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8.10.16

{Filme} ESQUADRÃO SUICIDA






Direção: David Ayer

Elenco: Margot Robbie, Jared Letto, Will Smith, Cara Delevingne, Jai Courtney, Joel Kinnaman, Karen Fukuhara, Jay Hernandez, Viola Davis, Adenawe Akinnuouye-Agbaje, Adam Beach

ATENÇÃO: Alerta de Spoiler! Este artigo contem revelações sobre o enredo. Portanto, se você ainda não assistiu ao filme, prossiga por sua conta e risco!

Sinopse

Visando acabar com uma entidade misteriosa e aparentemente impossível de se derrotar, o governo dos Estados Unidos ordena o recrutamento dos piores criminosos. Mas será que eles estão dispostos a arriscarem suas vidas para fazer o bem?

Resenha

Oi gente! Vim hoje trazer a vocês minhas impressões sobre o filme que gerou uma enorme expectativa em 2016. Estou falando de ESQUADRÃO SUICIDA (EUA, 2016), que trata de um grupo de supervilões recrutados pelo governo americano para a realização de missões consideradas impossíveis.



Amanda Waller, membro do serviço de inteligência americano apresenta seu plano, a princípio simples: Ninguém melhor do que supervilões descartáveis para fazer o trabalho sujo para o governo. Ora, afinal, quem deterá alguém como o Superman se ele voltar-se contra a humanidade?

A princípio parece um enredo sensacional, certo? Errado. Na minha opinião (e na opinião da grande maioria dos amantes de HQ’s) o longa foi uma decepção, pelas razões que explico a seguir.

A EXPECTATIVA

Esquadrão Suicida começou a ser divulgado no finalzinho de 2014, mais ou menos mesma época em que começou a divulgação de Batman vs Superman – A Origem da Justiça. Teve de tudo: desde trailer tocando clássicos do rock ao fundo (um dos trailers contava com nada menos que Bohemian Rapsody, do Queen) até a divulgação do nome do ator/cantor/artista completo/queridinho dos fãs de Clube da Luta, ninguém menos do que o bonitão Jared Letto para interpretar o primeiro e único inimigo número um do Batman, o Coringa.



Além do mais, um filme que conta com Will Smith em seu elenco dificilmente será um filme ruim, não é? Nem sempre.
Tudo isso acabou gerando uma ENORME expectativa em torno do filme, tanto por parte dos fãs de HQ’s quanto do público em geral.

O filme, porém, demonstrou um enredo fraco, forçado, com pouca (ou nenhuma) fidelidade aos personagens ou às estórias do esquadrão de Amanda Waller. Eu precisei me esforçar pra não cochilar durante o filme.

O CORINGA E A ARLEQUINA

Todo mundo está careca de saber quem é o Coringa, certo? Não? Nesse caso, vou dar uma pincelada pra quem não tem muita intimidade com o personagem. O Coringa tem mais de uma origem conhecida, mas a mais popular é a de Jack Napier, sujeito batalhador que tentava a sorte como humorista, sem muito sucesso. Um belo dia aceita se “fantasiar” de um bandido conhecido como Capuz Vermelho para praticar um roubo numa indústria química onde trabalhava. Durante o assalto, ele fica sabendo da trágica morte de sua esposa grávida. Jack tenta abandonar o plano, mas antes que pudesse conseguir, é surpreendido por Batman e, na fuga, acaba caindo dentro de um tanque contendo produtos químicos. O líquido termina não só por alterar suas características psíquicas, como por deformar seu rosto, deixando Jack permanentemente com um sorriso macabro, sendo conhecido daí pra frente como O Coringa.



O Coringa torna-se arqui-inimigo do morcego de Gotham e, por diversas vezes, foi trancafiado pelo mesmo no Asilo Arkhan, uma instituição que é uma mistura de hospício e presídio. Numa dessas internações, o Coringa começa a ser tratado pela psiquiatra Dra. Harleen Quinzel. A médica entra fundo na mente doentia do criminoso, acabando por apaixonar-se por ele. Por diversas vezes Harleen ajudou o Coringa a escapar de Arkhan, mas Batman sempre o prendia novamente. Numa dessas ocasiões, a psiquiatra entra em choque ao ver seu paciente (e grande amor) ser devolvido ao manicômio totalmente desfigurado pelo morcego. Sua mente nunca se recuperaria do trauma, motivo pelo qual a Dra. abandona Arkhan, retornando fantasiada como bobo da corte. Surgia assim a personagem Arlequina (uma referência ao nome verdadeiro da médica).

Arlequina e Coringa tornam-se então parceiros no crime. Apesar do relacionamento abusivo, Harley continua cada vez mais apaixonada por seu “pudinzinho”, como ela gosta de tratar o Coringa.

A presença da dupla em Esquadrão Suicida ficou justificada apenas pela Arlequina, cujas tiradas sensacionais são a única razão de eu não considerar o filme uma decepção completa. Arlequina é linda, inteligente, sensual e completamente doida, o que faz de seu personagem meio que o centro das atenções no esquadrão. Não fosse por ela e seu inseparável taco de basebol o filme teria sido um erro.



Por outro lado, não entendi direito o propósito da presença do Coringa no filme. A trama, a meu ver, teria se desenrolado numa boa sem ele. Entendam, isso não tem nada a ver com a atuação do Jared Letto, como muita gente reclamou (e do que passo a tratar a seguir), mas sim com a maneira como o personagem ficou perdido no enredo.

JARED LETTO vs CORINGA

Desde que o Batman saltou das histórias em quadrinhos para a TV e, posteriormente, para o cinema, vários atores encarnaram o palhaço do crime, ou o Coringa como é mais conhecido.

Na série dos anos 60, o Coringa foi vivido por Cesar Romero, sendo suscedido, já no cinema por Jack Nicholson, Heath Ledger (o meu favorito) e, finalmente, Jared Letto.



Todos os atores de peso e a maestria com a qual interpretaram o Coringa fizeram do ato de encarnar o personagem algo de extrema responsabilidade. Heath Ledger, inclusive, morreu de overdose pouco depois de participar do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas e há quem diga que o mesmo não teria conseguido libertar-se do personagem (na minha opinião acho que foi abuso de drogas, puro e simples).

Ora, é natural que qualquer ator que vá interpretar o Coringa seja criticado duramente pelos fãs do personagem. Com Jared não foi diferente. O coitado já começou a ser criticado à partir do momento em que a primeira imagem dele caracterizado como o Coringa começou a circular na web. Vejam bem, ninguém ainda tinha visto o filme e já saíram criticando o rapaz.



Particularmente eu acho Jared um artista sensacional. E completo, por assim dizer. Quando ele apareceu liderando a banda 30 Seconds to Mars eu já o conhecia de outros carnavais, como quando, por exemplo, ganhou um papel bem secundário no cult Clube da Luta, bem como em O Senhor das Armas (onde foi coadjuvante ao lado de Nicholas Cage) e sua espetacular atuação no drama Clube de Compras Dallas.

Clube da Luta


O Senhor das Armas


Clube de Compras Dallas


Da mesma forma, gostei muito da atuação dele como o Coringa em Esquadrão Suicida. Se há alguma crítica a fazer, da minha parte, é aos roteiristas, que alimentaram uma enorme expectativa ao redor do personagem pra depois darem a ele um papel ridículo, sem propósito e forçado.

Houve até quem reclamasse das tatuagens do personagem… Não acho que os criadores tenham exagerado. Foi uma forma mais ousada de descrever o palhaço, nada mais.

O problema é que lidar com fãs de HQ’s nunca é tarefa fácil, já que o pessoal é ultraconservador. Notícias como “o lanterna verde vai ter um namorado” ou “o homem de ferro vai ser substituído em breve por uma garota” costuma deixar a galera de cabelo em pé.

Sei lá, cada um na sua. Mas acredito que as pessoas podiam parar de levar tão a sério a fantasia e a realidade tão na brincadeira. Mas não vou polemizar aqui. Esse espaço não é pra isso =)

FORA ISSO, O QUE SOBROU EM ESQUADRÃO SUICIDA?

Bom, pra não dizer que eu deixei ninguém de fora, tem os outros personagens. Rsrs

Vamos começar por ordem de importância (ou não, já que ninguém no filme parece saber direito o que está fazendo ali).

- Will Smith vive o mercenário Deadshot, que tem toda pinta de líder do Esquadrão, mas não o é, já que oficialmente o chefe é o




- Rick Flag, um oficial das forças especiais designado para liderar o esquadrão nas missões.



- Mas a grande chefe mesmo é Amanda Waller, uma espécie de secretária de defesa, dona da ideia da criação do grupo. Ela e Rick tem os mercenários em suas mãos literalmente, já que injetaram um dispositivo acionado por um aplicativo de celular nos vilões, podendo-os matar se tentarem alguma gracinha;



- Daí tem o Capitão Bumerangue, assaltante de bancos australiano extremamente hábil com bumerangues, como seu nome sugere;



- Nos esgotos vive o Crocodilo, um mutante extremamente forte e canibal, que se assemelha a um réptil (daí o seu apelido);



- Magia, que é o espírito de uma feiticeira ancestral que se apossa de sua hospedeira, a arqueóloga June Moon. Ela começa a trama como integrante do esquadrão, mas logo demonstra suas reais intenções, voltando-se contra seus companheiros de equipe;



- Katana, uma assassina japonesa que guarda as almas de seus oponentes mortos dentro de sua espada. Não é parte integrante da equipe, mas atua como guarda-costas de Rick Flag;



- E, por fim, temos o Amarra, um ex funcionário de uma indústria química que tornou-se mercenário após desenvolver certa habilidade na manipulação de cordas. Ele morre tão rápido no filme que acho que só o puseram lá porque tinham de matar alguém, pra não ficar muito forçado (como se fosse possível).


CONCLUSÃO

Acreditem em mim quando eu digo, eu odeio resenhar um filme de forma tão negativa. Aliás, tenho assistido tanto filmes ruins esse ano que me dá vontade de criar uma coluna só desse tipo de filme. Sei lá, quem sabe…

Porém, me sinto meio que lesado quando criam tanta expectativa em torno de um filme, pra no final das contas ser uma porcaria.

No caso de Esquadrão suicida, como diria o nosso querido Chaves, teria sido melhor ir ver o filme do pelé…



Até a próxima, gente!



2 comentários:

  1. Falaram muuuuito mal dele, mas eu adorei! Gosto é gosto né?!
    A Arlequina brilhou muito hahahaha


    www.generoproibido.blogspot.com.br

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  2. eu não quis ver esse filme por opção mesmo, mas acompanhei a divulgação


    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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