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18.3.16

Mentiras que Confortam


Título Original: The comfort of lies
Autora: Randy Susan Meyers
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Sinopse: Cinco anos atrás...
Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção.

Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe.

Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois lindos filhos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca a trairia novamente, e ela confiou nele.

Hoje...
Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje.



Sinceramente, esse livro meio que me pegou de surpresa. Sabe o livro que você acaba escolhendo mais pela capa e não sabe muito o que esperar, pois não muito o tipo de leitura ao qual está acostumada? Então. Fui pega de surpresa quando me vi refletindo demais sobre o livro, marcando muitas coisas para ler e uma ansiedade enorme de começar a resenha para não perder as linhas de raciocínio que iam me atropelando enquanto eu lia.

Os capítulos do livro são divididos entre as personagens principais: Tia, Julliete, Caroline e Nathan (seus capítulos ficam mais pra o final). Cada uma delas tem seus demônios pessoais lhes dominando, corroendo todo seu comportamento. Por demônios, eu quero dizer cultura.

Cultura no sentido de ditador de comportamentos. Aquele que lhe diz como você deve se sentir, como você deve responder, como você deve se portar, etc. e que quando você age contra isso, é julgada... E seu pior algoz é você mesmo.

"- Você vai cuidar disso, não é?
Tia afundou na poltrona frente ao sofá.
- Cuidar disso?
- Claro, cuidar disso. - Ele fechou os olhos por um momento. Quando abriu, endireitou o corpo. - O que mais nós podemos fazer? O que mais faz sentido?" 


Tia enfrenta uma situação complicada: ama um homem casado. Relaciona-se com ele sem se

importar com a família que ele já tem, afinal para ela eles ainda não existem, não fazem parte do que ela conhece realmente, só como uma história a qual ela nem quer saber, interessada apenas em ter sua própria família com Nathan. Mas ao mesmo tempo que deseja isso, sente vergonha do que faz, sabe que sua mãe religiosa a recriminaria se soubesse que ela está se envolvendo com um homem comprometido. Não só ela, como muitas outras pessoas da sociedade.

Ela não era tão jovem quando o conheceu, nem inocente. Era dona de seu dinheiro e de suas atitudes, mas ainda assim escolheu rumar por aquele caminho, arriscando-se pelo amor que sentia. Quando se viu grávida, viu ali a chance de ter Nathan com ela para sempre...

Mas, quebrando seu coração e seus sonhos, o homem amado a rechaça ao encarar a possibilidade de ter que abandonar a mulher com a qual é casada e os filhos que tem com ela.

Acreditando que não terá condições de cuidar da criança, Tia decide dá-la para adoção mesmo com os protestos de sua mãe, dizendo que ela se arrependerá amargamente disso no futuro. Mas como ela poderia viver o resto de sua vida olhando e cuidando de alguém que sempre lhe lembraria do amor tão dolorosamente perdido?

Escolhe um casal que acredita serem os melhores pais para sua criança, esconde a gravidez de todas as pessoas que conhece e só volta para os amigos e o trabalho depois de “recuperada”. Sua vida prossegue assim por cinco anos, lutando para esquecer o homem que lhe abandonou, desejando encontra-lo em cada esquina e bar que vai.

Durante cinco anos, ela vive uma semi-vida, sentindo-se incompleta. Como uma pessoa emocionalmente doente iria conseguir ter uma vida normal sem apresentar alguns momentos de insanidade e impulsividade?


"Ela se sentia como se sua vida tivesse se tornado uma série de compromissos que sempre tendiam para o lado da escala moral de Nathan Soros."

Julliete é a esposa de Nathan, a mulher traída que é a mãe e esposa perfeita. Teve uma criação exemplar, embora sua mãe tenha lhe criado para isso, ela não quer ser como sua mãe, ou que ela e Nathan sejam como seus pais: acredita que a casa estilo inglês deles é mais importante que a própria filha. Quando criança, era a extensão de beleza de sua mãe.

Ama o marido mais que a si mesma, ama seus filhos e sua família, mas sente-se culpada por não ter mais muito tempo em casa desde que começou uma empresa. Sua vida caiu em uma rotina corrida, mas isso não significa que os ame menos.

Ao descobrir-se traída, tenta entender a razão. O que Nathan não tinha, que precisou buscar em outra mulher? Quem era ela, como ela era, quantos anos... Quis saber de tudo, tomou dele uma promessa de que aquilo nunca mais aconteceria e lutou para manter seu casamento. Mesmo remoendo-se por dentro. O que havia feito de errado para Nathan ter um caso? Por quê?

Quando descobre que há uma criança envolvida, toda a desconfiança volta e, mais uma vez, a culpa de seu relacionamento não dar certo cai em cima dela.

Vamos analisar primeiro essas duas pessoas. Mulheres. Envolvidas com o mesmo homem. E a culpa é somente de quem, o tempo todo? Delas. Tem ciúme uma da outra, desejam o que a outra tem: a família, a juventude, o corpo bonito e bem cuidado. Tem raiva uma da outra. São inimigas. Por causa de um homem. E, se uma se deixou encantar pelo homem casado, a culpa dela. Se a esposa não conseguiu dar tudo o que o marido precisa a ponto de ir buscar em outro lugar, a culpa é dela.

Alguma ligação com o que se tem discutido hoje em dia? Feminismo. Culpabilidade da vítima.
Não estou defendendo a Tia em, mesmo sabendo que Nathan era comprometido, decidiu que iria toma-lo para si. Mas é o que minha mãe sempre diz: quando um não quer, dois não fazem. Nathan sabia de sua responsabilidade e ainda assim deixou-se levar pelo caso a ponto de dizer que amava Tia apenas para continuar com o sexo. Quando precisou provar que o amor era verdadeiro, deu o fora e deixou-a cuidar sozinha das consequências dos atos de ambos.

Aqui podemos fazer outro parênteses: se existe mãe solteira é porque muitas vezes os homens não assumem o seu papel de pai. Tanto que se a mulher engravidar, fudeu, né?

Okay, vamos continuar.

..."A vida doméstica era obscura, e aquilo ameaçava carregá-la para baixo permanentemente. Todas as manhãs, ela acordava para desempenhar um papel mal resolvido até que chegasse ao hospital."

Caroline é a mulher atual: a independente que tem uma carreira de sucesso, um marido que lhe ama com uma carreira também de sucesso, são financeiramente estáveis. E não podem ter filhos. Peter, o marido, cresceu em uma família grande e pobre, mas não lhe faltava nada em casa. É o orgulho de sua mãe.

Caroline é rica, teve uma infância aparentemente isolada por ser antissocial. E não deseja ser mãe.

Qual é o crime?

Seu marido quer uma família grande.

Então encontram uma criança para chamarem de sua.


Caroline não consegue ser mãe. Acredita que não nasceu para ser mãe. Que não tem dom para isso,
ama sua carreira. E ter que voltar para casa, deixar o trabalho que ama para cuidar de uma criança é um sacrifício.

E como uma mulher não quer ter filho!? Ela tem que ter pelo menos um! E se por um acaso ficar sozinha, quem vai cuidar dela?! Ela tem que experimentar a magia de ser mãe, a magia do parto. É um absurdo, pois as mulheres nascem para ser mãe! Podem ser médicas, aeromoças, pedreiras, engenheiras, químicas... Mas tem que ser mãe também!

E tudo piora quando por alguma razão fisiobiológica elas não conseguem ter filhos. É uma mulher falha. É culpa sua o casal não poder ter um filho. Então vem a questão da adoção: não é um filho que foi gerado por você, e sabe-se o quão importante isso é para desenvolver o papel de uma mãe. Assim, a criança só vira seu filho a partir do desejo. Do amor que você vai sentindo conforme sua barriga cresce, é assim que você vai tomando a realidade e a dimensão de que está tendo um filho. 
E quando ele não foi gerado por você? Existe o desejo, mas não essa fase. Como se pode amar plenamente uma criatura que você não viu crescer dentro de si? A culpa que tais pensamentos geram é um fator enorme de estresse para mães adotivas, pois escutam o tempo todo: é igual a um filho criado dentro de você, isso passa, dê tempo ao tempo. Se você comenta suas dúvidas com alguém, é dada como fria e desalmada. O emocional da mãe adotiva pode não aguentar tais julgamentos...

..."Não que a culpasse por isso. Mas seu pai continuou sendo o centro do mundo para sua mãe, mesmo depois de ela ter aberto espaço no pedestal para Nathan, e ele achava que seu casamento seria assim."

Nathan... Bem, ele é a chave que uniu as três mulheres sem o conhecimento da mesma. Um professor de faculdade que precisa da admiração de seus alunos para que seu ego continue firme, sólido.

Ama sua esposa, mas sua autoestima precisa de mais. É aí que surge Tia, uma jovem recém formada faminta por tudo o que ele tem a oferecer: seu corpo, suas palavras seu conhecimento. Ela não fica entediada com suas explicações e sempre está disponível para ele. Até que a presença dela em sua vida coloca em risco a família amada já construída dele.

Enquanto ela passa cinco anos o procurando com o canto dos olhos por todos os locais, ele praticamente esquece de sua existência.

A maior reflexão surgiu dele. Das mentiras confortáveis que contou para si mesmo durante tantos anos, apenas para continuar vivendo tranquilamente, livrando-se das preocupações que seu ato podem ter causado.

Mas ele esquece que uma mentira nunca anda sozinha, sempre tem uma consequência. Especialmente quando ela é descoberta. Acho que o pior não é saber que foi uma mentira, mas sim saber que a pessoa não confia em você o suficiente para saber a verdade. Que você desejou enganá-la. Não há nunca uma boa intenção por trás de uma mentira.

E essa é toda a questão do livro, como as mentiras que nos contamos influenciam não só nossas vidas, mas também as pessoas que nos cercam. Tudo porque às vezes não conseguimos encarar a nós mesmos e nossos atos, a pessoa a qual estamos nos tornando. Vendamos nossos próprios olhos somente para não termos que nos preocupar com isso; idealizamos as pessoas e tentamos fazer delas aquilo que queremos que sejam.

Esse livro é um banho de reflexão. Muito bem escrito, com personagens interessantes que podem ser representações de muitas pessoas que conhecemos. É uma leitura extremamente válida, se você quer algo para te ajudar a rever alguns conceitos.





17.3.16

Nova Parceria: Petit Editora e Butterfly Editora!



É com prazer que anuncio que agora o blog é parceiro da Butterfly Editora e Petit Editora!



Já tivemos uma resenha de um livro publicado pela Butterfly aqui no blog, lembram-se? E tenho acompanhado os lançamentos da editora desde que a descobri (via um box que ganhei). Há títulos muito interessantes e o blog só tem a ganhar com essa parceria.

Editora Butterfly por ela mesma:

Criada em 2002, a Butterfly Editora é um selo da Petit Editora, cuja proposta editorial é abrir espaço para que a imaginação literária possa alçar voos sem medo do diferente. A borboleta – ágil e multicolorida –, um símbolo de transformação representada em nossa marca, projeta-se no espaço, agitando-se em liberdade, independente, voando na direção de seus sonhos, vislumbrando um amplo horizonte de harmonia e beleza.
Nessa metáfora, que certamente reflete o desejo do ser humano, espelha o objetivo da editora: o de movimentar sentimentos, agilizar ideias, provocar raciocínios e reflexões.

A missão editorial não é apenas oferecer entretenimento ao público, mas também agregar valor e inspiração ao seu dia a dia. No Brasil, o selo Butterfly foi o primeiro a abordar o tema bullying e a existência de crianças índigo. Romances, sagas e trilogias de sucesso também fazem parte do catálogo.

A ousadia faz parte do selo, daí a frase que faz parte da sua logomarca:

ACEITE NOSSO DESAFIO. LEIA O DIFERENTE.

Alguns títulos do selo Butterfly Editora:


Junto com a Butterfly Editora, também vem a Petit Editora! \o/

"Quem somos:


HISTÓRICO 


Petit Editora iniciou suas atividades em 1982, na cidade de São Paulo, como editora de livros técnicos, de informática e eletrônica.

Em 1990, seus fundadores resolveram dar um novo direcionamento à editora. Passaram a publicar livros espíritas, cuja distribuição e venda era até então restrita aos centros espíritas. Pioneira na abertura desse segmento ao mercado editorial, a Petit começou a distribuir seus livros nas livrarias comerciais e a atrair novos leitores. 

O primeiro livro espírita publicado pela Petit Editoria foi O homem e seus poderes, de Eunilto Carvalho de Souza. O primeiro grande sucesso foi o livro Reconciliação, de autoria do Espírito Antônio Carlos, psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho. 

Em 1993, foi publicado o grande sucesso Violetas na janela, de autoria do Espírito Patrícia, também psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, que já vendeu mais de 2,2 milhões de exemplares. Desde então, centenas de livros foram publicados, contribuindo para a divulgação do espiritismo e para o conforto de muitas famílias. 

Sem se desviar de seu foco principal, ou seja, o de editar obras compatíveis com a Doutrina Espírita, a Petit Editora cresceu e, em 2002, criou o selo Butterfly Editora, responsável pela publicação de livros de temas diversos, como literatura, autoajuda, saúde e educação. 


LINHA EDITORIAL 


O livro espírita da Petit Editora é produzido com muito critério e dedicação. Avaliadores doutrinários analisam as obras, atentos para que os textos levem a mensagem ao leitor de forma compatível com a importância e fidelidade à doutrina. Além da publicação de romances espíritas, a editora também oferece subsídios para discussão de temas atuais, como, por exemplo, a pintura mediúnica e livros para estudos. Contribuir para o crescimento espiritual é sua missão. 

Todos os livros recebem um cuidado especial até chegar ao leitor. Desde a avaliação dos originais ao processo editorial e à produção gráfica, cada detalhe é pensado para que o leitor tenha em suas mãos a garantia de uma obra com conteúdo fiel aos princípios do Espiritismo e qualidade gráfica incontestável. 

A Petit Editora acredita que a maior recompensa a essa dedicação é o reconhecimento público pelo trabalho realizado, compromisso estampado junto com a logomarca escolhida para representar seus mais de 30 anos de trabalho e dedicação: Porque ler vai mais além..."


Alguns títulos da Petit Editora:


Animada com essa parceria viu!





16.3.16

A Garota Sem Passado - Michael Kardos




Autor: Michael Kardos
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Sinopse: Num domingo de setembro de 1991, Ramsey Miller deu uma festa em casa para os vizinhos. Depois, assassinou a esposa e a filha de 3 anos. Todo mundo na pacata cidade de Silver Bay conhece a história.
Só que todos estão errados. A menina escapou. Sob o nome falso de Melanie Denison, ela passou os últimos quinze anos escondida com os tios numa cidadezinha remota. Nunca pôde viajar, ir a uma festa na escola ou ter internet em casa, porque Ramsey jamais foi encontrado e poderia ir atrás dela a qualquer momento.
Mas, apesar das rígidas regras de segurança impostas pelos tios, Melanie se envolve com um jovem professor da escola local e engravida. Ela decide que seu filho não terá a mesma vida clandestina que ela e, para isso, volta a Silver Bay para fazer o que nem os investigadores locais, nem a polícia federal, nem o FBI conseguiram: encontrar seu pai antes que ele a encontre.

Resenha:
Mistério. Suspense. Surpresas. Reviravoltas. Um daqueles livros que você começa e não consegue parar de ler. (A menos que você esteja escrevendo seu artigo da pós-graduação e não tenha tempo o suficiente para se dedicar à história).
Enfim, o enredo por si só já me atraiu, pois gosto desses suspenses policiais, em que sempre tem alguém tentando resolver algum mistério em sua vida. E no caso de Melanie Denison não foi diferente.
Imaginem vocês, crescer em uma cidade isolada, morando em um trailer mais isolado ainda, não podendo sair de casa praticamente para nada. Foi assim que Melanie foi criada pelos seus tios superprotetores. A história que conhecia é que seu pai havia matado sua mãe e que, por sorte, ela havia escapado e foi incluída junto com os tios em um programa de proteção às testemunhas. Seu pai nunca foi encontrado, e todos temiam que ele ainda estivesse à sua procura.
Melanie, então com 17 anos, se envolveu com um jovem professor da cidade e descobriu que estava grávida, momento em que tudo muda em sua vida. Como continuar vivendo se escondendo de seu pai, tendo que proteger mais uma criança agora?

“Então ela ficou sem saber o que escrever: Melanie ou Meg? Decidiu-se por um simples “M”. deixou o bilhete em cima da mesa da cozinha, ao lado do saleiro e do pimenteiro, e partiu.”

E assim Melanie parte para uma aventura, em busca da verdade sobre sua história e sobre o paradeiro de seu pai biológico. Em primeiro lugar, encontra um jornalista, que havia investigado e acompanhado todo o processo desse crime em sua cidade natal. Ele estava já em um hospital, esperando sua morte, quando ela apareceu fingindo ser uma jovem jornalista querendo conhecer melhor o caso.

A partir daí a narrativa se desenrola de maneira surpreendente, sempre com novas informações a respeito da vida de Melanie, com capítulos se intercalando entre história atual e história passada de seus pais.
Aquela garotinha, que cresceu tendo medo de tudo e de todos, aprende a ser corajosa e a enfrentar seus medos para finalmente conseguir se sentir livre.
Entrevistou antigos amigos e vizinhos de sua família, pessoas que estiveram presentes naquela última festa dada por seu pai, na noite da morte de sua mãe. Sempre escondendo sua identidade, até que em algum momento, foi reconhecida.

“Você não chega a ser uma cópia fiel da sua mãe, mas é quase isso”.

Melanie passa por diversas situações complicadas, tem dúvidas quanto a quem são seus amigos e em quem pode confiar, mas com a ajuda de uma nova policial que resolveu reabrir o caso, conseguiu encontrar a verdade, naquele final inesperado, digno dos olhos arregalados do leitor.
História inteligente, bem escrita, e com aquela dose de mistério para ninguém botar defeito. Recomendo ;)




14.3.16

A Sereia - Kiera Cass



Título: A Sereia
Autora: Kiera Cass
Editora:Seguinte
 Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.


A vida de Kahlen não é nada fácil,por oitenta anos ela teve que cumprir com sua promessa a Água,apesar de ser muito duro sua obrigação,caso contrário "Ela" como é sempre citada lhe tomaria sua vida de volta.

Apesar de amar suas irmãs,ela sentia o peso da obrigação,e de sempre se mudarem de tempos em tempos,e não poder falar com ninguém,pois sua voz é mortal,elas conseguiam se comunicar através da língua de sinais,e em certo momento Kahlen conhece Akinli que muda completamente sua vida.

Kahlen se sente "livre" pela primeira vez na vida,pois acaba sentindo algo por esse garoto que em tão pouco tempo a marcou definitivamente,e com medo de que esse sentimento fosse trai-la ela acaba fugindo da cidade com suas irmãs e é a partir daí que sua vida muda radicalmente!!

Com suas perdas e ganhos,uma de suas irmãs completou seu ciclo de vida com a água e uma nova irmã chegou pra que ela se distraísse um pouco mas nada disso a faz tirar Akinli dos pensamentos,o que a coloca em certos perigos e nos deixa com o coração na mão,mas o que o destino tenta unir nada separa :)

Sabe quando você lê um livro e tenta de todas as maneiras reformular as ideias e colocar no papel e não consegue?!! Pois é com esse livro foi assim,a leitura foi legal,a escrita da Kiera é totalmente fluída em todos os seus livros que eu já li,mas nunca consigo gostar o suficiente pra mim sempre fica faltando um "tcham" a mais,acho que tenho sérios problemas com essa autora..hahahahaha... Os personagens são cativantes,adorei todas as irmãs sereis da Kahlen,principalmente a Padma,espero que a Kiera escreva um livro só sobre ela esse sim eu ia adorar!!!
E aí galerinha??!! Quem leu? Gostaram? Me contem tudo!!! :)

 













13.3.16

Lançamentos do mês de Março da Companhia das Letras e demais selos!!!


Yaaaay por mais um ano somos parceiras da Companhia das Letras e demais Selos \o/

Então orgulhosamente lhes apresentamos os lançamentos do mês de março!!!


A profecia do pássaro de fogo – Trilogia Echo, vol. 1 (Melissa Grey)

No subterrâneo de lugares onde é muito difícil chegar, duas antigas raças travam uma guerra milenar: os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pelos; e os Drakharin, que têm escamas sobre a pele. Ambas possuem magia correndo nas veias, o que as possibilita se esconder de todos os humanos… menos de uma adolescente chamada Echo. Echo conheceu os Avicen quando era criança, e desde então eles são sua única família. A pedido de sua guardiã Avicen, a garota começa uma jornada em busca do pássaro de fogo, uma entidade mítica que, segundo uma velha profecia, é a única forma de acabar com a guerra de vez. Mas Echo precisa encontrar o pássaro antes dos Drakharin, ou então os Avicen podem desaparecer para sempre…






Por que esta noite é diferente das outras? – Só perguntas erradas, vol. 4 (Lemony Snicket)

Último volume da série Só Perguntas Erradas, do mesmo autor das Desventuras em Série.
O jovem Lemony Snicket começou seu aprendizado em uma organização misteriosa e partiu para Manchado-pelo-mar, uma cidade decadente onde se criavam polvos para a produção de tinta.
Sua excêntrica tutora, S. Theodora Markson, foge no meio da noite para pegar o trem rumo à cidade grande. Agora ele precisa investigar por que ela está indo embora sorrateiramente e quem ela precisa encontrar nesse trem. Mas um crime terrível acontece no meio da viagem… Quem é o culpado? Quem são os passageiros — bem suspeitos — do trem? Por que uma parada não programada acontece? Será que tudo isso faz parte dos planos do vilão Tiro Furado?


Espada de vidro – A rainha vermelha, vol. 2 (Victoria Aveyard)

O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Mr. Mercedes (Stephen King)

Ainda é madrugada e, em uma falida cidade do Meio-Oeste, centenas de pessoas fazem fila em uma feira de empregos, desesperadas para conseguir trabalho. De repente, um único carro surge, avançando para a multidão. O Mercedes atropela vários inocentes, antes de recuar e fazer outra investida. Oito pessoas são mortas e várias ficam feridas. O assassino escapa. Meses depois, o detetive Bill Hodges ainda é atormentado pelo fracasso na resolução do caso, e passa os dias em frente à tv, contemplando a ideia de se matar. Ao receber uma carta de alguém que se autodenomina o Assassino do Mercedes, Hodges desperta da aposentadoria deprimida, decidido a encontrar o culpado. Mr. Mercedes narra uma guerra entre o bem e o mal, e o mergulho de Stephen King na mente obsessiva e psicótica desse assassino é tão arrepiante quanto inesquecível.





Linha M (Patti Smith) 

Depois do cultuado Só garotos, a lendária cantora e escritora Patti Smith volta à sua odisseia pessoal em Linha M, que ela chama de “um mapa para minha vida”. O livro começa no Greenwich Village, o bairro que tanto marcou sua história. Todos os dias a artista vai ao mesmo café e, munida de seu caderno de anotações, registra suas impressões sobre o passado e o presente, a arte e a vida, o amor e a perda. Num tom que transita entre a desolação e a esperança — e amplamente ilustrado com suas icônicas polaroides —, Linha M é uma meditação sobre viagens, séries de detetives, literatura e café. Um livro poderoso e comovente de uma das mais multifacetadas artistas em atividade.





Esta terra selvagem (Isabel Moustakas) 

Romance de estreia de Isabel Moustakas, Esta terra selvagem é um thriller sangrento encenado numa São Paulo subitamente tomada por crimes de ódio. Depois de presenciar a morte da testemunha ocular de um crime tenebroso, a vida do repórter João nunca mais foi a mesma. A jovem que assistiu à tortura e ao assassinato brutal dos pais, para depois ser abusada das maneiras mais terríveis, deu fim à própria vida diante dele após relatar cada detalhe perturbador do que vivera. A partir deste terrível episódio, o jornalista irá seguir todas as pistas que possam levá-lo a um possível grupo racista e homofóbico que vem cometendo as piores atrocidades contra imigrantes, negros, judeus, nordestinos, gays e quaisquer pessoas que eles considerem impuras. Mas a única pista que ele tem são os cadarços verde e amarelo que eles usam nos coturnos.



De mim já nem se lembra (Luiz Ruffato) 

Ao abrir uma pequena caixa encontrada no quarto da mãe falecida, o narrador depara com um maço de cartas cuidadosamente atadas por um cordel. Dirigidas à mãe e escritas pelo irmão, vitimado por um acidente, essas cinquenta cartas reconstituem um passado e registram também mudanças políticas, econômicas e culturais no apogeu da ditadura militar brasileira, convidando o leitor a espreitar a memória de uma família com “olhos derramando saudades”. Em De mim já nem se lembra, Ruffato recupera a antiga tradição do romance epistolar e transfigura-a — em vez de uma troca de correspondência ordenada cronologicamente, aqui há apenas uma voz, no espaço e tempo imprecisos da ausência.








A cadeira da sereia (Sue Monk Kidd)

Na abadia de santa Senara, cujo nome se originava de uma santa celta que fora uma sereia antes de ser convertida, existe uma cadeira encantada. Reza a lenda que quem tomar o assento e fizer um pedido a Senara, será ouvido. Quando Jessie Sullivan precisa retornar à ilha para cuidar de sua mãe, deixando seu marido, Hugh, para trás, ela é forçada a encarar uma série de dúvidas sobre seu casamento. Apesar do amor cordial que sente pelo marido, ela se sente atraída pelo irmão Thomas, um monge prestes a tomar seus votos solenes. Em meio ao mistério e os poderes da “santa Pecadora”, ela luta contra os desejos que parecem tomar conta de sua vida. Enquanto a liberdade que a ilha inspira parece falar com Jessie, seria ela capaz de deixar de lado a responsabilidade e o conforto do lar que criou ao lado de Hugh? Uma história comovente sobre a espiritualidade e as escolhas que precisamos fazer.


Before – After, vol. 6 (Anna Todd)

Antes de Tessa, Hardin era um jovem rude e, às vezes, cruel. O que será que fez com que ele se tornasse esse bad boy tão revoltado? E o que passava em sua cabeça naqueles primeiros momentos com Tessa, a menina irritantemente certinha de quem ele não conseguia ficar longe? Contado sob o ponto de vista de Hardin e de outros personagens da série, Before acompanha de perto esse complexo e cativante personagem, desde seus problemas de infância até sua turbulenta juventude. O livro traz também passagens inéditas do romance de Tessa e Hardin e revela, ao fim, o futuro desse casal intenso que conquistou os corações de leitores no mundo inteiro! 

Romance moderno (Aziz Ansari) 

Durante anos, a comédia stand-up de Aziz Ansari tem discutido os romances modernos. Mas em Romance Moderno, o livro, ele decidiu levar o assunto a outro nível. Ele se juntou ao sociólogo Eric Klinenberg, da Universidade de Nova York, para desenvolver um projeto de pesquisa que se estendeu de Tóquio a Buenos Aires, passando por Paris, Doha e Wichita. Eles analisaram dados comportamentais e fizeram extensas entrevistas com centenas de pessoas. Criaram um fórum no site Reddit, onde conseguiram milhares de respostas. Contaram com auxílio dos mais renomados pesquisadores sociais. O resultado é um livro único, em que o humor irreverente de Aziz é veículo para pesquisas sociais inovadoras, para um tour no nosso universo romântico como nunca antes visto.





O pescoço da girafa (Judith Schalansky)

Inge Lohmark é a última de sua espécie. Professora de biologia no Colégio Charles Darwin, na antiga Alemanha Oriental, ela sabe que adaptação é tudo. Mas as coisas estão mudando muito rapidamente. As pessoas já começam a olhar para o Ocidente em busca de empregos e oportunidades de vida; sua própria filha deixou o país. O ambiente conhecido está desaparecendo. E, mesmo que os alunos e colegas da escola não sejam os espécimes mais brilhantes da manada, parece que Lohmark está ficando para trás. Escrito com elegância e ironia, O pescoço da girafa é uma crítica mordaz ao ambiente escolar, à competição selvagem da vida e à ideia de que os mais fortes são sempre claramente reconhecíveis.






E assim terminamos com as atrações das novidades mais importantes da Companhia das Letras e selos associados! É ou não é uma belezura?