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14.12.16

{Resenha} Cat - Meu amigo psicopata



Autor: Malu Ghiraldeli
Editora: Arwen
Ano: 2016
Sinopse: Um estudante de psicologia, um estudante de medicina, uma garota albina, e um psicopata. Ou talvez uma gangue deles. Logan Davis sabia que aquilo não ia dar certo, sempre soube, mas como ele mesmo diz: a carne é fraca. Então quando o jovem estudante de medicina William Miller pede sua ajuda para um projeto no mínimo impossível, ele acaba aceitando, e ambos agora são responsáveis pelo psicopata mais perigoso da cidade. O propósito? Fazê-lo se apaixonar, valendo o diploma do jovem médico e uma vaga preciosa em um famoso hospital. Uma experiência que vai acabar trazendo de volta velhos inimigos, criando novos deles, derramando um pouquinho de sangue e virando suas vidas de cabeça para baixo.


Resenha:

Já comecei meu interesse por esse livro na descrição da autora, por ela mesma. Malu se descreve como “uma psicóloga que não sabe direito de que lado da mesa está - se como paciente ou terapeuta, mas que se satisfaz estando em cima dela - e uma escritora procrastinadora. Tem uma estranha fixação por psicopatas, serial killers, análise do comportamento, seres encantados, livros e cavalos. Não nessa ordem. Mora no interior de São Paulo mas acha que nasceu em Avalon.”

Me identifiquei com Malu na profissão e na estranha fixação que temos em comum (a parte dos psicopatas e serial killers). Dessa forma, eu escolhi esse livro esperando compartilhar das ideias e interesses em comum com a autora, além de me divertir com o enredo nada comum que ela escolheu.

Logan Davis era estudante de psicologia, o melhor do curso. William Miller estudava psiquiatria na mesma universidade, também o destaque em sua área. Mas a rivalidade entre os dois cursos não permitiam que os dois tivessem muito contato, até que Will apresenta seu projeto de conclusão de curso e tem a brilhante ideia de pedir a ajuda do melhor aluno da psicologia.

Will sonhava com uma vaga no melhor hospital de psiquiatria da região, e por isso precisaria de um super projeto para conseguir se inserir junto aos seus melhores professores. Para isso, Will escolheu fazer um psicopata se apaixonar e amar de verdade. Aqui você já sente o tom de comédia do livro, pois algo desse tipo só poderia dar em confusão, certo? Afinal, “psicopatas são perversos, malignos, e psicopatas não amam”.

Bom, nessa hora comecei a perceber que a visão de psicopatas que a autora quis mostrar é aquela do cinema, serial killers cruéis que parecem ser a verdadeira personificação da maldade. Ok. Continuemos.

Megan Lapusi, psicóloga e agora estudante de psiquiatria, foi a cobaia escolhida por Will para conquistar o coração do tal psicopata. Mas ele precisou oferecer uma vaga no hospital e mais 50 mil “reais” para convencer Logan a participar do projeto. (A história parecia se passar em algum lugar dos EUA, apesar de não ser especificado, mas pelos nomes e tal, imaginei isso. E a moeda utilizada nesse momento específico foi o Real. Enfim...)

E agora vamos apresentar Elijah Carter, que ganhou o apelido de Gato para não chamar a atenção, visto que era um dos psicopatas mais famosos do país. Elijah também era estudante de psiquiatria, extremamente inteligente, mas foi preso por ter matado três pessoas a sangue frio. Massss Will, que era de família muito rica, tinha suas maneiras de livrar o psicopata da prisão, sem levantar suspeitas, tudo pelo bem do seu projeto.

“Elijah era alto, tinha cabelos negros, cavanhaque, olhos azuis. E tinha cara de psicopata. Eu sei que parece clichê, sei que muitos psicólogos insistem em dizer que a maioria dos psicopatas tem uma cara normal, uma pessoa comum, mas sinto muito. Elijah te ameaçava só ao te olhar com seus olhos frios.”

Dessa forma, foi montada uma nova república, em uma das casas da família de Will, e o grupo passou a morar junto: Will, Logan, Megan e Elijah. Porém, Elijah não pareceu ter se interessado muito por Megan, mesmo com todas as suas investidas e tentativas de conquistá-lo. Até que um dia Logan recebe a visita de Amy, uma de suas pacientes, uma menina jovem, mas incrivelmente superprotegida pelos pais pelo simples fato que nasceu albina. Amy chega à república de madrugada, após ter fugido de casa, e Logan não tem outra escolha senão acolhê-la.

Na manhã seguinte, todos os jornais noticiam uma onda de assassinatos na cidade. Mas Elijah estava preso na casa. Ou não?

Elijah então acaba se envolvendo com Amy, que não tinha nada a ver com o experimento, e ela se apaixona perdidamente por ele, após ter pedido que ele lhe desse seu primeiro beijo. Mas quais seriam as reais intenções de Elijah com Amy? Será que ele também estaria se apaixonando, mesmo com todos os livros de psiquiatria e psicologia irem contra a ideia de um psicopata ter a capacidade de amar?

“Eu não sei o que é o amor. Conheço-o só de nome, é só como uma lenda para mim. Conheço-o teoricamente, passei perto dele algumas vezes, mas não consigo compreender.”

Além disso, Elijah nos apresenta ao 7-100, os sete sem rosto, seu grupinho de amigos, todos psicopatas, que tinham um plano de conquistar a cidade. (Hein?) Elijah foi atrás de outros psicopatas na intenção de ensiná-los a serem como ele, um psicopata perfeito, que se mistura entre as pessoas “normais” sem chamar a atenção para sua condição. Seth, Adam, Caleb, Mason, Julian e Alexis. Os seis escolhidos por Elijah para seus planos. Com o tempo, se tornaram imbatíveis, levavam uma vida normal em público, cometiam assassinatos e eram pagos por isso, até que Elijah foi preso e Seth internado naquele mesmo hospital psiquiátrico em que Will queria trabalhar um dia.

Com o tempo, conhecemos as reais motivações do projeto de Will, o porquê ele precisava saber se psicopatas poderiam amar. Além do próprio Will também se apaixonar, e junto ao seu novo amor, viver novas experiências e sensações.

Durante a leitura do livro, achei os personagens extremamente caricatos, muito exagerados, muitas vezes até achando que alguns não seriam psicopatas, mas sim portadores de algum outro transtorno. Porém, no final, a própria autora coloca algumas explicações em relação a tudo o que eu estava pensando ao terminar a história.


Ela justifica que fez pesquisas de cunho científico, mas que o livro é uma obra de ficção, e por isso utilizou estereótipos e cometeu alguns exageros na criação de seus personagens e até mesmo da própria história. Isso explicou muita coisa para mim, que conheço um pouquinho desses estudos sobre psicopatas, e vi em Cat apenas um livro de comédia, com alguns elementos de um terrorzinho exagerado. Vale pela diversão!! 

5 comentários:

  1. a trama parece bem interessante, mas não é um enredo que me atraia por agora
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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    1. É um livro bem diferente Thaila heheheh beijoo!!

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  2. Oi Amanda! Eu sou a Malu. Muito obrigada pela sua resenha e que bom que vc se identificou comigo rs vou postar lá na page de Cat. Beijos

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    1. Eeei Malu!! Teríamos muito assunto pra um café heheheh obrigada!! um beijoo!

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  3. Hahaha Se servir um café virtual é só marcar! o/ Beijos

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