segundo eles próprios, havia terminado na Terra Média, pelo que agora eles deveriam partir para Valinor, as terras à oeste do oceano, de onde ninguém jamais voltava.



Dentre a raça de elfos, apenas Arwen, filha de Elrond, senhor de Valfenda, permaneceria na Terra Média, já que havia se desfeito de sua imortalidade (elfos são criaturas eternas, podendo morrer apenas de tristeza ou por um grave ferimento que esteja além de seu poder de cura) para passar seus dias ao lado de Aragorn, seu grande amor.



Frodo e os Hobbits, responsáveis diretos pela destruição do Um anel, retornam ao Condado após uma longa jornada para viverem o resto de seus dias em paz. E assim seria, menos para Frodo, que carregara o anel por tempo demais e, de alguma forma, sentia que uma parte de si havia sido destruída junto com ele.

É aqui que eu retomo o que eu havia dito no começo da resenha sobre a “morte” de Frodo.

Conforme eu expliquei, diante da insistência de alguns amigos em saber, na época do lançamento do primeiro filme da trilogia, o final da estória, acabei inventando que Frodo morria, pra trollar a galera e pra que eles parassem de me atormentar. É chato contar o final! Sempre foi! Mesmo antes do termo “spoiler” cair na boca do povo! Por isso faço questão de deixar sempre um alerta no início das minhas resenhas.



O fato é que, depois de assistir à trilogia de novo, e de novo, e de novo, acabei me questionando o seguinte: Será que Frodo não teria, de fato, morrido?

Como sabemos, Frodo já não conseguia mais aquietar seu coração no Condado, uma vez que parte da maldade e do horror do anel tinha ficado encrustada na sua alma. Os elfos, que estavam de partida para Valinor (pra nunca mais voltar, diga-se de passagem), perceberam sua agonia e ofereceram-lhe um lugar no barco.

Ora, não seria a sua partida para Valinor (que era conhecida como ‘terras eternas’ ou simplesmente ‘o oeste’) uma analogia do autor para a morte do personagem? De certa forma, ele meio que “adoeceu” de forma permanente após transportar o anel e partiu com os elfos para um lugar de onde não se volta mais! O que é isso senão um eufemismo para a morte?

Mas isso é só uma impressão minha, uma teoria dentre tantas que já li por aí.

Fato é que Peter Jackson conseguiu captar com maestria toda a magia da obra de Tolkien, transformando-a numa trilogia espetacular para o cinema.

O mesmo não aconteceu com a trilogia O Hobbit, cujo livro conta os eventos que antecedem os acontecimentos de O Senhor dos Anéis. A adaptação, neste caso, parece não ter agradado nada a família de Tolkien, que prometeu nunca mais deixar Peter Jackson aproximar-se de nada que o patriarca da família tenha escrito. Mas isso é assunto pra uma outra resenha.



Até a próxima, gente!





6 comentários:

  1. Muito interessante a analogia sobre a morte de Frodo... Nunca havia pensado nisso antes... Ótima resenha, primo!! =*

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  2. Eu tenho o box a tanto tempo, que toda vez que olha pra ele me sinto culpada por ainda não ter terminado de assistir. Não pelo fato de não gostar da história, porque gostei, mas sim por se muito grande. Dá preguiça quando vejo o tanto de horas. Ainda bem que está faltando apenas o terceiro filme \o ainda irei terminar a trilogia.
    Beijos
    https://recolhendopalavras.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Conheço gente que nunca viu e gente que já viu mais de uma vez (como eu). Mas uma pessoa que parou antes do fim, eu nunca tinha visto! 😱

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  3. de verdade, nunca vi a trilogia e sei apenas o básico do enredo, mas pelo visto se tornou um clássico da fantasia moderna
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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