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28.9.16

{Resenha} O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares




Autor: Ransom Riggs
Editora: Leya
Ano: 2015
Sinopse: Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares.
Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares: elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo... E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas.
Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares vai deliciar jovens, adultos e qualquer um que goste de uma aventura sombria.

Resenha:
Já quero começar dizendo que o próprio Tim Burton, que transformou essa história em filme (pelo qual espero ansiosa para assistir) disse: “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito...”. Como fã de Tim Burton, descobri esse livro através do trailer maravilhoso do filme “O Lar das Crianças Peculiares”, que será lançado em 29 de setembro de 2016 (veja o trailer legendado aqui). 

Aí vocês vão me dizer: “Ahh Amanda, mas o filme vai ser muito diferente do livro, eles mudaram as peculiaridades dos personagens, eles foram descaracterizados, o roteiro não foi fiel ao livro...”. Vamos combinar né?? É muuuuito raro um roteiro ser fiel ao livro. Claro que existem exceções, mas normalmente, a história é modificada quando vai para o cinema. Mas ainda assim, vamos confiar no grande Tim Burton para mais uma superprodução, e que não nos decepcione apesar das mudanças.



Voltando ao livro... Que livro mais lindo!! E aqui, por enquanto, não estou falando sobre a história, mas sim sobre a capa, as imagens, a edição... Fiquei encantada assim que o abri pela primeira vez. Tudo feito com tanto cuidado para, mais do que contar uma história fantástica, nos levar para dentro dela. Mas o enredo em si também é lindo!! Sobre um adolescente indo de encontro ao passado de seu avô, que ele imaginava ser baseado em mentiras e fantasias, até que se provou real.

Jacob é um adolescente de 16 anos que assistiu à morte de seu avô após ele ter sido atacado por uma criatura, que somente Jacob enxergou e descreveu para a polícia. Mas depois de completar o retrato falado, até mesmo o jovem passou a duvidar de que realmente a criatura fosse real.

Jacob, que sempre ouviu as histórias do avô quando era criança, sobre o orfanato em que ele morou com outros refugiados da guerra, já não acreditava mais nas fotos que ele lhe mostrava, nem nas suas memórias que pareciam ser sempre fantasiosas. Como a morte do Sr. Portman foi um evento traumatizante, que lhe rendeu pesadelos quase que diários, Jacob passou a frequentar um psiquiatra, Dr. Golan, que o incentivou quando ele disse que gostaria de conhecer o lugar em que seu avô havia vivido na infância, em uma ilha no País de Gales.

Essa vontade surgiu quando Jacob ganhou, no seu aniversário, um livro de Ralph Waldo Emerson, que sua tia havia encontrado com uma dedicatória de seu avô para ele. Dentro do livro, Jacob encontrou uma carta, assinada por Alma LeFay Peregrine, diretora escolar, acompanhada de uma foto dela.



Dr. Golan acreditava que essa viagem seria importante para que Jacob desmitificasse as fantasias do avô acerca da ilha. E assim seu pai decidiu acompanhá-lo nessa jornada, aproveitando para fazer um estudo das colônias de aves do lugar, iniciando mais um novo livro que provavelmente seria engavetado junto com todos os outros.

“Meu avô a havia descrito cem vezes, mas em suas histórias a casa era sempre um lugar claro e feliz – grande e bagunçado, sim, mas cheio de luz e risos. O que havia diante de mim não era um refúgio de monstros, mas o próprio monstro, encarando-me com uma fome inexpressiva do alto de seu posto. Árvores saíam de janelas quebradas e raízes de trepadeiras escabrosas corroíam as paredes como se fossem anticorpos atacando um vírus – era como se a própria natureza tivesse declarado guerra contra o lugar –, mas a casa parecia impossível de exterminar, mantendo-se de pé resolutamente, apesar da incorreção de seus ângulos e dos recortes irregulares de céu visíveis através de partes do telhado desmoronado.”

Após a decepção de encontrar o antigo orfanato em ruínas, Jacob decide conhecer a cidade, visitar o museu, onde viu um cadáver, conhecido como o Homem de Cairnholm, ou simplesmente O Velho. Era um cadáver de pelo menos 2.700 anos, que tinha apenas 16 ao morrer. Foi lá também que Jacob descobriu que não havia sobreviventes do orfanato, pois ele havia sido bombardeado durante a guerra, mais exatamente no dia 03 de setembro de 1940. Mas a carta da Srta. Peregrine havia sido enviada há apenas 15 anos, como isso era possível?

Jacob voltou às ruínas do orfanato para explorar o lugar, encontrou um baú cheio de fotos antigas, como as que seu avô guardava, e que ele acreditava terem sido manipuladas. Então ele sentiu a presença de outras pessoas na casa, e viu alguns garotos perguntando se era Abe quem estava lá. Jacob não conseguiu dizer nada, e quando eles foram embora ele saiu correndo atrás deles, tentando alcançá-los, dizendo que era o neto de Abe.

E foi assim que Jacob conheceu algumas das crianças chamadas peculiares (incluindo Emma, que era a mais próxima de seu avô e acabou sendo dele também) e encontrou a fenda no tempo que seu avô pediu que ele procurasse. As fendas são reiniciadas todos os dias como um relógio pelas ymbrynes (aves que podem manipular o tempo para elas e para outras pessoas), que criam essas fendas para que pessoas peculiares possam viver indefinidamente e protegerem-se dos etéreos. A Ave, nesse caso, era a Srta. Peregrine, que havia criado essa fenda no dia 03 de setembro de 1940, logo antes do orfanato ser destruído. Portanto, dentro da fenda, a casa ainda era como o avô de Jacob descrevera tantas vezes para ele. Porém, ao sair da fenda para lutar na guerra, Abe envelheceu normalmente, diferente de seus amigos, que permaneceram jovens dentro da fenda.

Cada criança tinha uma peculiaridade diferente: Millard era invisível, Emma criava e manipulava o fogo com suas mãos, Claire tinha uma boca atrás da cabeça, Olive flutuava sempre que não usava seus sapatos de chumbo, Bronwyn era uma garota extremamente forte, Fiona manipulava as plantas...

Em relação aos etéreos, para que vocês possam compreender que tipo de monstros eles eram... Na verdade, eles eram uma facção dissidente de peculiares, que acreditavam terem descoberto uma forma de se tornarem imortais, não apenas a suspensão do envelhecimento, mas sua reversão. Escolheram uma velha fenda sem nome e fizeram o teste com esse experimento.

 “Foram nossos primeiros conflitos contra os etéreos. Demorou um tempo até percebermos que aquelas abominações com tentáculos na boca eram, na verdade, nossos irmãos rebeldes, que tinham escapado se arrastando da cratera fumegante deixada por seu experimento. Em vez de se tornarem deuses, eles se transformaram em demônios.”

Os etéreos são sempre acompanhados por acólitos, que não têm habilidades peculiares, mas como podem se passar por humanos, atuam como batedores, espiões e caçadores da carne, tudo para servir aos etéreos. A única forma de reconhecê-los é através dos olhos, visto que os acólitos não têm pupilas.

Mas por que Jacob foi atraído para esse local, com essas pessoas? Sendo que ele nunca havia apresentado nenhum sinal de peculiaridade... E seu avô? Qual seria a peculiaridade dele, quando vivia no orfanato?

Eitaaa... Eu poderia passar horas e horas e horas dissertando sobre esse livro e ainda não conseguiria descrever todos os mistérios que o envolvem. Ele foi eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura de todos os tempos, e somente lendo para vocês entenderem o porquê. É realmente mágico, reunindo elementos da História da Segunda Guerra Mundial, o que faz com que também seja uma história relativamente “possível”.

Ransom Riggs construiu um universo novo, com criaturas fantásticas, seres e lugares mágicos, com uma linguagem tão atraente que nos transporta para dentro de cada cena, cada diálogo, além de ter incluído as fotos, que ajudam bastante o trabalho da nossa imaginação.

Eu que pensei que fosse uma história para crianças, percebi que ela não tem nada de infantil... E espero de verdade que Tim Burton faça um ótimo trabalho, independente de ser fiel ou não com o roteiro do filme.

Aaahh!! E logo tem resenha do Cidade dos Etéreos também, segundo volume da série... Aguardem!!



5 comentários:

  1. Oi, Amanda!
    Acabei de terminar a leitura desse livro. Muito bom mesmo, né?
    O livro apesar de ter muitas crianças, não é tão infantil assim. Não seria bom crianças lerem. rsrs...
    Louca para ler o próximo volume e também curiosa com o filme. Pelo trailer vai ter muita coisa diferente, uma penas, pois o livro p incrível do jeito que é.
    Beijão!

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  2. Oii!
    Eu li esse livro há um tempinho e fiquei completamente apaixonada. Também estou super ansiosa pelo filme, mas realmente não tem como esperar que seja fiel ao livro. Por mais que a gente queira fidelidade, temos que encarar que são dois produtos diferentes e que nem sempre o que cabe em um cabe em outro.
    Enfim, adorei sua resenha!^^
    Beijo

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  3. eu ja li muitas resenhas mas confesso que não me anima muito a proposta, mas vamos ver o que aguarda essa adaptação!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  4. Cris... então, fiquei meio assim quando percebi que seria muito diferente, mas to botando fé no Tim Burton. Assim como a Daniella comentou, é difícil esperar que a adaptação seja fiel né? Mas espero que Tim Burton não tenha perdido a essência da história, que realmente é sensacional!!
    Lucas, aguardamos a resenha do filme!!
    Thaila, dá uma chance que o livro é lindo!! <3

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