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30.1.16

Todos os Nossos Ontens - Cristin Terrill

Todos os Nossos Ontens

Autora: Cristin Terrill
Editora: Novo Conceito (20 de novembro de 2015)
Idioma: Português
ISBN-10: 8581637981
ISBN-13: 978-8581637983
Classificação:






Livro cedido pela Editora Novo Conceito

Sinopse:

O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo? Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse? Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem? Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...

Resenha:

Não vou mentir que fiquei louca para ler esse livro por conta da capa super estilosa e claro na sinopse bem elabora. Posso dizer que não me decepcionei.
Somos apresentados a Em, que está aprisionada numa cela em uma instalação do governo. Em é torturada dia após dias por pessoas inescrupulosas que ela chama de diretor e doutor, e sua única companhia e confidente é Finn, o garoto na cela ao lado da dela, onde sua jovialidade e entusiasmo constante converteram-se em seu último recurso em se manter sã. Quando Em encontra uma lista com instrução escrita por suas próprias mãos que diz "Você tem de matá-lo", ela compreende que deve agir de modo a conter o aniquilamento do mundo ao seu redor.
[...] Eu tive medo por anos. Fugindo, isolada de todos que amo e depois trancada nessa cela, torturada e interrogada com a ameaça de morte sempre pairando sobre meu ombro. Mas juro que nunca tive tanto medo quanto no momento em que Finn se inclina para a frente para me beijar pela primeiríssima vez [...]
Também conhecemos Marina, uma típica adolescente que aparenta ter tudo – desde os melhores amigos, a melhor escola e dinheiro. Mas Marina ainda não possui o que realmente ela deseja o amor do seu extraordinário vizinho e melhor amigo James.
James é o cara! Ele já está na faculdade fazendo seu mestrado. Ele é muito inteligente e pulou várias etapas de sua vida estudantil devido o seu brilhantismo. Ele está voltando para casa para o feriado de Natal e definitivamente Marina quer falar pra ele sobre seus sentimentos.

Todos os nossos Ontens apresenta a viagem no tempo e eu tenho a mais absoluta convicção que vocês devem estar curiosos em saber como a vida de Em, Finn, Marina e James se entrelaçam... Bem, é só lerem o livro!

Todos os nossos Ontens da autora Cristin Terrill é um livro de estreia simplesmente brilhante, repleto de personagens bem construídos e posso dizer extremamentes interessantes. Possui uma trama emocionante que me deixou cativa por toda a narrativa. Adorei a história desde a primeira linha e essa sensação de arrebatamento seguiu fiel por toda a história.  Os incessáveis questionamentos e descobertas são como fios invisíveis que te prende e torna a leitura tão frenética que chega a ser até desesperador não conseguir parar de ler tão estupendas linhas.

O livro possui uma premissa única e original. A viagem no tempo criada por Cristin Terrill é diferente das outras em seu gênero e cada palavra da história grita para ser lida e o talento da autora é completamente inegável e promissor. A capa é linda, a diagramação simples e as folhas amareladas tornam o trabalho da Novo Conceito como o melhor do ano de 2015 para mim.

[...] O peso do futuro se acomoda sobre mim, ameaçando furar meu peito a cada suspiro [...]
Book Trailer









29.1.16

Google Friend Conect



Hoje venho até vocês para falar sobre o – oh! – Google Friend Conect.

Como muitos sabem , o blogger pertence ao Google, que tem o Gmail – o melhor “e-mail”, na minha humilde opinião, já tive péssimas experiências com outros .

Mas Pri, o que é (era) o GFC?

Caro padawan, era um modo de transformar o seu site ou blog em um lugar onde as pessoas podem se encontrar e se conhecer com recursos de fácil utilização do Google Friend Conect. Ou seja, (cerveja? Cof cof cof) uma maneira de seus amigos participarem do seu site, uma ferramenta para conhecer melhor quem frequenta o blog. Sabemos que nem todos os visitantes deixam comentários, entre eles alguns dos seguidores fiéis do blog que sempre querem saber nossas novidades (amo vocês demais, tá? Moram aqui no meu kokoro!)

Essas são apenas algumas das utilidades do GFC. Para além delas, ele permitia que vários tipos de e-mails (como Yahoo!, por exemplo) pudessem ser conectadas a ele. Uma maravilha, né?
Mas infelizmente, em 2011, as mudanças começaram a chegar. A partir do dia 11 de janeiro de 2016, apenas uma conta Google poderá ser utilizada no Google Friend Conect. E aqueles seguidores que utilizavam outras contas foram removidas da nossa base do GFC.

Sabemos que o blog só existe porque leitores o visitam todos os dias, comentam e seguem o blog para se manterem atualizados nele. E isso é muito importante para os blogueiros, pois quem faz o blog, são seus seguidores.

Agradecemos aqueles que se mantém fiéis ao As meninas que leem livros e gostaríamos de pedir que aqueles que nos seguiam, cliquem ali do lado de novo.



Aqueles que ainda não se aventuraram em nos seguir, recomendamos que o faça! Há um reino de
aventuras à nossa frente e é perigoso seguir sozinho!!!  Precisamos contar um com o outro para que consigamos chegar bem do outro lado!

É perigoso ir sozinho! Pegue isso!

Nosso muito obrigada à vocês, pessoas maravilindas que estão caminhando conosco neste vasto reino da internet.


Obrigada!



28.1.16

Star Wars: Estrelas Perdidas - Claudia Gray










Edição: 1
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 446
AutoraClaudia Gray




A sinopse contém spoiler!!! Algo dito lá só acontece quase na metade do livro, por isso não achei digno de colocar a sinopse aqui. Então vamos à resenha.










***

Star Wars: Estrelas Perdidas foi uma surpresa para mim. Não imaginava que ia me maravilhar com as provações que Ciena e Thane teriam que passar.

“Não. O Império havia achado um jeito de usar sua honra contra ela. A força de seu caráter era a exata razão que a manteria a serviço do mal.” Página 203

Ciena Ree e Thane Kyrell são nossos protagonistas, os dois são fortes e valentes. Ambos do mesmo planeta, mas com culturas diferentes. Ciena descende da primeira colonização em Jelucan, homens e mulheres que foram exilados no planeta, eles vivem de maneira simples, mas se orgulham de sua cultura e honra. Já Thane descende da segunda colonização. Esses vieram na esperança de fazer fortuna no planeta e conseguirem viver em meio ao luxo.



Nascidos no ano em que o Império surgiu, foi como se o destino quisesse que eles fizessem parte da história. O sonho de Ciena era se torna soldado do Império e o de Thane era poder pilotar e sair finalmente de sua terra natal.

“Só de pensar nisso, o coração de Ciena inchava de orgulho. Agora ela era parte do Império - não só o planeta, mas ela própria também.” Página 19

Quando os dois tinham oitos anos, finalmente o Império chegou ao planeta natal deles, Jelucan, na Orla Exterior. Nesse dia, o sonho dos dois acaba por se torna mais vivo. O próprio Grão-Moff Tarkin os incentiva a não abandonar esse sonho. Apesar da diferença de status, Ciena e Thane acabam por contrariar a probabilidade de que uma menina pobre da primeira leva de colonizadores poderia fazer amizade com um menino rico da segunda leva. O sonho dos dois os uniu, a partir daí eles se tornam inseparáveis. Estudam arduamente para entrar em alguma academia imperial. E assim conseguem ir juntos para a Real Academia Imperial, a academia mais prestigiada da galáxia, em Coruscant.



Com uma família amorosa, Ciena tem como maior característica a honra. Sua criação fez dela uma menina honrada e cumpridora dos seus deveres. Thane não teve a mesma sorte, sua família por alguma razão o detesta. Com um pai agressivo e um irmão, seguindo o exemplo do pai, Thane tem apenas como exemplo uma vida de gritos e espancamentos. Ele deseja muito ir embora. Ciena é única que o entende perfeitamente.

Me envolvi bastante com esse livro e torcia a cada página que as desventuras de nossos protagonistas fossem de alguma maneira os juntar. Um final feliz depois de tanto caos. Será?

“Entretanto, a dura verdade parecia distante quando ele a abraçava de novo e ela apoiava a cabeça nele. Ela e Thane nunca estiveram mais apaixonados... nem mais distantes.” Página 323



O livro relata a aventura dos dois desde antes do episódio IV e vai até depois do episódio VI. A história se alterna entre Ciena e Thane em terceira pessoa. Esse livro se torna incrível por nos dar uma visão de dentro do Império. Ele nos mostra as vidas por fora da história original de Star Wars. Além de nos dar informações depois da guerra, o que é um prelúdio para o episódio VII, lançado em dezembro do ano passado. Super ansiosa para assistir ao filme! Recomendo muito a leitura para quem é fã de Star Wars e até para aqueles que querem se aventurar nesse mundo galáctico.
Que a Força esteja com vocês.








26.1.16

O Garoto Quase Atropelado





Autor: Vinicíus Grossos
Editora: Faro Editorial
Ano: 2015
Sinopse: O garoto quase atropelado conta a história de um adolescente que começa a escrever um diário, como sugestão de sua psicóloga, para poder expressar os seus sentimentos, pensamentos e desabafos, pois por causa de um trauma sofrido a alguns meses atrás, ele simplesmente parou sua vida – saiu da escola, se isolou do mundo e entrou num princípio de depressão.
Então ele conhece Laís, a cabelo de raposa. Uma menina impulsiva, misteriosa e instigante, que o tira de sua bolha de solidão. E na bagagem, seus dois amigos: Acácio, que ele apelida de o James Dean não-tão-bonito, um jovem gay que sempre tem uma piada pronta e o conselho para dar; e a menina de cabelo roxo, Natália, que sofre com problemas de autoestima e distúrbios alimentares.
De tão diferentes, os quatro constroem uma bonita, espontânea e sólida amizade. E todos eles, com seus próprios dramas, que se conectam para entender e lidar, contando com a ajuda um do outro.



"Realmente, é difícil lidar com a dor, que parece infinita, quando você perde a única pessoa que não o deixava se sentir a criatura mais solitária e perdida do mundo."



Então, você leu “As vantagens de ser invisível”? Eu não li, só vi o filme. Mas posso dizer que enquanto lia, muitas partes eu associei ao filme. Até a personagem principal tem uma personalidade parecida.



É narrado em primeira pessoa e, já no início, o autor nos diz: você não saberá o nome do autor. Não saberá, porque é em forma de um diário. Raramente vemos alguém usar seu próprio nome em um diário, não é? Eu pelo menos não me lembro de ficar escrevendo Priscila nos meus!



Então, para que possamos nos situar nos personagens, vamos usar os nomes que o próprio protagonista deu para cada um deles, ok? Nosso amiguinho narrador é o Garoto –quase-atropelado. Ele recebeu esse apelido vocês já fazem ideia do porque, né? 



O Garoto tem 18 anos, largou a escola depois de algo que o deixou em depressão ter acontecido. Ele não soube como superar e então se fechou para mundo. Ficou sem amigos, sem vontade de sair, de conversar, de viver. Pareceu que era feliz antes desse momento divisor de águas em sua vida... 

Alguns meses depois, ele encontra aos poucos uma nova razão para continuar seguindo, depois de quase ser atropelado [aeeee]. Ele encontra um grupo de amigos os quais conhecemos até por seus nomes, mas os apelidos são melhores: cabelo de raposa, menina de cabelo roxo e o James Dean não tão bonito, que veem nele um confidente que não um ao outro. É como se ele fosse a peça que faltava em seu pequeno círculo e que acaba indo com eles em várias aventuras, socorrendo-os em momentos necessários, essas coisas. 

Eu não sei, eu achei algumas coisas do livro meio forçadas. Laços forçados e exagerados, sabe? 

Cabelo de raposa é aquela amiga linda e porra-louca, cheia de atitude e boca suja com um
passado fodido (obs.: eu posso falar palavrões em resenhas?!) que age sem pensar e sem levar em consideração quem ela irá atropelar com seus impulsos. É dito sobre ela que, no fundo, é só uma menininha assustada com um coração e alma alquebrados.

James Dean não tão bonito é o elo masculino do grupo. Gay, foi mandado embora de casa e é com que nosso Garoto mais pode contar para lhe ouvir e ajudar em suas ideias. É alguém que luta muito pela vida, mas que geralmente só segue a onda de Cabelo de raposa.

Menina de cabelo roxo sofre de bulimia, é extremamente insegura e praticamente uma sombra da Cabelo de raposa. É a mais rica dos três e quase não tem presença. É tipo... A amiguinha que podemos deixar para trás que não vai fazer falta no nosso passeio, mas que faz parte do triangulo amoroso.

E é tudo sempre... Demais, sabe? Muitas emoções, muitas frases... Sei lá, não sei nem explicar. Não me soou muito verdadeiro enquanto eu lia.

O livro é repleto por uma trilha sonora boa. Tem Sia, Kids, White Lies... Algumas bandas que não conheço também. Geralmente acompanham momento que estão passando, está de fundo em alguma cena... O Garoto também é um devorador de livros, alguns que ele lê no decorrer do livro são On The Road e O apanhador no campo de centeio. Se não me engano, no comecinho ele está lendo Admirável Mundo Novo. Ele se identifica com as situações dos livros também, imaginando-se como os personagens.

No geral, é um bom livro, muito bem escrito. Não me prendeu muito, talvez por causa das personagens que não me atraíram. E a pior deles, foi porque achei meio machista... é como se o Garoto fosse a última bolacha do pacote para ter um triangulo amoroso. Me desagradou um pouco, mas enfim. Leiam para formar suas opiniões! 

Deixo para vocês o booktrailer do livro e encerro com uma das músicas chave do livro!



Death - White Lies:

See ya!





24.1.16

Bom dia, Sr. Mandela - Zelda la Grange




“A secretária pessoal do líder humanitário em um relato emocionante”

Autora: Zelda la Grange
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Sinopse: Bom Dia, Sr. Mandela conta a extraordinária história de uma jovem que teve suas crenças, preconceitos e tudo em que sempre acreditou transformados pelo maior homem de seu tempo. A incrível trajetória de uma datilógrafa que, escolhida para se tornar a mais leal e devotada assessora de Nelson Mandela, passou a maior parte de sua vida trabalhando ao lado do homem que ela passaria a chamar de “Khulu”, ou avô.

Resenha:

“Se não for bom, deixe morrer.”

Zelda nasceu e cresceu na África do Sul nos anos 70, durante o sistema do apartheid, que designava a política da segregação racial. Assim como o restante da população branca dessa época, a família de Zelda era extremamente racista, e ela cresceu aprendendo com a família esse tipo de preconceito.


“Ninguém nasce racista. Você se torna racista pela influência ao seu redor. E por volta dos treze anos de idade eu me tornei racista. Por esse cálculo, eu jamais poderia ter sido a mais duradoura das assessoras de Nelson Mandela. Mas foi o que aconteceu.”

Quando Zelda tinha doze anos, sua mãe (que sofria de depressão) tentou se matar trancando-se no carro ligado, enchendo a garagem de gás. Zelda a encontrou, mas não consegue lembrar-se bem do restante dos acontecimentos. Apenas relata que foi a última vez que sentiu algum cheiro na vida (o do gás), pois teve uma reação psicossomática ao trauma, que bloqueou sua capacidade de sentir cheiros.
Com esse acontecimento, Zelda desenvolveu um medo terrível de ser abandonada, e por isso, fazia de tudo para agradar as pessoas. Nelson Mandela precisava de alguém dedicado, que estivesse sempre lá. E assim ela justifica essa relação de codependência que surgiu entre os dois.

O livro tenta ter certa ordem cronológica, mas em vários momentos ela vai e volta, misturando sua própria história com o relacionamento posterior com Mandela.
Zelda trabalhou para Mandela durante seus anos na presidência da África do Sul e também após sua “aposentadoria”, período em que ele focou em angariar fundos para a Fundação Nelson Mandela, com o objetivo de desenvolver projetos de construção de escolas e postos de saúde, além da luta contra a epidemia de AIDS.

“Mesmo com nossa vida sendo tão diferente, compreendi que havia uma chance de que ele não me abandonasse. Nelson Mandela não me deixou para trás. Levou-me com ele. Foi uma das maiores, se não a maior honra da minha vida, ser escolhida por Madiba para servi-lo depois de sua aposentadoria.”

Zelda o conhecia tão bem, que foi escolhida para ajudar Morgan Freeman a compor a interpretação de Mandela para o filme Invictus, que retratou a Copa do Mundo de Rugby de 1995, na África do Sul. (Filme recomendadíssimo por sinal, tanto pela história quanto pela interpretação impecável de Morgan Freeman). O ator era amigo pessoal de Mandela, mas ainda assim aprendeu com Zelda os pequenos trejeitos e maneirismos cotidianos,  tornando-se o “Madiba perfeito”.

A assessora dedicou sua vida a cuidar dos interesses de Mandela, e ganhou (além da experiência) a oportunidade de conhecer sua história, sua luta, seus ensinamentos. Esteve ao seu lado nos melhores e piores momentos. Foi julgada e odiada por muitos, inclusive pela família de Mandela, que não permitiu que ela acompanhasse seu velório. Sofreu com a dor da perda como se fosse um parente próximo, da sua família branca, que aprendeu com ela a amar e respeitar o homem que ele foi.


“Mas o que faremos agora? Ele está em casa, e os heróis nunca morrem. Ele estará presente naquelas lindas montanhas para sempre, e agora eu sabia que ele seria até mais poderoso na morte do que foi em vida.”


É uma história muito interessante, contada do ponto de vista de alguém que conviveu quase 20 anos com essa figura importantíssima da história da África do Sul e do mundo. Várias passagens divertidas, que nos ajudam a conhecer melhor quem era Nelson Mandela no seu dia a dia. Confesso que a dificuldade na ordem cronológica e os capítulos muito longos às vezes cansam, mas valeu à pena conhecer essa história, com toda a cumplicidade, confiança e amor que existia entre os dois.