Menu

21.11.16

{Resenha} O diário de Bridget Jones




Bridget Jones já é uma personagem querida por milhões de leitores. Seja pelas desventuras amorosas ou pelos problemas com os pais, é muito fácil se identificar (e se encantar) com a personagem criada por Helen Fielding. Nesta nova edição comemorativa dos vinte anos de lançamento do primeiro livro, os fãs antigos terão a chance de reencontrá-la e os novos leitores descobrirão uma paixão por este clássico!Bridget continua atual e afiada como nunca: uma personagem tão perfeitamente imperfeita para ajudar todos aqueles que já se sentiram incapazes de tomar as rédeas da própria vida.





20 anos após o lançamento do primeiro livro, a Editora Paralela, selo da Companhia das Letras, resolve fazer uma edição comemorativa de O diário de Bridget Jones. Com uma capa simples e divertida - além de aveludada, o que me deu vontade de passar horas alisando-a, haha -, a obra de Helen Fielding volta às prateleiras renovada, pronta para reencontrar antigos fãs e conquistar novos.

Aos trinta e poucos anos, solteira e com um emprego - mas não uma carreira - Bridget é cercada por família e amigos para atender às expectativas do que deveria ter uma mulher bem sucedida na sua idade. Em seu diário, ela expõe seus medos, suas expectativas (constantemente frustradas) e sua luta pra se manter dentro de um padrão de beleza e comportamento que ela, simplesmente, não consegue se encaixar - anotando diariamente as calorias, os cigarros e as doses alcoólicas consumidas, ela deixa isso bem claro. Apesar da agonia incessante de buscar algo aparentemente inalcançável, nossa protagonista consegue fazer isso rindo de si própria e, de vez em quando, dos outros também.

Brigando com a balança e tentando evitar os rapazes "arranjados" por sua mãe, incluindo um advogado bem sucedido (porém esquisitão), Bridget perde sua cabeça tentando entender sua relação com Daniel Cleaver, o chefe galinha pelo qual ela está apaixonada - mas preferiria não estar. Como se as coisas não pudessem piorar, seus pais, casados há mais tempo do que ela consegue lembrar, enfrentam problemas no casamento. É muita coisa pra Bridget digerir e ela sabe disso! Recorre então, aos seus amigos Tom, Magda, Sharon e Jude, cada um mais peculiar e engraçado que o outro.

"Ai, Deus. Amanhã é Dia dos Namorados. Por quê? Por que o mundo faz com que as pessoas sem vida amorosa se sintam péssimas quando todos sabem que romances não duram? Basta ver uma família real. Ou papai e mamãe. 
O dia dos namorados não passa de uma data comercial, uma iniciativa cínica. Merece toda a minha indeferença."

Com uma linguagem casual e despojada, Helen Fielding tornou essa mistura de dramas em uma leitura leve, divertida e, de certa forma, aconchegante. Afinal, a gente se conforta em saber que muitos de nossos medos mais bobos são simplesmente universais! O medo de não conseguir um emprego de prestígio, o medo de acabar sem o combo marido+filhos e decepcionar os pais, o medo de nunca ficar no peso certo - aqueles pequenos medos (ou seria melhor dizer segredos?) que as mulheres guardam pra si só. Mas medos foram criados para ser superados e Bridget o faz com maestria, embora sofra alguns tropeços durante o percurso da vitória. 

Já havia visto o filme; mas foi há tanto, tanto, tanto tempo que a única cena da qual consigo lembrar é a de Bridget com uma fantasia de coelhinho - nada muito relevante, não é mesmo? haha. Preciso rever o filme e, obviamente, saber a continuação dessa história! Não vejo a hora de saber como a vida da trintona mais famosa da literatura está hoje em dia, e você?

Edição: 1
Autora: Helen Fielding
Editora: Paralela
ISBN: 978-85-3439-038-0
Ano: 2016
Páginas: 286

1 comentários:

  1. muito legal, apesar de não ter lido os livros eu acompanho as loucuras e aventuras de Bridget pelas telonas e morro de rir
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

É um imenso prazer receber seu comentário. Seja sempre bem-vindo aqui.