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8.1.16

Eu te darei o sol - Jandy Nelson



Título Original: I’ll give you the sun
Autora: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.


Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.



Contado em perspectivas e tempos diferentes, “Eu te darei o sol” é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.


O livro é narrado por Noah e Jude, sempre em anos diferentes de suas vidas. Jude aparece com 16 anos e com toda a bagunça já acontecida. Noah, com 13 anos e caminhando para a bagunça a acontecer.

É difícil falar de um livro que falou tanto com você enquanto lia, vira tipo um segredo entre amigos, sabe? A escrita de Jandy Nelson é maravilhosa e envolvente e, mesmo com as evidências na sua cara, você nunca iria ligar uma coisa à outra, pois ela soube guardar bem o mistério que cercava a vida de Noah e Jude (ou NoaheJude) como Jude se refere aos dois na história.



Os dois protagonistas, Noah e Jude Sweetwine (preciso admitir que adorei esse sobrenome, mas por alguma razão sempre me lembro de porcos quando leio! <o>) são irmãos gêmeos. Do tipo que claramente possuem uma ligação muito forte, pois nem mesmo após do nascimento se separaram por completo. Sabem o que o outro está sentindo, se encostam para sentir e acalmar seus corações, compartilham paixões, ambos são bons com arte.

Mas o amor pela arte veio de sua mãe, Dianna Sweetwine. Especialista e escritora sobre o assunto, ela encoraja os dois filhos a seguirem o caminho artístico e não se sabe muito sobre ela: era uma órfã que pulava de casa lar para casa lar. Aparentemente nunca foi adotada. Casou-se com o papai Sweetwine (caiu minha ficha que o nome dele não foi citado no livro!), um cara que, pelo que notei, era completamente o contrário de Dianna. Noah diz que ela não é definitivamente deste mundo, pois quando ela está presente, tudo melhora e fica com cores incríveis, como a própria primavera.

A vovó Cassandra Sweetwine também é uma presença forte, desde o aparecimento de seu fantasma no carro da mamãe, trazendo para os netos uma mensagem incrível: devem entrar na escola de arte da cidade! Sim, a vovó é uma fantasma, morreu um ano antes dos acontecimentos narrados no livro e deixou Jude com sua forte influência. Ela tinha uma loja, onde mantinha um livro aberto que todos escreviam todas as superstições que conheciam e chamou de bíblia. Jude herdou a biblía e vive a seguindo... Sempre procura resoluções para seus problemas lá, como por exemplo:

Para reverter o destino, fique de pé num descampado, com uma faca apontada na direção do vento.

São crendices populares dos EUA, que todos sabem que não funcionam mas que todos usam. Achei algumas até bem lógicas e usamos outras aqui também, como jogar o sal que cai pelo ombro.

Porém, para Jude, a solução para seus problemas não estão na bíblia da vovó. Ao notar a grande preferência da mãe pelo irmão, a menina começa a mudar seu comportamento. Dianna não entende a razão da filha estar mudando e apenas dificulta as coisas. Noah apenas quer conseguir entrar na escola, mas tem medo que a mãe veja mais talento na irmã do que nele e é aí que a disputa começa.



Algo terrível acontece e as coisas só pioram. Só depois desse momento que Jude consegue também ver o fantasma da avó e desenvolve hipocondria que, quando algum garoto se aproxima dela, ela usa doenças e suas descrições para afastá-los. Para além disso, algo está amaldiçoando suas obras – até a chamam de Calamity Jude! – de modo que é raro alguma se manter inteira.

Enquando a irmã luta para manter-se, Noah luta pelo amor. Uma pessoa aparece em sua vida e o mantém na indecisão, a única pessoa que surgiu e se dispôs a ser amigo do esquisitão da cidade. E apenas ele sabe um segredo muito importante que pode mudar muita coisa... Mas decide trancá-lo dentro de si mesmo e carregá-lo sozinho.
Estranhamente, os irmãos invertem os papéis, após toda essa coisa. Noah torna-se popular e cheio de amigos, enquanto Jude se esconde debaixo de comportamentos bizarros e roupas largas, ficando com o pensamento mágico do irmão. Parece até que trocam de almas, garanto que tem algo sobre isso na bíblia da vovó.

Este é um livro sobre família, amor, sonhos, sobre arriscar-se e recomeçar. Acho que o escolhi muito bem para ser minha última leitura de 2015, pois também é um livro de encerramento... E de recomeços. Espero que gostem dele tanto quanto eu, pois acredito que todos nós às vezes sonhamos de olhos acordados, desejamos saltar de lugares altos esperando que alguém nos socorra, enchemos a cara por causa de alguém ou algo que nos deixa triste.


Acredite em si mesmo e tudo acabará bem, no final.


Resenhado por: 




7.1.16

Melhores de 2015!!!





E 2015 chegou ao seu fim, pessoas! Como foi o ano de vocês? Conseguiram realizar alguma coisa da sua lista de coisas para fazer no ano? Costumam fazer isso?

Eu não sou muito regrada para conseguir seguir nenhum plano ou meta que eu trace no começo do ano, vou fazendo as coisas de improviso sabem? Embora às vezes eu pense em fazer planos, simplesmente vou agindo, deixando as coisas acontecerem e seguindo a onda. Não sou muito de dar start. Talvez seja errado, talvez não... Mas é como tenho vivido esses quase 30 anos meus de vida. 

Esse ano que passou para mim foi bem confuso. Cheio de coisas boas, com algumas coisas ruins. Viajei, me “casei”, me mudei... Perdi uma pessoa muito importante na minha vida que não esperava perder tão cedo. Se esse ano meu fosse transformado em um livro, acho que eu leria... Só para reviver tudo o que senti e analisar com mais calma. Talvez aprender um pouco mais.

Entrando nesse espírito de está acabando e revisitar o que se foi, nós do As meninas que leem livros decidimos falar um pouquinho dos três melhores livros para cada uma de nós:


Priscila Alexandre



As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavenderresenha: Então, este eu li num momento muito delicado do meu ano, quando eu perdi alguém de modo inesperado. Ela me apoiava muito em qualquer decisão minha e sempre esteve ao meu lado. Uma enorme demonstração de amor, que é também o foco deste livro maravilhoso. Então decidi colocá-lo como meu Nº 1 do ano.

O Gigante Enterrado - resenha: Se teve um livro que me fez parar pra pensar e não querer chegar no final, foi justamente esse! Sério, quando você já começa a imaginar como um livro vai terminar e já está triste com antecedência sem nem saber se o que está supondo irá acontecer, é porque o livro é bom. Me machucou - de um jeito bom - pois me aconteceu algo também que me fez chorar. Uma coisa boba - um bonequinho de porcelana quebrado - mas que agora refletindo se ligou ao que pensei do livro. A memória é um ponto importante, bem como o valor que se dá as lembranças. São elas que nos constroem. Repensar nele me deixou saudosista.

Perdão, Leonard Peacock - resenha: Como um único dia pode mudar toda nossa vida, né? É isso basicamente que Matthew Quick me ensinou nesse livro. Acontecimentos nos marcam e refletem em cada decisão que tomamos: quem amamos, quem odiamos, se gostamos ou não de cebola, se queremos nos vingar de alguém. E sempre tem alguém pra piorar a situação. Se não tivermos estrutura psicológica (coisa que um adolescente raramente tem) nos deixamos levar por todos os impulsos e vai acabar dando m****. Mas, ainda assim, sempre tem alguma coisa que pode nos dizer: aguenta firme, já tá acabando! Só mais um pouco!

Pensando aqui agora, acho que meu top 3 realmente se tratou disso: aguenta firme aí que tudo vai dar certo. Penso assim: Se não deu certo é porque ainda não acabou.




Manuh Hitz

As melhores leituras que fiz em 2015 para resenhar aqui no blog foram, em ordem de preferência:

1.        A vida secreta das abelhas – Sue Monk Kidd

As personagens são extremamente humanas, inseridas em momentos históricos importantes. Cada uma das mulheres da trama tem sua força e importância. O texto de Sue Monk Kidd é sensível, aborda temas fortes como o racismo e a opressão, a dor da perda e a sensação de inadequação. É uma história contada de forma delicada, triste em muitos momentos, mas imbuída de beleza e várias reflexões. Delicadeza é a palavra que define a escrita da autora. Há um filme encantador baseado no livro e com o mesmo título.


2.       Malala, a menina que queria ir para a escola – resenha a ser publicada em breve

Malala Yousafzai é a pessoa mais jovem a receber o Nobel da Paz (aos 17 anos!). E é uma importante voz contra a opressão feminina, um exemplo de coragem, amor e empenho por uma causa. Este livrinho infantil me deixou comovida e encantada com a força dessa garota. Estou guardando para dar à minha sobrinha quando ela começar a ler.

3.       - O Pintassilgo – Donna Tartt

Um livro premiado com o Pulitzer, aplausos da crítica e recomendação de Stephen King... belo cartão de visitas! E mais o saboroso convite da sinopse: “uma hipnotizante história de perda, obsessão e sobrevivência”. Foi escrito pacientemente (e à mão) durante dez anos por Donna Tartt. Trata do amadurecimento de Theo e o encadeamento de erros e acertos de um personagem em luto permanente, metido numa enrascada sem tamanho. Para quem gosta de um personagem psicologicamente abalado, tentando se redimir e cicatrizar as feridas. Um prato cheio para mim!




Amanda Colares

Como sou nova aqui no blog, e ainda não tenho nenhuma resenha, meu espaço aqui ficou como apresentação, já que fui convidada pra participar dele recentemente. Aceitei como um desafio de fazer algo novo em 2016, algo que nunca fiz, mas que acho muito legal e que tenho certeza que vai me acrescentar muito.

Meu nome é Amanda, tenho 27 anos, sou formada em psicologia e trabalho na área social. Sempre gostei muito de ler, mas só passei a me considerar realmente viciada depois que comecei a ter meu próprio dinheiro pra investir na minha (futura) biblioteca. Meus maiores interesses são livros de suspense, aventura, fantasia, investigação, biografias e psicologia também (porque não dá pra fugir).

Enfim, pra começar, vou deixar aqui o meu “TOP 3” de 2015... Apesar de não ter feito nenhuma resenha, li uns 50 livros no ano e senti um pouco de dificuldade em escolher apenas três como os melhores.

Em terceiro lugar, um livro que me marcou muito, de uma autora que eu não conhecia ainda, a jornalista Eliane Brum. Quase não leio livros nacionais, mas quando me indicaram essa autora, escolhi um ao acaso para começar, e esse é o único romance que ela escreveu. O livro se chama “Uma Duas”. É uma história sobre o relacionamento “excêntrico” (por falta de um adjetivo melhor) entre uma mãe e uma filha. É uma leitura extremamente pesada, angustiante, em partes até desesperadora. Como amante da psicologia e das relações humanas, foi um livro que caiu como um soco no estômago, e que só consegui voltar a respirar quando terminou. Eliane Brum ganhou uma fã.

Em segundo lugar, fico com a “Trilogia Millennium”, do Stieg Larsson. São três livros, mas uma história só né? Já fazia uns anos que eu tinha muita vontade de ler esses livros, mas só tive a oportunidade de compra-los em 2015. Mistério, investigação, crimes, personagens marcantes. A fórmula é quase certeira para me cativar. A continuação “A Garota na Teia de Aranha”, escrita por David Lagercrantz, está na meta de 2016.

E em primeiro lugar, não consegui escapar de mais uma trilogia, da autora Veronica Roth. A leitura da “Trilogia Divergente” virou quase uma obsessão para mim, após ter assistido ao primeiro filme. Ganhei de aniversário, em dezembro de 2014, e li os três livros em duas semanas. A ideia da sociedade dividida em facções, as questões políticas que envolvem toda a história, as superações dos personagens, os aprendizados, enfim! Acho uma história sensacional, que merece uma releitura futuramente. O quarto livro da série, “Quatro”, foi o último lido no ano, e acrescentou uma melhor visão do personagem (Quatro) para algumas partes da história.

Então é isso, espero que tenha sido um bom início das minhas atividades no blog, e espero que comece a escrever resenhas em breve. 




Crislane Barbosa


Quando a Pri pediu para fazer um top 3, ela deu uma missão MUITO difícil. Estava tensa sem saber quais 3 livros escolher. Para não deixar alguns de lado, resolvi fazer a lista por gênero, assim escolhendo os top de cada que resenhei esse ano.

Quando solicitei o livro A Coisa Terrível Que Aconteceu com Barnaby Brocket (resenha), não imaginava que ia me envolver tanto com a aventura de Barnaby e ainda assim ficar encanta com as lições que esse livro trás. Barnaby viaja o mundo após um terrível acontecimento e descobre como o mundo é imenso e como as pessoas podem ser diferentes. É realmente uma história 


Já o livro O Vilarejo (resenha) foi uma surpresa. Não estava nada demais desse livro, até ler o prefácio. Como uma boba, eu cai na história de que os contos, que nele continham, eram reais. O autor fez um desenvolvimento magnífico. Com horror e choque, esse livro me conquistou.


Por Lugares Incríveis (resenha) me chamou atenção pela sinopse. Esse livro foi um dos queridinhos do ano. Quer um livro para chorar? Esse é uma boa pedida. O livro é contato pela visão de Violet e Finch. Cada capítulos nós conhecemos os sentimentos dos dois, os segredos que cada um deles tem. Finch foi um personagem que mexeu muito comigo. Se eu pudesse, teria entrado no livro para confortá-lo. Ele ficará marcado em mim.



6.1.16

Antes que aconteça (Livro 2) - Juliana Parrini

Antes que aconteça (Livro 2)
Autora: Juliana Parrini
Editora: Suma de Letras
Páginas: 237
“Cumpri o que ele havia me pedido, segui em frente. Sou feliz e pretendo ter os filhos mais lindos do mundo, como sempre sonhei, com o homem que me deu a chance de amar novamente. Depois de todo o sofrimento, finalmente, colei os cacos do meu coração partido, pedaço por pedaço. ”Isabel passou um ano fugindo. Depois de uma grande desilusão, ela não acreditava que conseguiria ser feliz novamente. Até que conhece Daniel e decide recomeçar. Quando Isabel finalmente dá uma segunda chance ao amor, o destino a surpreende com uma notícia que poderá mudar sua vida para sempre. Em “Antes Que Aconteça”, o desfecho de Depois do que aconteceu, Isabel terá a chance de reencontrar o passado e lutar pela sua felicidade.

Vamos lá... Primeiro preciso secar minhas lágrimas! Chorei horrores nessa continuação Antes que aconteça da autora Juliana Parrini. Que livro foi esse? Prevejo ressaca de pelo menos um mês antes que outro livro acalme meu coração em frangalhos.

O primeiro livro (se você não leu, recomendo parar por aqui) deixou meu coração já bem destroçado, quando Isabel leu a carta que Alex deixou pra ela, pois a mesma já estava com casamento marcado, casa prontinha e principalmente moçada, ela estava muito feliz, quando o passado chega com tudo destruindo toda a vida da Isabel. O segundo livro começa nesse mesmo ponto, quando ela pegou a carta pra ler e nossa mocinha como já era de se esperar fica muito mal (eu também fiquei tá?), afinal a carta penetra no coração de Isabel e ela fica sabendo que Alex vai voltar colocando em risco todo o relacionamento construído entre ela e Daniel.
[...] O medo rouba muitas coisas. Rouba sonhos e esperanças. Demorei a entender que o maior empecilho da minha vida era eu mesma, que ficava presa ao passado e me negava a ser feliz [...]
Sei que muitos devem estar dizendo que ela é idiota e deve ficar com o Daniel, afinal ele é o amor da vida dela... Mas realmente é bem complicado, pois ela teve toda uma história com Alex, o homem que por treze anos esteve com ela, sonhando e planejando momentos que se eternizaram no coração de Isabel.
Enfim Alex volta e Daniel fica desesperado (eu roendo as unhas), afinal um dos maiores medos de Daniel torna-se realidade que é o retorno de Alex. Moçada a partir desse momento, tudo se enrola, embora Isabel não queira mais nem conversar com Alex, os dois acabam por conversar e Daniel descobre e acha que foi traído e daí tudo desanda, pois Daniel acha que Isabel que ficar com Alex, que ela só pensa nele... É complicado e foi demais para o meu pobre coração.


É um livro de grandes descobertas e revelações e posso dizer de grande amadurecimento de todos os personagens, de descoberta dos reais sentimentos e emoções. A história é encantadora, mas sei que muita gente não concordou com partes da trama ou da forma como o amor é construído pelos nossos personagens. Espero que a história toque vocês, como conseguiu me tocar, e que todos possam entender a decisão da nossa autora para o desfecho do livro.

5.1.16

Gemêos: Memórias - Allen Shawn

Gêmeos – Memórias

Autor: Allen Shawn

Capa comum: 248 páginas

Editora: Companhia das Letras

Idioma: Português

Como lidar com o indecifrável mistério de uma irmã autista e o fato de ela ter sido apartada da vida familiar de forma abrupta, numa época em que pouco se sabia sobre esse tipo de condição? De que forma um trauma silenciado pode influenciar o desenvolvimento da personalidade — e dos medos — de uma pessoa? Após a morte dos pais, o músico e compositor Allen Shawn faz uma descida ao seu inferno pessoal neste segundo livro de memórias, no qual examina a realidade do autismo e o percurso da relação com sua irmã gêmea, Mary, que desde os oito anos vive em instituições para pessoas com necessidades especiais. Um relato corajoso e sensível sobre o sofrimento e as escolhas que essa limitação impõe a uma família.


Essa resenha é particularmente complicada para mim. Como mãe de dois filhos autistas não consigo compreender a decisão de pais que abandonam seus filhos autistas, seja pela falta de informação, seja pelo simples preconceito. Se faz necessário que as famílias com caso de autismo devam receber obrigatoriamente apoio psicológico, pois apenas com familiares bem informados e unidos uma criança com autismo tem grande oportunidade de se desenvolver se maneira correta e repleta de amor.

Gêmeos não é apenas uma simples história de vida de Allen Shawn. É um livro que serve como base para qualquer ser humano que enfrenta perdas significativas em sua vida. Este é a mola mestra nesse livro emocionante escrito de maneira tão envolvente por Shawn, que foi separado de maneira abrupta e irremediável de sua irmã gêmea autista, aos oito anos de idade, quando seus pais desistiram de cuidar dela em casa.

Allen Shawn
Shawn dedica um capítulo inteiro ao tema do autismo, que era o diagnóstico de Maria. A escrita utilizada por ele é aberta e genuína. Para um assunto de tão magnitude, além de partir o coração e também uma história de superação, pois não se trata apenas de memórias, vai muito mais além de simples recordações. Para alguns leitores, apenas uma leitura de fim de tarde, para outros uma fonte de apoio e informação e por assim dizer um alivio a tantas dificuldades que só quem tem um deficiente em casa sabe das dificuldades, medos e inseguranças.


Se indico a leitura? Posso dizer verdadeiramente que sim. Qualquer ser humano, que busca a compreensão, alento e por assim dizer a resposta sincera de seus particulares sentimentos de perda, independente da razão, vão se beneficiar desse relato tão pungente de Allen Shawn.