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22.10.16

{Filme} O Lar das Crianças Peculiares





Direção: Tim Burton

Elenco: Eva Green, Asa Butterfield, Ella Pumell, Samuel L. Jackson, Judi Dench, Rupert Everett, Allison Janney, Terence Stamp, Chris O’Dowd, Kim Dickens

Sinopse: Após a estranha morte de seu avô, o jovem Jake (Asa Butterfield) parte com seu pai para o País de Gales. Lá ele pretende encontrar a srta. Peregrine (Eva Green), atendendo ao último pedido do avô, que lhe disse que "ela contará tudo". Só que, ao chegar, descobre que o local onde ela viveria é uma mansão em ruínas, que foi atingida por uma bomba durante a Segunda Guerra Mundial. Ao investigar a área, Jake descobre que lá há uma fenda temporal, onde a srta. Peregrine vive e protege várias crianças dotadas de poderes especiais. 


ATENÇÃO: Alerta de Spoiler! Este artigo contem revelações sobre o enredo. Portanto, se você ainda não assistiu ao filme, prossiga por sua conta e risco!

Resenha

Oi gente! O que dizer desta obra, que mal conheço, e já considero pacas? Sério pessoal, há muito tempo não ficava tão encantado com uma estória como fiquei em “O LAR DAS CRIANÇAS PECULIARES” ou “O ORFANATO DA SRTA. PEREGRINE PARA CRIANÇAS PECULIARES”. 

Quem fica por dentro aqui do Blog sabe que dias atrás minha prima Amanda resenhou sobre este maravilhoso romance de estreia do americano Ramson Riggs (que, ao que parece, chegou chegando), que conta a saga de Jake, um adolescente que praticamente assiste ao assassinato de seu avô por uma criatura sobrenatural. 

O livro ainda conta com duas continuações, quais sejam, A CIDADE DOS ETÉREOS e BIBLIOTECA DE ALMAS, ambas ainda sem confirmação de serem adaptadas para o cinema.



Porém, a repercussão deste primeiro longa foi tão positiva que eu não acredito que os responsáveis pela produção deixem passar a oportunidade de lançar as continuações. Enquanto isso não acontece, a gente vai resenhando o primeiro filme!

Argumento

Todo mundo tem aquele familiar (seja avô, avó, tio, tia, primo mais velho e etc) com quem se tem aquela afinidade especial, uma ligação diferente. Essa era a relação de Jake e seu avô, Abe Portman (Terence Stamp). Abe contava a Jake (a quem ele carinhosamente chamava de Tigrisku, que significa tigrinho, em polonês) estórias fantásticas de lugares que havia visitado e aventuras que tinha vivido numa longínqua mansão no país de Gales, ou seja, o Orfanato da Srta. Peregrine.




Imagine o choque para o jovem Jake chegar em casa e encontrar seu avô à beira da morte, como se tivesse acabado de travar uma batalha mortal com forças invisíveis, habitantes de outra dimensão. 

Porém, o velho Abe faz ao neto seu último pedido: encontrar o orfanato da Sra. Peregrine que, segundo ele, “contaria tudo” ao menino.

Assim, Jake convence o pai (e sua misteriosa terapeuta) de que devia partir rumo ao País de Gales, com o objetivo de encontrar o tal orfanato e descobrir o quão verdadeiras eram as histórias de seu avô, que povoaram sua infância.

Ambientação

A trama se desenrola numa ilha em Gales, mais precisamente na Gales dos anos 40. Mas como assim? A estória não começa em 2016? Sim. É que ao chegar à localização do orfanato, Jake descobre uma mansão em ruínas, que segundo relatos dos moradores do local, havia sido atingida por uma bomba, matando todos os seus ocupantes.


Acontece que, enquanto explorava as ruínas, Jake é abordado por crianças que parecem ter saído de outra época e, além disso, possuem habilidades especiais.

Ocorre que, naquele local, existe uma fenda temporal, construída pela Srta. Peregrine, com o intuito de esconder e proteger suas crianças ditas peculiares não só dos olhos do mundo, mas de uma ameaça ainda maior, conforme veremos a seguir.

Os Etéreos

Liderados pelo sinistro Dr. Barron (Samuel L. Jakson), os chamados Etéreos foram um dia uma dissidência dos seres peculiares, que acreditavam terem descoberto uma forma de se tornarem imortais e de reverter o processo de envelhecimento. 


Dr. Barron - Samuel L. Jackson e seus famosos "olhos mais ameaçadores do mundo" segundo Quentin Tarantino 

Porém, ao tentar testar a técnica, tudo sai terrivelmente errado, retirando dos etéreos a aparência humana e transformando-os em monstros horrendos, mas invisíveis, que só podiam ser enxergados por alguns peculiares.



Com o tempo, Dr. Barron descobre que ele e seus companheiros poderiam recuperar a forma humana devorando olhos de peculiares.

Desde então, os etéreos vivem para localizar as fendas e matar seus habitantes, com a finalidade de recuperar sua humanidade.

Jake descobre, ao longo da trama, que não só seu avô, como também ele próprio, possuíam uma peculiaridade: eles podiam enxergar os etéreos, o que fazia deles caçadores daqueles monstros e protetores das crianças do orfanato.

Srta. Peregrine


A diretora do orfanato, Alma LeFay Peregrine, ou simplesmente Srta. Peregrine, é na verdade uma Ymbryne, uma ave que pode assumir aparência humana e que tem o poder de manipular o tempo, para si e para outras pessoas.



Com esse poder, as Ymbrynes têm a função de criar as fendas temporais que devem ser reiniciadas a cada 24 horas, a fim de manter as crianças peculiares estacionadas naquele dia específico e, assim, protegidas dos etéreos. 

Ah, a fantástica direção de Tim Burton

Tim Burton, quando leu o livro, questionou ao autor: “você tem certeza de que não fui eu quem escreveu isso? Parece algo que eu faria…”

Só por isso já podemos fazer uma ideia do quão sombria é a trama, mas com aquela leveza lúdica que só Mr. Burton consegue transmitir. 


O que mais marca na direção de seus filmes é que Tim Burton, a meu ver, consegue transportar o bem e o mal pra um universo onde ambos não sejam tão diferentes assim um do outro, ou, ainda, não sejam tão estereotipados. Quero dizer, os personagens que fazem parte do “time do bem” são tão imperfeitos e, por vezes, tão antipáticos como aqueles que pertencem ao outro lado. Em contrapartida, os malvados por vezes se colocam em situações tão caricatas que arrancam risos da plateia. Isso é marca registrada do diretor, assim como a fotografia, que não chega a ser de filme de terror, mas que é capaz de deixar a gente com aquele desconforto no cinema. Enfim, mais um ponto para a carreira de Tim Burton!

CONCLUSÃO

O LAR DAS CRIANÇAS PECULIARES é diversão de primeiríssima qualidade, e espero ansioso pelas continuações.

Até a próxima, gente!




1 comentários:

  1. só vi o trailer e nem mesmo li muitas resenhas sobre o livro, mas é uma proposta interessante
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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