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27.2.16

Post Mortem - Patricia Cornwell


Autor: Patricia Cornwell
Editora: Paralela
Ano: 2012
Sinopse: Um brilho inusitado sugere a presença de alguma substância desconhecida no corpo de uma série de mulheres assassinadas. Mulheres saudáveis transformam-se em corpos inertes, assassinadas por prazer. Escassas e obscuras, as pistas não levam a lugar nenhum. A investigação dos crimes está sendo sabotada.

A dra. Kay Scarpetta, médica-legista, precisa ir muito além da identificação de um produto químico para chegar ao assassino. Precisa descobrir, por exemplo, que está do seu lado e quem não está.

Resenha:

Há algum tempo atrás, li em algum lugar sobre a Patricia Cornwell e o gênero de livros que costuma escrever. Como fã de romances policiais, fiquei ansiosa para ler algo da autora, e quando vi a oportunidade de ler o livro que inaugura sua série de sucesso, essa ansiedade só cresceu mais e mais.
A série Scarpetta conta com 18 livros lançados no Brasil atualmente. Segundo a página da autora na Wikipedia, Post Mortem foi publicado em 1990, após ser rejeitado por sete grandes editoras, porém após a sua publicação, Patricia Cornwell ganhou os prêmios Edgar, Creasey, Anthony e Macavity Awards, além do francês Prix du Roman d'Aventure em um único ano. 

O livro, narrado em primeira pessoa, já começa com uma cena de crime, em que a legista-chefe Dra. Kay Scarpetta é chamada para examinar a vítima. Era o quarto caso de assassinato que seguia os mesmos padrões, indicando a presença de um serial killer na cidade de 220 mil habitantes, Richmond, no estado da Virginia, considerada pelo FBI, no ano anterior, como a segunda colocada em homicídios per capita nos Estados Unidos.

“A morte por asfixia demora apenas alguns minutos. Mas isso é muito tempo quando cada célula do organismo anseia desesperadamente por ar.”

Apesar do padrão das mortes indicar que o autor dos crimes seria a mesma pessoa, a ausência de padrão na aparência física das vítimas, deixou todos confusos, pois as quatro mulheres estranguladas eram completamente diferentes, fisicamente, profissionalmente, além de viver em áreas distintas da cidade. Isso foi uma coisa interessante que achei nessa história. O padrão entre as vítimas revelado no decorrer do livro é algo que não consegui desvendar antes e me surpreendeu ao ser descrito. Além disso, em todos os corpos foi encontrado um resíduo brilhante, que era passado através das mãos do assassino e que serviu como uma evidência essencial para encontrá-lo. (Acho que por isso colocaram um brilho na capa dessa edição.)

Durante as investigações, a Dra. Scarpetta estava recebendo a visita de uma sobrinha, com quem não conseguia passar muito tempo, e por isso a menina apresentava alguns comportamentos para chamar a atenção da tia. No entanto, no decorrer da história, a própria criança (com um conhecimento absurdo de informática e uma inteligência fora do normal) acaba ajudando nas investigações.
Como se tudo isso não bastasse, aparecem evidências de que alguém está sabotando a investigação e tentando forjar erros no laboratório da médica-legista para se isentar da culpa. Com isso, Scarpetta não sabe mais em quem pode confiar.

“Os mortos nunca me incomodaram. Sinto medo dos vivos.”

Além de Pete Marino, o sargento responsável pelo caso, também há a participação de Benton Wesley, que tem mestrado em psicologia e está se especializando em perfis psicológicos no FBI. Wesley me pareceu um personagem bastante interessante, e que poderia ter tido um papel maior durante a história, mas vamos deixar minha fixação com os “profilers” de lado, pois acho meio suspeito que eles sempre sejam meus personagens favoritos em livros, filmes ou séries. (Alguém mais sofreu com a morte do Dr. Sweets, em Bones?)

A investigação continua, até que se descobre quem era o sabotador que tentava incriminar a Dra. Scarpetta e quem era o assassino. Mas senti falta de algo a mais, não sei bem explicar o porquê. A história é boa, inteligente, o desenvolvimento é legal, mas em alguns momentos, prende pouco. Espero que seja uma impressão única, pois pretendo continuar lendo os livros da série, por ser um gênero que me interessa muito, e por eu sentir que a autora tem tudo pra ser ótima, apesar de ter se perdido um pouco no primeiro livro. Até porque a série não faria tanto sucesso e não inspiraria tantos outros personagens se fosse ruim, certo? ;)






25.2.16

Recomendação Literária: Olhe para mim



Nosso bloco Primeiras Impressões de hoje é sobre a autora Dri Chiovatto, cujo livro chick-lit me parece uma homenagem à amizade, cuja protagonista é inspirada na melhor amiga da autora. 

Foi lançado pela editora Vermelho Marinho e a capa é simplesmente fofa! Achei muito bonita a jogada de cores e o desenho da menina sonhadora. Uma gracinha!


Sinopse: Tati é uma menina linda e inteligente, mas bastante tímida, quando se trata de garotos. Tudo parece perfeito em sua vida: tem pais legais, vai bem na escola e tem as duas melhores amigas do mundo: Mi e Dani, que a apoiam em tudo. Sua vida, porém, vira de cabeça pra baixo quando se apaixona por Rafa, o garoto mais bonito do colégio, pois, apesar de ser legal e gentil com todo mundo, Rafa parece nunca sequer olhar pra ela. As coisas só pioram quando os dois caem no mesmo grupo do trabalho de Artes. Agora, Tati precisa aprender a lidar com seus sentimentos enquanto trabalham juntos, tentando fazer de tudo para que o menino de seus sonhos olhe pra ela.

Sobre a autora: Adriana Chiovatto sempre foi apaixonada por todas as formas de Artes: música, dança, cinema, teatro e literatura... Quando era pequena, escrevia livros para seus irmãos menores e sonhava em ser atriz. Formou-se em Pedagogia, mas depois foi cursar Teatro e desde então não saiu mais dos palcos. Paralelamente, continuou a escrever e assim nasceu Olhe pra mim, seu primeiro livro. E, como em um conto de fadas, seus sonhos se tornaram realidade.

Para conhecer mais sobre a obra e a autora, basta clicar aqui , que você será redirecionado para a página do Facebook dedicada ao livro e para saber mais sobre a autora, clique aqui e será redirecionado para a página do facebook dela!





24.2.16

Coroa Cruel



“Não existe dor ou castigo maior do que a memória.”

Título Original: Cruel Crown
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Sinopse: Duas mulheres — uma vermelha e uma prateada — contam sua história e revelam seus segredos.
Em Canção da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal — tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte.
Já em Cicatrizes de Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta — e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho.
Esta edição traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de ‘Espada de Vidro, o aguardado segundo volume da série A Rainha Vermelha.





Vou em dividir pelos dois contos, pois são histórias completamente diferentes, ok?

“Não existe nada tão terrível quanto uma história não contada.”


Apesar de ter pego o e-book (ou seria e-conto?), ainda não o havia terminado de ler (me esqueci de que o tinha no tablet, confesso!). Entre os dois contos, este foi o que mais gostei.

Gostei de ter conhecido a rainha Coriane. Me pareceu muito com a Mare, que lutou contra o papel que lhe era dado. Como o filho, ela amava a mecânica e teve sua vontade cortada pelo pai. Afinal, o papel de uma jovem é se casar. E, de preferência, salvar a família da falência.

A trajetória dela como rainha é interessante, não me lembrava que o Tiberias poderia ser romântico. É até bonita a devoção que ele tem por Coriane (isso antes do casamento, pelo menos...) e como, como toda menina introvertida, acha impossível o rapaz se apaixonar por ela, alguém inferior em tantos aspectos.

E apesar de ter vivido cercada de pessoas, a solidão era sempre sua companhia. Solidão e a tristeza de ver todos seguindo seus caminhos, criando vidas... E ela fadada a viver com algum lorde que lhe quisesse (isso antes de Tibe, é claro), o qual ela não amaria e ficaria longe do irmão e da melhor amiga.

O conto relata também a ação de Elara contra Coriane, desde a juventude e como ela contribuiu para a paranoia da antiga rainha de Norta.

É um bom conto sobre as intrigas e a verdade por trás das teorias colocada no A Rainha Vermelha, acho muito válido para os fãs da série lerem talvez até antes de começar o primeiro livro da série.


“Como servos podem criar tamanha beleza e ainda serem considerados inferiores? Eles são capazes de fazer maravilhas diferente das nossas.”

Farley. Não vimos muito dela no primeiro livro e o que vi não me agradou muito. Apesar de ser uma personagem forte, com a liderança no sangue... Não sei. Peguei alguma antipatia por ela que não sei explicar!

O conto narra pouco sobre quem ela é, focando na missão que tem até encontrar Mare. É alguém teimosa que sempre se convenceu de que não precisa de ninguém, embora saiba que tudo não passa de uma armadura de vidro que ela precisa proteger. Uma soldado até o último fio de cabelo, embora faça coisas que às vezes mostra que ela poderia muito bem ser uma mercenária, também.

“Ninguém ousa dizer, mas é isso que os vermelhos são. Escravos e moribundos.”

A história conta como a revolução começou, sobre os outros grupos rebeldes (ou só mercenários mesmo) e como eles funcionam. É bom saber dessas partes estrategistas, pois muita coisa que ficou com ponto de interrogação no A Rainha Vermelha acaba sendo esclarecido. Mas acho legal ler esse conto só depois de ler esse primeiro livro, pois senão pode estragar a história para quem ainda não o leu.



O livro ainda conta com uma prévia do Espada de Vidro, que quando eu cheguei nela , fiquei: leio ou não leio? Leio ou não leio? Waaaaa!!!

E li. Mas não vou falar sobre o que li, só depois quando tiver lido ele todo. Mas só digo uma coisa: tá muito bom, viu!!!

Também temos um mapa de Norta, que é bom para acompanhar as movimentações durante a leitura.

Enfim, tá aí as dicas para quem quiser começar a série (o que recomendo demais, é muito boa!!!), esse livro é essencial!




23.2.16

Primeiras Impressões - Teatro Selena





Autor: Domnall September

Editora: Young
Ano: 2015
Sinopse: O misterioso teatro Selena abre as portas à procura de talentos que deem vida ao teatro. De tempos em tempos, faz audições para recrutar os melhores talentos que puder encontrar. Pessoas com capacidades de canto, dança e instrumentais. Mas acima de todos esses cargos, está o Grand Coryphe. Aqueles que dão energia para manter Selena sempre vivo e interessante. Erika Isoni é uma garota sonhadora que ama dançar e cantar, mas que tem uma doença rara que a impede de fazer o que mais ama se não tem uma parada cardíaca, decide fugir das “paredes brancas” – seu isolamento do hospital –, se depara com o teatro e se arrisca a fazer uma audição. Erika é o que o Teatro procura a muitos anos. Mas o que será que acontecerá com ela? Selena é um teatro normal? Fantasia, comédia e muito mistério te aguardam nessa incrível história.



Primeiras impressões:


À primeira vista, me pareceu um sick-lit. Mas aí conforme continuei a leitura eu fiquei meio: uóoooo ela morreu e virou um espírito para ir ao teatro! Pois minha mente racional tenta explicar tudo de algum modo, embora esse também não seja um raciocínio muito lógico né?

Erika ainda não mostrou muito bem sua personalidade, até onde li. Aparentemente é uma adolescente com poucas experiências de vida devido a um problema de saúde que possui (que foi o que me fez pensar em sick-lit). Tem talento nato para a dança, que ela diz ter unicamente ter praticado na frente de um espelho quando era criança então fiquei meio “assim”, mas não se explica a mágica nem sua habilidade inata, né? Você nasce bom naquilo e com o tempo basta refinar.

Até agora a leitura tem me agradado bastante, é simples e sem muitos rodeios. Segue de maneira harmoniosa, tendo se iniciado com uma narrativa em primeira pessoa (admito que me agradou mais que a terceira pessoa utilizada nos capítulos seguintes). Mostra como a nossa protagonista se sente no decorrer dos desafios apresentados até o momento. Não me apeguei a nenhuma das personagens ainda, mas a Rose está bem promissora até agora. E já peguei raivinha de outros, o que mostra que o livro está cumprindo bem seu papel de nos prender na estória.

O Teatro parece um ser vivo à parte. Pela descrição do mesmo fiquei com vontade de conhecê-lo, me remeteu aos teatros norte-americanos bem antigos que vemos em filmes, com toda aquela riqueza de detalhes e os mistérios que só nossa imaginação podem trazer à realidade.

Em breve teremos uma resenha dele todo mas, do jeito que me prendeu em suas poucas páginas, já espero coisa boa!



22.2.16

Sorteio de livro + Marcador: Sangue de Lobo



Hoje venho com uma notícia muito boa!!!

Quem gosta de sorteio levanta a mão!!! \o

Em comemoração ao lançamento de “Olhos de Lobo” que acontecerá em julho de 2016, das autoras Rosana Rios e Helena Gomes, o blog As meninas que leem livros em parceria com a Editora Farol Literário irá sortear um exemplar + marcador de livro do livro “Sangue de Lobo”, das autoras Helena Gomes e Rosana Rios.

Conheça um pouco mais sobre o livro: 



Em 'Sangue de Lobo', um antigo original de um livro que conta uma história de mistério e morte jaz esquecido num pequeno museu em um restaurante no sul de Minas Gerais. Duas jovens, Ana Cristina e Cristiana, em viagem com a família de Ana, encontram-no e leem a história. Elas ficam assustadas, pois o enredo do livro retrata exatamente o jogo de RPG que elas criaram com amigos em São Paulo. E o mais curioso - a história se passa na cidade onde vão passar as férias. Foi lá que ocorreram crimes em série no início do século XX. E, no mesmo local, 100 anos depois, volta a acontecer uma sequência sinistra de mortes - oito macabras bonecas de porcelana parecem corresponder às vítimas de um insano assassino serial. As histórias do presente e do passado se misturam a partir do lobisomem Hector, um jovem inglês do passado que luta contra a maldição da Lua Cheia.

Para participar, é simples:

- Seguir o blog As meninas que leem livros através do Google Friends Connect (só clicar em "Participar deste site" na coluna esquerda do blog): http://www.asmeninasqueleemlivros.com/
- Seguir a página no Facebook da Editora Farol Literário: https://www.facebook.com/FarolLiterario
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- Compartilhar publicamente o post da promoção: Clique Aqui!

- Clicar em "Quero Participar" no link do sorteio: sorteiefb.com.br/tab/promocao/528172


O sorteio acontecerá no dia 15 de março de 2016 e o livro será enviado pela própria editora Farol Literário! Para concorrer, não deixe de seguir nenhum dos passos acima!

Você não pode perder essa!!!



Nova Ordem - Chris Weitz












Título: Nova Ordem
Autor: Chris Weitz
Editora: Editora Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 296

SinopseJefferson, Donna e seus amigos descobriram que os adolescentes não são os únicos que sobreviveram ao vírus e, em meio ao caos do resgate da Marinha, eles se separam. Jefferson volta para Nova York e tenta levar a Cura para a tribo da Washington Square, enquanto Donna vai parar na Inglaterra, onde se depara com um mundo pós-Ocorrido inimaginável. Mas um desastre ainda maior que a Doença está prestes a acontecer, e Donna e Jefferson só poderão evitá-lo se acharem o caminho de volta um para o outro.





****


Cuidado! Essa resenha pode conter spoiler de Mundo Novo.

Depois de ler Mundo Novo, não pude deixar de ficar bem curiosa com a continuação. Fui com muita sede ao pote e me taquei no fundo.



Enquanto tentavam fugir de Plum Island, a ilha onde encontraram a cura, nossos aventureiros acabaram por serem abordados por adultos. Adultos! Como isso era possível? Eles acabam descobrindo que muitos adultos sobreviveram, pois estavam em navios da Marinha. E que não era só a Marinha...
Interrogados e trancafiados em quartos separados, Donna, Jefferson, Peter, Crânio, Capitão e Theo recebem um recado misterioso.

“Seus amigos estão seguros. Não coopere com os investigadores. Eles não estão do seu lado. Estamos tentando libertar vocês.” Página 28

Várias dúvidas surgem. Será que a Marinha é confiável?  Se eles são, por que não ajudam os garotos em Nova York? Ou será que a Resistência que é confiável? Sua idealização de que esses garotos não podem morrer, sua insistência de que eles devem receber a cura parece algo bastante humanitária. Jefferson se deixa seduzir pela utopia da situação e todos concordam em fugir. O que ele não esperava era acabar perdendo Donna de vista em meio à confusão da fuga. Os dois são separados.

“Quero levantar entrar nele, mas minhas pernas não se mexem. Então eu o vejo desaparecer nas nuvens baixas e mentalmente eu digo adeus.” Página 69

O livro continua com a alternância de visões, mas dessa vez personagens que em Mundo Novo não tinham voz, aqui eles tem sua vez de nos dar seu parecer. Podemos nos aprofundar em pensamentos e motivações de cada um.



Bom, por que eu disse que me taquei no fundo do pote? Infelizmente, esse livro apesar de mais curto que o anterior, ficou bastante maçante. O autor acabava nos dando os pensamentos dos personagens e se perdia no meio deles. O diálogo interior dos personagens se perdia na história de tão longos que eram. Vários detalhes da situação atual do mundo são inseridos, mas ao invés de serem interessantes eles na verdade só preencheram o papel. O livro é bom? É sim, mas não posso deixar de ficar incomodada por uma história tão boa ter ficado tão longa de modo desnecessário.

O final deixa muita coisa em suspenso com o futuro do mundo. E claro que fiquei curiosa para ler o terceiro livro da trilogia. Aguardando ansiosa





20.2.16

Mil Pedaços de Você - Firebird #1



Título Original: A Thousand pieces of you
Autora: Claudia Gray
Editora: Agir Now
Ano: 2015
Sinopse: Marguerite Caine cresceu cercada por teorias científicas revolucionárias graças aos pais, dois físicos brilhantes. Mas nada chega aos pés da mais recente invenção de sua mãe — um aparelho chamado Firebird, que permite que as pessoas alcancem dimensões paralelas. 
Quando o pai de Marguerite é assassinado, todas as evidências apontam para a mesma pessoa: Paul, o brilhante e enigmático pupilo dos professores. Antes de ser preso, ele escapa para outra realidade, fechando o ciclo do que parece ser o crime perfeito. Paul, no entanto, não considerou um fator fundamental: Marguerite. A filha do renomado cientista Henry Caine não sabe se é capaz de matar, mas, para vingar a morte de seu pai, está disposta a descobrir.
Com a ajuda de outro estudante de física, a garota persegue o suspeito por várias dimensões. Em cada novo mundo, Marguerite encontra outra versão de Paul e, a cada novo encontro, suas certezas sobre a culpa dele diminuem. Será que as mesmas dúvidas entre eles estão destinadas a surgirem, de novo e de novo, em todas as vidas dos dois?
Em meio a tantas existências drasticamente diferentes — uma grã-duquesa na Rússia czarista, uma órfã baladeira numa Londres futurista, uma refugiada em uma estação no meio do oceano —, Marguerite se questiona: entre todas as infinitas possibilidades do universo, o amor pode ser aquilo que perdura?



Firebird

“[...] – Batizado em homenagem à lendária criatura russa que envia heróis para aventuras e buscas incríveis![...]”

Enquanto pensava na resenha, tentei imaginar um jeito de não dar spoilers. Porque, sério... Vocês precisam ler esse livro, é demais!

Você viaja, você imagina como que seria legal se o Firebird for realmente uma tecnologia possível! E são tantas teorias da conspiração que vão se formando na sua cabeça que você simplesmente para as vezes e respira fundo para realmente pensar sobre o que está lendo, é simplesmente maravilhoso!  

Então dá um play aí na música e vai curtindo a resenha (se você ler o livro, vai entender.):


Vamos primeiro a ideia de dimensões. Você acredita que possa existir, em algum lugar do universo – ou do multiverso - uma pessoa parecida com você? Uma você vivendo uma realidade completamente diferente, uma operadora de satélites, uma rainha... Uma assassina ou uma mafiosa. Uma capitã de um ônibus espacial! Se não acredita, pelo menos é legal de imaginar.

Sophia Kovalenka, mãe de Marguerite Caine, foi além da imaginação. Criou o Firebird, um dispositivo que é capaz de lançar a pessoa para o próximo universo. Porém, ainda não conhecem as implicações deste ato, nem como funciona de fato. E ela e seu marido, Henry Caine, não têm tempo de testar: Henry é assassinado antes de se aprofundarem na teoria e o suspeito é seu assistente número 1, Paul Markov.

“Cada dimensão representa um conjunto de possibilidades. Basicamente, tudo o que pode acontecer, de fato acontece. Há uma dimensão em que os nazistas ganharam a Segunda Guerra Mundial.”

Retirada do Tumblr
O segundo assistente do casal é Theo Beck. Um jovem egocêntrico, irônico, sarcástico, bonitão, flertador, bebum e gente boa. Ele encanta a todos ao seu redor e causava inveja em Paul por sua extroversão. Para Theo, Henry também era um pai, pois o casal costuma acolher estagiários em sua própria residência, tratando-os como seus próprios filhos. Uma casa cheia de mentes brilhantes... Exceto por Marguerite, que acabou escolhendo a arte. E é muito boa no que faz.

Desolado com a perda de Henry, ele e Marguerite saltam de uma dimensão à outra atrás de Paul, na intenção de matá-lo. Mas não é assim tão simples. Por exemplo, você só pode saltar para uma dimensão onde exista a possibilidade de seu código genético ser semelhante ao seu primordial. Se seus pais não se encontraram em uma dimensão, você não existe lá. Entenderam?

Aí tem uma segunda complicação para os dois heróis: nada diz que você irá cair no mesmo país. Você pode acabar indo parar na China, por exemplo. Tal fato coloca mais dificuldade na missão de encontrar Paul e muitas vezes Marguerite vê-se sozinha com ele.

Enquanto “moravam” sob o mesmo teto, a relação dos dois era indefinida. Paul é o oposto extremo de Theo: quieto, distante, observador, introvertido... Mas percebia tudo ao seu redor. E ele percebia Marguerite e ela o via também.

Aí temos a próxima teoria, criada por Paul: destino. Aqueles que se encontram em uma realidade, tem maior probabilidade de se encontrar em todas as outras. As coisas acontecem de forma diferente, mas acontece.

E é assim que Paul e Marguerite acabam se encontrando. Mesmo que não sejam no momento o da mesma dimensão. Você acaba conhecendo todas as partes de uma pessoa. Todos os mil pedaços dela.
É interessante ver como a vida da jovem se desenvolveu em diferentes lugares e os impactos que causam. É praticamente uma evolução que acontece em pouco tempo. Os vínculos afetivos formados, as saudades, as descobertas. Eu achei realmente interessante ler esses detalhes, fizeram a diferença. Causam uma maré de emoções diferentes no leitor, que te faz criar as próprias teorias e torcer para que elas se tornem verdade na história!

A arte do livro é absolutamente linda, o “topo” de cada capítulo tem o reflexo das dimensões, fora a capa que não preciso nem comentar. Amei o livro, do começo ao fim e estou ansiosa para ler o próximo, chamado de Tem Thousand skies above you e tem uma capa igualmente linda, lançada lá fora no dia 3 de novembro de 2015. O que me entristece é que ainda não tem uma data prevista para o Brasil. :(



Agora ligue sua playlist de Florence and the Machine e saia em busca deste livro para ler!








19.2.16

Recomendação Literária - O segredo por detrás do sorriso


O segredo por detrás do sorriso

Autor: Raphael Feres
Editora: Autor Independente



A Recomendação de hoje é bem irreverente, uma proposta de literatura com a qual eu ainda não havia me deparado. É dividido em três livros que, embora os personagens e acontecimentos sejam similares, são histórias diferentes, narradas pelo ponto de vista de cada protagonista participante. Acredito que a ideia seja ligeiramente inovadora, do ponto de vista que só temos isso depois que toda uma série ou saga é lançada.

Apresentação da obra:

O diferencial da obra está todo no formato!
Nunca entendi livros escritos em terceira pessoa, afinal, quem conta a história? No meu entender a forma mais natural de se narrar um fato é quando alguém que participa dos eventos nos descreve o que aconteceu sob sua perspectiva, interpretações e julgamentos.
Só achei que não seria suficiente ter apenas uma versão dos acontecimentos. Decidi, então, que seria justo que houvesse mais pontos de vista, cada um descrevendo - sob olhar das personagens - as experiências vividas durante os poucos dias e algumas cidades em que se desenrola a história de fundo. E como existem três protagonistas, há, então, três histórias correndo em paralelo, lado a lado, linha a linha e capítulo a capítulo. Formando, ao final, três livros distintos, completos e independentes.
Os livros são narrados por Julie Blanc, uma elegante francesa, Moreno da Silva, um jovem brasileiro, e o professor John Black, um intelectual americano, enquanto seguem os passos do sorridente chinês Sr. Lee Dun, que carrega sua mala de misterioso conteúdo em uma grande aventura viajando por Rio, Nova York e Paris.
Os três livros podem tratar dos mesmos eventos, mas são histórias completamente diferentes, pois não necessariamente o que pensa ou vê um protagonista é o que pensam ou vêem os outros, ou é o que aconteceu de verdade. E afinal, o que é um fato além das versões que existem sobre ele? Assim espera-se que ao se ler o segundo ou terceiro livro, na ordem que convier, não se tenha a sensação de estar relendo algo, mas o prazer e a surpresa de estar descobrindo fatos novos e muitas vezes contraditórios da mesma história.
Quanto ao final, ou o clímax, alguém pode perguntar como manter o mistério após o leitor terminar o primeiro ou o segundo livro? Bom, isso será preciso ler para descobrir...

O livro está disponível de forma gratuita na Internet.
Basta clicar num dos seguintes perfis no Facebook e baixar o arquivo:

Até mesmo o seu "Sobre o autor" é diferente!!!

Rapha Feres sob o olhar de Moreno da Silva:

Caminho com o Rapha pela praia enquanto vemos as ondas quebrarem na areia branca. Poderia fazer isso por horas a fio. Em seguida me agacho de frente para o mar, sentindo o sol bater nas costas e a brisa do vento me
refrescar o rosto, trazendo algumas gotas de água salgada. Mas ele não consegue ficar muito tempo calado e insiste em puxar conversa sobre algum assunto que lhe vem à cabeça naquele momento. Será que apenas ver as ondas indo e vindo não é suficiente para acalmar seu espírito? Qual a grande dificuldade de ficar quieto por alguns minutos?
Não sei dizer. Mas, tirando esse pequeno incômodo, sua presença é agradável, afinal posso contar com ele para me conseguir uma ou outra água de coco. Se bem que não é nada fácil fazer com que ele abra a carteira. Ao final da tarde, o Rapha me acompanha até uma roda de capoeira. Percebo que ele gosta do que vê, bate palmas e se diverte. E se a música o inspira – e como não inspiraria? – ele pode mesmo querer arriscar alguns passos junto conosco. Acho sua coragem tão nobre quanto vergonhosa. Afinal, se na minha idade talvez tivesse algum molejo que fosse, e mesmo se o tempo não lhe foi assim tão cruel, agora suas articulações jogam mais contra que a favor. Tudo bem, faço um esforço para lhe agradar, jogando lentos os golpes para não lhe acertar o queixo e
me abaixando bastante, quase entrando chão adentro, para fugir dos seus. Quando o sol se põe ele vai embora feliz, e sei que, se pudesse, voltaria aqui na manhã seguinte para viver comigo as mesmas experiências... dia
após dia.


Rapha Feres sob o olhar de Julie Blanc:

Já tentei algumas vezes transformar o Rapha em um homem refinado, mas, infelizmente, os resultados foram aquém do esperado. Talvez Marie, que é mais paciente do que eu, tivesse mais sucesso nessa árdua tarefa.
Bom, mas se ele está feliz com seu jeito, como poderia definir? Simples, quem sou eu para julgar? Ao menos, antes que para sua tristeza caminhemos entre vitrines e araras de roupas, conseguimos ter ótimas conversas sentados à mesa de algum bistrô, tomando uma taça de champanhe, pensando na vida e comentando sobre as pessoas que caminham e desfilam pela rua. Descontraidamente conseguimos debater e criar grandes análises sociológicas tão rasas e efêmeras quanto as borbulhas que passeiam pelo líquido em nossas taças.
Apesar de sermos de locais tão distantes e distintos, temos referências semelhantes, afinal temos quase a mesma idade, apesar de eu estar mais conservada e parecer muito mais jovem do que ele. De qualquer forma,
somos pessoas do mundo, e nos interessamos mais pelas diferenças entre as pessoas do que pelo que elas têm em comum. E, como a diversidade nos une em vez de nos separar, podemos, ao final, nos integrar em qualquer ambiente.
Lembro-me que uma vez o cumprimentei do balcão do hotel em que me hospedava enquanto ele passeava pela rua. Percebi que ele gostaria de ao menos uma vez na vida ter o prazer de apreciar a vista que eu tinha todos os dias ao acordar. Acho sempre importante se ter sonhos, mas, sinceramente, creio que esse luxo não é para ele...

Rapha Feres sob o olhar de John Black:
Ele sempre me propõe algum desafio lógico, que tolo! Afinal, a diferença intelectual entre o Rapha e eu é gritante, visto que seu percurso acadêmico e no âmbito da pesquisa não se aproxima dos marcantes e reconhecidos resultados que obtive ao longo dos anos. Naturalmente, tenho várias primaveras a mais de vida, assim, ele ainda tem algumas temporadas para se desenvolver caso queira dominar tantos ramos da ciência assim como eu.
De qualquer forma, aprecio nossas conversas filosóficas, onde posso lhe passar um pouco do meu vasto conhecimento sobre um grande número de matérias. Tenho a impressão, porém, de que no decorrer das minhas
palestras seus olhos se perdem, e sutis variações em sua pupila indicam que ele já não tem mais a atenção necessária para um real aprendizado.
Não tem problema, conheço bem seu déficit de atenção. E, além do mais, infelizmente, a falta de concentração diante de meus discursos não é uma exclusividade sua. Quanto ao grande número de teorias que ele desenvolve sobre os mais diversos temas, apesar de até poderem soar razoáveis, tenho a impressão de que, em muitos casos, lhe falte embasamento teórico para lastrear a certeza com que faz postulações. De qualquer forma, percebo que isso parece não o constranger.
Apesar dos convites, ainda não tive o prazer de sua companhia na realização de trabalhos científicos de campo, viajando para cantos longínquos e exóticos do planeta. Sei, porém, que no futuro, a coragem lhe chegará e ele me seguirá em alguma pesquisa para que juntos possamos desvendar os segredos do mundo...

Logo, logo teremos as primeiras impressões desse(s) livro!





18.2.16

Mundo Novo - Chris Weitz








Edição:  1
Editora: Seguinte
Ano: 2014
Páginas: 328
Autor: Chris Weitz

Sinopse: 
Neste mundo novo, só restaram os adolescentes e a sobrevivência da humanidade está em suas mãos.
Imagine uma Nova York em que animais selvagens vivem soltos no Central Park, a Grand Central Station virou um enorme mercado e há gangues inimigas por toda a parte. É nesse cenário que vivem Jeff e Donna, dois jovens sobreviventes da propagação de um vírus que dizimou toda a humanidade, menos os adolescentes. Forçados a deixar para trás a segurança de sua tribo para encontrar pistas que possam trazer respostas sobre o que aconteceu, Jeff, Donna e mais três amigos terão de desbravar um mundo totalmente novo. Enquanto isso, Jeff tenta criar coragem para se declarar para Donna, e a garota luta para entender seus próprios sentimentos - afinal, conforme os dias passam, a adolescência vai ficando para trás e a Doença está cada vez mais próxima.



***

Li Mundo Novo em 2014 e gostei bastante. O livro fala sobre uma doença que desolou o mundo. Algum tipo de arma biológica que saiu do controle e acabou por matar bilhões de pessoas. E de modo misterioso a doença não afetou os adolescentes. Agora no pós-apocalipse, eles são os únicos sobreviventes. Muitos se juntam e formam Tribos, pois ficar sozinho não é uma boa opção, você acaba sendo alvo fácil para os outros.

É assim a vida após o Ocorrido. Sobreviver é a única coisa que resta. Nossos protagonistas, Jefferson e Donna são da Tribo da Washington Square. Apesar de toda a organização que eles conseguiram fazer com o lugar, eles precisam de alimento, água e armas. E ainda assim eles querem saber o que aconteceu. Se existe alguma cura, já que depois de completar 18 anos os adolescentes acabam por morrer.



Com poucos recursos para que toda a Tribo venha a sobreviver eles decidem partir em uma busca pela verdade. Crânio acredita que existe uma revista científica sobre armas biológicas e que nela pode conter as informações para a cura.

Nessa aventura Jefferson, Donna, Crânio, Peter e Minifu partem em busca de respostas, porém não será fácil. As ruas de Nova York estão repletas de perigos. Não se pode confiar em outras Tribos.
O livro se alterna na visão de Jefferson e Donna. O que deixa tudo mais interessante. Enquanto Jefferson parece um rapaz mais sensato, Donna é bem direta e um tanto desbocada em seus capítulos. A diferença entre os dois é grande e isso não impede que eles possam se gostar.

Os personagens secundários são cativantes demais. Crânio, Peter e Minifu são os melhores. Crânio com sua genialidade, Peter com seu humor sem igual e Minifu com seu kung fu.



Confesso que me interessei primeiro pela capa do livro, que é muito chamativa, e depois pela sinopse. No mesmo ano já tinha lido um outro livro no mesmo estilo. Apenas adolescente sobreviveram após uma doença, mas a diferença era que nesse livro continham zumbis. Fui ler Mundo Novo com o pensamento no outro e percebi que ele continha muito mais ação. Além das histórias seguiram rumos distintos. A cada página nossos heróis se metiam em muita confusão. Sangue, tiros, explosões e muito mais.

Se você gosta de um bando de adolescentes tentando salvar o mundo, leia esse livro. Recomendadíssimo. Em breve tem resenha de Nova Ordem, o segundo livro da trilogia. ;)






17.2.16

Recomendação Literária - O Espelho dos Deuses - #1



Bem, bem, sabem que costumamos falar sobre autores nacionais aqui no blog, né?

Então, estou retomando isso! Se você é um autor nacional que precisa de uma ajudinha propagandária (eu sei que essa palavra não existe, mas não consegui pensar em nenhuma outra, sorry gente!), mande um e-mail para asmeninasqueleemlivros@gmail.com com infos sobre seu livro e sobre você.

Falaremos gratuitamente sobre você e sua obra, ok? Se quiser nos enviar uma cópia do seu livro, só dizer também no e-mail que o resenharemos com muito prazer! Pode ser físico ou e-book, como achar melhor!

E o livro de hoje é:

Autor: L. S. Moreira
Editora: Giostri Editora
Ano: 2015
Sinopse: O encontro entre a jovem publicitária Renata e Thymos, bastardo de um deus esquecido, inicia uma série de eventos capazes de alterar drasticamente o rumo de um conflito que já dura séculos e reaver os fragmentos de uma guerra há muito perdida no coração de Alexandria, cujas consequências podem determinar a sobrevivência da humanidade… ou o seu fim.

Sou meio suspeita para falar da qualidade da leitura, ou do autor, porque ele narrou RPG pra mim. Como narrador, ele é excelente. Então creio que o livro manterá (ou será ainda melhor) que o jogo narrador.

Pedi a ele algumas palavras sobre ele e, como era de esperar, ele não me decepcionou:


Meu nome é Lennon Santos Moreira, tenho 29 anos, moro em Manaus/AM desde que nasci e sou apelidado como Non na maior parte dos lugares que frequento, inclusive em ambientes online.

Não sabem o custo que foi conseguir essa foto...
Há uma curiosidade sobre ter optado por ter o último sobrenome como núcleo do nome de autor (L. S. Moreira) e se deve a uma narrativa oriental que conheci uma vez. Moreira se refere às amoreiras, os pés de amora, e segundo o que se sabe todos esses sobrenomes derivados de árvores se espalharam com o advento com os judeus em Portugal incorporados como cristãos-novos, mas o que me fisgou no sobrenome é o fato de que amoreiras são a alimentação exclusiva dos bichos-da-seda, em cuja lenda de origem consta que um homem havia sido raptado e, após um ano sem notícias suas, sua esposa prometeu a filha em matrimônio àquele que o encontrasse e o trouxesse. Ocorreu que o cavalo da fazenda ouviu essa promessa e, após escapar do estábulo, encontrou e trouxe seu dono na garupa. Claro que o homem não casaria sua filha com o cavalo e mandou matar e esfolar o animal, cuja pele fora posta para secar, porém quando a moça em determinado dia passou perto da pele, esta se soltou, envolveu-a e levou-a para longe (eu não imagino exatamente a cena). Dias depois os dois foram achados pendurados em um galho de amoreira, transformados em um animal que teria a cabeça similar à de um cavalo e a pula similar à de uma boneca, feminina, envolta em um casulo. A divindade suprema da mitologia chinesa teria levado a moça para o céu para ser uma de suas esposas e assim havia criado o bicho-da-seda. Como existe uma relação muito forte entre o ato de tecer e o de escrever, traçar e conectar histórias, achei o máximo manter Moreira como nome principal. Até mesmo o nome chinês para a amoreira, sang, tem a característica interessante de ter o mesmo som também em outro ideograma, com o significado "lamúria", ou "lamento".

Estudei Letras durante um tempo, Língua Portuguesa mesmo, e depois tive a ideia desvairada de não me limitar a uma área só e deixar de ser o zero à esquerda em Exatas, o que me levou a ser técnico em Químico e até exercer por dois anos a profissão, quando passei em Direito na UFAM - o que atualmente curso - e entrei de vez no universo dos textões e das mazelas sociais.

Como hobbies normalmente jogo, escrevo ou gasto tempo em alguma crise existencial das quais sempre tento tirar alguma coisa útil. Pena que nem sempre funciona.
Não gosto de multidões e sou introspectivo demais para apreciar grupos como deveria, embora ninguém queira me ver já habituado a um ambiente ou pessoa, porque então desembesto a falar sobre tudo como todo geminiano sem cabresto. É terrível.

Escrever, para mim, é uma montanha russa. Comecei, por exemplo, escrevendo apenas verso. Tive um trauma terrível quando participei de um concurso de poemas e cheguei lá com minha narrativa em verso com quase uma centena de decassílabos bem organizados e perdi para um poema livre cujo foco era a comédia e o tema era fumar baseado. Desde esse dia prometi a mim mesmo nunca mais escrever poema, juro (e um dia descumprirei isso também), foi quando comecei a me aventurar em prosa, atividade que varia em experiências muito exteriores e soltas, caso de Espelho dos Deuses e suas sequências em produção, as quais sempre me exigem bastante empenho em pesquisa e organização; mas também em momentos muito íntimos como os de meu projeto atual de romances mais curtos e mais próximos do cotidiano, com uma dose de fatalismo e quase relacionados a personalidades e experiências que indiretamente tive. Pretendo que seja algo muito bonito e pessoal, e o trabalho para acertar o tom tem sido bem edificante.

Creio que me prolonguei, mas esse é L. S. Moreira, às vezes um pouco mais ou um pouco menos.

Em breve, teremos resenha de seu livro aqui no blog, não percam! Conhecendo o Non, esse livro promete! ;)



16.2.16

Young Editorial - Novo Parceiro!



Somos parceiros da Young Editorial!

Yaaaay, todos comemoram!



A Young Editorial é  jovem e entrou no mercado editorial para revolucionar o mercado. Sem dúvida atingiram esse objetivo, pois as obras publicadas pela editora possuem uma arte maravilhosa e única, de grande beleza e atrativos ímpares. Reflete com presteza o potencial que os autores possuem em suas obras.

Revelam em suas publicações talentos nacionais através de um trabalho moderno e inovador, oferecendo um excelente trabalho com um custo acessível para os autores que tem o sonho de verem suas obras lindamente publicadas.


Algumas das obras lançadas:






 

Em breve teremos muitas resenhas dessas pessoas lindas! <3